segunda-feira, 25 de abril de 2011

O que se é bonito de ver, O que é clássico

Nossa aula de interpretação hoje foi talvez o primeiro marco a ser notado. Outro divisor de águas. Sob uma pressão de avaliação nas costas, entramos em cena. Cenas de Édipo Rei, muito estudadas até o momento em quatro grupos.
Sentimentos misturados a todo momento, afinal eram 20 seres humanos em uma sala com um mesmo objetivo, mas com vidas paralelas.
Os exercícios foram muito bons no geral! No que estávamos a ser avaliados, a maioria de nós alcançou, e mesmo aqueles que pensam que não alcançaram coisa alguma conseguiram sim! Só de ter concentração no exercício já demos meio passo. E todos estávamos concentrados.
Ninguém se questiona, afinal não há certo e errado, e todos nos ajudamos, damos um empurrãozinho um no outro, brigamos, rimos e bebemos juntos e assim crescemos de tal maneira que não nos demos conta.
A Mariza (professora) quando disse que meu grupo tinha demorado mais de dez minutos em cana eu não acreditei e meu grupo acho que também não. Estávamos sem ansiedade, bem em cena. Em falar nisso foi ótimo ter trabalhado ao lado do Cabelo, da Maria, do Fernando e da Ariadna. Cada um tem uma característica dominante, seja para teoria e na prática. Foi uma teia de aranha bem moldada por todos e as relações se estreitaram. Chegamos num ponto de confiança legal e que ao meu ver só pode crescer daqui para frente.
Mas foram comentadas mil outras coisas que me foram interessantes:

  • Posso ter ''ido bem'' hoje, mas cada dia é singular
  • Não iniciamos mais do zero, temos uma bagagem a considerar
  • Cada um tem suas dificuldades e juntos somos melhores
  • Juntos não significa total dependência, afinal temos que ter autonomia


Enfim, São tantas as dicas que recebemos que fiquei sem ar para escrever aqui e me deu dor de cabeça ainda com um dia longo e trabalhoso pela frente.

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Também Hoje, o seminário do Grupo da Taís/Helo/Rodrigo/Naty/Taty começou a dar o seminário sobre maior aprofundamento no quarto capítulo de "A preparação do Ator" - IMAGINAÇÃO. Tal palavrinha significa imagem em ação e busca aquilo que pode ser real, diferente da fantasia que é mais inventada. Alguns conceitos ainda estão obscuros nessa minha mente, por isso nem me atreverei a escrever mais hoje sobre o assunto, lerei o capítulo mais uma vez e esperarei a próxima aula onde o seminário será finalizado e debateremos melhor, assim sim posto algo para vocês aqui.

sábado, 23 de abril de 2011

Quem é esse? É um Dissimulado

Aula de porradas no teatro. A primeira de voltar e refazer, ir adiante e fazer uma vez. Rever os conceitos, a maneira de falar, o tônus, o ritmo, a intenção, enfim, toda uma história e histórico a ser considerado. Algo que vai mais além do que se pode ver ou ler em oitenta páginas de uma peça.
Cada personagem uma vida, cada ator uma dificuldade. Elogios e dicas para voltar e tentar mais uma vez sem a certeza de perfeição. Aula nesse estilo que só nos faz crescer. Essa foi a última aula de Interpretação antes da Páscoa.

Meu stress me tomou, mas foi bom, abriu meus olhos, acordei para o que é real. Creonte, se eu fosse você como eu seria? Você é tão dissimulado, de postura, atitude, admirado por sua cidade, mas carrega uma inveja dentro de si, não quer responsabilidade mas quer seu poder, você é uma cobra, um louco, alguém que quer ser o que não pode caso os outros não se ferrem. Sua cidade cai aos prantos enquanto o que te importa na realidade é contar vantagens. Quem é você então? Atrás de um sorriso um líquido indecoroso que mata a mais tenra for se cai no chão! Acorda para vida, perde a irmã por causa daquele que te tomou o trono por sua prórias promessa e pel promessa dele te devolve o trono. Ah! Ri agora por isso, mas pede aos deuses noção do que tens que fazer. Não quer ser culpado pelo destino daquele que arruinou sua família, mas também não faz questão de salvá-lo. Enfim, seu Dissimulado! Sou você, ao menos ali, em cima dos palcos!


Cena Final de “Édipo Rei”
Análise de Certas Circunstâncias

Enredo
Entra Édipo com olhos sangrando. Por um tempo desenvolve-se um diálogo com o corifeu e o povo que o vê, até a entrada de Creonte com quem desenvolve outro diálogo envolvendo seu destino e de suas filhas. Entram no Palácio para Creonte consultar o deus e o Corifeu alerta o povo sobre falar o que realmente é ter uma vida bem sucedida antes da morte.

Intriga
A peça de Sófocles, Édipo Rei, diz respeito ao homem que, por causa do destino, matou o próprio pai e fecundou a própria mãe.

Conflito
Édipo fura os próprios olhos e espera que seu destino seja cumprido, que ele seja exilado. Por outro lado, Creonte ainda quer consultar os deuses para saber o que fazer exatamente.

Espaço
Grécia, Cidade de Tebas, em frente ao Palácio.

Tempo
476 a.C. Num inverno, sexta-feira, Por volta das duas ou três da tarde.

Personagens
Édipo, Creonte, Corifeu e Coro.

As relações
Por um lado, o povo, sofrendo pela peste e com a certeza que ela acabaria, mesmo isso significando o fim tra´gico daquele que salvara a cidade da Esfinge. Por outro um homem corajoso tendo de enfrentar seu destino, mas receoso por suas filhas. Em Creonte, a volta de seu poder, o suicídio de sua irmã causada por um homem que o acusara de manipular um vidente e a responsabilidade de afazeres reais em Tebas.

Linguagem
Não cotidiana por meio de verso, usando figuras de linguagem, citações de espaço e tempo, altamente reflexivos em um diálogo entre personagens.

Rubricas
Tanto de ações, quanto de intenções.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Fim de um ciclo

Estou apaixonado. É verdade, talvez nunca estive tanto como hoje. Talvez minhas vontades e desejos tenham começado a ser aguçados mais uma vez. É uma paixão mais do que ardente, tem mais fogo que uma enorme brasa e é mais quente do que o sol.
Quero voltar nela todo o momento, pois sou insaciável. Caso penses que é corpo, que é sexo, estás enganado. Minha paixão é a história, o conhecimento, a arte, o saber, a filosofia. A única que me dá a base de ser o que eu quiser, porém, mais do que isso faz minha mente crescer.
Como eu invejo os gregos em vários aspectos. E como tenho raiva daqueles que colocaram fim a uma civilização que podia ter nos dado mais do que lições, podiam ter nos dado conhecimento.
Maldita época escura que veio sobre nós e hoje pensamos que somos modernos.
Achei o que eu tanto procurava, a tal da minha válvula de escape. Não perdoo os meus olhos, pois nunca mentem, mas perdoo minha mente que sempre tenta me trair.
Não não, ninguém entenrá esse post, pois sou eu o único que pode decifrar essas palavras.
Meus olhos podem não mentir, pois eles, junto aos sentidos são os únicos que não me enganam, os outros, caso me enganem, como meu coração já o fez, como minhas mãos já o fizeram, ou tal como minha língua já o tentou, esses, morreram.
Quem puder entender isso, poderá dizer ser um sábio por poder entender um ser completo como o sou. Quem se define, se limita. Acabei de limitar-me, mas quem será o atrevido a tentar decifrar meus limites?

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Nosso seminário - Capítulo 3 - Ação



O terceiro capítulo trata das primeiras aulas de Kóstia com o diretor de teatro Tortsov. Tendo previamente passado por uma análise de atuação com o mesmo diretor, os alunos se encontram para a primeira aula de fato com este.
No primeiro exercício proposto por Tortsov, Maria Maloletkova é chamada para uma improvisação no palco com o simples objetivo de manter-se sentada.
''Sobe o pano e você está no palco sentada. Está sozinha. Fica ali sentada, sentada, sentada. Finalmente, o pano baixa outra vez. A peça toda é só isso''
Maria apavora-se por ser a primeira a ser avaliada e tenta uma recusa para não ser a escolhida da vez, mas sua tentativa é falha e contrariando sua vontade ela sobe no palco para realizar a atividade. Sente-se ridícula e provoca o riso dos colegas da classe. Tortsov chama a atenção dos alunos por sua atitude e deixa claro que há momentos para rir e sobre o que rir
O diretor voltou-se e disse, tranquilo: ''Meus amigos, vocês estão numa sala de aulas. E Maria está atravessando um momento importantíssimo de sua vida de arista. Procurem aprender quando se deve rir e do que.''
Nesse momento, percebemos a importância do processo de um trabalho criador em sala de aula por alunos de teatro. Os alunos estavam rindo do ridículo de Maria, mas não do que poderia ser considerado artisticamente belo, considerando o conceito de pluralidade de opiniões de cada um ali.
Sentada e inquieta, Maria percebe que tem que fazer algo já que está na frente de um público. Ali fica certo tempo até as cortinas baixarem. Todos tentam após Maria iniciando por Kóstia.
O diretor, ao ser indagado de como o exercício deveria ser realizado ao invés de responder com palavras, respondeu em ações e ele por si só subiu no palco e fez o exercício proposto.
Pareceu não fazer nada, porém conseguiu prender a atenção de todos como se estivesse sentado em uma cadeira em sua própria casa.
“O que quer que aconteça no palco, deve ser com um propósito determinado.’’
Todos tentaram, mas estavam querendo fazer algo, não sendo eles mesmos em cena, como quando o diretor o fez, sem vontade de agradar ou entreter.  Tortsov mostrou que numa simples cena daquela há a necessidade de ter um objetivo, um propósito.
Maria foi chamada para refazer o exercício ao lado do diretor.  Iniciou o exercício ainda nervosa, o diretor fingiu procurar alguma coisa em seu caderno. Maria estava apenas aguardando novas ordens e agiu naturalmente. O pano baixou.
‘’Como assim? Como já havia acabado a peça?”. Ela pensou que Tortsov ainda lhe falaria o que fazer e não que isso era o exercício.
Questionados os alunos qual atuação fora a melhor a maioria preferiu a segunda atuação por ter sido mais natural.
Ela estava ali atuando. Porém oras, como estava ela ali atuando se estava parada, sem movimento? Tortsov deixou claro que mesmo estando parado fisicamente, havia uma ação interior em andamento. Um objetivo a ser alcançado, no caso ela estava esperando ordens dele. Isso era um objetivo.
‘’A imobilidade exterior de uma pessoa sentada em cena não implica passividade, pode-se estar sentado sem movimento algum e ao mesmo tempo em plena atividade. Isso não é tudo, muitas vezes a imobilidade física é o resultado da intensidade interior. E são essas atividades intimas que tem muito mais importância artisticamente. A essência da arte não está em suas formas exteriores, mas no seu conteúdo espiritual.’’
Outro dia o exercício proposto foi diferente. Procurar um broche numa circunstância que, se não encontrado o aluno teria que, supostamente, sair de seu curso de teatro. Maria é a primeira e tenta mostrar seus sentimentos através deles próprios. Preocupou-se tanto em mostrar como estava sofrendo que esqueceu-se de seu objetivo principal, que era encontrar o broche. Porém, como resultado do exercício, sentiu-se bem, pois para si, estava mostrando o que estava acontecendo. Aí vemos como Maria não tinha um motivo para encontrar o broche até que Tortsov avisa-a que caso não encontre o broche sairá das aulas de teatro. Sua expressão muda e suas atitudes também. Procurando de verdade, o broche.
Não pode haver em nenhuma circunstancia, qualquer ação cujo objetivo seja despertar um sentimento por ele mesmo, não fique feliz por ficar feliz e sim fique feliz por um motivo que te deixe feliz.
‘’Em cena, não corram por correr, não sofram por sofrer. Não atuem de modo vago, pela ação simplesmente, atuem sempre com um objetivo [...] e com sinceridade’’
Mais adiante, já em outra aula os alunos são expostos a exercícios para estimular a criação de um objetivo para a atuação e, também, a imaginação.
Quando uma ação carece de fundamento interior, um objetivo e uma razão para aquilo acontecer, ela é incapaz de nos prender a atenção.
No teatro toda ação deve ter uma justificativa interior, deve ser lógica, coerente e real. O se serve como um motivo que nos ajuda a sair do mundo dos fatos excitando a imaginação.
O se tem uma qualidade particular, uma espécie de poder o qual os nossos sentidos captam e produzem um estimulo interior, instantâneo. O se não nos força a crer nem descrer, ele gera ocasiões que nossa imaginação produz conforme o roteiro, além do mais, desperta uma atividade interior e real, assim, o faz com recursos naturais.
‘’No momento de duvida, quando os seus pensamentos, sentimentos e imaginação ficarem mudos, lembre-se do se. O se estimula o subconsciente criador, alem de ajudar a executar um principio fundamental da nossa arte: a criatividade inconsciente por meio de técnica consciente. Usa-se o se conscientemente para criar a partir do seu inconsciente’’.
Em outra circunstância, Tortsov menciona uma situação: Um camponês tira uma porca de um trilho para usá-lo como anzol, podendo assim causar um acidente. Em seguida, pede a opinião dos alunos em relação ao que faria se fossem o juiz julgando o caso.
Alguns prenderiam o camponês, assim como na opinião de Kóstia. Mas esqueceram de analisar muitos fatos, que por Tortsov são considerados importantíssimos. É iniciada então uma discussão em sala sobre o caso.
Como Kóstia se coloca a frente dessa discussão, ele e Tortsov, respectivamente tentam incriminar e inocentar, o camponês. Assim Kóstia aproxima seus sentimos dos sentidos pelo juiz. O que é bom. Dessa maneira, Tortsov introduz o conceito de “circunstancias dadas”.
‘’[...] Circunstâncias dadas significa o enredo da peça, os seus fatos, acontecimentos, época, tempo e local da ação, condições de vida, a interpretação dos atores e do diretor, a mise-en-scène, a produção, os cenários, os trajes, os acessórios, os efeitos de luz e som’’
“Ao iniciar o estudo de cada papel, devem antes reunir qualquer material que tiver qualquer relação com ele e completá-lo. Com imaginação cada vez maior até conseguir semelhança tão grande com a vida real que lhes seja fácil acreditar no que fazem.’’
Ou seja, tudo tem de ser observado pelo ator, desde o interior da personagem até as influências e as barreiras que encontrará ao atuar.
“[...] O artista deve olhar o belo (e não só olhar, mas saber ver) em todos os campos da arte da vida própria e dos outros. Ele precisa de impressões de bons espetáculo e artistas, concertos, museus, viagens, bons quadros de todas as tendências, das mais esquerdistas as mais direitistas, porque ninguém sabe o que lhe vai inquietar a alma e revelar os mistérios da criação.’’ (Minha vida na arte, Constantin Stanislavski)

domingo, 17 de abril de 2011

Ai

Aí solidão Ai

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Olhar

Pois então, como não mentem quando dizem que nosso olhar é capaz de dizer o que somos ou ao menos o que sentimos em determinado momento.
Hoje a aula de corpo não teve Escravos de Jó. Depois de uma bronca bem dada e um "acorda para vida!" Começamos a parar de ter medo de olhar um para a cara do outro. Mais ainda, olhar no fundo dos olhos do outro. Coisas bem diferente e emocionantes, com significado para alguns. Já para outros, algo bem superficial.
Transmitíamos, ou tentávamos transmitir algo apra uma pessoa. Uma vez, recebemos emoções de todos.  Eu passei o que me vinha de dentro. Em certa amiga minha, nossa, passei uma tristeza, porque o que eu mais queria era colo. Para outra a vontade de... enfim não posso falar aqui porque é segredo nosso. Talvez um "quero ser seu amigo" para uns, "saudades" para outros e mesmo um pouco de raiva por outros motivos para outros. Foi uma brincadeira divertida e quebrou barreiras.
Até o momento foi o exercício que mais vi resultado em apenas uma aula. Impressionante onde estamos chegando, 

Pessoal
Uma nota foi uma crítica que recebi, não sendo nem boa nem ruim, depende do ponto de vista. Passei tristeza no meu olhar e também maturidade para um menino nesse minha idade. Realmente, triste um pouco estava, dá apra perceber pelo que escrevi ontem nesse blog. E maturidade, bem, não é novidade para ninguém como assumo responsabilidades e tomo a frente de muitas coisas para um garoto que nessa idade, geralmente só pensa em curtir a vida e nada de estudar. Enfim, vamos a ver aonde chegamos. Não percam as cenas do próximo capítulo.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Coisa Séria

Uma aula simples na teoria e forte na prática. Se não fosse eu chegar no meio de todos e nossa professora nos passar um complicado seminário para ser feito em cinco dias, as coisas estariam melhores.
Preparação do nosso corpo, um exercício de imaginação e postura e depois duas apresentações. Simples em sua essência, mas demasiadamente complexas em sua estrutura.
Nossa cena semi-preparada de Édipo teve de ser encenada primeiramente no silêncio e depois falada. Vendo o ponto do meu grupo não fomos de todo mal, porém estávamos mais perto do ruim do que do bom. Tentei segurar de um lado o que dava pra fazer, tive meus erros e fiquei triste com as criticas e recebemos todos, mas feliz por poder concertar o que erramos adiante.
Coisas paralelas pessoais acontecem e são divertidas, sérias e por vezes irritantes no grupo. Acordei para vida. Estou lá sim para fazer amigos, mas mais do isso para ser um profissional sério, bom e adequado para a arte que escolhi como mãe. Estudar muito e correr atrás do ensino pelo qual todo mês devo pagar para estudar. Não estou lá para brincadeiras somente.

The biggest Fear

Sometimes I must write in English here. All of my thoughts are too heavy to be writen in a way that people who speak portuguese, mainly my friends and family could understand. I just need to explore my feeling and write about them. It'd be easier if I could write here in french or even in another language, but as I spend all day long speaking English, it's more confortable.
I love my life and who I am, however I can't run away from my flaws, needs, and difficulties. I get sad when stopping and thinking about things I have to have or to be in the future. It seems so far from now. I'm dedicaded, hard-working, I'm enjoying more than never being a teacher, it's amazing. The salary is good, but not enough to my needs, unfortunately. I wouldn't care about money if I had it, but I don't. So, What should I do in this life? People always tried to tell me what I'm supposed to do. I got sick of that. So sick that now I'm the one who makes decision for himself.
There are day when all I want is to close my eyes and sleep. But no, it's not possible, because if it happened when I'd open my eyes, things would be even worse.
Focus, I'm learning how to handle it. No, it's not easy, but it's worthed. My family, my friends, my loves, I've got them in my mind, and they are all respected, however, my I can't help my mom and sister with money (and that's what we need right now) I can't give enough attention to those who I may call friends and Love? well, I had two, actually one and a half and they failed in such a way, Gosh. I've never cried as I cried when I was coming back to Brazil and I'd stay away from that English Girl who showed me what love could be, or worse, I've never cried as those days when my ex broke up. After all, She was all to me, I was in love after one year in love with a girl who was in England. I fell in love and three weeks later I was dumped! I got so sad, I'm not sure if I believe in love or no, People change quickly, when you think they love you, then then start hating being by your side and helping you.
Wow, After that I felt infatuation only. Only would turn into love, but, again, She quit. Wow. Am I the problem? And these days, like today, are the days  where I cry, where I can't find myself in another one to rely on and just hear "You'll be OK". No I can't hear that because people (some) just want me to kiss and more if possible. No I'm not into this, I'm not this kind of boy.
I'd say I'd scream to be relaxed, but there's no strenght or will to me to do this. I cry, I get sad, and If I could Vanish I would. Actually, I fell alone and that's my biggest fear I have to face now.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

E o susto que me dei?

Foi uma fração de segundo, mas foi algo que senti por dentro e por fora. Abri a janela o céus estava escuro, um relâmpago clareou o céu, ao passo que acabava a luz na sala. O barulho do trovão fez-se sentir e meu rosto contorceu-se; Não haveria melhor atuação para a cara de horror para o "pé do diabo" (um dos contos de sherlock holmes) e minha professora de atuação amaria tal momento de glória teatral que encontrei. Ops, detalhe, infelizmente não era momento teatro, mas sim um dos maiores sustos que já passei na vida.

Esqueleto


Aula de corpo. Conhecer o esqueleto humano. Foi uma aula antiga de Corpo, mas decidi postar o mapinha de ossos somente agora. Até porque eu mesmo tenho que estudar.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

CDs - Circunstância Dadas

Caso no futuro eu não apague posts antigos, pode-se dizer que esse é meu post de número 100. Ultimamente, a cada dez posts, nove é um diário de curso do teatro que venho estudando. No futuro será válido. Hoje uma segunda-feira estudamos mais interpretação cênica. Um aquecimento ali, um alongamento ali, um exercício de sensibilização (massagem) e outro de imaginação (imaginar a sensação que o objeto nos causa de olhos fechados) para iniciar.
Depois com trechos do Clássico Édipo na mão, fizemos a análise do texto. Iniciando com sua compreensão e leitura atenta e pontuado para assim fazermos as circunstâncias dadas das personagens.
circunstâncias dadas, envolvem a especificidade de cada pergunta a ser respondida.
Quem? Quando? Onde? Como? Por que?
Quem? refere-se ao personagem, quem é ele, o que ele faz? etc...
Quando? O ano, a estação, o mês, a hora, os segundos...
Onde? O mundo, o país, o local, a cidade, aonde na cidade...
Como? refere-se a como ele se sentia naquele momento, como estava por dentro...
Por que? refere-se ao motivo que o levou a sentir tal sentimento, a se expressar de tal maneira...
E por aí vai. Respondendo essas questões somadas a um bom entendimento do texto e uma leitura fluente as coisas ficam mais fáceis, bem mais fáceis acredite. Lembram-se que eu dei aqui um roteiro que me foi passado na aula de história? Ele também é útil nessa análise. Pois somando tudo isso, mas um estudo consciente de todo um contexto o que é inconsciente, os próprios sentimentos também, surgem com menos esforços quando eu os requerer. Aula que vem os trechos a serem analisados serão mais longos. Agora e ver o que se passa. Até lá.

domingo, 10 de abril de 2011

Escravos...

A raiva e mesmo o sentimento de incompetência nos mata. Sabe o que é ficar 4 horas em pé praticamente tentando terminar o jogo de "escravos de jó"? Pois então esse é o resumo de minha aula de corpo na sexta-feira. Houve evoluções, é certo, mas como andar meio caminho. Crescer e mesmo assim não alcançar o objetivo. Quem sabe nessa sexta-feira?

quinta-feira, 7 de abril de 2011

A arte como amiga

"Quem tem a arte como companheira não fica sozinho nunca. Absolutamente nunca" Mariza Porto

Vivemos num mundo frenético, onde não há tempo para nada. tanta tecnologia, tanto a fazer, isso até enche o saco por vezes (sempre). Temos que ser capazes de fazer tudo, não podemos depender muito uns dos outros e tentamos ser sempre os melhores sendo que a concorrência é em torno dos 7 bilhões!
Eu por exemplo, geralmente começo e não termino uma coisa, agora estou tentando concentrar-me em algo para assim poder dizer que terminei algumas coisa.
Sabe, em casa, e assim o digo porque tomei a liberdade de falar sobre esse problema, não sou dos mais bem aceitos como sou. Sim, minha família me ama, muito mais do que muitas por aí amam seus filhos e irmãos. Mas só o fato de ter escolhido a arte como companheira me faz passar por um preconceito imenso em volta das paredes que cercam-me nesse exato momento.
Não reclamo mais, não choro mais, nem mesmo converso mais sobre esses assuntos, mas não nego que me fere muito. Todo filho quer ser orgulho de sua mãe. No meu caso, da minha mãe e da minha irmã, mas parece que o orgulho aqui em casa é variável segundo o salário que recebo no inicio de cada mês e não de acordo com os sorrisos que levo na boca.
Sabia do preço que eu ia pagar quando decidi não entrar para aquelas carreiras tradicionais do mundo, até tentei trabalhar em um hotel. Falta de lá, até sinto, mas para que eu trabalharia em um local que estava me deixando num terceiro estado de ânimo*?
Sabe, às vezes eu saio de uma aula de teatro tão maduro, confiante de estar nessa vida para aprender, saio de lá até mesmo com conceitos religiosos claros, mas sem nenhum julgamento de valor em cabeça e querendo transmitir isso para quem está perto de mim. Mas fazem-se indiferentes a esses meus sentimentos, só porque sua origem é de estudo cênico.
Poxa, qual pai por aí não ficaria feliz em ver o filho de 18 anos falando bem ou mal quatro idiomas, trabalhando e estudando no que gosta e ter viajado pelo Brasil e exterior? Ser um cara bem aceito na sociedade e amigável? Qual não gostaria de ter um filho assim?
Posso parecer aparecido com essas afirmações, mas não fujo à verdade. Essa é minha realidade. tem momentos, aqueles que o coração dói de verdade, que sinto-me só. Mas ontem na aula de TEATRO [Isso mesmo, t-e-a-t-r-o] minha professora falou-me algo que me confortou. "Quem tem a arte como companheira não fica sozinho nunca. Absolutamente nunca". Estou descobrindo se isso é verdade ou não, mas meu refúgio , aquela válvula de escape que comentei em algum post antigo têm sido isso: a Arte!

* Costumo brincar que só tenho dois estados de ânimo, ou estou zen ou estou feliz. O terceiro aí citado, seria a raiva, o stress.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

terça-feira, 5 de abril de 2011

Algumas notas do Segundo Capítulo

Tomei a liberdade de re-ler o segundo capítulo de "A preparação do Ator" e chegar em opiniões que vieram-me à cabeça e mesmo àquelas que já discutimos em sala de aula. Abaixo segue um resumo das dicas e também algumas notas sobre nomes citados no capítulo com algumas definições. algumas delas estão em inglês ou francês.


O consciente é diferente d inconsciente, é algo que pode ser manipulado na nossa cabeça. O inconsciente se tão aprofundado, torna-se consciente e morre. Ao criar um papel, a inspiração (natureza) é necessária, mas através do estudo consciente da personagem a inconsciente surge com maior facilidade. Atores de personalidade são aqueles que dependem da inspiração para representar, mas e quando a inspiração não vem?
Sim, temos que sentir a personagem. Mas cada vez que a interpretamos e mais, além de sentir temos que passar o sentimento de forma artística e bela para quem vê. Stanislavski diz: “[...] Vive o papel como preparativo para o aperfeiçoamento de uma forma exterior”
O espelho é um inimigo do ator, pois o deixa mecânico. Muitos atores quando ensaiam ou pegam um papel de primeira vez, acabam atpe sentindo a personagem, mas com o tempo a mecanizam, deixam-na artificial. O que estraga tudo. É como copiar por exemplo alguém, isso é uma mera imitação, sem um processo de criação que valorize a nossa arte.

Assimilar o modelo
“Estudar quanto à época, o tempo, o país, as condições de vida, os antecedentes, a literatura, a psicologia, a alma, o sistema de vida, a posição social e o aspecto exterior. Além disso, há que estudar o caráter no que se refere aos costumes, modos, movimentos, voz, dicção, entonações [...]”.

Carimbo
Uso de clichês exteriores para encobrir a ausência da arte criadora. Clichês geralmente preenchem momentos do papel onde não houve essa arte criadora.
O estereótipo também, por exemplo, usa do que todos conhecem e estão acostumados para rotular algo ou alguém, sendo assim é apenas um rótulo.
Tal como ambos, outros inimigos do ator é o exagero e o exibicionismo; Querer aparecer, ser visto e famoso é o que muitos desejam, mas será isso importante durante a criação de uma personagem?

O ator tem de se importar com o corpo e seu desenvolvimento também, afinal, o corpo de quem atua é uma de suas ferramentas de trabalho.

Agora, por que é tão importante essa criação? Essa fé cênica? Essa verdade de estar no palco? Segundo Stanislavski “Uma verdade artística é difícil de desencavar, mas nunca perde o interesse. Vai-se tornando cada vez mais aprazível, penetrando cada vez mais fundo, até envolver totalmente o artista e também o seu público. Um papel construído à base de verdades cresce, ao passo que fenece o que se baseou em clichês”.

Quem são?

Nomes citados no Capítulo que seria interessante tomarmos conhecimento.

Otelo
Otelo, o Mouro de Veneza (no original, Othello, the Moor of Venice) é uma obra de William Shakespeare escrita por volta do ano 1603. A história gira em torno de quatro personagens: Otelo (um general mouro que serve o reino de Veneza), sua esposa Desdêmona, seu tenente Cássio, e seu sub-oficial Iago [1]. Por causa dos seus temas variados — racismo, amor, ciúme e traição - continua a desempenhar relevante papel para os dias atuais, e ainda é muito popular
Salvini
Tommaso Salvini (January 1, 1829 in Milan – December 31, 1915 in Florence) was an Italian actor. His father and mother were both actors, and Tommaso first appeared when he was barely fourteen as Pasquino in Goldoni's Donne curiose. In 1847 he joined the company of Adelaide Ristori, who was then at the beginning of her brilliant career. It was with her as Elettra that he won his first success in tragedy, playing the title rôle in Alfieris Oreste at the Teatro Valle in Rome.
Shchepkin
Mikhail Semyonovich Shchepkin (Russian: Михаи́л Семёнович Ще́пкин, November 6, 1788 – August 11, 1863) was the most famous Russian actor of the 19th century.  As his father was a serf, Shchepkin's freedom had to be bought by his admirers in 1821. Three years later, he joined the Maly Theatre in Moscow, which he would dominate for the next 40 years—it became known as the 'House of Schepkin'.[1] Schepkin was the first to play Famusov in the Woe from Wit (1831) and the Mayor in The Government Inspector (1836)
Coquelin
Benoît Constant Coquelin, dit Coquelin aîné, est un acteur français, né à Boulogne-sur-Mer le 23 janvier 1841 et mort à Couilly-Pont-aux-Dames le 27 janvier 1909, surnommé ainsi pour le distinguer de son frère Ernest, dit Coquelin cadet. Il est l'un des comédiens les plus notoires de son temps, et crée notamment le rôle de Cyrano de Bergerac.

Login - atrasado

Que eu faço mil coisas não é segredo. E realmente, não mentem quando dizem que tempo é dinheiro e é precioso. Na última aula de interpretação, passamos para as improvisações clássicas. Algo meio complicado, o toque não é permitido, festas são formais, mesmo com pessoas bêbadas.
Não há necessidade de sentir vergonha de mostrar-se, mostrar o corpo. Não é necessário ensinar o público o que temos que, para eles, passar. Falar em demasia nos estraga e quando atuamos, ou atuamos ou somos diretores. Numa improvisação, ensaiar para que?
Outra dica é não chutar o amigo tão forte, coitado do Fernando que levou um chute meu. Era para ser de leve, fiquei até com vergonha depois.
Tudo, exatamente tudo no palco tem que ter um porquê ou um objetivo. Por que, por exemplo, que um bêbado contaria a Édipo que ele não é filho do rei? Temos que pensar nisso, nesses próprios sentimentos.
Para encenarmos alguma coisa, é necessário também o entendimento, a pesquisa. Nossa parte consciente nos ajuda muito, ela pode ser o ponta pé inicial para despertarmos nossas emoções, sentimentos, o sub-consciente. De que adianta interpretar Édipo se o fizermos como se anda no metrô de SP em 2011? Temos mais é que lembrar da Grécia, de seu contexto e quem era quem ali.
Essas foram algumas dicas que tomei nota da última aula. Amanhã tem mais e espero eu conseguir chegar em algum lugar com algum objetivo nessa aula que me dá medo e me encanta.

sábado, 2 de abril de 2011

Resumindo

Tenho que publicar sobre a última aula de história do teatro antes das férias, foi basicamente uma aula sobre a poética de Aristóteles, análise de lisístrata e caracterização de Tragédia e Comédia grega. Além é claro da divisão dos Seminários. Meu grupo está responsável por teatro naturalista, expressionista e simbolista. Seremos os últimos a apresentar. Depois tentarei passar algo a mais por aqui sobre esse dia.

Já na Cultura inglesa, cada vez gosto mais de lá. é um teatro amador e difere bastante do profissional no Senac, mas é enriquecedor, me ensina tanta coisa que nem imaginaria. A montagem está para ser decidida, espero que tudo ocorra bem e que façamos nosso melhor junto, só acho que eu devo calar minha boca mais lá, falo muito. Sobre as pessoas e a professora Renata Coloni, só tenho boas coisas a dizer. Não quero largar o Drama Club nem mesmo se eu sair da Cultura Inglesa.

Jogos

Todo mundo trouxe seu pau consigo? o.O

Sim, tivemos que levar para a aula de expressão corporal um cabo de vassoura, eu pelo menos passei alguns micos no trajeto casa-curso, levando em transportes lotados o tal do 'pau'. Depois de um aquecimento, ficamos um na frente do outro lançando os bastões de maneira perpendicular e com movimentos repetitivos de pés e corpo, mas com objetivo, rigidez, destreza, foco. Com o tempo entramos em harmonia e o jogávamos juntos, soltando uma palavra ou som de acordo com a respiração. Foi engraçado e criativo, mas precisei de foco, de atenção, tanto que na primeira vez gritava "atenção", já na segunda gritei "Baguette". Engraçado? Até que sim, porém tive uma finalidade, usei da aula da Mariza como inspiração e como pensava tanto em Paris naquele dia, imaginei um francezinho no meio das ruas da Paris do passado recebendo uma baguete jogada pelo amigo. Algumas vezes funcionou.
Ainda jogamos um jogo de atenção e rapidez, trocando os donos dos bastões equilibrados em circulo, foi um jogo bem complicado, mas não impossível. O pior foi o escravos de jó, a sala já estava desconcentrada o suficiente para jogar, alguns só pensavam em pegar o bastão e não passá-lo corretamente ao parceiro do lado direito, mas, depois de levar-mos um bom puxão, tentaremos mais uma vez na semana que vem.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Cheiro

O que eu vejo em você? Responda-me se for capaz. Nem te conheço, nem sei seu jeito. Não sei qual o seu time, suas preferências, o que gosta de pedir num restaurante e nem os palavrões que solta quando está com estresse ou ânimo.
Foi o seu cheiro, sim, foi o seu cheiro que me amarrou nessa paixão platônica e bonita, seu jeito de olhar e concordar comigo, de poder fazermos juntos o que os outros não conseguem, essa sincronia bela e capaz de admiração. Ai, o que que eu faço? Essa paixão me dá sede de mais, de querer te mostrar o que sinto, um sentimento que me desafia e que aguça meus sentidos. Não sei como denomino isso, ou sei, pois já passei por isso uma vez e adorei, pois senti o mesmo. Ai que vergonha de olhar nos seus olhos e de gaguejar por não saber escolher palavras que possam te impressionar.
Que dúvida é essa de falar de uma vez ou deixar o tempo passar e você perceber esse meu interesse que só cresce. Que o tempo resolva essa questão para gente. Enquanto isso me mordo por dentro quando você passar ao meu lado e eu sentir seu cheiro, sim, eu me mordo por dentro.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Mão na massa

Manipulando uma bexiga (balão) voltei a ser criança, não sei se esse era o objetivo. Para ser sincero experimentei outras sensações também, como ser um jogados que vôlei profissional, o carrinho de uma montanha-russa e mesmo ver como aquela bexiga era apenas uma nuvem. Mas eu também me usei, usei do meu corpo para voltar a ser criança e imaginar meus brinquedos. Engraçado que realmente, qualquer coisa se transformava em minhas mãos quando era criança.
Depois de fechar os olhos e pensar num medo que passei ou que outra pessoa passou quando criança, discutimos o que faríamos em grupo e minha história foi escolhida. Fiquei feliz, lógico, mas não à vontade de ter de interpretar a mim mesmo numa cena desagradável de criança quando pensei que nunca mais veria minha mãe. Foi estranho e não me senti a vontade. Suei de verdade no palco, tremi, era eu. Meu grupo comprou e não comprou a ideia ao mesmo tempo. Foi estranho, mas foi válido, várias coisas boas, não negamos, um objetivo geral e uma estrutura, da minha parte ao menos a crença. Não, não foi 100%, mas foi válido, deu-se para tirar dali lições. Que é o que quero e queremos nós.
Outras três apresentações, aquela que pode ter fugido da proposta, aquela que alcançou o objetivo e o a que ficava ali no meio. Todos vamos ainda acertar e errar, com certeza, mas eu fico feliz e emocionado do fundo do coração, ao olhar para uma sala com vinte estudantes de teatro que tem a capacidade de desenvolverem-se, tanto no "só" como no "grupo". Meu gesto a eles e à professora é Tirar o chapéu e aplaudir.

28/03/2011
Ter disciplina
Buscar a adaptação ao seu contexto
Buscar o que é natural
Buscar dar objetivo ao que se faz

Minha Motivação

Ontem, ao lado de minha irmã, fiz um curso de motivação nas organizações. Algo meio de Administração, mas que me serviu muito. Não quero e nem darei esse curso aqui, afinal é extenso demais. A sua essência porém é mostrar que as pessoas são diferentes e têm motivações diferentes. Motivação é diferente de estímulo, pois motivo é intrínseca, vem de dentro da gente. Talvez você tenha um estímulo de dez mil por mês na sua conta no banco, mas você tem uma motivação para gastar essa grana.
Parei para pensar, ou melhor, nem parei, pensei no caminho para casa. Qual motivação me faz perder mais tempo dentro de transporte público para ir e voltar do teatro e ficar menos tempo lá no curso que no trajeto? É uma coisa interior, que nem ao menos consigo responder, é onde me encontro e tento entender um pouco mais daquela caverna que aristóteles falou. É algo que faz bem para minha alma, para meu corpo, para minha saúde mental, é onde sinto-me crescer e desenvolver aquela parte que não só fisico-cultural, é algo que quase não se explica. Só tenho a agradecer por ter entrado nesse curso. Os estímulos não eram e nem são tantos assim, porém a motivação que possuo é infinita. Não entendeu? Vá no site da FGV e procura por um curso on line chamado "motivação nas organizações" que entenderás.

O metódico extremo

Comentamos hoje na aula um pouco mais sobre o Sistema Stanislavski e coisas do tipo. Não falarei muito disso aqui, mas sim tomo para o pessoal a coisa da disciplina, a coisa da pontualidade.
Segundo o dicionário, pontualidade significa chegar na hora ser pontual. E ao meu ver essa característica é essencial em qualquer âmbito da vida. No meu dia a dia, tenho tentado ser o mais pontual possível e na maioria das vezes o consigo, o que acontece entretanto é o incomodo que sofro quando sofre com a impontualidade dos outros.
Já metódico significa Pessoa muito certinha; Quem faz tudo com muita organização, com métodos; Chato; Mala;, porém sejamos francos e um pouco de metodologia é válida na vida. Há um limite.
Relacionando ambas as definições, talvez você encontre meu "defeito" caso tivesse poder. Comentei com uns amigos que se eu fosse um professor mais renomado ou mesmo com mais liberdade, seria daqueles que caso a aula comece 09h02, a aula começaria a essa hora, sem mais nem menos, caso um aluno chegasse 09h03 não entraria na sala e ponto, não importa o motivo. Que direito tem ele de atrapalhar o desenvolvimento de toda uma equipe que estava ali no horário combinado? Nessa questão de pontualidade: Sim, sou chato e metódico ao extremo, e so fundo do coração, espero não melhorar nisso até alcançar uma maturidade pessoal-profissional para rever esse conceito. Perdoem-em se os assusto, mas minha teoria é essa. Na prática, infelizmente não posso, ainda aplicar esse método :(

domingo, 27 de março de 2011

Introdução ao Contato

As aulas de expressão corporal que tivemos até o momento já mostraram resultados. Sem ver, um quarto da matéria já foi passado. Em suma, (1) Relaxamento (2) Articulação (3) Andar Correto (4) Alongamento e Aquecimento (5) Contato e Espaço.
As primeira quatro aulas já dei meu ver aqui, a última foi uma aula completa, de exploração de níveis, dessa vez com uma segunda pessoa. Sem toque e depois com toque, fomos preenchendo os espaços vazios, explorando os espaços num limite imaginário e buscando a perfeição. Assim, por vezes nos deparamos com resultados incríveis e que nos remeteram a realidades diversas. Vimos a diferença entre estar ativo ou inativo com nosso corpo e soubemos explorar o que é passível a ser explorado.
Sem mais para o momento, a não ser que tenho que levar um cabo de vassoura na sexta-feira, do Embu das Artes para a Lapa, pegando um ônibus, um metrô e dois trens. Todos lotados. Que assim seja, então!

Lisístrata

Como pedido, li o livro de Aristófanes. Essa comédia grega sobre sexo, guerra e paz. Um livro bem legal também, sem ser cansativo mostra como os seres humanos se regulam através do sexo e exalta a saberia da mulher. Unindo-se elas tentam acabar com a guerra e com a distância que separam-nas dos maridos, iniciam uma greve de sexo. Sofrem também, fato, mas chegam aonde querem chegar: à PAZ.

Um pequeno Detalhe

Esqueci o som da sua voz
Esqueci o gosto do seu beijo
Esqueci a profundidade do seu olhar
Esqueci a sensação do seu toque
Esqueci as aventuras
Esqueci suas ideias e ideais
Esqueci a alegria de estar com você
Esqueci seus elogios
Esqueci suas promessas
Um pequeno detalhe porém é que
Só esqueci de esquecer você

quinta-feira, 24 de março de 2011

Eu Posso Te Sentir

Quando eu sinto a mágica do amor no ar
Eu tô pensando em você
A luz do sol brilhando em seu olhar
E eu, acho que me apaixonei
Tudo que eu penso, levo até você
Seu abraço forte de paixão
O mundo até onde eu posso ver
Parou, só pra ouvir seu coração
Eu posso te sentir
Ouvir a sua voz
O cheiro doce dessa emoção
Eu posso adivinhar
Aonde te encontrar
É só seguir a minha intuição
O rastro da paixão
É só imaginar, amor
Que você está aqui
Que eu posso te sentir, sentiir
Não sei o que fez o amor
Acontecer, o amor não tem explicação
Tudo que me importa
É saber que é só deixar
A minha imaginação
Eu posso te sentir
Música cantada por Vanessa Camargo. Como eu queria "cantar" isso para um alguém qualquer que eu simplesmente... amasse *-*

Ser bom é fácil! O difícil é ser justo

Nada melhor do que voltar a escrever um pouco sobre mim mesmo. Alimentar o ego? Não, porque, por vezes, o destrui nessas poucas linhas. A vida anda do jeito que eu imaginava, bem agitação, poucas paradas e resultados vistos pouco a pouco. Interessante como nossas vidas mudam - frase de minha professora de francês, Anita.
Caso dê uma olhada nas minhas primeiras observações, eu tinha escolhido teatro e maravilhava a cena, porém na na prática, gente, como muda essa coisa que chamam de atuação. Nossa, estou tentando postar aqui o que aprendo em sala, mas é muito mais complexo do que decorar um texto e falá-lo ao público. Amo o teatro sim, mas ainda estou em fase de descobri-lo, quero ser ator sim, isso pode ou não ser algo que eu consiga trabalhar em mim. Até porque, não quero ser um ator mediano, mas sim o melhor que posso, talvez eu seja melhor fora do palco, mas não viverei sem ele nesses anos seguintes. Uma vez que o teatro te atrai e você aceita os desafios que ele lhe impõe você quer saber sempre mais. E quando digo que amo tenho como provar, não é qualquer um que gasta o mesmo tempo em sala de aula e dentro do transporte público de SP para estudar o que deseja e respeita.
Estou no inicio, mas segundo os chineses uma caminhada de 200 Km começa com um primeiro passo. Se sou bom? É fácil ser bom e elogiar a si próprio, mas ser justo é o mais complicado, ainda mais consigo mesmo. Deixe que o tempo o diga, afinal, esse pensamento de Victor Hugo é bem aplicável ao que estou passando.
Tenho várias outras coisas para comentar, como um teste que fiz para uma peça, o Jeff que é professor de inglês, os amigos que mantenho e os romances que procuram-me quando apenas quero viver para mim e até mesmo aquele sofrimento de adolescente apaixonado. Talvez eu nem chegue a comentar muito, mas em suma, cada aspecto tem suas dificuldades, mas são dificuldades que não ocultam a beleza dos resultados.

Pare para observar

Se não me engano já deve ser a quarta aula de história do teatro. Parece meio sem graça e sem ação para um ser humano ansiando os palcos, mas pare e observe a importância de aprender nomes, conceitos, história e épocas. Se pensas que não lhe servirá de nada, sente-se numa rodinha de bons atores e veja onde os assuntos mais teatrais acabam: nomes, diretores, peças, história e histórias... Enfim, é envolvente saber sempre mais sobre aquilo que é importante e bom.
Serei Audaz e falar com minhas palavras o que estudei em sala. Nosso professor, Walmir Pavam, preparou-nos um roteiro com base na obra de Jean-Pierre Ryngaert. Que [OMG] abriu meus olhos de uma maneira que nunca imaginaria. Imagina se em minhas mãos esse roteiro estivesse quando preparamos "O auto da barca do inferno" no Ensino Médio?
Há vários aspectos de um texto a serem analisados, tais como o Enredo [O que acontece, qual a sequência]; O conflito [aquela contraposição, obstáculo, oposições que regem a cena analisada]; a Intriga [relacionada ao conflito, mas mais referente "ao porquê" do que "ao quê"]; o Espaço [tanto cênico, como que são citados apenas]; O Tempo [se é ou não cronológico, usa de saltos? e mesmo o tempo subjetivo*]; as Personagens [as relações, conflitos, exposições de sentimentos - ocultos ou expostos - reflexões e linguagem]; Linguagem [se é cotidiana ou não, se é regional, diálogo, monólogo, narração, canção, verso, prosa, se usa de figuras de linguagem]; Uso de títulos e rubricas [se é de ação ou interação, se interfere na peça].
Com essas informações analisamos dois trechos de "Édipo Rei" (Sófocles), assim nos aprofundamos mais conscientemente na peça, conhecendo-a melhor. O que, ao meu ver, é ótimo.
Desse roteiro sempre farei proveito, certamente. Para a próxima aula ele [o professor] quer nossa leitura de Lisístrata (Aristófanes) uma comédia grega, que por acaso consegui emprestado com um amigo e também a melhor leitura de "A poética de Aristóteles". Agora é ler e analisar, colocando em prática todo o possível.