terça-feira, 5 de abril de 2011

Algumas notas do Segundo Capítulo

Tomei a liberdade de re-ler o segundo capítulo de "A preparação do Ator" e chegar em opiniões que vieram-me à cabeça e mesmo àquelas que já discutimos em sala de aula. Abaixo segue um resumo das dicas e também algumas notas sobre nomes citados no capítulo com algumas definições. algumas delas estão em inglês ou francês.


O consciente é diferente d inconsciente, é algo que pode ser manipulado na nossa cabeça. O inconsciente se tão aprofundado, torna-se consciente e morre. Ao criar um papel, a inspiração (natureza) é necessária, mas através do estudo consciente da personagem a inconsciente surge com maior facilidade. Atores de personalidade são aqueles que dependem da inspiração para representar, mas e quando a inspiração não vem?
Sim, temos que sentir a personagem. Mas cada vez que a interpretamos e mais, além de sentir temos que passar o sentimento de forma artística e bela para quem vê. Stanislavski diz: “[...] Vive o papel como preparativo para o aperfeiçoamento de uma forma exterior”
O espelho é um inimigo do ator, pois o deixa mecânico. Muitos atores quando ensaiam ou pegam um papel de primeira vez, acabam atpe sentindo a personagem, mas com o tempo a mecanizam, deixam-na artificial. O que estraga tudo. É como copiar por exemplo alguém, isso é uma mera imitação, sem um processo de criação que valorize a nossa arte.

Assimilar o modelo
“Estudar quanto à época, o tempo, o país, as condições de vida, os antecedentes, a literatura, a psicologia, a alma, o sistema de vida, a posição social e o aspecto exterior. Além disso, há que estudar o caráter no que se refere aos costumes, modos, movimentos, voz, dicção, entonações [...]”.

Carimbo
Uso de clichês exteriores para encobrir a ausência da arte criadora. Clichês geralmente preenchem momentos do papel onde não houve essa arte criadora.
O estereótipo também, por exemplo, usa do que todos conhecem e estão acostumados para rotular algo ou alguém, sendo assim é apenas um rótulo.
Tal como ambos, outros inimigos do ator é o exagero e o exibicionismo; Querer aparecer, ser visto e famoso é o que muitos desejam, mas será isso importante durante a criação de uma personagem?

O ator tem de se importar com o corpo e seu desenvolvimento também, afinal, o corpo de quem atua é uma de suas ferramentas de trabalho.

Agora, por que é tão importante essa criação? Essa fé cênica? Essa verdade de estar no palco? Segundo Stanislavski “Uma verdade artística é difícil de desencavar, mas nunca perde o interesse. Vai-se tornando cada vez mais aprazível, penetrando cada vez mais fundo, até envolver totalmente o artista e também o seu público. Um papel construído à base de verdades cresce, ao passo que fenece o que se baseou em clichês”.

Quem são?

Nomes citados no Capítulo que seria interessante tomarmos conhecimento.

Otelo
Otelo, o Mouro de Veneza (no original, Othello, the Moor of Venice) é uma obra de William Shakespeare escrita por volta do ano 1603. A história gira em torno de quatro personagens: Otelo (um general mouro que serve o reino de Veneza), sua esposa Desdêmona, seu tenente Cássio, e seu sub-oficial Iago [1]. Por causa dos seus temas variados — racismo, amor, ciúme e traição - continua a desempenhar relevante papel para os dias atuais, e ainda é muito popular
Salvini
Tommaso Salvini (January 1, 1829 in Milan – December 31, 1915 in Florence) was an Italian actor. His father and mother were both actors, and Tommaso first appeared when he was barely fourteen as Pasquino in Goldoni's Donne curiose. In 1847 he joined the company of Adelaide Ristori, who was then at the beginning of her brilliant career. It was with her as Elettra that he won his first success in tragedy, playing the title rôle in Alfieris Oreste at the Teatro Valle in Rome.
Shchepkin
Mikhail Semyonovich Shchepkin (Russian: Михаи́л Семёнович Ще́пкин, November 6, 1788 – August 11, 1863) was the most famous Russian actor of the 19th century.  As his father was a serf, Shchepkin's freedom had to be bought by his admirers in 1821. Three years later, he joined the Maly Theatre in Moscow, which he would dominate for the next 40 years—it became known as the 'House of Schepkin'.[1] Schepkin was the first to play Famusov in the Woe from Wit (1831) and the Mayor in The Government Inspector (1836)
Coquelin
Benoît Constant Coquelin, dit Coquelin aîné, est un acteur français, né à Boulogne-sur-Mer le 23 janvier 1841 et mort à Couilly-Pont-aux-Dames le 27 janvier 1909, surnommé ainsi pour le distinguer de son frère Ernest, dit Coquelin cadet. Il est l'un des comédiens les plus notoires de son temps, et crée notamment le rôle de Cyrano de Bergerac.

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Que eu faço mil coisas não é segredo. E realmente, não mentem quando dizem que tempo é dinheiro e é precioso. Na última aula de interpretação, passamos para as improvisações clássicas. Algo meio complicado, o toque não é permitido, festas são formais, mesmo com pessoas bêbadas.
Não há necessidade de sentir vergonha de mostrar-se, mostrar o corpo. Não é necessário ensinar o público o que temos que, para eles, passar. Falar em demasia nos estraga e quando atuamos, ou atuamos ou somos diretores. Numa improvisação, ensaiar para que?
Outra dica é não chutar o amigo tão forte, coitado do Fernando que levou um chute meu. Era para ser de leve, fiquei até com vergonha depois.
Tudo, exatamente tudo no palco tem que ter um porquê ou um objetivo. Por que, por exemplo, que um bêbado contaria a Édipo que ele não é filho do rei? Temos que pensar nisso, nesses próprios sentimentos.
Para encenarmos alguma coisa, é necessário também o entendimento, a pesquisa. Nossa parte consciente nos ajuda muito, ela pode ser o ponta pé inicial para despertarmos nossas emoções, sentimentos, o sub-consciente. De que adianta interpretar Édipo se o fizermos como se anda no metrô de SP em 2011? Temos mais é que lembrar da Grécia, de seu contexto e quem era quem ali.
Essas foram algumas dicas que tomei nota da última aula. Amanhã tem mais e espero eu conseguir chegar em algum lugar com algum objetivo nessa aula que me dá medo e me encanta.

sábado, 2 de abril de 2011

Resumindo

Tenho que publicar sobre a última aula de história do teatro antes das férias, foi basicamente uma aula sobre a poética de Aristóteles, análise de lisístrata e caracterização de Tragédia e Comédia grega. Além é claro da divisão dos Seminários. Meu grupo está responsável por teatro naturalista, expressionista e simbolista. Seremos os últimos a apresentar. Depois tentarei passar algo a mais por aqui sobre esse dia.

Já na Cultura inglesa, cada vez gosto mais de lá. é um teatro amador e difere bastante do profissional no Senac, mas é enriquecedor, me ensina tanta coisa que nem imaginaria. A montagem está para ser decidida, espero que tudo ocorra bem e que façamos nosso melhor junto, só acho que eu devo calar minha boca mais lá, falo muito. Sobre as pessoas e a professora Renata Coloni, só tenho boas coisas a dizer. Não quero largar o Drama Club nem mesmo se eu sair da Cultura Inglesa.

Jogos

Todo mundo trouxe seu pau consigo? o.O

Sim, tivemos que levar para a aula de expressão corporal um cabo de vassoura, eu pelo menos passei alguns micos no trajeto casa-curso, levando em transportes lotados o tal do 'pau'. Depois de um aquecimento, ficamos um na frente do outro lançando os bastões de maneira perpendicular e com movimentos repetitivos de pés e corpo, mas com objetivo, rigidez, destreza, foco. Com o tempo entramos em harmonia e o jogávamos juntos, soltando uma palavra ou som de acordo com a respiração. Foi engraçado e criativo, mas precisei de foco, de atenção, tanto que na primeira vez gritava "atenção", já na segunda gritei "Baguette". Engraçado? Até que sim, porém tive uma finalidade, usei da aula da Mariza como inspiração e como pensava tanto em Paris naquele dia, imaginei um francezinho no meio das ruas da Paris do passado recebendo uma baguete jogada pelo amigo. Algumas vezes funcionou.
Ainda jogamos um jogo de atenção e rapidez, trocando os donos dos bastões equilibrados em circulo, foi um jogo bem complicado, mas não impossível. O pior foi o escravos de jó, a sala já estava desconcentrada o suficiente para jogar, alguns só pensavam em pegar o bastão e não passá-lo corretamente ao parceiro do lado direito, mas, depois de levar-mos um bom puxão, tentaremos mais uma vez na semana que vem.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Cheiro

O que eu vejo em você? Responda-me se for capaz. Nem te conheço, nem sei seu jeito. Não sei qual o seu time, suas preferências, o que gosta de pedir num restaurante e nem os palavrões que solta quando está com estresse ou ânimo.
Foi o seu cheiro, sim, foi o seu cheiro que me amarrou nessa paixão platônica e bonita, seu jeito de olhar e concordar comigo, de poder fazermos juntos o que os outros não conseguem, essa sincronia bela e capaz de admiração. Ai, o que que eu faço? Essa paixão me dá sede de mais, de querer te mostrar o que sinto, um sentimento que me desafia e que aguça meus sentidos. Não sei como denomino isso, ou sei, pois já passei por isso uma vez e adorei, pois senti o mesmo. Ai que vergonha de olhar nos seus olhos e de gaguejar por não saber escolher palavras que possam te impressionar.
Que dúvida é essa de falar de uma vez ou deixar o tempo passar e você perceber esse meu interesse que só cresce. Que o tempo resolva essa questão para gente. Enquanto isso me mordo por dentro quando você passar ao meu lado e eu sentir seu cheiro, sim, eu me mordo por dentro.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Mão na massa

Manipulando uma bexiga (balão) voltei a ser criança, não sei se esse era o objetivo. Para ser sincero experimentei outras sensações também, como ser um jogados que vôlei profissional, o carrinho de uma montanha-russa e mesmo ver como aquela bexiga era apenas uma nuvem. Mas eu também me usei, usei do meu corpo para voltar a ser criança e imaginar meus brinquedos. Engraçado que realmente, qualquer coisa se transformava em minhas mãos quando era criança.
Depois de fechar os olhos e pensar num medo que passei ou que outra pessoa passou quando criança, discutimos o que faríamos em grupo e minha história foi escolhida. Fiquei feliz, lógico, mas não à vontade de ter de interpretar a mim mesmo numa cena desagradável de criança quando pensei que nunca mais veria minha mãe. Foi estranho e não me senti a vontade. Suei de verdade no palco, tremi, era eu. Meu grupo comprou e não comprou a ideia ao mesmo tempo. Foi estranho, mas foi válido, várias coisas boas, não negamos, um objetivo geral e uma estrutura, da minha parte ao menos a crença. Não, não foi 100%, mas foi válido, deu-se para tirar dali lições. Que é o que quero e queremos nós.
Outras três apresentações, aquela que pode ter fugido da proposta, aquela que alcançou o objetivo e o a que ficava ali no meio. Todos vamos ainda acertar e errar, com certeza, mas eu fico feliz e emocionado do fundo do coração, ao olhar para uma sala com vinte estudantes de teatro que tem a capacidade de desenvolverem-se, tanto no "só" como no "grupo". Meu gesto a eles e à professora é Tirar o chapéu e aplaudir.

28/03/2011
Ter disciplina
Buscar a adaptação ao seu contexto
Buscar o que é natural
Buscar dar objetivo ao que se faz

Minha Motivação

Ontem, ao lado de minha irmã, fiz um curso de motivação nas organizações. Algo meio de Administração, mas que me serviu muito. Não quero e nem darei esse curso aqui, afinal é extenso demais. A sua essência porém é mostrar que as pessoas são diferentes e têm motivações diferentes. Motivação é diferente de estímulo, pois motivo é intrínseca, vem de dentro da gente. Talvez você tenha um estímulo de dez mil por mês na sua conta no banco, mas você tem uma motivação para gastar essa grana.
Parei para pensar, ou melhor, nem parei, pensei no caminho para casa. Qual motivação me faz perder mais tempo dentro de transporte público para ir e voltar do teatro e ficar menos tempo lá no curso que no trajeto? É uma coisa interior, que nem ao menos consigo responder, é onde me encontro e tento entender um pouco mais daquela caverna que aristóteles falou. É algo que faz bem para minha alma, para meu corpo, para minha saúde mental, é onde sinto-me crescer e desenvolver aquela parte que não só fisico-cultural, é algo que quase não se explica. Só tenho a agradecer por ter entrado nesse curso. Os estímulos não eram e nem são tantos assim, porém a motivação que possuo é infinita. Não entendeu? Vá no site da FGV e procura por um curso on line chamado "motivação nas organizações" que entenderás.

O metódico extremo

Comentamos hoje na aula um pouco mais sobre o Sistema Stanislavski e coisas do tipo. Não falarei muito disso aqui, mas sim tomo para o pessoal a coisa da disciplina, a coisa da pontualidade.
Segundo o dicionário, pontualidade significa chegar na hora ser pontual. E ao meu ver essa característica é essencial em qualquer âmbito da vida. No meu dia a dia, tenho tentado ser o mais pontual possível e na maioria das vezes o consigo, o que acontece entretanto é o incomodo que sofro quando sofre com a impontualidade dos outros.
Já metódico significa Pessoa muito certinha; Quem faz tudo com muita organização, com métodos; Chato; Mala;, porém sejamos francos e um pouco de metodologia é válida na vida. Há um limite.
Relacionando ambas as definições, talvez você encontre meu "defeito" caso tivesse poder. Comentei com uns amigos que se eu fosse um professor mais renomado ou mesmo com mais liberdade, seria daqueles que caso a aula comece 09h02, a aula começaria a essa hora, sem mais nem menos, caso um aluno chegasse 09h03 não entraria na sala e ponto, não importa o motivo. Que direito tem ele de atrapalhar o desenvolvimento de toda uma equipe que estava ali no horário combinado? Nessa questão de pontualidade: Sim, sou chato e metódico ao extremo, e so fundo do coração, espero não melhorar nisso até alcançar uma maturidade pessoal-profissional para rever esse conceito. Perdoem-em se os assusto, mas minha teoria é essa. Na prática, infelizmente não posso, ainda aplicar esse método :(

domingo, 27 de março de 2011

Introdução ao Contato

As aulas de expressão corporal que tivemos até o momento já mostraram resultados. Sem ver, um quarto da matéria já foi passado. Em suma, (1) Relaxamento (2) Articulação (3) Andar Correto (4) Alongamento e Aquecimento (5) Contato e Espaço.
As primeira quatro aulas já dei meu ver aqui, a última foi uma aula completa, de exploração de níveis, dessa vez com uma segunda pessoa. Sem toque e depois com toque, fomos preenchendo os espaços vazios, explorando os espaços num limite imaginário e buscando a perfeição. Assim, por vezes nos deparamos com resultados incríveis e que nos remeteram a realidades diversas. Vimos a diferença entre estar ativo ou inativo com nosso corpo e soubemos explorar o que é passível a ser explorado.
Sem mais para o momento, a não ser que tenho que levar um cabo de vassoura na sexta-feira, do Embu das Artes para a Lapa, pegando um ônibus, um metrô e dois trens. Todos lotados. Que assim seja, então!

Lisístrata

Como pedido, li o livro de Aristófanes. Essa comédia grega sobre sexo, guerra e paz. Um livro bem legal também, sem ser cansativo mostra como os seres humanos se regulam através do sexo e exalta a saberia da mulher. Unindo-se elas tentam acabar com a guerra e com a distância que separam-nas dos maridos, iniciam uma greve de sexo. Sofrem também, fato, mas chegam aonde querem chegar: à PAZ.

Um pequeno Detalhe

Esqueci o som da sua voz
Esqueci o gosto do seu beijo
Esqueci a profundidade do seu olhar
Esqueci a sensação do seu toque
Esqueci as aventuras
Esqueci suas ideias e ideais
Esqueci a alegria de estar com você
Esqueci seus elogios
Esqueci suas promessas
Um pequeno detalhe porém é que
Só esqueci de esquecer você

quinta-feira, 24 de março de 2011

Eu Posso Te Sentir

Quando eu sinto a mágica do amor no ar
Eu tô pensando em você
A luz do sol brilhando em seu olhar
E eu, acho que me apaixonei
Tudo que eu penso, levo até você
Seu abraço forte de paixão
O mundo até onde eu posso ver
Parou, só pra ouvir seu coração
Eu posso te sentir
Ouvir a sua voz
O cheiro doce dessa emoção
Eu posso adivinhar
Aonde te encontrar
É só seguir a minha intuição
O rastro da paixão
É só imaginar, amor
Que você está aqui
Que eu posso te sentir, sentiir
Não sei o que fez o amor
Acontecer, o amor não tem explicação
Tudo que me importa
É saber que é só deixar
A minha imaginação
Eu posso te sentir
Música cantada por Vanessa Camargo. Como eu queria "cantar" isso para um alguém qualquer que eu simplesmente... amasse *-*

Ser bom é fácil! O difícil é ser justo

Nada melhor do que voltar a escrever um pouco sobre mim mesmo. Alimentar o ego? Não, porque, por vezes, o destrui nessas poucas linhas. A vida anda do jeito que eu imaginava, bem agitação, poucas paradas e resultados vistos pouco a pouco. Interessante como nossas vidas mudam - frase de minha professora de francês, Anita.
Caso dê uma olhada nas minhas primeiras observações, eu tinha escolhido teatro e maravilhava a cena, porém na na prática, gente, como muda essa coisa que chamam de atuação. Nossa, estou tentando postar aqui o que aprendo em sala, mas é muito mais complexo do que decorar um texto e falá-lo ao público. Amo o teatro sim, mas ainda estou em fase de descobri-lo, quero ser ator sim, isso pode ou não ser algo que eu consiga trabalhar em mim. Até porque, não quero ser um ator mediano, mas sim o melhor que posso, talvez eu seja melhor fora do palco, mas não viverei sem ele nesses anos seguintes. Uma vez que o teatro te atrai e você aceita os desafios que ele lhe impõe você quer saber sempre mais. E quando digo que amo tenho como provar, não é qualquer um que gasta o mesmo tempo em sala de aula e dentro do transporte público de SP para estudar o que deseja e respeita.
Estou no inicio, mas segundo os chineses uma caminhada de 200 Km começa com um primeiro passo. Se sou bom? É fácil ser bom e elogiar a si próprio, mas ser justo é o mais complicado, ainda mais consigo mesmo. Deixe que o tempo o diga, afinal, esse pensamento de Victor Hugo é bem aplicável ao que estou passando.
Tenho várias outras coisas para comentar, como um teste que fiz para uma peça, o Jeff que é professor de inglês, os amigos que mantenho e os romances que procuram-me quando apenas quero viver para mim e até mesmo aquele sofrimento de adolescente apaixonado. Talvez eu nem chegue a comentar muito, mas em suma, cada aspecto tem suas dificuldades, mas são dificuldades que não ocultam a beleza dos resultados.

Pare para observar

Se não me engano já deve ser a quarta aula de história do teatro. Parece meio sem graça e sem ação para um ser humano ansiando os palcos, mas pare e observe a importância de aprender nomes, conceitos, história e épocas. Se pensas que não lhe servirá de nada, sente-se numa rodinha de bons atores e veja onde os assuntos mais teatrais acabam: nomes, diretores, peças, história e histórias... Enfim, é envolvente saber sempre mais sobre aquilo que é importante e bom.
Serei Audaz e falar com minhas palavras o que estudei em sala. Nosso professor, Walmir Pavam, preparou-nos um roteiro com base na obra de Jean-Pierre Ryngaert. Que [OMG] abriu meus olhos de uma maneira que nunca imaginaria. Imagina se em minhas mãos esse roteiro estivesse quando preparamos "O auto da barca do inferno" no Ensino Médio?
Há vários aspectos de um texto a serem analisados, tais como o Enredo [O que acontece, qual a sequência]; O conflito [aquela contraposição, obstáculo, oposições que regem a cena analisada]; a Intriga [relacionada ao conflito, mas mais referente "ao porquê" do que "ao quê"]; o Espaço [tanto cênico, como que são citados apenas]; O Tempo [se é ou não cronológico, usa de saltos? e mesmo o tempo subjetivo*]; as Personagens [as relações, conflitos, exposições de sentimentos - ocultos ou expostos - reflexões e linguagem]; Linguagem [se é cotidiana ou não, se é regional, diálogo, monólogo, narração, canção, verso, prosa, se usa de figuras de linguagem]; Uso de títulos e rubricas [se é de ação ou interação, se interfere na peça].
Com essas informações analisamos dois trechos de "Édipo Rei" (Sófocles), assim nos aprofundamos mais conscientemente na peça, conhecendo-a melhor. O que, ao meu ver, é ótimo.
Desse roteiro sempre farei proveito, certamente. Para a próxima aula ele [o professor] quer nossa leitura de Lisístrata (Aristófanes) uma comédia grega, que por acaso consegui emprestado com um amigo e também a melhor leitura de "A poética de Aristóteles". Agora é ler e analisar, colocando em prática todo o possível.

A primeira prova

A meu ver, em tudo e qualquer coisa que façamos, além do amor que temos que nutrir devemos ser responsáveis e disciplinados. Que adiantaria um aprovado na USP [melhor faculdade da América Latina] ficar faltando aos seus compromissos como universitário em tal instituição? O mesmo serve para o teatro. Disciplina é algo muito importante.
Nota pessoal: Sou do tipo disciplinado, organizado, metódico e responsável, mas sim, sou humano e não uma máquina que por vezes falha e envergonha-se do erro. Erro mesmo é a vergonha, pois com os erros que comento, certezas firmam-se para meu desenvolvimento pessoal.
Digo sobre a disciplina pois ela, bem aplicada, dá resultados enormes. Com disciplina não se destrói uma vontade criadora, que é difícil despertar e fácil pra destruir.
A partir da leitura do livro que mencionei no post anterior tomei a liberdade de chegar à alguns pensamentos, como por exemplo que o ator não cria, mas re-cria, e tem como obrigação procurar sempre a inovação do seu ser e do seu personagem, não adianta sermos máquinas que repetem falas e gestos sem uma finalidade alguma.
O capítulo tornou-se então obscuro para mim, já que minha mãe entrou na sala e começou a reclamar que a luz estava acessa. Por pouco tempo duas personagens da história de Stanislavski conseguiram ser o que o diretor espera. Fora isso, pretendo aprender mais na segunda-feira e transcrever aqui, assim ao menos, se um dia esquecer de novo já terei notas próprias para recorrer e revisar.

Estrelismo

Em nossa última aula com a Marisa (que conduz as aulas de Interpretação Cênica) iniciamos de vez o tal do tão comentado "Método Stanislavski". Trabalhando algumas coisas ao mesmo tempo, porque assim é que desenvolvemos nosso "ator interior".
Um exercício em duplas de espelho contribuiu para mostrar que é complicado manter a concentração e os olhos nos olhos. Não senti tanta dificuldade com imaginei que teria, mas também passei longe do que é perfeito. Mas como é difícil concentrar-se não é mesmo?
Chegamos uma hora a imaginar que éramos cordeirinhos prestes ao sacrifício, fui escolhido como pastor, o que não me deixa maior nem menor do que ninguém e nem em termos de dificuldade. Tão difícil como fazer um é fazer outro. Por vezes peguei-me desconcentrado, sem saber como andar, o que fazer, como ATUAR. Mas em certos momentos, eu realmente era um pastor, por vezes era difícil chegar perto de um "cordeiro" e sacrificar-lhe, mas era necessário. Talvez essa seja a essência desse método. O SER. Buscar ser aquilo que não se pode ser, que não se é.
A lição de casa, digamos assim, era uma leitura mais aprofundada da introdução e do primeiro capítulo de "A preparação do Ator" de Constantin Stanislavski.
A apresentação da edição que tenho em mãos explora como era pura a essência que Stanislavski buscou aplicar ao teatro. Longe daquilo que pode ser o estrelismo que muitos buscam. De acordo com Sir John Gielgud, "a popularidade e o sucesso [no que diz respeito à fama] não eram temas de Constantin", e algo que me chamou a atenção foi a menção que atores no geral são inseguros, embora possam parecer senhores de confiança em cima de um palco. O diretor precisa de Tato. O livro então, seria como um guia, mas não uma lei absoluta, para clarear dúvidas que por vezes martelam a cabeça, tanto do ator, como diretor ou apreciador das artes cênicas.

terça-feira, 22 de março de 2011

Blackout

Depois de nem mesmo ter terminado a aula a luz apagou-se para voltar quase dez da noite. Ainda era oito e meia e ao voltar para casa um sentimento diferente apareceu. As ruas, escuras e vazias preenchiam-se com um som que saia da minhas próprias mãos ao tocar o violão. Não cantava não, mas só de ter os sons ao me redor já confortava-me. Sentimento de liberdade, de existir como ninguém mais poderia existir...

domingo, 20 de março de 2011

Culpa - Nêmesis

Atualmente, o termo nêmesis é usado para descrever o pior inimigo de uma pessoa, normalmente alguém ou algo que é exatamente o oposto de si mas que é, também, de algum modo muito semelhante a si.

Como chegara ali não tinha noção. Só se lembrava do segundo shot de lícor que bebera em casa naquela noite, sozinho.
Quando abriu os olhos não quis mais dormir, enxergava toda a brancura de hospital e sues pesadelos daquelas noite faziam-no prefeir a morte. Não era alcóolatra, mas preferia perder os sentidos na bebida do que lembra-se do que ocorreu há um mês atrás quando, inconsequente, bebeu lícor e com sua irmã, pegou na direção do carro. Como nesse dia, acordou no hospital, contudo sua irmã não mais acordou. Erick não queria recuperação, só queria beber mais uma garrafa e pegar no carro. A culpa de sua imprudência deixara-o desconcertado.
Olhou para o lado e viu uma tesoura esquecida por algum enfermeiro. Dada as circunstâncias, fez da tesoura seu licor e de sua mão, seu carro. Doeu, porém teve alívio ao ver sua consciência esvaziar-se... Sem nunca mais pensar
.

sábado, 19 de março de 2011

C'est une chanson pour l'amour qui s'appelle l'amour non, non, non...

Devaneio: Estado de espírito de quem se deixa levar por lembranças, sonhos e imagens...

Pois então deixo-me aqui levar por todas as lembranças e ver o idiotismo e "romances" que inventei e que passei. Estou na parte que me pergunto como fui tolo de ter pensado tanto em você e dado minhas forças para te amar. E pergunto como você foi idiota de ter negado tudo isso, aceitado até o ponto que você queria e depois simplesmente jogar fora. Penso se é isso mesmo o que você queria e se é isso mesmo que você continua fazendo com outros otários por aí, ah, garota má você. Isso mesmo, você não passa de uma menininha escondida atrás de uma cara doce e de bons modos enganando. Ah, mas o tempo, o destino e mesmo Deus sabe onde você vai chegar e quando abrir os olhos para os amores que perdeu. Afinal, não foi só eu que te amou, aí você vai lembrar que poderia ter tido tudo, e que baladinhas não completam o coração, apenas o que é superficial. É legal de ver que as tops disputam-me pelo que sou, enquanto são os ralés que te querem e você pega todos. Não desejo mal a ninguém, mas bem que você poderia ter escolhido não ter nem nascido.

Vê se se alonga para entrar em Cena, hein?

Estou escrevendo bastante sobre teatro, não é um post que necessita inspiração, mas muito mais concentração na hora de escrever. O motivo é tentar não esquecer o que aprendo lá. Já disse que adoro as aulas de expressão corporal? Saio podre dali, mas em compensação saio vendo resultados bem interessantes.
Ontem nos alongamos tanto que, sei lá, se fizesse isso todo dia em dois meses ia ser um homem elástico (risos).
Abertura de perna, possibilidade de articulações e aquecimento feitos em mais de três horas sem intervalo. Essa foi a aula, agora é pegar isso e aplicar na vida que assim poderei melhorar as possibilidade de um de meus instrumentos de trabalho: O corpo.

Paralelo a isso, iniciei aulas de teatro em inglês na cultura inglês. Onde em média quinze pessoas de todos os níveis de inglês se juntam para aulas de conhecimento vocal, corporal e jogos teatrais.  A primeira aula é mais para conhecimento e mostrou-se bem peculiar, com tipos de pessoas bem diferentes umas das outras. Do nada até encontrei uma garota que morou na França e fala francês, agradeci tanto à Deus por isso, pois ao ponto de vista é bem difícil encontrar pessoas falando francês por aí. Enfim, vamos ver os resultados disso até o meio do ano.

A vida é feita de momentos

Não quero e nunca quis usar desse espaço na internet como um diário. Longe de mim isso. Primeiro porque fui ensinado que diário são para meninas (quando foram feitos para todos) e segundo porque prefiro não expor minha vida 100%. Mas bem que eu poderia poder ter esse tal de diário.
Na quinta série, minha professora Débora, de Religião, nos falou que ela tinha um diário quando menor e nos aconselhou e ter um, porque à medida que crescemos começamos a rir dos nosso próprios erros, mancadas, gafes, amores e dores. Então desde lá venho escrevendo uma coisa ou outra, e podem estar certos de que riu muito com que escrevo. Feito esse comentário, digamos que esse site seja um semanário, resumo do que vivi e aprendi ou gosto de comentar. Algo que completa o que não consigo dizer com sons.
Já registrei cada aspectos da minha vida aqui, lembram? Comecei a fazer fonoaudiologia, mas hoje estudo teatro que é algo que me encanta e dou aulas de inglês que, para minha surpresa, me deixam muito feliz. Todos correm dessa profissão de ser professor, mas sabe, tenho descoberto como é legal isso, ainda mais quando as salas contribuem e querem estar com você aprendendo e se divertindo.
Continuo estudando inglês e conhecendo muita gente, e nossa, como estou feliz as pessoas me procuram, querem ser minhas amigas e amigos e conversar, falar merda, sair e se divertir, coisas assim do tipo são coisas que nos mostram como é importante sermos simpáticos e verdadeiros, unindo os dois alcançamos tantas coisas.
Ontem mesmo, na Lapa de SP, meus amigos do teatro levaram um violão e a voz e estávamos uns cantando numa calçada dali, nos divertindo, isso é felicidade né? Dinheiro é bom e ajuda muuuuuuuuito, mas nada melhor do que estar com quem nos ama e com quem amamos para dividir momentos da vida, afinal vida só temos uma é ela feita de momento. Nosso maior bem não é o dinheiro, mas sim, o TEMPO.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Grécia - Teatro - Édipo Rei

       Tivemos nossa terceira aula sobre história do Teatro, tentamos passar superficialmente por tudo que se revela na história da Grécia antiga. O que é bem impossível, visto de são séculos de histórias contadas em média de 4 horas numa sala de aula com vinte alunos pela manhã (sono).
Eu, sendo um grande admirador da história como já sabem, tentei prestar a atenção e rever o que sabia, tirando proveito e aprendendo o que não sabia. Para nossa mente é válida a interação que temos nas aulas e o que aprendemos com a opinião dos outros sobre pontos, por vezes, obscuros dos fatos ocorridos no passado.
        Dentre várias divisões a história grega pode ser dividida em Pré-Homérica, Homérica, Arcaica, Clássico e Helenística. Sendo a Última uma mistura entre gregos e macedônios após a morte de Alexandre, o Grande. É de valia aprofundar-se um pouco mais no contexto de Aristóteles, Sófocles, Heródoto, Eurípedes, entre outra "celebridades" da época, Afinal é no meio de uma sociedade em funcionamento que ideias e ideais tomam corpo e desenvolvem-se. Como Toda Sociedade, os Gregos tiveram momentos de auge e de queda, culminando com o domínio romano, pouco antes do nascimento de Cristo. Vale lembrar que eles sempre quiseram mostrar seu poder, assim como ainda acontece hoje com algumas nações.
            Mas, mais do que resumidamente, não podemos negar que foi ali, naquela península europeia, que diversas manifestação políticas e artísticas (seja no campo arquitetônico, histórico, filosófico e etc) tiveram importâncias tão grandes que nos deixaram legados usado hoje e retomados em eras e escolas literárias conforme o passar do tempo.




Teatro Grego

O teatro na Grécia surgiu como ritos em honra de Dionísio, deus do vinho.
Nos primeiros tempos o elemento dominante era o canto e a dança do coro.
A tragédia é constituída por uma parte falada e por outra cantada. Para Aristóteles o herói trágico não deve ser inteiramente bom, nem completamente mau, para que ele inspire terror e piedade dos espectadores.
Téspis de Icária é conhecido como o primeiro ator, interpretando uma personagem (o Deus Dionísio). Foi ele quem venceu o 1º Festival Dionisíaco em 535 a.C..

O primeiro teatro grego tinha capacidade para 30 mil espectadores. Era em forma semicircular, o palco era erguido a 3m do chão e o acesso era feito por rampas laterais. O coro ficava em baixo entre o público e o palco e havia uma plataforma acima do palco, para os deuses.
Para o ator tornar-se mais visível usavam-se longas túnicas brilhantes, grandes máscaras e coturnos (plataformas altas e madeira como sapato). A voz era muito importante visto o tamanho e distâncias do teatro grego.


A comédia grega também surgiu de ritos a Dionísio, porém pode ser dividida em comédia antiga e nova. A primeira (458 a 404 a.C.) tem como maior representante Aristófanes que tratava de assuntos como a política, a religião, a moral pública, os conflitos sociais, a paz e a guerra; a segunda (340 a 260 a.C.) traz o autor Menandro, já se voltando a vida privada, para o amor, as intrigas sentimentais, os prazeres da vida e a intimidade dos cidadãos.





Édipo Rei

Passando por uma Sebo ainda ontem, comprei um exemplar da peça grega e hoje, na média de uma hora, com concentração e silêncio a li. Não é à toa que é considerada uma das melhores peças da história. Uma história bem desenvolvida mostra opiniões fortes na época que ciência e politeísmo tentavam andar juntos. Édipo foi predestinado a matar o pai e casar e ter filhos com a própria mãe. Sabendo disso sua mãe o entrega para a morte, mas um camponês o salva e sendo criado como filho de rei de Corínto, ao descobrir seu destino, foge. Mata o Pai, rei de Tebas, e casa-se com a mãe, tornando-se rei. Uma peste na cidade porém só poderia ser vencida, segundo o oráculo, quando o assassino do antigo rei, Laios (pai de Édipo), fosse descoberto e julgado. Édipo promete descobrir a verdade, e depois de ser acusado por um sábio, tenta descobrir a verdade, sua origem. Julga-se eternamente culpado por ter cumprido seu destino, preferindo ter morrido ainda quando bebê... Minha conclusão: Realmente ele se f*de*. Fiquei com dó de Édipo, coitado... Enfim, uma peça que vale a pena ler :)

terça-feira, 15 de março de 2011

Corpo e Interpretação

Andar corretamente não é fácil não. ''Tarso, MetaTarso e Falanges" Ecoavam na  minha mente enquanto andar com gravidade zero dentro de uma sala de estudo. As velocidade foi aumentando e quando vi, já não era dono de meus ombros, mas sim o ar. Depois de uma bronca voltei a rigidez e leveza originais e melhorei o andar. Isso custou-me os pés no final de semana.
Para a aula de interpretação após um pouco de lúdico com objetivos de concentração pudemos nos expressar com o corpo em uma pequena cena. Depois com a fala.
Falando de mim, usei do estereótipo, o que foi um erro tremendo, mas em compensação por vezes vivi a personagem, o que era o objetivo. Falando dos outros, houve aqueles com que ri, com que me emocionei e com aqueles que nada senti. Em resumo foi um dia que valeu a pena e ah... vou mudar de profissão e virar padre... Afinal, essa profissão me persegue. Até gosto, me lembra do "O Crime do Padre Amaro".

terça-feira, 8 de março de 2011

E como vão as aulas de teatro Jeff?

Cheguei na Sala lá por 20 e pouco de fevereiro. Graças A internet conhecia um ou outro já, mas rostos novos era inevitáveis. Fechei minha mente e não quis saber de nada para evitar julgamentos prévios das pessoas naquela roda. Nem todos ali o fizeram e já começaram a dar rótulos. Por mais que não quisessem.
Na segunda aula, estudamos a influência pré-histórica nos primordios do teatro e vimos que rituais fizeram parte dessa construção. Ali, pouco a pouco, elementos teatrais se mostraram presentes em meio a ritos e mitos. Heróis surgiram, Semi-Deuses enfim. E vimos como tanta coisa criada lá atrás, mais de 3 mil anos até influenciam nosso cotidiano hoje. Qual história que não tem um herói, ou inicio meio e fim? Aula bem interessante, tanto que minha colega desenhou muito e outra dormiu, mas de atenção não pdoemos reclamar, somos exemplares. Todos.
Na primeira aula de corpo [Isso mesmo aula de corpo] Aprendemos a relaxar, e juro que entrei em extase, é dificil alinhar corpo e alma em um relaxamento, mas é possível. Conhecemos nosso corpo por partes e o corpo do outro também, pegando, isso sim, massageando, e com todo respeito acima de tudo. Dançamos para nos mexer ver um pouco da gente na música, o que sabemos ou não fazer. Nossa segunda aula [três aulas depois] e inclusive a última que tive até o momento exploramos ainda mais nossos movimentos, nossas articulações. Depois exploramos nossos planos de atuação. Desde deitados no Chão até encontrarmos o céu. MEUUUU, a Bárbara me ensinou a plantar bananeira (estou em fase de apredizado ainda), lembrei até de um passo de Break Dance quando tentei aprender. A Tata veio com uma pergunta bem legal, somos mais fortes ou mais flexíveis. Em relação a meu corpo acho que sou bem mais forte do que flexível, mesmo que sem muita força.
A segunda aula de história, exploramos ainda mais essa coisa antiga, essa coisa de mito e ainda fizemos uma leitura dramática bem interessante, não minto que nem tudo me agradou, dou-me essa liberdade de critica pois eu fiquei encabulado em um certo momento, mas isso é normal.
Tive apenas uma aula de interpretação até o presente momento, mas foi bem intenso com exercícios variados e uma improvisação no final. Eu me senti horrível comigo mesmo, acho que exagerei, não entrei na personagem, fui mecânico e sai da aula lá em baixo, mas nada que não mude.
Enfim, Estou aprendendo aos poucos o que é ser ator. Não é só Oba Oba como muitos pensam, é muito mais transpiração do que talento, isso é FATO.

Inconsciência do Gostar

Ontem à noite, voltando para casa, ainda antes da meia-noite, fui bombardeado por pensamentos que não me deixaram ao menos piscar. Como eu sou injusto comigo mesmo por vezes. Por vezes cruel ou, de tanto me cobrar, acabo esqeucendo que tenho direito de curtir minha vida.
Estou cansado de incoerencia, tanto da minha parte (nem sempre), como por exemplo da minha irmã. Ela é demais, eu a amo. Já disse várias vezes que é como se ela fosse uma mãe para mim, mas cansei de bipolaridade da parte dela. Eu quero viver normalmente, cansei de julgamentos ou mesmo de perseguições; Minha vida está longe da perfeição, mas pare dentro de um metrô apra perceber quem é perfeito ali: ninguém.
Ai, e meu coração, essa é a pior parte. Ele não reage aos meus desejos. Lendo "A preparação do ator" estou percebendo como no inicio é complicado entender o que chamam de teoria teatral. Em um de seus capítulos ele deixa claro que criamos conscientemente as condições para que o sentimento surja incoscientemente do nosso interior. Não forçamos o sentimento vir. Eu nunca forcei meus sentimentos a vir, eles sempre se mostram por si só. Mas onde que está o gostar hein? Onde? Amor eu mesmo nem digo, esqueci o que é senti-lo pelo momento. Mas e o gostar?
A gente encontra alguém que vale a pena, que é o que muitos por aí afora sonham em conquistar e não sabemos mais dar valor.
Será que eu gosto mesmo é de sofrer? Não não. Meu amigo me perguntou se eu já me livrei do meu passado que falhou e eu respondi que sim, o problema é que as pessoas passam em nossa vida e deixam cicatrizes horríveis, por vezes maldições, tal como a besta do lobisomem, caso você sobreviva e tome uma cicatriz, você também será um. Nessa coisa de relacionamento não há tanta mudança quando você é inexperiente e novo. Você acaba se tornando um pouco daquilo com que sofreu.
Logne de mim querer banalizar o gostar, o ficar, o namorar, mas infelizmente não posso de maneira alguma forçar esse coração a bater forte, minha pele suar, minha voz gaguejar se eu vejo quem merecia que isso acontecesse.
Queria apenas me concentrar no meu trabalho e nos estudos, porque no final das contas eu fiquei feliz e muito bem nesse estado, o que esqueci é que quando estamos felizes conosco mesmo e não esperamos nada, pessoas começam a se aproximar do que chamamos coração...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Incoerente

É como se eu tivesse escolhido e me alegrasse por isso. No fundo não escolhi nada, e não estou bem, engano-me. É ruim estar só e poxa, culpar as pessoas por isso me faz mal. Eu sei que tem gente bem responsável por onde estou, mas que elas morram! Não pagam minhas contas, não estudam e nem trabalham para mim ou por mim, então por que preocupo-me tanto?


Por um momento ontem pensei que tudo ia ser difirente, que ia voltar a ser como era antes, mas com novos personagens na história, mas não, minha mente está horrível, não me reconheço. Fui incoerente, a coisa que mais abomino é a incoerência! Oh, meu Deus! Desisto, desisto e desisto talvez me transformaram numa pessoa que nem em si mesmo pensa mais.

Bons momentos e estupidez em união mal fazem àqueles que um dia foram considerados sábios.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Se sou feliz?

Ontem dormi antes da meia-noite, coisa que é raro acontecer. Talvez pelo excesso de informação que obtive e que me cansou em apenas um dia. Os tempos, não minto, não são fáceis, mas é o que não apro de repetir para mim mesmo: Sempre teremos problemas, sempre, mas para alcançarmos a felicidade temos que aprender a lidar com eles. Já dise várias vezes por aqui e sempre vou repeti-lo quando isso me levar a um estado de paz.
Minha família é constituía mesmo mesmo, de minha irmã e mãe. Elas são a base para tudo [ou já foram]. Sei que talvez eu esteja andando em paralelo aos trilhos corretos que regem regras sociais, mas querendo ou não, ando com o mesmo destino desses trilhos. Cansei de mentir para mim mesmo, e não vou mais sofrer por não poder fazer minhas próprias escolhas. Um exemplo básico de tudo é que esse ano eu comecei de uma maneira que surpreendeu a todos.
Deixei um bom emprego, começarei a dar aulas de inglês, não farei faculdade, mas sim um curso técnico-profissionalizante em Teatro, tomarei aulas de inglês avançado na Cultura Inglesa e se possível farei um pouco de teatro por lá mesmo. Quem vê isso não se surpreende tanto no que diz respeito a expressividade das escolhas, não é medicina e nem direito, mas não deixa de ser digno. Família não entende isso quando te criaram para ganhar dinheiro.

E, para quem leu alguma coisa aqui antigamente, sabe que eu meio que fiquei sem saber o que escrever quando meus pensamentos "artísticos" se voltaram para amar e quebrei a cara. Hoje eu digo que não me arrependo, mas que fui idiota e hoje percebo que o que eu sentia era muito por alguém que não merecia nem um décimo desse sentimento. Quando a vejo hoje por aí, vejo que não perdi muito não. Só é difícil aceitar o quanto eu deixei-me enganar, fora isso: a mágoa.
Mas sou novinho, me maltratei tanto e acabei ferrando boa parte de mim.
Talvez lendo isso você se pergunte se eu sou feliz ou preciso de Terapia (risos), mas posso assegurar-lhe que apesar de adolescente ainda, me sinto bem amadurecido com todos os altos e baixos da minha breve vida. Estou feliz dessa vez, estou andando por mim mesmo. Financeiramente nem tanto, mas nas decisões sabe? Antes eu fazia tudo o que me pediam, hoje eu respeito e ouço as opiniões de todos, mas não são elas que regem minhas escolhas, sou eu mesmo, meu cérebro. Isso me deixa feliz ao máximo, Ontem na abertura da aula de Teatro eu quase chorei, a lágrima veio, mas a tempo de disfarçar.
O que pode parecer me afligir um pouco é essa questão de não namorar, mas ao menos eu sei que sou capaz disso ainda. Sabe, tem gente que pensa que JeffVenturi é igual a sabor de pizza em rodízio, me acham legal ou bonito e pensam que já podem ficar, ainda bem que sei selecionar, mas isso aumentou bastante minha auto-estima, ao menos.
"Amor são duas solidões, protegendo-se uma à outra", acredito nisso e minha solidão me encabula por vezes, mas hei de encontrar uma outra solidão que me proteja ainda. "A verdadeira família é aquela unida pelo espírito e não pelo sangue", que assim seja.
Sim, sou feliz, porque hoje eu sou eu e ninguém mais.

"O amor, hum hum, não foi feito para mim
Todos esses ?para sempre?
Não são claros, são instáveis.
Chegam sem se mostrar
Como um traidor disfarçado
Machuca-me ou cansa-me, dependendo do dia"
L'amour - Carla Bruni

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

A thought

They're all right, It's up to me to take over the situation as before

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Válvula

Todos nós, sem exceção, temos algo a que nos prender, a que dar nossa vida. Uns fazem isso pelo trabalho e acabam sendo tão metódicos consigo mesmo que perdem o direito de saber mesmo o que é um sorriso verdadeiro. Outros colocam esse amor em um idolo, que pode ser aquele astro do futebol ou mesmo uma cantora que nunca vai saber quem você é. Ah, tem aqueles que fazem isso por um país, e não se veem felizes até conhecerem o local ou morarem lá. Há mais de mil tipo, há os que fazem isos na família e dão até a sua última gota de suor para ver o sorriso do filho, do irmão, do pai e da mãe, esquecendo-se de si. E o eterno amigo? Aquele que põe a mão no fogo por você mesmo que sua mão saia cremada dali? Esse é o tipo de amigo bobo, porque, por mais que ele morresse por ti você nunca morreria por ele. Os amores? Também exitem os casais que matam e morrem por amor, aqueles que nunca desistem como em "Amor além da vida", infelizmente tem aqueles casais também ond esó um age assim, pena. Tem os loucos por estudo, nem sempre nerds, mas sempre informados.
Isso é a tal da valvula de escape, eu to tentando achar a minha, porque está dificil. E você, tem a sua?

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Segunda Chance

Aprendi na arte da comunicação que nunca se inicia uma apresentação desculpando-se. Vou ser redundante aqui pedindo desculpas por desculpar-me, não tenho produzido um terço do que já fui capaz. Não sei por onde anda minha inspiração e já não tenho paciência para um desktop. Acontece que minha vida virou 120 graus e meu campo de visão aumentou. Digo isso baseado no mito da caverna de Aristóteles, mito o qual ele deixa claro que a verdade da vida é dura demais para nossos olhos, e vivemos de costas para a saída de uma caverna, onde nossa zona de conforto é viver na escuridão.
Ano passou eu me mexi muito e tentei virar e olhar o que tinha lá fora. Aristóteles não mentiu, pois só consegui virar 120º de maneira que minha tentaiva foi falha.
Mas dói, dói tanto aprender na vida. Às vezes, meio filosófico, eu penso porque Deus criou o homem se ele sabe de nossos problemas e que os teríamos, não faz muito sentido, e se você é darwinista ou algo do tipo eu me pergunto porque o acaso nos criou, para dar risadas?
As pessoas ao redor tem problemas e dificuldades diferentes das minhas, e vejo que elas encontram problemas piores, até. Aprendi nesse tempo inativo que felicidade não é não ter problemas, mas é saber lidar com eles. Eu estou triste, não pela minha família ou amigos, a família me dá uma base inigualável e os amigos me dão momentos bons. Estou meio sem inspiração pois estou sem norte, e eu me doei tanto para uma pessoa que perdi o gosto para a paixão. Brincaram comigo e eu amei mais que a mim, errei muito também: pressa. Ah, como eu queria que lesse isso, como. Mas e cansei de procurar, de tentar entender. Agora eu acho que eu entendo o que é gostar de alguém. Não vou falar amor não, porque eu ainda digo pra mim mesmo que eu ainda terei o que chamam por aí de amor. Gostar de alguém de verdade não envolve só o desejo da carne, envolve aquele gosto de saber que alguém está pensando em você, aquela sms no fim da tarde ou o telefonema, envolve aquele abraço que não tem fim, palavras, atos mais que tudo.
O tempo passou, mas eu fiquei no passado.
Desculpe-me se eu não escrevo bem como antes, sei que já fui um ótimo escritor. Hoje eu estou indiferente, sem opinião, adquiri esse defeito e tratá-lo não é tão fácil.
Queria dar-nos uma segunda chance

♪♪♪Por que você não atende as minhas ligações?
Sei que você tem lá suas razões
Olho milhões de vezes sua foto
Me pergunto em que ponto perdemos o foco
Por que você não atende se vê que sou eu?
Será que é teu jeito de dizer adeus?
Rodo mil histórias na minha cabeça
Daqui a 10 minutos talvez eu enlouqueça
Enlouqueça...
Fora
Seu silêncio me devora
Algo diz pra eu ir embora
Não entendo os seus sinais
Mas fica com você
A desculpa pra inventar
Quando resolver ligar
Posso não te querer mais
Olho pra pessoa em que você me transformou
E depois não quis mais
Abandonou♪♪♪
10 minutos - Ana Carolina



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Não sei o que fazer

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Acordar

As vezes as pessoas passam o tempo sonhando de olhos bem abertos. Geralmente são as mais visionárias, de certo. Mas, me responda, o que adianta ser tão visionário em meio a sonhos num mundo onde o que mais é requerido são Ações?
Ás vezes um poeta tão bom só não é descoberto porque não escreve, um ótimo diretor não ganha dinheiro porque não teve coragem de abrir a empresa que sonhou sempre ou um médico de alto Q.I. esqueceu de pôr em prática o que aprendeu nos livros e nas séries americanas.
Sonhar não é um problema, o problema maior é esquecer de acordar enquanto é dia, enquanto o mundo corre lá fora e mais de 6 bilhões de pessoas tem mais ação do que você. Esse é o problema.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

My inspiration's gone

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

My Turn / Minha vez

Queria escrever aqui em inglês desta vez, mesmo que erros eu cometesse. Estou farto de cometê-los, certamente. Mas o que mas está me fazendo aprender são os erros. Nem tantos os que faço, mas os que já fiz.
Julguei pessoas por relacionamentos que às vezes nada tinham a ver comigo. Na real, acho que não as julguei, só as deixei no gelo. Como se isso fizesse diferença.
Hoje eu vejo uma coisa, que em "Bilhete" Se não me engano, de Mário Quintana, eu devia ter me inspirado antes. Sempre quis tudo muito rápido, todos os resultados. Até o amor, digamos assim. Não houve falhas, para mim foi só uma fase de algo bem maior. Para mim, tudo vai voltar a ser como era antes, mas há de haver tempo, tenho que respirar e amadurecer. Talvez seja por isso que velhos falem que queriam ter a minha idade, mas com a experiência deles, porque jovens só querem viver intensamente e esquecem do viver em si. Querem ser felizes sem problemas, mas esquecem que a felicidade não é a ausência de problemas, mas o saber lidar com eles.
Esse FDS foi tudo para mim, talvez eu tenha machucado alguns, talvez sim, mas sendo egoísta eu tive a coisa que eu procurava há meses. E entre nós, eu não lembro. Lembro de gestos, de rostos e pouco de vozes, duas ou três coisinhas, só, nada mais. Mas que foram as que eu queria ouvir, estranho ouvir algo que você não concorda, mas que eram tudo, tudo o que você precisava. E lhe digo mais, Essa conversa foi a melhor, pois me libertou do que eu achava em mim chato. Mas não foi a única, conversei com uma menina que me encantou, não só por sua semelhança com uma grande amiga, conversei com um menino que vamos assim dizer, tem passado por situações que eu já passei quando eu vi que eu estava sozinho. De uma maneira, eu acho que eu vi o futuro, e, do fundo do coração, ele me agrada.
Acho que nós jovens, pensamos de mais, ao menos eu, sempre penso de mais, eu não sei como cheguei naquela escada, o que disse ou como sai de lá, mas foi libertador. E, li há pouco, que todos amam, até quem não sabe amar, irônico, porque alguém sempre acaba machucado. Mas dor é sinal de vida, e vida é o que mais importa. Amor é só um? Talvez eu e muitos outros descubram isso na velhice, mas caso seja, quero que as coisas aconteçam sem pressa agora, devagarinho, "porque a vida é breve, e o amor mais breve ainda." Não tenho mais pressa, nem pra amigos, nem família e nem amor.
Obsessão é uma coisa que não mais tenho, e só o que me resta é dar tempo ao tempo mais um vez, porque tudo, tudo, tudo se ajeita. Eu ainda creio que tudo se ajeita.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Paper and Pencil

I've been messing around, walking through theses streets and only thinking. I did not realise that Thinking is not enough, I need to make it come real, Make my dreams jump out of the paper. I need to be happy, to carry all my goals and make than come true. Easy, no, it's not. But Impossible is possible once you can draw you own ways. I've got mine to draw, and the paper and a pencil are on the table, just waiting for me. Let's go for it.

sábado, 15 de janeiro de 2011

O Legado de Apolo

 Dionísio, o que você quer ser no futuro?  foi a pergunta da professora de religião, mas Dionísio não estava prestando atenção na aula e muito menos pensando em futuro.

 Não sei professora.  o garoto rico e rejeitado do colégio respondeu frustado. Ultimamente até seus professores mais chegados estavam se afastando daquele silêncio e pessimismo que estavam estampados na cara dele.

Dionísio tinha 14 anos e não pensava em nada que não estivesse relacionado às pessoas que ele invejava. Ele poderia ter tudo, mas não tinha amigos e não se preocupava com o futuro. Pra que preocupar-se com o futuro? Ele já está escrito, terminar a escola e fazer o curso de matemática na Universidade de Humboldt em Berlim na Alemanha, mas ele nunca falava sobre isso e quando perguntavam sobre seu futuro ele respondia que não sabia o que queria. Como eu disse, ele apenas se preocupava em invejar aquilo que não tinha.

 E você Pamela, o que ser na vida?  a professora perguntou para a garota mais inteligente da sala.

 Serei médica. Quero ser Pediatra. Adoro crianças!  Dionísio invejava a inteligência de Pamela.

A professora continuou a fazer as perguntas até que o sinal tocasse avisando que a aula ia terminar e os alunos poderiam ir para suas casas aproveitar a tarde da maneira que quisessem.

Depois de entrar no seu Meriva, com motorista particular, Dionísio refletiu sobre si, será que ele era mesmo um garoto estúpido e metido com todos e por isso não tinha amigos no colégio e quando, eventualmente, aparecia um, esse não durava uma semana.

 Gustavo?  este era o motorista de Dionísio, um pacato homem do campo que tinha uma longa experiência de vida e dava conselhos para Dionísio quando este pedia.

 Sim, senhor. No que posso ajudar?

 Eu sou um garoto metido?

 Senhor, por que está perguntando isso?

 É que não entendo a felicidade dos outros e eu acho que não sou feliz porque sou metido.

 A felicidade está em todas as pessoas, mas é preciso descobri-la.

 Não sei, às vezes você é feliz agora e amanhã já está com depressão, mas, às vezes você é infeliz pra sempre.

 Menino, não fale isso! Já estamos chegando, vai querer o que para o almoço?

 Nada, mas mande algo para o Teseu, ele deve estar com fome.

Teseu era o cachorro de Dionísio, um buldogue inglês que recebia todas as mordomias que um ser humano de alta qualidade de vida recebia.

Os porquês estavam enchendo a cabeça de Dionísio cada vez mais, ele pensava no Porquê de Pamela ser tão inteligente e ele não, pensava no porquê de Tales ser popular e bonito e ele não. O que ele poderia fazer para as pessoas também olharem para ele?

Sua casa num condomínio fechado possuía cinco quartos e três salas. Sua mãe morreu quando ele tinha três anos e seu pai sempre viaja e fica muito tempo fora, ou na Suíça ou na Alemanha por causa das negociações com sua empresa multinacional.

Seu quarto era ornamentado por vasos caros e antigos de seus avós e bisavós, Tinha uma coleção de DVD de filmes de diversos gêneros e ainda possuía um dos melhores computadores do mercado. Mas hoje ele não estava com cabeça para nada.

Ao entrar no seu quarto deixou a mochila de lado e foi direto para a sacada. Ele precisava respirar direito. Precisava pensar tudo o que nunca pensou, rever sua conduta até ali e mudar. Na frente de sua casa duas crianças brincavam felizes de pega-pega, ele nunca brincou disso.

Por dentro Dionísio gritava tão alto que sua pele branca começou a corar, seu sangue começou a latejar em suas veias e a raiva subia à sua cabeça na mesma velocidade que seu coração acelerava.

Ele correu para o quarto e começou a destruir tudo que via na sua frente, seu computador, seu espelho, seu travesseiro. Dionísio gritava e gritava de raiva, sem pensar atirou no chão, sem dó nem piedade um de seus vasos da família, mas qual não foi a surpresa de Dionísio quando de dentro do vaso uma corrente surgiu.

Dionísio esqueceu que estava com raiva e pegou aquilo que para ele era um tipo de amuleto nas mãos.

 É lindo!  exclamou.

A corrente com um símbolo de prata ao meio e um cordão emborrachado ao redor chamaria a atenção de qualquer um. O símbolo redondo era feito de prata, provavelmente pura.

 O que aconteceu por aqui?  era Gustavo na porta, mas Dionísio nem deu a mínima para ele.  Ah não, Dio! Você quebrou tudo. Vou chamar a empregada para arrumar essa bagunça, agora vê se dá uma saída pelo condomínio para deixar ela trabalhar em paz.

Dionísio não perdeu tempo para esconder aquela corrente e sair pelo condomínio para achar um lugar onde pudesse examinar melhor aquele objeto. Não demorou muito para encontrar uma árvore qualquer e observar cuidadosamente o círculo de prata.

 Isso deve ter sido de um de meus avós.  observou.  Deve ter sido importante para ele ter escondido. Vou usar, não sei o motivo, mas isso me deixa tranqüilo.

Mal sabia Dionísio o que aquele amuleto podia fazer.

O dia seguinte amanheceu escuro, com nuvens cinzas por todo o céu. Não chovia, mas estava frio. Dionísio não iria para a escola se não fosse a prova de Ciências que teria. Ele já amanheceu reclamando da vida e principalmente que seria impossível colar de Pamela ou Róger, já que sentariam ao lado do professor.

Quando chegou no colégio viu Luísa, a garota mais bela e mais cobiçada do Fundamental. Dionísio tinha uma queda imensa por ela. Ele estava com uma cara de chateado, a única coisa que o animava era a tal da corrente que ele levava no bolso transparente da mochila.

 Ei, o que é isso?  Tales perguntou para Dionísio apontando a corrente na mochila. Dionísio ficou surpreso, por que Tales queria saber aquilo? Ainda mais porque ele nunca falou com Tales. A resposta de Dio não foi das mais educadas.

 Não é da sua conta!  depois disso se virou e saiu. Tales o segurou pela mochila e pegou o amuleto no bolso da mochila.

 Ei, devolve isso.  Dionísio virou tão rápido e tomou o amuleto da mão de Tales que todos que estavam em volta pararam para olhar. Antes que Tales brigasse pelo objeto, Dio o colocou no pescoço. Qual não foi sua surpresa quando olhou dentro dos olhos de Tales e tudo pareceu parar.

Dionísio pensou ter mergulhado na imensidão dos negros olhos do garoto que ele invejava. Viu Tales num avião sobre a Torre de Belém, em Portugal. Viu Tales com uma linda mulher e duas crianças de olhos negros e viu Tales escrevendo algo que parecia ser um livro.

Da mesma forma que tudo isso surgiu, rapidamente, também desapareceu, e lá estava ele, Tales e todos os espectadores daquela cena que poderia tornar-se uma briga.

Tales ainda levantou a mão para Dio, mas de repente ficou pálido, virou-se e saiu. Mais pálido ainda, só Dionísio que saiu dali às pressas e ninguém entendeu o que aconteceu.



Dionísio sentou embaixo da primeira árvore que encontrou, apesar de não ter entendido muito do que aconteceu, gostou disso. Ele examinava com muito mais cuidado aquele objeto de prata em suas mãos e sabia que era algo diferente.

Sim! Era algo diferente, ele viu o futuro.

Dionísio não usou a corrente por uma semana, não por não ter gostado do que aconteceu, pois ele gostou, mas por medo de Tales suspeitar do que tinha acontecido, afinal de contas, Tales também ficou assustado com tudo. Mas, às vezes, o desejo de sentir prazer é mais forte do que o medo do perigo e ele levou o amuleto de volta para a escola, mas precisava de uma cobaia para testar o objeto. Seria Pamela. Mas como chegar perto de Pamela e falar diretamente com ela? Só havia uma maneira, usar do estudo para isso.

 Agora peguem seus livros de matemática e façam os exercícios 13 e 14 da página 121.  O professor falou.

 Pamela, eu poderia sentar com você? Eu esqueci meu livro em casa.  Dionísio pediu, não havia como Pamela dizer não.

Dionísio se abaixou pegou seu caderno e aproveitou para discretamente colocar a corrente que escondeu por baixo do uniforme. Sem um contato direto ele falou:

 Então você quer ser Arquiteta, não é mesmo?

 Não, mas vamos fazer a lição, não estou aqui para falar do meu futuro.  foi a resposta “amiga” de Pam.

 Não precisa ser ignorante.  Dio falou num tom de provocação.

 Eu não estou sendo ignorante!  Pamela falou num tom mais alto. Foi neste momento que Dio olhou diretamente nos olhos dela e aí você já sabe, ele se sentiu mergulhando naqueles olhos. Bom, Pamela seria mesmo uma médica, mas nunca casaria. Teria muitos amigos e colegas, mas nunca encontraria a felicidade que desejava.

Não precisa nem dizer que ele amou o amuleto cada vez mais e se acostumou a usá-lo. Sempre que podia via o futuro das pessoas. Helena seria mulher do Governador, Ricardo seria ator, Luísa seria bióloga e Rose seria garota de programa. Dionísio se divertia, mas toda vez que ele via o futuro de uma pessoa, mais ficava curioso com o seu e se perguntava porque ele não estava no futuro dos outros.

“Será que eu morri?” Era o que ele se perguntava. Dionísio temia que isso fosse verdade. Essa curiosidade foi crescendo cada vez mais, porém ele não sabia como poder ver seu próprio futuro com aquele objeto de seus descendentes. Até que teve uma idéia: o espelho.

Dionísio nunca parou para ter medo de seu futuro, mas daquela vez estava. Com seu cordão de prata no pescoço e apenas um shorts de praia ele parou de frente do espelho e olhou para seus próprios olhos. Aconteceu que quando ele “mergulhou” nos seus próprios olhos ele viu um homem diferente ali. Não era ele, pelo contrário era um homem alto, forte e belo, este estava com uma harpa na mão. Pela primeira vez Dio conseguiu falar durante suas visões e ele conversou com aquele homem.

 Q... Quem é você?  gaguejou Dionísio.

 Apolo e você?  o homem falou.

 Me chamo Dionísio.  Dio se beliscou para ver se era um sonho. Não era.

 E por que você procura saber o futuro?

 Como você sabe disso?  Dio perguntou.

 Nem sempre o futuro é bom, você quer saber o seu?  Dio estremeceu, será que iria morrer jovem mesmo ou aquilo era uma loucura ou um sonho.

 Me deixe em paz.  e foi assim que Dio voltou a si. Ele estava com muito medo de tudo e a primeira coisa que fez foi jogar o “maldito” amuleto pela janela do quarto. Quando se virou o amuleto estava em cima de sua cama. Isso parecia ser uma praga agora que Dio não estava mais gostando a idéia de futuro.

Algumas semanas passaram e Dio voltou a pensar em usar o amuleto. Ele falou para si: “Será a última vez”. Na escola, mais precisamente no pátio ele colocou a corrente e foi falar com Luísa. Ele estava com o coração batendo forte.

 Oi Dio, por que você faltou ontem?  algumas pessoas já estavam falando um pouco com Dio, umas delas era Luísa. Dio nem respondeu a pergunta e olhou diretamente nos olhos de Luísa, antes do tal “mergulho” alguém tocou no seu ombro, mas Dio já estava vendo uma cena. Luísa trabalhando num zoológico e sendo picada por um cobra, e ele viu o velório dela.

A pessoa que tocou Dio era Tales, Quando Dio olhou pra Tales viu ele levando um tiro na cabeça e caindo morto no chão. Dio estava amedrontado e aquilo não parava e agora não era mais necessário olhar dentro dos olhos de ninguém para ver ser futuro. Todos ali morriam, uns com facadas, outros com tiros, alguns tomando veneno outros sendo sufocados, tudo isso por um mesmo homem, o mesmo que soltou a jararaca que picou Luísa e deu o tiro em Tales e esfaqueou Pamela. Esse homem era Dionísio.

 NÃO!  exclamou Dio e saiu correndo e chorando para o banheiro que estava vazio. Olhou para o espelho e disse:  Me deixa em paz, eu só queria ser feliz, eu queria amigos, não vítimas de assassinatos que eu vou cometer, me livra disso.

Dio voltou a ver o homem com a harpa. Ele olhou para Dio e falou:

 Agora você pode ver o futuro Dio, você já sabe como vê-lo. Enterre isso e esqueça de tudo, você estará bem.

No mesmo dia Dionísio pediu para Gustavo levá-lo cemitério de sua mãe. Ali ele enterrou aquele amuleto e disse olhando para o túmulo de sua mãe:

 Mãe, talvez eu não tenha sido o filho que a senhora gostaria que eu fosse, mas agora eu serei o filho que você quer que eu seja, onde quer que você esteja, te amo.

Dionísio cresceu forte e maduro, fez amizades que durariam para o sempre, como Tales, Pamela e Luísa, com quem infelizmente nunca namorou, Dionísio viu que não há lado ruim na vida, nós é quem fazemos o lado bom parecer triste, pois só nós somos os responsáveis pelo nosso caráter que constrói a vida. E é claro que tudo que Dio viu com aquela corrente foi ilusão.

Dionísio aprendeu muito com tudo que aconteceu, o futuro não se constrói com memórias que ainda não vivemos, pois não há futuro, há somente o agora.













*Apolo é o deus grego do sol e da música, é o mais belo dos deuses e pode prever o futuro.


domingo, 26 de dezembro de 2010

Último Post de 2010

Re-li algumas coisas que escrevi nesse ano, tanto na internet quanto em minhas notas em caderno.
Não quero tomar minhas decisões sobre como foi esse ano. Foi bom, aprendi muito.
Obrigado a Deus por tudo, cada momento, cada segundo. Tudo vale a pena se a alma não é pequena. Minha alma não é pequena espero eu.
E que venha 2011

domingo, 19 de dezembro de 2010

I'm Tired

Eu vim cheio de ideias para colocar nesse post, mas elas já não existem mais. Eu estou triste, calma, essa é uma tristeza diferente. A pior, aquela que não é de momento, é aquela que nasceu com a gente, ela tá comigo falando alto agora.
Eu queria escrever um tanto claramente entre linhas, mas não sou capaz ainda. Por que o mundo prega tanto que o mais importante é aquilo que a pessoa é, que é o caráter, que são as ações, sendo que só julga o superficial. O mundo julga se você é rico ou se você é pobre, julga se você é bonito ou feio, julga se você gosta de funk ou rock, se curte namorar ou ficar. Nunca julga  os seus sentimentos.
Estou cansado disso. Não estou tendo as melhores ações, queria ser o melhor amigo, o melhor irmão, o melhor filho, mas não sou.
Meus sentimentos estão começando a transbordar nas minhas ações. e Agora já é tão tarde que se eu mudar minhas ações para melhor ninguém vai acreditar em mim.
Todas as opções que fiz da vida eu fiz por mim mesmo, escutei todos que deram opinião, mas nunca levei nada em consideração, nem bom e nem ruim. Meu histórico comprova isso.
Se hoje sou o que sou não foi por causa de família ou amiguinhos, sou porque escolhi ser quem sou, minha história me fez assim, eu escolhi o que escrever nas minhas páginas em branco da vida.
Se eu gosto de teatro por exemplo, não foi porque me falaram isso, fui em quem decidi, FATOS que aconteceram comigo levaram-me a gostar de teatro, é como se um dia algo bem mau e forte me fizesse odiar teatro, tudo pode acontecer.
Se eu gosto de escrever  é porque FATOS me fizeram gostar de escrever, Não é só por influencia que eu sou formado, eu tomo minhas decisões e decisões são tomadas em cima de FATOS ocorridos que nossa consciência toma suas decisões.
Se eu gosto de não gostar de ninguém, de não querer ficar com ninguém ou só com quem me faça bem é porque eu já vivi experiências que me dizem que isso é o melhor para mim e não é DOENÇA. e Não digo expiência só de 2010 como todo mundo adora gritar, mas experiências ao longo dos anos, desde pequeno, desde criança que me fizeram assim. E, infelizmente, quase ninguém me faz bem hoje em dia, não sei o porquê. É ai que entra o inicio da historia, meus medos não estão em mim, mas no mundo que não julga por meu carater, mas sim por minhas decisões, que ao seu ver, são superficiais.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sendo claro sobre o que eu quero

Não considero que eu tenha ido para o lado "ruim" ou "errado" da vida como muitos adoram apontar. Não considero que eu tenha errado tanto quanto adoram comentar.
Não vejo a hora de fazer a faculdade e a pós-graduação, isso é bem fato, mas sei muito bem que não será da maneira que eu sonho. Será sofrido, o retorno financeiro talvez não será dos mais altos do mundo, mas será honesto.
Bom, vamos aos fatos. Entrei na faculdade de Fonoaudiologia e 'desisti', Comecei a trabalhar em um hotel e saí, talvez pareça que não saí muito do lugar esse ano. Talvez, mas creio eu que foi o ano que eu mais andei. O problema do ser humano (ou de alguns deles) é o Ser muito metódico, querer que as coisas sigam uma linha reta enquanto o caminho é feito cheio de curvas.
Amadureci muito, talve eu tenha passado (ou esteja passando) de adolescente para adulto, minhas qualidades e defeitos se estabilizaram, o que chamo de caráter e estou cada dia mais aprimorando minhas habilidades.
Tenho uns objetivos a médios e longo prazos, dessa vez eu os colocarei aqui para quem ler ter ciência do que passar na minha cabeça.
Quero muito como qualquer um, ter meu apartamento ou casa e reformá-lo, mobiliá-lo com bons móveis e ter meu carro 0Km, por mais que popular. Quero ser formado na faculdade e ter ao menos uma especialização, Falar inglês, espanhol, francês, italiano e alemão. Tocar violão e gaita e ir mais uma vez para Paris, além de ser ator Profissional e diplomado e aprender a dançar. Talvez esse seja o resumo daquilo que eu desejo. Sou bem materialista, é verdade, mas o mundo me fez assim.
Eu só quero alcançar um estado de estabilidade, como chamam por aí. Mas antes vem o investimento e o trabalho fica sempre.
Aprendi isso esse ano, viu como eu cresci? (rsrs) Bom, comecei a aprender italiano por mim mesmo e não é tão complicado, o que atrapalha é a similaridade com o espanhol, mesmo assim o tempo ajeita isso.

Mas como dizem "On a pas besoin de chercher si loin" (Não é necessário procurar muito longe)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Momento

E toda vez que eu ficar triste eu vou fechar meus olhos bem fortes e pensar em todos os momentos felizes que eu passei e vou seguir

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Em busca do amor

Ele não era triste e sabia disso, ele era alegre e possuía qualidades e habilidades adiquiridas que eram invejáveis. Podia não ter tudo da maneira que quisesse, sua anciedade podia matá-lo, mas ele aprenderia que tudo tem seu tempo.
Ele olhava pela janela e não via ninguém, só folhas levadas pelo vento e nada mais. Ele começou a reparar que seus amgios e amigas viam algo a mais do que ele, na realidade, ele começou a ver que eles viam uma epssoa em especial, que eles estavam sendo amados e amando bastante, mas ele não. O amor ele tinha, só não tinha quem amar, às vezes passava alguém pela sua janela, olhava e às vezes se aproveitava do amor do jovem, mas logo iam e com eles levavam algo do menino, até que um dia ele se cansou e fechou a janela, e foi aí que olhou no espelho e era ele quem ele devia mais amar, sorriu e olhou pelo vidro da janela. Aquelas pessoas que o roubaram estavam lá, e a chuva começou a cair, ele deitou na cama, ligou a tv e percebeu que assim era completo, na sua casinha com vista para rua e para uma arvore em seu quarto com chão de madeira.