segunda-feira, 29 de agosto de 2011

80%

As artes de viver são tantas. É preciso ser mais artista para ter uma vida que marque a sua história antes da morte do que ser artista para a arte em si.
Hoje tive mais uma dessas crises de até onde tudo vale a pena, entendes? Visto que tenho estudado e trabalhado tanto para poder correr atrás das coisas que eu gosto de fazer. Estou no inicio apesar de me considerar velho para o teatro com meus 18 anos.
Até onde vale a pena estudar dança, canto, teatro, história e outras matérias mais para uma coisa chamada arte que ninguém valoriza e ainda com uma família que pisa nessa decisão?
Não reconheço nem minha irmã e nem minha mãe comparando-as há alguns anos atrás. Isso me machuca, mas não mais afeta. Atenção que posso dar em casa agora é minima, também, com esse tempo que me sobrou que não é quase nada... Daí me cobram do meu tempo e de chegar muito tarde em casa... Engraçado, quem não ajuda ao menos não devia atrapalhar. Eu sofro um sofrimento bom com essas correrias para estudar teatro...
Mas sabe, estou começando a brincar com meu coração de novo, deixando ele se apaixonar aos pouquinhos e isso é bom. Infelizmente não calhou de ser a pessoa que eu queria que fosse. Que culpa tenho eu se quem me atrai é a pessoa mais inusitada.
Essa coisa de atração... Amizade sem atração é só amizade, atração sem amizade é sacanagem e os dois juntos pode ser algo a mais, enquanto nenhum dos dois é desprezo.
Não sei o que vai acontecer, estou curioso também, mas tudo vai bem. É o que falei para minha amiga quando ela respondeu se eu estava feliz: Feliz eu estou 80%, e isso é muito bom já que hoje em dia quase ninguém passa dos 30%. Acho que para eu chegar nos cem, falta amor da família, amor de alguém e dinheiro. Mas sei lá, isso vem com o tempo, se não vier saberei aproveitar muito bem o que me resta :)

Boa Notie

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Um segundo

Tristeza não se traduz em palavras e dor não se compara

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Uma apresentação pública

Inicialmente, parabéns atores pelo seu dia. Mais uma data que colocam no calendário, no fundo não há dia para se comemorar uma profissão. Mas hoje em especial eu comemoro.
Pela manhã houve nossa tão esperada aula aberta de interpretação dramática. Foram apresentações de cenas trabalhadas em aula. As cenas do "Cala a Boca já morreu" de Luís Alberto de Abreu e também cenas que nós mesmo criamos.
Após um aquecimento de corpo e voz e "entrarmos" em nossas personagens iniciamos a aula com cenas. Quase todas as cenas tiveram erro de texto, mas poucas delas perceptíveis. Bom, minha cena é uma gravação de um filme, onde uma mulher tenta se jogar do viaduto do chá e é impedida pelo caipira que confunde tudo. Meu personagem é o radialista que cobre o "suicídio". Foi bem preparada e o erro foi bem pequeno, mas deu certo e  fomos elogiados. Acho que acabei subindo muito para os agudos, sem um controle de ar. Isso foi inevitável, mas a presença em palco não era de todo ruim.
Foram cinco cenas: A do barco e mãe judia, a da Carolzona, a do metrô, a do jardim  e por fim a da balada. Não participei em nenhuma mais.
Fiquei um pouco triste por isso, mas mesmo assim quantidade não é qualidade, visto que estudei stand in em sala de aula, né?
Agora partimos para uma segunda fase de nosso aprendizado, uma segunda parte que vai exigir o dobro de dedicação. Estamos quase acabando as aulas de corpo, mais da metade de história do teatro já foi e iniciaremos a segunda parte de voz. Virá maquiagem e nossa preparação de cenas de final de módulo. Ao que me parece eu e a Natália encenaremos juntos uma cena de "O despertar da primavera". O cabelo também o fará com a Natália, seremos o mesmo personagem, mas em cena diferentes. Domingo está aí e estudaremos o texto e o autor. Estou bem animado com o projeto e vou dar meu melhor.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Tudo o que eu N-Ã-O entendo

Quanto tempo passou desde a última vez que postei sobre mim. Acho que meus monólogos sem sentido me cansaram. Tenho refletido mil coisas nesses tempos. O que mais tenho agora é tempo para refletir!
Como não é segredo para ninguém eu moro em Embu das Artes (Grande SP) é um município colado com São Paulo, dez minutos andando e estou na divisa de cidades. Aprecio o lugar onde vivo pela segurança que tenho por aqui. Afinal já conheço o domínio além é claro de trabalhar praticamente ao lado de casa e indo a pé para o trabalho, o que é raro nessa por aqui. Mas eu estudo muito longe, na zona Oeste de São Paulo. 30 Km de casa só na ida. Lembrando que isso é no básico. Somando outras "viagens" essa quilometragem aumenta. Então o que mais tenho é tempo dentro de ônibus e trens que uso ou para ler, ou para dormir ou para refletir. E como reflito.



Hoje penso muito em consequências, continuo a pensar em estabilidade e grana e estudo.

Consequências
Estou a trabalhar três dias na semana e mesmo assim são seis turmas, o que eleva minhas horas de trabalho para em média 15 horas de trabalho remunerado. Como são aulas tenho que prepara-las assim como corrigir lições, passar para sistema e toda aquela burocracia escolar. Isso toma parte do meu tempo nos outros dias, que se complemetam com estudo de teatro (manhãs de seg, qua e sex), canto (segunda à tarde), dança (segunda e quarta à tarde) e mais em breve ensaios de teatro (segundas e quartas à noite e domingos) Ou seja, o tempo é minimo. Aonde entram as consequências disso tudo?
(1) Dizem que saúde: Estou com uma infecção na pele que dói muito e a peguei por imunidade baixa e sensibilidade na face, talvez por falta de alimentação e sono correto. O sono eu entedo, a alimentação não, pois tento comer corretamente apesar do tempo.
(2) Ano que vem, se Deus quiser, entro em cartaz, e não terei tempo de dar aulas como hoje, estou emdo de ter que tomar essa decisão entre um e outro, pois gosto de dar aulas onde dou, alunos, amigos, etc. Mas já batalhei tanto pelo teatro que não posso ignorá-lo. Onde será que isso daria? Onde? Esse é o meu grande dilema. O que me faz pensar muito.
(3) Tem a questão da faculdade, que apesar de ser em um futuro não tão distante não para de me agoniar. Afinal, que curso e onde fazer? Público ou Particular? Integral? Teatro ou outro curso da área de humanas? Tudo isso e mais um pouco me marca, mas são preocupações futuras.

Dinheiro
como disse meu futuro próximo está em um dilema, e a pior coisa é saber ou não se conseguirei manter meu nível de vida dependendo do incerto. Vejamos que gosto de assistir à peças nos fins de semana e cada dois meses mais ou menos ir numa baladinha, sem contar os estudos que demandam grana. Já quitei o curso de teatro, mas tenho que juntar mais de três mil para conseguir para o canto e a dança ano que vem sem contar as passagens e alimentação. Isso exigirá de mim uma disciplina férrea.

Estabilidade
Eu sei o que quero da minha vida futura se assim você quiser que eu o diga e já tenho até mesmo os valores no papel, mas o difícil, o complicado é achar o meio de conseguir toda essa grana. Penso em até fazer uma capitalização para contar com uma sorte e caso não ganhe, também não perco. Morando em São Paulo gostaria de morar perto de alguma estação de metrô. Achei uma casa praticamente no largo de pinheiros ao lado do metrô Faria Lima na valor de 440.000, mesmo assim precisando de uma reforma que devia levar outros 40.000 mil, uma mobília levaria mais de 40.000 e o carro (que seria de inicio, muito opcional já que estaria ao lado do metrô) também mais 40.000 (Um Kia Picanto, Renault Sandero ou Novo Uno Way) e coloque mais uns 10.000 para a conta no banco investindo em previdência privada já chegamos ao valor de 570 mil, mais de meio milhão de reais!
Entende como é difícil viver comodamente em São Paulo? Isso sem contar que eu deveria ter um salário fixo de no mínimo uns 2 mil reais por mês para manter o padrão de vida. Ah! E há um detalhe básico: Não se pode dizer nem que eu seria um classe média com essas características de vida, não em São Paulo.
Talvez a saída seja mesma minha mãe ganhar na mega-sena e eu fazer essas capitalizações. Trabalhar duro em teatro e em produções artísticas e tentar fazer a grana. Com isso eu ficaria tranquilo. O bom é que minhas metas já estão postas. Quem sabe até não acho uma outra casa de menor valor perto de metrô?

Essas são as questões que mais entram na minha mente nesses tempos... Bom se você teve saco de ler até aqui deve estar se perguntando: E o coração da pessoa? Até mesmo a questão da grana seria melhor dividida em dois. E eu te respondo, hoje posso dizer que gosto de alguém sim. Mas o sentimento é tão diferente, é mais de respeito do que de paixão. Tenho sido cauteloso. Depois que quebrei a cara penso mil e uma vezes antes de me apaixonar. O bom é que se acaso vier, virá em forma de amor e respeito, mas isso atrapalha até no teatro. Bloqueio sentimentos com facilidade, tendo a ser mais frio e sério. Sabe aquela história que "Quem mais te machucou mais te fez amadurecer", talvez seja isso. Tenho um pouco de receio ainda. Ainda me apego ao passado e desejo até mal, quem perde com isso sou eu e ninguém mais. Mas o que posso fazer? A ferida está cicatrizando, talvez tenha até cicatrizado, entretanto deixou A cicatriz bem grande. Encontrarei quem mo dê apoio e me ame, tanto quanto eu ame. Amor, o que quer que for, tem de ser que nem física. Tem de ter equilíbrio de corpos, um não pode amar mais que a outro.

Esse é o Jeff de Agosto de 2011

domingo, 14 de agosto de 2011

O que eu não pude escrever em resumo

Aulas e mais aulas. Tantas responsabilidades e compromissos assumidos em tão pouco tempo. Digamos que eu tenha até que parado de escrever mais detalhadamente sobre as aulas de teatro. Isso era previsível, o que eu não posso e não não farei é cessar os acontecimentos nesse meio tempo.
Academicamente falando estudo hoje o primeiro módulo do curso Técnico em arte Dramática do Senac-SP, até aí, ótimo. Nesse bloco formado por cinco matérias estou eu andamento em quatro.
Expressão corporal, Expressão vocal, História do Teatro e Interpretação.
Voltamos de férias de Expressão corporal e improvisamos algo que não foi muito bem aceito nas aulas de interpretação, onde mentimos na rua para provocar ou observar as reações de outras pessoas. Vou exemplificar com um dos exercícios que deram certo ao meu ponto de vista e onde eu estava presente.
Em um ponto de ônibus estavam vários de nós. Eu recebi uma ligação imaginária como se minha tia tivesse acabado de ser internada e a Maria vendo minha situação me ajudou, porém começou a chorar como se o pai dela tivesse morrido com a mesma doença que minha tia imaginária. Em paralelo, a Helô acabava com o Cabelo em uma briga meio sem sentido, mas com efeito. Fora do ponto ele retornou a ligação e ela ameaçou o trair, saindo do ponto acompanhada pelo Janjão. Depois, apenas o Fernando e o Rodrigo ficaram no ponto colhendo os resultados das cenas que era o comentário do pessoal que ali estava.
A aula recebeu críticas duras e com certo sentido, porém teve resultados interessantes, como a descontração e volta de energia que por alguns parecia perdida.
Estamos agora experimentando um pouco mais nosso sentidos em seminários por nós preparados. Passamos por paladar e audição e amanhã será olfato e tato (participo do grupo Olfato). Então voltarei a comentar sobre os exercícios.

Em voz, estamos de férias por esse mês. Não acho necessário postar detalhes de cada aula passada, até porque das sete eu faltei duas e meia, o que não pode acontecer e sinto-me profundamente envergonhado por tal atitude. Mas o que posso assegurar é que estamos buscando aperfeiçoar e conhecer nossa voz. Usamos a palavra RESSOAR como base, que envolve respiração, Ressonância, Articulação, Projeção e etc. Através de exercícios contínuos e diários estamos buscando melhores apoios para colocar nossa voz e conhecê-la melhor.
Em paralelo, comecei a estudar canto com a Maria que ao meu ver é uma ótima profissional na área, além d e uma amiga e pessoa a quem eu admiro muito. Por isso um post chamou-se "voz Branca" por que ela está tentando me ajudar a moldá-la assim como a Cristina, professora de voz e fonoaudióloga do Senac.

Em História, temos passado por diversos seminários, mas não cabe a mim discuti-los agora, pois além de ser muita coisa estou tentando entendê-los aos poucos. Amei, por exemplo, Shakespeare e comprei sua obra completa para estudar mais a fundo. Numa primeira leitura é impossível, mas aos poucos compreenderei mais sobre esse mundo assim como os outros movimentos teatrais nesse mundo e nesse país que é o Brasil.

A Construção da Personagem

Tomei a liberdade de começar a ler a construção da personagem. Nem sei se vamos estudar o livro já que o tempo é pequeno no curso. Digo, na teoria, pois na prática temos feito tal sistema nas aulas de expressão corporal, vocal e interpretação. Mas é como se a cada 12 horas na semana déssemos uma pequena pincelada nos temas. Teatro é mais para ser vivido do que estudado. Digo isso, pois estamos na aula e temos um direcionamento, mas caso eu parasse para observar são poucos ou nenhum que enquanto respiram param para serem um pouco mais conscientes de sua técnica corporal e vocal por exemplo.
(from my Facebook)

Minha família sempre foi da opinião que teatro é uma coisa de ricos para ricos. Até certo ponto isso é verdade, pois caso quisesse dedicar-me 200% na arte dramática teria de sustentar-me com vento. Além de tentar promover uma saúde completa, dormindo bem, comendo e bebendo bem, teria de ter uma boa academia e alongamentos para tentar chegar no corpo ideal.
(1) Veja bem que disse corpo ideal e não perfeito. Uma coisa é diferente da outra. Muito inclusive. (2) Alguns atores tendem a se exibir em palco, gostam mais dele no papel do que o papel nele, o que é um erro gravíssimo.
Aulas de dança, tanto clássica como contemporânea teriam de estar no currículo, são aula que podem deixar o movimento plástico caso não haja objetivo e alma naquilo que se produz.
Tanto o canto como a retórica seriam de extrema importância. Saber impostar a voz e escolher seus meios de ressonância são demandas de um ator. A retórica entraria como convencimento, mas eu prefiro sua parte que trata de articulações e etc. É como se eu quisesse misturar o canto com a fala. Ao invés de cantar como eu falo eu estivesse em busca de falar como eu canto. É claro que depois de um canto bem treinado e não totalmente amador. Há que reconhecermos nossas estruturas e sabermos conscientemente dominá-las.O que é muito difícil.
Uma prova que o teatro é uma busca contínua é o trecho obtido do livro "A construção da personagem" no Capítulo 8. "As aulas de canto que damos a vocês, alunos, não são meros exercícios para colocar a voz durante aquela determinada hora. Em aula vocês tem de aprender as coisas que deverão ser praticadas, primeiros sob o controle de um treinador experiente e depois independentemente, em casa e em toda parte onde forem durante o dia." Isso serve a tudo, e como!
Bom, era isso que eu pretendia dizer por aqui em relação ao avanço de meus estudos no Senac. Isso não me foi pedido, essa pesquisa, essa busca, mas como disse Stanislavski:


Se você estiver em busca de alguma coisa, não vá sentar-se na praia à espera de que ela venha encontrá-lo. Você tem de procurar, procurar, procurar, com toda a sua obstinação! - Stanislavski

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A construção da personagem

O livro tem as mesmas caracteristicas de "A preparação do ator", mas é bem mais explicativo e voltado a tecnicas, o que nao diz não ter a ALMA como base e principio de qualquer ação voltada para essa técnica. Vou dar os tópicos abordados em cada capítulo que eu li até o momento.

Capítulo I - Para uma Caracterização Física
Há uma necessidade da forma exterior sim desde que haja alma e o exterior seja um complemento do interior. Isso adquire-se por vários meios como o da observação

Capítulo II - Vestir a personagem
É necessário haver consciência no que se faz, na atuação.

Capítulo III - Personagens e tipos
Ame o seu papel em você e não você no seu papel. Quando se tem medo de mudar sua personalidade completamente, alguns atores têm medo da caracterização.

"Assim, a caracterização é a máscara que esconde o individuo ator. Protegido por ela pode despir a a alma até o ultimo, o mais intimo detalhe. Esse é um importante atributo a traço da transformação"

Capítulo IV - Tornar Expressivo o corpo
Devemos procurar um corpo ideal para o teatro. Robusto e proporcional, nem muito forte ou muito fraco. E gestos não devem ser feitos pelo simples fato de serem gestos (O geste pelo gesto)


Capítulo V - Plasticidade do Movimento
O andar ideal. (já mencionado nesse blog) e a linha interior que desprende os movimentos deixando-os fluentes em cena.

Capítulo VI - Contenção e controle
Uso excessivo de gestos e gasto de energia neles acarreta em erros. Um exemplo interessante é um ator que pode passar expressividade pelo rosto pode ser bem prejudicado chamando sua atenção para gestos em demasia em uma cena.

Capítulo VII - A dicção e o canto
Muito necessário ao ator é um voz. ela pode alcançar muitas coisas quando bem desenvolvida, e o desenvolvimento nesse caso dá-se pelo seu domínio, domínio de sua extensão, articulação, impostação e etc. Faz-se muitas referencias a aula de canto que podem ajudar o ator em sua caminhada como atrapalhá-lo.

Capítulo VIII - Entonações e Pausas
Capítulo IX - Acentuação: A palavra Expressiva
Capítulo X - A perspectiva na Construção da Personagem
Capítulo XI - Tempo-Ritmos no movimento
Capítulo XII - O tempo-Ritmo no falar
Capítulo XIII - O Encanto Cênico
Capítulo XIV - Para uma Ética do Teatro
Capítulo XV - Padrões de Realização
Capítulo XVI - Algumas Conclusões sobre a Representação

Hoje entendi

Hoje entendi o que é atuar com alma

Hoje entendi que idealizei

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Voz branca

Caso eu escolho um caminho de matemáticas e químicas, além de fazer dinheiro aposto como tenho apoio e facilidade mental. Mas escolho o difícil, o cantar, dançar e atuar. Coisas que não tenho a minima noção de como fazer. Dando certo ou não eu estou aqui para ver o processo e resultados contínuos!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Espacato

Não e não, não tenho perdido a vontade de postar sobre as aulas de teatro. Longe de mim isso, ou mesmo postar sobre minha vida. Mas é que tantas coisas tem acontecido. No geral muito boas e tenho descoberto mais e mais sobre mim a cada dia que passa. Mais sobre minhas vontades e desejos e se acho que estou apto para seguir minha vida.
Sendo sincero, o que tenho feito é tentar uma mudança de hábitos ruins para bons, mesmo que exija um pouco de sacrificio e acho que tenho conseguido, porém ainda tenho muito pela frente.
O SENAC se mostra cada dia melhor, bem melhor. Estudar interpretação exige muito mesmo, o que eu gosto, agora inicio aulas de canto e dança e se Deus quiser ano que vem entro em musical também. Não, não canto bem nem danço bem, mas sou persistente, isso eu sei, Ora vejam só, eu tentando abrir espacate na sala. É de rir muito, mas quando se consegue tal proeza é de se chorar muito de emoção. Sim eu sou capaz de fazer o que eu bem entender, e não é ninguém que vai rir da minha cara, fazer cara feia ou dizer que não sou capaz, porque tenho aprendido algumas coisas e a mias importante é que quem tem a obrigação de se importar comigo, sou eu mesmo :) Vou postar de novo aqui quando eu conseguir fazer essa proeza do espacato (risos).

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Queria montar um grupo de teatro o máximo auto-suficiente possível. Mas COMO?

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Eu que aprenda a levantar

Não me entendo e ainda me acho muito novo para entender. Vejo que minha história tem falhar e não sei o que eu faço direito. É não sei o que sei fazer. O que sou bom? Mas sabe, estou nem aí. Ou melhor, estou tão aí que taco agora um foda-se bem grande aos que pensam que eu sou pequeno. Vou mostrar como eu sei trabalhar e trabalhar bem, como estudarei, Ah como estudarei! Sucesso só vem antes de trabalho no dicionário. Então trabalhei como um condenado. Nem que eu não durma. E caso me sinta só, que se danem os nós, porque nem eles tirar-me-ão do meu caminho. Caso eu caia, eu que aprenda a levantar!

domingo, 10 de julho de 2011

sem.

Tem horas que me sinto tão frágil. sou forte, eu sei, mas não posso ser frágil também? digo no sentido de suortar tanta coisa. Eu refiro-me a problemas de família, de vida, de dinheiro. Já não sei mais escrever e não quero secar. Só sei disso

domingo, 3 de julho de 2011

Seul

Et parfois, je me sens seul. Queria escrever aqui em francês, mais uma vez só queria. Não me sinto incapaz, mas sinto a necessidade de falar que Às vezes me sinto tão pouco e tão preguiçoso e uma pessoa que gosta de estar triste e nada fazer para melhorar. Mas eu sou teimoso e se morro hoje mesmo desconhecido, posso ser lembrado pela minha teimosia. E no final eu vou conseguir. eu vou! A estrada é a melhor parte, no fim que se danem os nós! Nunca desisti e não vou desistir agora

sábado, 2 de julho de 2011

Sem pensar

Ando vendo que somos poços de problemas e reclamações e que no fundo todos temos do que agradecer e esquecemos. Comparando problemas não sou um Expressionista como Strindberg, graças a Deus, mas sim uma pessoa que crê que podemos buscar um equilíbrio.
Estou Feliz ultimamente, não completamente e nem acredito que alguém o foi, estou podendo viver minha vida de pouco a pouco e venho tentando melhorar minhas deficiências. ninguém é perfeito e muito menos eu, mas trabalhando honestamente, divertindo-me com meus amigos, estudando com boa dosagem e juntando uma grana o que poderá ser ruim? No caminho sempre existem pedras. Eu, mesmo com meu jeito metódico de ser, estou tentando chutá-las para fora dele e não parando a cada uma para analisá-las a fundo, perda de tempo. Dizem estudiosos que em determinados assuntos, quanto mais há para se pensar, mais chances há de dar errado. Então, como não quero que as coisas deem errado, para que eu vou ficar pensando um tanto como já pensei?

Não é que eu parei de postar...

É que o tempo e a cabeça estão TÃO abitolados que é difícil mesmo apra parar e respirar tranquilamente. Simplesmente assim, o importante é que nisso há mais lados bons do que ruim para serem levados em conta.
Nas aulas de interpretação venho estudando um personagem da cena 4 da peça "Cala a boca já morreu", é o radialista. a construção é praticamente total, visto que não há informações sobre ele. Eu me coloquei como um jovem chamado Antônio de 22 anos que visa ir para Brasília ou ao menos não perder o emprego. O figurino foi bem aceito por todos e o que viso agora é focar em memorização de fala e intenções, afinal o que está dentro está bem construído, falta o FORA. Mas isso é com tempo.
Em história infelizmente não tenho tido o tempo de escrever sobre as aulas. Acho apenas que a carga horária devia ser maior. Sim, maior, afinal a cada nova aula uma escola literária a ser estudada e superficialmente, sendo que a história teatral é tão rica e bonita. As aulas chegaram a ser consideradas meio parada por alguns, de minha parte não era a aula de corpo, mas eram ótimas aulas, o que empaca um pouco às vezes é o teoria que é considerada por alguns desnecessária. A meu ver, ela é imprescindível.
Passamos por Comédia Dell'Arte, Teatro Elisabetano e Shakespeare, Classicismo francês e Molière e vamos para Goethe e o teatro romântico. Enfim, o seminário do grupo em que estou é sobre diversos temas (Expressionismo, Simbolismo, Realismo e Naturalismo) os "ismos" que temos aí. A pesquisa está em andamento, mas está ficando boa ao todo. Veremos o que se passa depois. 
Nas aulas de expressão vocal, estamos dando ênfase a uma boa gesticulação, leitura correta, ênfases, enfim, todas essas questões. Sobre elas eu comentarei mais tarde um pouco.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A vantagem de ser pobre

Vivo em meio a várias camadas sociais, diversas mesmo. Desde aqueles que não tem como pagar a passagem para ir para escola, até aqueles que falam sem problemas e hesitação que estão indo em uma viagem pelo exterior nas férias ou feriados. Desde aqueles que pegam ônibus lotado com trânsito de São Paulo, até aqueles que tem carro aos dezoito anos ou motorista particular. Me sinto estranho e acho que às vezes deslocado pelo fato de saber me portar em ambos os casos.
Pode parecer que não, mas há vantagens em morar num interior, pagar a mensalidade da casa e do carro e ter uma vida pobre simples sem muitos luxos. Eu por exemplo faria muita questão de uma casa de madeira em meio a um mato próximo a cidade, uma cama confortável com uma Tv de plasma no quarto e talvez uma lareira ali ou na sala. Já estaria de bom tamanho e nem é tão difícil assim de conseguir eu acho. O carro na garagem seria necessidade e podia sim ser um popular sem ser aquele do ano.
Trabalhar e curtir minha família, meus amigos, meus momentos, meus estudos, minhas escritas. Para que tanto? Para que tanto dinheiro? Por certo ajudaria muita gente se eu fosse rico, mas mesmo assim, não deixa de ser responsabilidade a mais. Quem disse que não gosto de responsabilidades? Gosto, só que até para responsabilidade tem limites.
Bom, sem mais para o momento.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Família, Estudos, Amores

Nossas vidas têm sido tão pesadas. Tão exigentes conosco. Arriscamos muitos por nada e nada por muito. São passos confusos. eu mesmo tenho os meus. são 18 anos de história que não podem ser contadas em uma hora ou, se muito infantilizadas, 10 minutos poderiam ser suficientes.
Penso que todas as histórias são perfeitas para um livro. Penso que um olhar numa despedida também daria um livro. E quem sou eu para escrever dos meus momentos se sobre eles eu fico remoendo dias? Será mesmo que algumas linhas seriam suficientes para passar tudo aquilo que eu quero passar para qualquer outra geração? Digo... Passar tudo aquilo que eu senti nesses 18 anos e no futuro anos mais? Não, certamente não poderia passar nem um milionésimo de sentimento em 10 linhas, hipócrita eu seria se dissesse que sim, mas não posso.
Alguns autores decidem começar um livro do fim e voltar a ele no final do livro, cineastas fazem isso, e particularmente acho lindo esse recurso. Alguns começam bem do inicio e outros nem começam de lugar algum, só começam. Eu, escrevendo aqui sobre episódios de minha vida também decidi começar de lugar nenhum. Afinal, todo autor acha que é autossuficiente para escrever o que quiser, e de fato é, afinal quem é que sabe mais da cabeça daquele autor do que ele próprio? Ele é senhor de Si, por mais que seja um insignificante. Nossas ações, pensamentos só têm a nós para governá-las. Não digo influências, pois essas vem de toda parte.
Preferi focar na minha vida familiar, no meu estudo e nos meus amores, talvez tenha esquecidos dos amigos e de algumas risadas inesquecíveis, mas esqueci. Talvez da música, do momento, da vigem, da rua, do metrô, foquei só no que me deixava mais estressado. Como por exemplo o dinheiro. O maior pecado é amor ao dinheiro e eu acredito que seja. É um pecado horrível ficar dependente dessa droga. Mas enfim, não vou prolongar em mil temas. Muitos filmes e livros deixaram de ser bons por isso, perda de foco. Nesse Blog tenho tentando contar um pouco mais da minha vida. Então é dela que vou falar, da família, dos estudos, dos amores. Enfim, três assuntos que são infinitos, mas que acabam um dia para todo mundo. Mesmo sendo estranho é isso o que decidi. É isso em que me resumo: família, estudos, amores.

domingo, 5 de junho de 2011

E... voz

"Deus separou o claro do escuro, separou o mar da terra, separou o macho da fêmea, separou o bem do mal. E se Deus já começou separando, quem sou eu pra falar de união? Mas eu digo que o homem é bicho que nasceu pra ficar tudo junto. Da vida eu digo que é longa demais para dizer que é curta e é curta demais para dizer que é longa. Do mar eu digo que é grande demais para minha canoa e, do rio, eu digo que é o que me corre nas veias. Da grande cidade eu digo que já me debrucei nas suas varandas e que o mosaico de suas calçadas já viram o carimbo de meu pé. Sei de seus tumultos e barulhos e digo que nenhum deles deve ser o som da esperança. Porque os sinos da esperança não tocam nessas catedrais de pedra, nas ruas de pedra, no peito de pedra desses homens que andam por tantas calçadas que não vão dar em lugar nenhum. Do violão digo que é meu melhor amigo por ser o único que não me dá conselhos e, do sertão, digo que é minha casa. Do desejo digo que é bicho que não morre, do tempo digo que é inimigo dos homens e, do amor, digo que é inimigo do tempo."

"CORDEL DO AMOR SEM FIM", De Cláudia Barral

Com esse texto treinamos nossa leitura em voz alta com a percepção de algumas características nesse tipo de leitura:

  • Respiração
  • Ênfase
  • Respiração
  • Articulação
  • Modulação - variação entre graves/agudos
  • Tom - grave/agudo
  • Projeção
  • Intensidade entre Forte e fraco
  • Pronúncia
  • Velocidade

A mim foi pedido que eu desse mais ênfase em palavras importantes do texto, mostrando mais alegria e dando vida ao texto. Não deixando-o triste. E controlar a velocidade também.

Seminários de corpo

Na nossa última aula de corpo antes do "Break" foram divididos quatro seminários sobre os sentidos.

Audição
Júnior
Fernando
Larissa
Thaís
Emerson

Olfato
Jeff
Diego
Ariadna
Tatiana
Poliana

Paladar
Natália
Bárbara
Nildo
Gustavo

Tato
Maria
Helô
Rodrigo
Janjão
Jojô

choque de realidade maldito

Odeio choques de realidade.
Inicialmente, cabe a mim explicar o que significa isso "choque de realidade". Podemos exemplificá-lo que a didática torna-se melhor.
Imagine um garoto na metade da adolescência estudando em uma escola particular, mesmo que não seja das melhores. Recebendo grana pra grande parte dos gastos e como nunca foi um gastador, quando precisava comprar algo que almeja-se que podia ser um livro ou um dvd, juntava grana no cofrinho sem pressa e comprava. O cara que era estudioso e sempre quis aprender idiomas por exemplo tinha os cursos pagos pela família e o caralh* a quatro.
Daí um certo dia, sem alguma experiência o garoto escolhe uma profissão que não é aceita pela família, para completar ele tem que mudar de planos e mesmo com planos mudados de uma hora para outra é obrigado a pagar a faculdade, os cursos de idioma, o transporte, a alimentação, e tudo o mais. Então... isso é a merda de um choque de realidade e uma merda dessa me impediu de cursar teatro (que curso hoje sofrendo como um cão) me impediu de fazer uma faculdade, me impediu de tudo. Em resumo é um caralh*, sim estou nervoso, obrigado.
Sabe o que é pior, é que aqui e agora sinônimo de amadurecimento é perder sonhos que tinha juntado em uma caixa. Quando olho para eles e penso no que podia e ou poderia ter feito eles somem, pois não tenho a chance de alcançá-los mais. Não tenho apoio de ninguém para exatamente nada e também não quero mais. Não fico mais chorando pelos cantos do meu travesseiro pensando no que poderia ser da minha vida. Se é aceitar o destino que eu tenho que aceitar, pois bem , o aceitarei de cabeça erguida e friamente alegre, pois cansei de depender emocionalmente e financeiramente dos outros.
Vamos direto ao ponto, o cara legalzinho, bonitinho, e etc. que era o Jefferson aqui não existe mais. Calma lá, continuo sendo incorruptível e tudo o mais, mas nada que vá me deixar o anel no dedo anelar*, agora ele está no indicador e bem que merecia um no dedo do meio. Afinal de contas, a vida tem sido engraçadinha comigo nos últimos tempos, então se isso significa entrar na dança das cadeiras com ela, que eu entre e ganhe o jogo nem que dessa vez eu tenha que prestar mais atenção em tudo. Aff, não posso fazer a facul que eu escolher pq é integral ou não tenho apoio da família na profissão. Quer saber, dane-se, dane-se, dane-se, dane-se. Eu farei o que será de valia pra mim e só para mim, FUCK OFF. GO SCREW YOURSELVES. Aff.

*Anéis em cada dedo tem um significado. No indicador indica tanto liderança qunato prepotencia, no do meio, tanto independencia quanto desprezo, no anelar, tanto emotividade quanto sensibilidade extrema.

sábado, 4 de junho de 2011

Ainda

Talvez eu tenha escolhido a profissão certa como ator, pois cada dia quero ser uma profissão diferente. Mas sabe? Não é isso que me atormenta, apesar de eu querer estudar e tudo mais, não tenho essa oportunidade como muitos têm. Queria só estar numa faculdade de cabo a rabo o dia todo, num curso integral e vivendo essa etapa da minha vida que eu não posso por motivos financeiros e familiares.
Como disse cada dia quero uma coisa e isso é normal na minha idade quando você se dá bem com muitas coisas. Mas é um saco imenso não ter essa oportunidade de estudo estudando seja lá o que for.
Na realidade, eu sei que não terei essa oportunidade e fico triste por isso, me sinto como se serei um profissional incompleto, como se não houvesse estudado tudo o que eu pudesse. Tenho que abrir meus olhos para a vida e aceitar alguns caminhos que me são impostos. Não todos é claro, e nem tenho feito isso.
Veja só pelas minhas decisões, mas na realidade vejo que tenho negado várias oportunidades de crescer naquilo que não desejo agora, mas quem sabe um dia poderei fazê-lo.
Será, por exemplo, que Ciências Sociais, história ou letras são uma boa opção? E por aí vai. Estou meio perdido ainda. Ainda

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Farsa de Inês Pereira



Hoje foi a primeira vez que cheguei atrasado no meu curso de Teatro. ele se inicia as 9h da manhã e eu cheguei às 10h30, as menos fui. Estava sob uma situação grande de ansiedade e estresse e precisava dormir um pouco mais. Expliquei-me ao professor que entendeu a situação.
O que perdi foi apenas uma explicação sobre o carnaval e também um debate sobre o filme "Um crime de Paixão" que assistimos semana passada.
Comentamos então sobre a farsa de Inês Pereira e uma visão geral dos Teatros Grego, Romano e Medieval.
Aqui, hoje, devo falar um pouquinho mais sobre essa Peça de Gil Vicente: "A Farsa de Inês Pereira".
Gil Vicente a escreveu como um desafio, visto que era acusado de plágio, deram-lhe um provérbio "Mais vale um asno que me carregue do que um cavalo que me derrube".
A peça pode ser dividida em quadros, tais como:
  1. Inês Pereira Solteira;
  2. Chegada e conselhos de Lianor Vaz para que se case;
  3. Apresentação e rejeição de Pero Marques
  4. Chegada e aceitação do escudeiro;
  5. Vida de Inês casada com o Escudeiro;
  6. Inês viúva;
  7. Vida de Inês casada com Pero Marques.


Essa rejeição inicial a Pero Marques ocorre pois, Inês sonhadora, quer um homem com características palacianas, que seja "discreto" saiba cantar, jogar bola, tocar violão. O que Pero Marques não tem e o escudeiro tem. Porém ao ficar com o Escudeiro, este a proíbe de cantar, conversar e a põe em clausura. Indo para a Guerra, o escudeiro morre, fugindo como um covarde, mostrando a contradição entre o macho dentro de casa e covarde em batalha.
Inês fica feliz com a morte do marido, e já amadurecida com o destino que lhe coube casa-se com Pero Marques, já pensando em trair-lhe com um ermitão que lhe aparece pedindo esmola, homem que era apaixonado por Inês no Passado.
Assim, Gil Vicente soube usar da dramaturgia para ilustrar o tal provérbio, o escudeiro referindo-se ao cavalo e Pero Marques ao Asno.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Teatro medieval e contexto Histórico

Abaixo segue o contexto histórico medieval, tanto como uma visão geral do teatro na época medieval e de transição

REINOS GERMÂNCIOS NA EUROPA OCIDENTAL

Os Germanos
Dentre todos considerados bárbaros, destacavam-se os germanos que compreendem vários povos.
Os germânicos não tinham um governo centralizado, mas havia muita semelhança cultural entre eles, como a religião e a língua.
Cada grupo germânico tinha um chefe militar. Por volta de III a.C. a maioria dos germânicos abandonou o nomadismo, o que exigia terras férteis, assim as terras conquistadas era dividida entre os membros dos grupos.
Eles eram politeístas, mas muitos se tronaram cristãos com o continuo contato com Romanos cristãos.
Invasões Bárbaras no Império romano
A partir do século IV, os grupos germânicos começaram a ser atacados pelos hunos. Assim, eles começaram a adentrar os territórios romanos, tornando-se uma ameaça. Eles invadiram a ilha romana que hoje pé a Inglaterra e dominaram Roma. Então o Império romano foi divido em instáveis reinos bárbaros.

O Reino Franco
A palavra “Franco” caracterizava diversos grupos dispersos que foram unificados por Clóvis. Esses povos tiveram várias conquistas sob o comando de Clóvis, que acabaram se estabelecendo na região da França.
Clóvis formou a dinastia Merovíngia, em 496 ele aceitou o catolicismo e foi batizado, assim alianças políticas importantes forma feitas, principalmente com a Igreja.
Vale lembrar que a Igreja Católica Continuou sua influência sobre a Europa, mesmo depois da queda do Império Romano, pois a mesmo fez alianças com os bpárbaros.
Com a morte de Clóvis houve disputas pelo poder, enfraquecendo a dinastia merovíngia e dava autoridade para a nobreza e o clero.
Após a morte de um rei merovíngio a autoridade política passou a ser exercida por administradores do palácio real, que foram chamados de prefeitos do palácio.
Um desses, Carlos Martel, adquiriu grande poder ao vencer os árabes na batalha de Poitiers.
O contexto de vitórias de Carlos Martel contribuiu para o início da dinastia carolíngia iniciado com Pepino, o breve.
Este fez alianças com a Igreja, cedendo terra da Itália. Isso foi de grande valia para a Igreja se expandir. Assim a Igreja era tida como um “poder espiritual” e os governantes carolíngios, “um poder terreno”.

O Império Carolíngio
O sucessor de Pepino, o breve, foi Carlos Magno. Ele dobrou o território do seu império que passou a ser chamado Império Carolíngio. O território chegou às terras alemãs e italianas, Ele criou condados e marcas (postos militares) além de fiscalizar o reino e fazer valer os capitulares (decretos divididos em capítulos).
Carlos Magno recebeu o título de Imperador do Ocidente. Nos anos seguintes de s reinado ele dedicou-se ao progresso cultural de seu império impulsionando o que chamamos de Renascimento Carolíngio.
Depois de Carlos magno o reino foi transferido para Luís I, o piedoso. Depois da morte desse, o reino foi divido em três partes para seus três filhos a partir do tratado de Verdum. França Ocidental (para Carlos, o calvo), França Oriental (para Luís, o germânico) e França central (governada por Lotário). Após a morte do filho de Lotário, a França central foi divida para os outros dois irmãos de Lotário. Acabou que no final do século X, o feudalismo já era crescente em ambas as “franças”.

FEUDALISMO EUROPEU

O Feudalismo foi um processo lento que se estreitou no final do século X.

Influência Romana
Ao final do império Romano, a sociedade atravessava grandes crises, isso fez com que muitas pessoas, especialmente os mais ricos, se mudassem para o campo para propriedades rurais denominadas Villae.
Lá eles começaram a fazer contratos com os que o procuravam, ou seja, um contrato entre um proprietário de Terras e trabalhadores, chamado colonato.
Os trabalhadores trabalhavam nas terras dos proprietários e lá moravam, dando uma parte de sua produção ao proprietário.

Influência germânica
Eles receberam romanas influências como a do comitatus, onde os guerreiros prestavam serviços militares aos senhores da tribo em troca de terra. Depois da fusão de romanos e germânicos, o costume gerou as bases para a relação entre vassalagem (função militar exercida pelos nobres) e susserania (senhores feudais)

Economia e sociedade
A principal atividade era a agricultura, o comércio era exercido de forma irregular, já que, por exemplo, havia muito sal numa região e não em outra, assim havia trocas.
Assim como Deus era trino, assim devia ser a sociedade.
NOBREZA>> CLERO >> TRABALHADORES
O clero (oratores) dominava o sagrado. Os guerreiros (bellatores) guerreavam. Havia duas procedências, uma dos carolíngios, assim formando uma “nobreza” e outra de pessoas mais simples que se associavam a um senhor feudal, Eram os cavaleiros. Mas as diferenças forma acabando como o tempo, devido à casamentos entre ambos.
Os trabalhadores eram divididos em servos e vilãos. O vilão era um trabalhador livre que tinha o  direito de deixar a terra quando quisesse.
O servo era o principal trabalhador dos feudos. A origem da servidão, vem da escravidão.
Escravos viraram servos por um longo processo desde a época carolíngia onde se estabeleceu o colonato. Os servos possuíam algumas obrigações, tais como a corvéia (trabalhar três dias na terra do senhor feudal), a formariage (tributo que devia ser pago quando o servo se casasse), as banalidades (pagar para uso de instalações do senhor feudal), a talha (entre de uma parte da produção) e a mão-morta (imposto quando sucedia o pai).

Política
O feudalismo caracterizou-se pela descentralização do poder do rei, que era apenas simbólico.

MUDANÇAS NA EUROPA FEUDAL

A população crescia na Europa por diversos motivos, como a redução em invasões na Europa Ocidental e a melhoria dos hábitos de higiene, o que fazia aumentar as necessidades alimentares, moradias, etc.
As cruzadas
As cruzadas (oito ao todo) ocorreram entre os séculos XI e XIII com a justificativa de uma reconquista cristã do acesso à “Terra Santa”. Porém, de fato, objetivavam não somente recuperar o acesso comercial do Oriente pelo mediterrâneo, mas a recuperação das terras europeias sob o domínio árabe.
As quatro primeiras cruzadas foram as mais importantes, são elas:
Cruzadas dos nobres – conseguiram algumas conquistas que não duraram por muito tempo
Cruzada dos nobres alemãs e franceses – Que se desentenderam
Cruzada dos reis – Obteve algumas vitórias
Cruzadas dos comerciantes – Não venceram, mas se satisfizeram
Entre outras cruzadas destaca-se a das crianças.

Conseqüências
Relações comerciais foram estabelecidas e as existentes foram incrementadas. Terras foram tomadas e feudos foram estabelecidos. A reabertura do mar mediterrâneo acabou incentivando o Renascimento Comercial.

Renascimento Comercial
Aqueles que não se encontravam mais no espaço feudal passaram a uma nova atividade, a comercial, dando origem a burguesia.
Assim surgiram as feiras medievais, onde comerciantes se encontravam para realizar seus negócios, principalmente nas cidades de Flandres, Veneza e Gênova.
Havia os cambistas que de dedicavam a troca de dinheiro e proteção.
A Igreja condenava o lucro, sendo assim a maioria dos cambistas eram cristãos.
Os comerciantes se organizavam em associações, conhecidas como guildas, que visava a proteção dos interesses dos mesmos.

Renascimento Urbano
Os locais que os burgueses residiam passavam a ser chamados de burgos. Os burgos cresceram e viraram cidades, essas dependiam de um senhor feudal. Alguns burgueses compravam a liberdade da cidade, assinando a carta de franquia (cidades francas), outros tinham que usar a força (cidades comunas).
Em toda a cidade havia oficinas. A burguesia rica foi chamada de alta burguesia. Quase toda a cidade tinha um prefeito.
Vale lembrar que essas cidades cresciam rapidamente e de forma desordenada, o que gerou muitos problemas até alguém fazer algo.

Cultura Medieval Europeia
O clero era a classe sócia que conhecia e pratica a habilidade da leitura e da escrita.
No inicio a Igreja tinhas uma estrutura muito simples, porém com o crescimento dos adeptos as alianças com o Estado, houve uma hierarquia da Igreja.
Durante a Idade Média havia o clero regular (monges) e o clero secular (os que tinham contato com os adeptos). Os líderes religiosos eram tipos como “pai”, daí a denominação padre ou papa. Aqueles que mexiam com a administração eram chamados pontífices.
Os monges faziam votos de pobreza, obediência e de castidade. Dentre as ordens monásticas mais conhecidas estão os dominicanos e franciscanos.
Os monges dedicavam-se a leitura e cópia de livros, o que os caracterizava como grandes intelectuais.

Organização eclesiástica
A Igreja era dona de muitas terras no período feudal, sem contar a influencia política.
Houve, no entanto uma reforma que invocava o celibato clerical, o inicio do colégio dos cardeais (organização eleitoral religiosa) e proibição da investidura leiga (proibição de3 escolha de cargos clericais por não membros do clero).
O leigo imperador Henrique IV não aceitou essa decisão, mas depois de ser excomungado, voltou com a palavra para volta a comunhão.
Depois da morte do papa ele tentou uma investidura, mas foi em vão.
Não parou por aí, Filipe IV, o belo, impediu a Igreja de não pagar impostos e mudou a sede do papado para Avignon, na França. A Igreja elegeu outro para na Itália, Ficando assim um papa (Urbano IV) na Itália e outro (Clemente VII) na França.

Transformações culturais da Baixa Idade Média
Como o reino se fortaleceu, houve uma difusão do conhecimento destacaram-se as universidades. Nelas leigos prestavam artes (que compreendia gramática, matemática, musica e outras matérias) e depois escolhia entre Direito, Medicina e Teologia.
Na filosofia escolástica destaca-se São Tomás de Aquino, na arquitetura destacam-se dois estilos, o românico e o gótico.

FORMAÇÃO DAS MONARQUIAS NACIONAIS IBÉRICAS

Com as invasões bárbaras o local tornou-se o reino dos visigodos, este se enfraqueceu e formaram-se quatros outros reinos cristãos: Leão, Castela, Aragão e Navarra. Reinos tipicamente feudais.
Depois das invasões árabes eles planejaram uma retomada de território, conhecida como guerra de reconquista, os que se destacassem ganhariam terras.
Henrique de Borgonha (Um nobre francês) recebeu terras que receberam o nome de condado Portucalense.
Uma Terra cobiçada que acabou se tornando em 1139, o Reino de Portugal, com sua independência.
Assim iniciava-se a dinastia de Borgonha, que durou até 1383. Depois da morte do último representante da dinastia, a nobreza queria reunificar o reino a Leão, mas a burguesia não.
A burguesia apoiou D. João (mestre de Avis) e depois da revolução de Avis ele assumiu o poder, iniciando a dinastia de Avis.
Portugal foi pioneiro na centralização do poder.
O reino da Espanha deve-se ao casamento entre Fernando de Aragão e Isabel de Castela (casamentos dos reis católicos). Depois disso era só expulsar os muçulmanos de seu território, o que aconteceu em 1492.

TEATRO MEDIEVAL

O teatro medieval está intimamente ligado a Igreja Católica. Depois que o cristianismo dominou Roma e toda a Europa, o teatro foi vítima de preconceito, sendo perseguido e combatido durante séculos, acusado de obsceno e violente.
Uma vez no poder a Igreja excomunga os atores, suas mulheres e descendentes e só no século IV foi que o Concílio de Cartago considerou que tinha sido severa demais essa atitude.
Com exceção do trabalho anônimo nos mimos, o teatro só começou a ressurgir no século XII d. C., comente em representações dentro das Igrejas e mais tarde na porta das Igrejas, para que toda a multidão pudesse assistir. As “confrarias” eram grupos de pessoas que se encarregavam de práticas religiosas e de caridade que passaram a encenar, amadoristicamente, essas peças. Os enredos são tirados das histórias bíblicas e as representações eram feitas nos dias de festas religiosas.

Havia os “mistérios”, baseados em histórias bíblicas, peças que tratavam da Paixão de Jesus, mas também tinham como personagens Deus e o Diabo em luta pela alma dos homens, com intervenção dos anjos e santos.
Os “milagres” eram representações, baseadas na vida de santos, de mártires ou da mãe de Jesus, em que todas as peripécias eram resolvidas com milagres, através a interferência deles.
Nas representações dos mistérios havia a farsa que era originalmente um cômico, bem popularesco, caracterizado por um humor grosseiro de socos, tombos e pontapés. As farsas de caráter religioso criticavam pessoas e instituições consideradas fora das normas da Igreja da moralidade da época.
As moralidades tratavam como se fossem personagens, os vícios e virtudes dos homens, com intenções didáticas e moralizantes, pretendendo ensino o povo atrás das representações teatrais.

Teatro Medieval Profano
Os mimos sobreviveram de forma dispersa, mas, mesmo perseguidos, possibilitaram com seu trabalho a transição entre o tempo, as atelanas de Roma, aos jograis e farsa do teatro profano medieval. Depois, de mais de mil anos de perseguição, o teatro começou novamente a se manifestar sem a ligação com a Igreja, surgindo uma forma peculiar de teatro profano (não religioso). O palco era a praça da cidade ou qualquer lugar amplo (ao ar livre), e toda a população participava. Nas representações profanas usavam-se as “farsas”, os “arremedos burlescos” de pessoas ou casos; As representações “mímicas chamadas de chacotas”; e os “momos” com peripécias, disparates e duplo sentido, que tinham o objetivo de arrancar gargalhadas do público.





Gil Vicente e Fernando Rojas 
No período de transição entre a Idade Média e o Renascimento (começo do século XVI), surgiram na península Ibérica, dois grandes dramaturgos. Gil Vicente em Portugal e Fernando Rojas na Espanha. Usaram a técnica medieval, mas já tratavam de idéias novas, de cunho humanista e renascentista, já apontando para uma volta aos temas clássicos gregos.
Fernando Rojas escreveu “La celestina” que tem forma de um romance dialogado e influenciou os meios artísticos da época.
Gil Vicente é considerado o iniciador do teatro português. Inspirou-se nas representações medievais que eram realizadas nas ruas e praças das cidades. Escreveu peças com assuntos diversificados, algumas palacianas, outras litúrgicas e outras bem populares. Os tipos vicentinos descrevem a sociedade portuguesa da época: a imagem comovente do camponês explorado por fidalgos presunçosos e vãos, os clérigos de vida folgada, a moça da vila e o escudeiro ocioso.

Obras de Gil Vicente: Auto de Inês Pereira, Quem tem farelos, Auto da Barca do Inferno, Auto de Mofina Mendes, Auto da alma, Auto da Barca do Purgatório.

Como Gil Vicente é considerado um escritor de transição, vejamos o que há de sua obra de características medievais e renascentista.

Características Medievais
Características Renascentistas
Linguagem popular e arcaica
Sátira irreverente, mas moralizadora
Linguagem individualizada / própria de cada personagem que fala
Entusiasmo nacionalista
Desleixo sintático
Presença do mecenas
Versos de sete sílabas
Crítica à cobrança das indulgências e à conduta dos clérigos da Igreja
Valoriza o espírito de Cruzada
Compreensão dos problemas sociais
Linguagem que aparente pouca cultura
É contra a materialização da época
Ausência de problemas psicológicos e de interiorização
Referências mitológicas e clássicas dos gregos e romanos
Criação de tipo
Peças divididas em quadros
Ausência de indivíduos com caráter e personalidade bem delimitados
Presença de prólogo em algumas peças