segunda-feira, 28 de novembro de 2011

C'est mon tour

Eu juro que eu queria escrever um texto gigante aqui, mas sendo muito sincero, esse sentimento que eu estou por dentro mata mesmo. Sei que eu tenho minha vida e ela se ajeita pelos caminhos que tem ou é obrigada a ter, mas o stress de fim de ano está tomando seus reflexos, as decisões precipitadas também e tudo isso somado ao sentimento de "I'm not speacial for the one I'd like to" fode meu dezembro. O que fazer? Só deus sabe. Só sei que uma palavra, uma sms resolveria tudo. Sim, eu dependo disso às vezes.


Where is your heart?


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

If I were

The simple fact of receving something from you, no matter what makes me feel good. A kiss or even a goodnight, a hug or just a smile... Ah I wish I were an angel only to see you dreaming of you and I. Oh If I were!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Cara de bobo, observando cada passo

Pessoas me confundem. todos querem dar opiniões na vida de todos. É cada situação que eu passo. Uma hora minha irmã explode e diz coisas horríveis para mim enquanto eu tento manter a calma, outra hora ela vem e pede para eu ficar com ela um pouco e fazer companhia. Pessoas me confundem.
Eu gosto de me sentir importante e lembrado, como eu gosto disso. Quando estou com alguém eu gosto de receber elogios e coisas do tipo, mas às vezes eu esqueço que eu não estou com ninguém. Uma simples "ficada" pode não significar nada, é verdade. Mas quando se mantem um contato legal com alguém que você ficou uma vez, é inevitável querer ser importante para essa pessoa. Mas o que fazer nesse caso? Sinceramente nada. Acho que tenho ficado cada vez mais blindado nessa área de relacionamentos. O que é bom por um lado e ruim por outro. Enfim, pessoas me confundem. Queria que houvesse um manual para entender um pouquinho mais da cabeça dos outros.
O que tenho percebido olhando os relacionamentos instáveis ao meu redor é que sempre tem um que gosta mais, que é mais sentimental, ao passo que a outra às vezes pensa bem diferente. Isso deixa as coisas tão instáveis. 
Odeio distância. Sinto tanta falta de, sei lá, ficar numa cama com aquela cara de idiota sem pensar em nada e ficar observando cada passo dela, tudo isso enquanto o mundo se acaba lá fora. E a distância, as casas, tudo impede.
O mundo é demasiado cruel com algumas pessoas que só querem sonhar em paz.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

História

Daqui a pouco o ano acaba. Sinceramente eu não queria entrar o ano pensando que tenho contas a pagar e nada a receber, mas é o jeito. Ao fim de 2012 não terei inúmeros cursos, mas ao menos terei alguns. Queira Deus que esse curso de Comissário venha me ajudar de alguma maneira, mesmo assim torço para que o teatro ande e que eu consiga fazer uma faculdade de história. É o que sempre gostei junto ao teatro.

sábado, 19 de novembro de 2011

The disgrace of seeing someone

If I could, I just would love. You know? I'm not afraid of anything, Sometimes I'm too intense, I do know it, but even so, I like loving someone. It's hard to happen. It happened only twice and now I get the chance to the third. But you know? I can't help my feelings. I know this love is impossible, first because it's not even love yet, second because of the distance. So, What do I do?
Ah. I've got another reason to worry about. I do not know if this person wants and feels the same, It drives me confuse. And I'm sure I won't know it. I know what I want to hear, nothing about obsession, of course, but things that I won't post here. For instance, A situation passed between us where I got really jealous, and nothing is mentioned by this person, but things to make me more jealous :(
I am confused in this field of loving or even liking. Ok, It happens, I don't want to fall in love and be the one who always cry in the end, alone. 
Conclusion: If it is to be, it will!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Só falta o foco

Minha vida tem sido bem over ultimamente. É uma questão de fase, é algo que posso aproveitar, mas não vejo a hora de acalmar um pouco os ânimos.
Faço muitas aulas, estudo demais, trabalho bastante, penso bastante, saio demais, economizo de menos. Acho que depois de julho do ano que vem as coisas se ajeitarão melhor, mas mesmo assim será algo bem complicado.
Eu preciso muito ocupar meu tempo, vou roubar as palavras de uma amiga minha, "Acho que utilizei e utilizo do meu tempo como válvula de escape. Estou sempre ocupado fugindo dos meus medos". Acho que essa ideia completa tudo.
Após meu cursos eu espero relaxar um ou dois dias longe de tudo e de todos, como se eu estivesse começando uma vida nova. Sendo muito sincero, seria como limpar o pó do quadro. Não quero nunca voltar do ponto de partida, da página em branco, pois sei que tem coisas muito boas nesse quadro. Digamos que sejam os contornos. Espero mesmo que ano que vem eu me estabeleça de alguma maneira. Não que irei ficar numa vida estável, ainda tenho que fazer faculdade, trabalhar muito, arriscar e me ferrar muito, eu sei disso. Mas colocando um foco interessante na vida. Estudando o suficiente para conseguir conviver com a felicidade.
Quero namorar, mas não procuro mais, deixe que o namoro me procure. Quero ver minha irmã e minha mãe bem, quero que meus amigos me procurem e eu os procure sempre. Trabalhar com o que gosto, falar francês e inglês ao menos e quem sabe ainda tocar gaita. Cuidar da saúde e etc. Mas com um objetivo. Se isso der certo eu agradecerei sempre, caso não dê eu ao menos tentei. estou orgulhoso de mim em um sentido: Estou aprendendo a andar com minhas próprias pernas. Só falta o foco agora.

5 passos para a construção da personagem

Em uma aula de retomada em interpretação nos foi proposta uma redação sobre cinco passos essenciais na construção da personagem. Gostei do que escrevi e tomo para mim esses cinco passos hoje na hora de pensar sobre criar um papel. Vou postar aqui com intuito de fixar o que escrevi no papel e consultar sempre que eu precisar. Quem o ler que aça bom proveito e lembre-se que o que escrevi não é regra, nem para mim, mas sim um mapa que pode me ajudar ainda muito na arte dos palcos. Bom proveito

A preparação do ator como ator e pessoa
Podemos perceber o quanto um ator almeja estar nos palcos e facilmente se deslumbra com sua própria atuação, deixa-se levar pelo público ou mesmo o extremo oposto. Em uma das primeiras discussões que tive no curso de teatro a questão sobre "o que é ser ator" foi posta em debate e nenhuma resposta fechada ou verdade absoluta foi acatada. Antes mesmo de uma construção de personagem, o ator como pessoa deve preparar-se para o inicio do estudo da arte dramática. Tomemos como exemplo uma plantação. É raro um terreno não cuidado ou sem preparo algum dar uma boa colheita. O mesmo serve para o ator sem preparo que confia plenamente na sua inspiração e seu subconsciente. Ao seu treino cotidiano de observação, treino físico, estudo em relação ao que o teatro representa e o seu peso em meio à sociedade, é que devemos colocar uma primeira atenção. Assim, com o terreno preparado é que um ator consegue dar inicio à pesquisa e criação de uma personagem.

O estudo consciente
Quem diz que ator não estuda, mente. Estudar um papel e tudo que envolva  tanto a personagem, peça e criação é de extrema importância. Esse período envolve muitas partes de um estudo consciente que só tem a ajudar e acrescentar ao desenvolvimento de uma atuação que tem uso do subconsciente também. Por isso é necessário um estudo profundo do texto (caso haja) e do sub-texto, do dramaturgo, do personagem, das circunstancias dadas, de cada unidade que o texto nos proporciona, assim como dos objetivos que cada cena ou cada ato pode ter levando sempre à algo maior, um super objetivo: O que eu quero dizer coim toda essa encenação? O que o autor quis dizer com essa peça? Aonde quero chegar? Esse processo de estudo é exigente, visto que quanto mais nos apropriamos do conhecimento geral e especifico de uma personagem, mais temos a liberdade de criar em cima dela sem cair em tantas armadilhas.

A crença no que pode ser real
A experimentação é fundamental e é claro que o ensaio (que aqui não chamo de repetição, já que o objetivo é que cada vez que re-feita uma experimentação, esta deve ser acrescentada) contribui plenamente para a construção. Buscamos sempre o sentimento da crença naquilo que atuamos, procuramos viver como o personagem, nos colocar no lugar dele e usamos de "ses" tidos como mágicos que tentam a todo momento deixar nossas ações e sentimentos análogos aos da personagem que atuamos. Por vezes acabamos racionalizando em demasia, mas esquecemos da lei da ação e reação que é muito presente na vida real e deveria ser no palco. A encenação é uma busca constante pela essência e pela alma, pelo que verossímil (consciente) e sincero (inconsciente). Buscamos a fé no interior, que é real.

A interação existe
Percebemos que esse processo de preparação e criação parece um tanto individual. Parece que o ator por si só pode buscar todas as ferramentas necessárias para uma criação completa, mas no teatro também há ferramentas necessárias para uma criação completa, mas no teatro também há interações. Mesmo em um monologo há uma plateia e mesmo havendo um espectador apenas, há torcas, tanto diretas quanto indiretas. Elas [as interações] são constantes. Já dizem por aí que os olhos são a janela da alma e atores quando em comunhão direta entre si e indireta com o público deixam isso transparecer a todo momento. Fazem adaptação sem necessidade de distanciarem-se do papel, tem uma comunicação efetiva e ainda permitem-se viver de fato o papel em cada ato e palavra e mesmo em silêncio. Essa comunhão também é individual e é perceptível tanto para quem atua como para quem vê.

Coerência
Tomo a liberdade de dizer agora uma opinião muito pessoal sobre o processo de construção da personagem. Eu sempre tomo a coerência como um parâmetro essencial a ser seguido em qualquer área da vida, mesmo no processo de criação e construção da personagem. Temos que buscar uma linha ininterrupta em relação à preparação e a criação. Como já mencionei é a lie da "ação e reação". Em uma personagem por exemplo, há uma passado e desejos de um futuro além do momento em que se vive e neles todos há uma coerência de fatos que se sucedem. Sem essa coerência há sempre quebras que atrapalham o ator e o processo,. A coerência só vem ajudar nossa criação, sempre.

Ser ator, criar, participar de um processo e viver em meio à arte é uma construção que não termina, é um caminho sem fim, temos que estar cientes disso e procurar através de nossos meios e pesquisar achando a melhor trilha a percorrer. Esse processo, esse sistema não é uma regra absoluta, isso já nos é deixado claro, a busca do perfeito é constante e eterna. Novas opções surgem, mas quando bem preparado e o ator sabendo seus objetivos opta pelo caminho mais seguro, dentro de suas pesquisas, estudos, vivencias e experimentações.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

I already miss it, is this it? is it a problem?

 

Foto incoerente

Sinceramente eu já tinha escrito mil coisas aqui sobre meus últimos dias. O que posso e devo dizer é que foram bons, mesmo com acidentes de percurso. Aprendi muito, coisas como: que realmente sou de Libra com ascendente Escorpião, tanto nas qualidades como nos defeitos. Descobri também que sou mais forte do que imaginava, mesmo intelectualmente e também que não se pode valorizar algo que não é certo.
Experiências incríveis que só eu vou guardar para mim aconteceram, alcancei sentimentos bem legais em relação a tudo o que vivi e a maioria foram sentimentos bons. Agora eu deixo o tempo responder as questões que ficaram no ar, enquanto isso eu vivo a minha vida tentando não incomodar os outros e sendo o mais coerente possível com meus atos.
Melhor que isso só um pacote a dois para Paris e Londres.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Coisas que acontecem

Never love a boy. It hurts. We think it is easy, but deep inside it is more complicated than you imagine.


Ass:
Alguém que o Jeff nunca vai saber quem é

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A partir de hoje

a partir de hoje eu quero ver quem vai me olhar e me ver como o 0 da esquerda, quem ousa dizer meu nom eme vão. Eu posso eu quero eu sou. Eu posso não querer usar virgulas e o problema já não é mais meu para entender o que digo.
Eu sou eu e ninguém mais, em resumo eu estou pouco me fudendo para o que os outros pensam ou deixam de pensar, AMIGO DE MIM SOU EU, e só, e ninguém mais.
O que é tentar, o que? Cansei disso, se alguém ousar me caçoar, que caçoa, merda que caçoa num passa de uma merda, ninguém tem o direito, eu também não. Que eu viva a minha vida e nada mais, zoar outros never again. RAIVa, ódio, inveja, ou qualquer outra coisa eu transformarei em trabalho e nada mais. PONTO.

domingo, 23 de outubro de 2011

O que eu quero é perfeito demais

Eu queria talvez
Que você fosse flor
E eu fosse colibri
Eu queria talvez
Ser o seu cobertor,
Seu lençol de cetim
Pra que quando chegasse o teu cio
Te beijasse como um beija-flor
Pra que quando chegasse o teu frio
Te agasalhasse com o meu calor.
Eu queria ser a poesia
E você o papel
E deitar em suas linhas
As rimas de um amor fiel
Na verdade o que eu quero é impossível
O que eu quero é perfeito demais
Não existe um amor tão sublime
Por entre os mortais.
Mas não se prenda amor, pode ir
E não se renda a meu jeito de amar
Te quero tanto
Que até tenho medo de te escravizar
O mesmo barco que o vento levou
Se um dia a praia quiser retornar
Terá meu corpo,
Minh'alma, um porto pra se abrigar..

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A liberdade aperta

Impressionante que em relação a faculdade sempre caio nos mesmo cursos depois de tanto vagar. Sempre em História, Arte, Teatro e Letras. Tenho que me formar em alguma dessas, isso é fato. Mas quando eu não tenho a minima ideia. O que mais desejo mesmo é conseguir um trabalho (de preferencia no teatro) que me dê a possibilidade de sair de casa. Não está dando mais aqui. Tenho mil vantagens, como comida na mesa, roupa lavada, não faço muita coisa, mas trocaria essas mordomia por um pouco mais de paz, mais silêncio e concentração, além é claro de um metrô perto na zona sul de SP. Posso estar sonhando muito, mas não é impossível. Por isso me inscrevi num curso de comissariado de bordo e logo depois desse caso seja possível estudarei o de agente de aeroporto. Se bobear antes mesmo do curso do Senac acabar eu já estou em congonhas ganhando o suficiente para me manter por ali perto do Jabaquara e região e sozinho. Dividir AP com amigos ou república é algo a se pensar, mas somente caso eu sozinho também consiga me manter. Bom, essa é  minha vida hoje. Sobre a faculdade só poderia estudar caso trabalhasse no chão e não no ar em alguma companhia aérea, e podendo escolher ficaria muito em duvida do que cursar, mas nada é impossível e até lá tem chão ainda.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Nãos por sins

Tenho tentado encontrar tudo que por aí perdi
Já tentei e vi que não mais dá, só regredi.
Em verdade minto, pois sei que cresci
Lá no fundo somente amadureci.

Já vi que nem sempre a vida é feita de escolhas
Que ela gosta de fazer com que soframos
Cada lugar cria em mim bolhas
Bolhas que estouram quando mais amamos

Vejo na minha pele, enormes feridas
Vejo na minha alma uma cicatriz
Todas por causa de algumas pobres almas perdidas

Mas estou certo que alcancei o que queria
Não fossem os nãos ditos ao invés dos sins
E lá nos fins, O amor que para ti teria, só restou para mim.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Tradução

Estou descobrindo que não são em palavras que sentimentos podem ser traduzidos. Estou há um tempo aqui hesitando, com os dedos no teclado, cabeça baixa e música aos ouvidos, mas nenhuma palavra com sentido quer sair. Tem pessoas que precisam de trabalho para viver, tem pessoas que precisam da arte para viver, há outras que se contentam em ajudar quem necessita, mas tem aqueles que precisam do sentimento que o homem insiste em nomear para viver. Poucas palavras ditas e sem sentido para outros já me fazem sentido, afinal não são em palavras que traduzo o que sinto.

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Coração dói

Me sentindo sozinho. Coração dói.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Só mais uma opção

Depois de tanto pensar e procurar e decidir e tomar decisões que pareciam tão importantes apenas pelo fato de serem decisões eu tive que tomar mais uma. Não insensata, mas necessária. Que talvez me ajude ou me atrapalhe. Afinal a vida é matemática e imprevisível, isso porque a matemática é uma ciência exata.
No teatro continuo agora e sempre. Desanimei em relação a algumas coisas do curso, não por ele, mas por mim que falo demais, mais do que o necessário quase sempre. Mas continuarei no curso até o fim por diversos motivos. Um que ele já está pago, outra que me dá o DRT no seu término e que um dia talvez possa valer muito no meu caso. Como opção paralela dou aulas de inglês, gosto muito, mas não é algo que quero fazer por muito tempo. Estou pesquisando cursos que não durem tanto, que me agradem e me deem a possibilidade de fazer uma grana legal o suficiente para que eu possa me manter em São Paulo, comprar meu carro, viajar de vez em quando e divertir-me. O que vem por aí? Por enquanto só posso responder que a vida e minhas escolhas são matemáticas, porém imprevisíveis.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Na Igreja

No Sino da Igrejinha já se marcava três horas da tarde. Alguns costumam dizer que é a hora sagrada do dia. A igreja construída há 100 anos era bem destacada em meio aos prédios e a bagunça que a cidade ao seu redor inspirava. Era de tijolinhos de barro, um bem unido ao outro.
Foi nessa hora exata que um jovem, a passos curtos com cabeça baixa e olhos vidrados no chão entrou no salão e sentou-se no último banco. Uniu as mãos e continuou com a cabeça baixa.
Um grupo de senhoras estava em um grupo de oração. Acharam estranho nem o sinal da cruz o rapaz fazer ao entrar em uma igreja católica. Mas continuaram o que tinham para fazer apesar de algumas estarem mais prestando atenção ao menino do que na palestrante.
Uma mão do garoto cobriu os olhos enquanto a outra segurava seu casaco. Não era um rapaz pobre pelas vestes não, lembrava até alguns desses rapazes que você encontra no Shopping depois de uma sessão de cinema. De sua mão que cobria o rosto veio água que embebedou o casaco que estava na outra mão, o que se podia observar era o movimento continuo de seus lábios e um respiração curta.
O que ninguém sabe é o que ele estava pensando ou dizendo, mas era sincero em cada momento ali. Depois de um tempo que eu não sei responder qual era, o garoto levantou o rosto e limpou os olhos. Com o casaco nas mãos deixou o local e por ali nunca mais passou. O grupo de oração continuou ali.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

AnD...




HaPpY bDaY jEfF






quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Piscina

Tem horas que o melhor é fechar os olhos e mergulhar na imensidão do silêncio que a alma pode proporcionar.
O cansaço unido à solidão parecem maiores do que a felicidade pelo palco ou qualquer outra coisa. As escolhas mal feitas ou nem escolhas, mas imposições que o destino se viu obrigado a colocar na minha vida.
Há exatamente um ano atrás me considerava a pessoa mais feliz do mundo, mas não vou reviver o passado ou muito menos viver dele. tenho o hoje que é uma delicia ao meu ver, mas que deixa um tanto a desejar. Se sou instável eu não sei, mas que possuo alma forte isso eu estou certo.
Quantas vezes não conversei com Deus, ou chorei horrores por pedras que entraram no meu pé? Mas quantas também não pude sorrir?^Só eu que posso me permitir ser feliz. Em cada ano que se passa aprendo mais coisas, a única que não quero aprender é ser frio. Quero encontrar alguém que me ajude a traçar meu caminho e aquietar o stress do meu coração. O resto é resto e problemas todo mundo os têm.

Ah! Porque Piscina? Pois o que mais me acalma hoje em dia é fechar os olhos e pensar num mergulho que há muito tempo não dou. Isso acalma meu coração e preenche o espacio vazio que por enquanto, há nele.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

sábado, 24 de setembro de 2011

Fim da minha festa

Fim de festa

O quanto a gente muda com o tempo. E o quanto mudam com a gente. As lágrimas mudam de peso, as faces mudam de importância.
Dizem que um sintoma da depressão, da tal doença moderna, é a perda de perspectiva. E eu estou me achando sem perspectiva mesmo com persistência. Não acho que sou do tipo depressivo, mas do que dá foque À problemas e faz tempestades em copo d’água.
Lembro-me saindo do ensino médio me achar preparado para viver o mundo, mas não é bem assim quando nem ao menos se sabe cozinhar ou lavar a roupa.
Eu me confundo muito ainda, mas já sei fazer algumas escolhas e por mais que algumas delas sejam sem pensar, elas caminham. Só param se eu dou um ponto, é verdade que tem escolhas que dão conseqüências grandes, aquelas onde pagamos um preço alto por ter feito. A lei da ação reação.
Não sabia que escolhendo escolher minha vida eu perderia uma irmã e metade de uma mãe-pai, já que pai (por força do destino e um acidente fatal de carro) nunca tive.
Família grande, logo só considero e sempre só considerei como família mesmo e realmente, minha mãe e minha irmã. Os outros sim continuam e ser família e há muitos que amo verdadeiramente por mais que o contato seja mínimo, como meu irmão, meu sobrinho, minha madrinha, minha falecida avó.
Voltando ao eixo, é minha mãe e minha irmã que eu tenho como família. Batalhas de minha mãe me deixaram onde estou e minha irmã sempre foi meu alicerce e modelo a ser seguido, a ser copiado. Fazer escolhas me fez perder uma irmã e metade de uma mãe!
Eu não mudei, se mudei foi para melhor. Mais amadurecido, o menino que achou que estava preparado par ao mundo abriu os olhos e aí começou a sua preparação, desistindo de uma faculdade e encarando um curso profissional de teatro, especializando-se em inglês e francês, tentando aprender a cantar e dançar. Dando aulas de inglês, trabalhando em um musical. São muitas as escolhas e mudanças. Lá uma vez vai para uma balada, Às vezes beija alguém no máximo. É reservado e tímido, sabe nomear suas qualidades e defeitos. E por essas escolhas perdeu uma irmã e metade de uma mãe.
Minha relação com minha irmã sempre foi sadia e boa, um amor recíproco e sincero. Brigas feias como de qualquer outro irmão, mas respeito também. Hoje já não se briga, pois não se fala, não há mais respeito. Não sei se de minha parte a questão de respeito, pois nunca injuriei as escolhas ou determinações da vida de minha irmã. Mas por causa de minhas escolhas que foram essas que escrevi e uma ou duas mais relevantes, perdi minha irmã. São as conseqüências. A reação a minha ação de independência de escolha.
Não sei do futuro, mas ela vai fazer falta. Eu não vou parar minha vida por causa dela, mas perdi um sorriso por tê-la como irmã, perdi metade da minha família.
Minha mãe me ama, mas é uma coitada tanto sem perspectiva quanto eu, a perdi pela metade, pois o que me mata é não vê-la sorrir pelo filho que tem. Eu não sou uma pessoa má, mesmo querendo ser mau, sou uma pessoa boa. Eu idealizo e busco, mas mesmo assim não vejo minha mãe feliz comigo.
Contabilizando então, perdi 75% da minha família.
Hoje conversando em uma padaria no centro de São Paulo com um amigo que isso me faz um pouco de mal. Deve fazer também as duas, mas como não há diálogo, nada posso fazer. Amor de meus amigos, aqueles melhores que estão comigo há tempos ou que me amam, tanto quanto os amo... Esse amor eu tenho. Respeito e confiança são o que muitos amigos meus já ganharam de mim com o tempo e sempre me terão assim como sempre os terei. Só para citar alguns, tenho a Ná, a Mary, O Igor, o Vinicius, a Elaine, a Sara, o Uedson... enfim. São muitos.
Mas amor de família é algo que eu sinto falta, que eu me vejo o quão sozinho estou. Tanto quanto um amor de casal, esse eu sinto falta de doer no coração. Pois quando na família eu não encontrava um apoio ou uma base era nesse amor que eu tinha, que eu recorria, e ambos são muito diferentes do amor de amor, de casal. Desse eu sinto falta e não sei tratar,me vejo só, mas tudo bem.
Já estou no meu fim de festa mesmo. Sozinho? Não. Eu tenho a arte.

sábado, 10 de setembro de 2011

O que vem do coração

Acho que quando estamos nos ápices de nossa existência temos uma produção artística maior ou mais desenvolvida. Perceba em você que a vontade de se expressar aumenta conforme o que você vive.
Quando o Homem sofre de verdade, sofre na alma, chora aos ventos ou  aos deuses que julga serem reais, ele expressa a verdade do sentimento que em nossos dias é mascarada com pudor.
As pessoas tem medo de sentir. Hoje tudo é muito misturado, como discutido em sala de aula, quase não há unidade. Não que houve época na história que tivesse, pois nada é cem por cento real ou cem por cento romântico, mas em vista grossa as coisas eram mais organizadas. Cada coisa em seu lugar.
As pessoas têm medo se sentir, sabe? Tem medo de mostrar sua felicidade, seu amor, seu medo, seu ódio, sua raiva e também o amor. Tudo é muito coisa de cinema e não de realidade.
Eu mesmo me vejo brigando com meus sentimentos e o medo de exprimi-los por causa do julgamento que poderia haver. È aquela coisa de cantar na rua, o beijo, o grito de alegria, enfim, coisas que para o cinema seriam ótimas, mas para a nossa realidade seriam coisas de louco.
Não falo que temos que sair por aí fazendo o que bem entendermos, tudo tem limites e a sociedade impõe algumas regras de ética que devem sim ser seguidas, mas são muito rígidas.
Espero eu, que nosso mundo não se torne mecânico demais e nem boêmio demais. Espero que seja as pessoas se permitam sentir o que vem de dentro, o que vem do coração.




E que eu volte a amar

Bom, vamos direto ao ponto aqui. Sempre enrolei vocês sobre o que aconteceu na minha vida que me abalou tanto. Pois hoje revelo.
Me envolvi com quem não devia, gostei muito mesmo e logo depois que tudo parecia estar bem levei um pé na bunda. Até aí tudo bem, mas quando algo está errado, mas você utilizar da palavra amor ao acaso fez meu chão cair.
Desde lá tenho medo de me relacionar, pois sim, sou um cara que idealiza, que sonha, que é do estilo que abre a porta do carro e que se dá de corpo e alma em uma relação. Um pouco meloso talvez, mas só no inicio. Não sei namorar, não sei me relacionar, mas isso ninguém sabe.
Sei que as pessoas são diferentes, mas me vejo como o garoto que perde a inocência, que era tão boa de ser vivida. Mas o tempo passa e eu aqui.
Que eu volte a amar do meu jeito! Careta ou não, patetinha ou não, que eu volte. E amar é tudo, desde o acordar e amar o dia e a Deus até amar a carne. Meu melhor amigo é Deus ou o vento, pois é com eles que geralmente falo em voz alta quando só.
Machuquei-me, mas quem nunca se machucou? Tenho que me dar oportunidades de ser feliz. Caso eu não seja, tentei, e caso eu consiga, como ando conseguindo a não ser pela histerias absurdas de mãe e irmã pela minha felicidade.

Se minha vida fosse um gráfico

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

LiberIdade

Quero liberdade para voar
Se não a tenho, a quererei
Se a tenho, certamente a guardarei
Quero Liberdade para voar




terça-feira, 6 de setembro de 2011

Perdi para ganhar

Meu aniversário está chegando.
Serão 19 anos de uma vida. Já posso agradecer por ter chegado até aqui, visto que muitos até a minha idade já nem mais existem.
Há quase um ano atrás eu passei por uma experiência chocante que mudou o rumo da minha vida cem por cento. Foi bom sabe? Eu vou comentar sobre o que exatamente aconteceu (com algumas metáforas é claro) em poucos dias. Mas no geral posso dizer que foi bom e ruim.
Ruim pelo fardo que me acarretou, mas bom, por que caso nada tivesse acontecido meu futuro que é meu presente teria sido completamente diferente. Nada de teatro, Senac, Amigos novos, Peças, Espetáculos, estudos, aulas de inglês... Enfim! Tudo interveio para que fosse assim, até mesmo minhas desgraças.

Perdi para ganhar.

E não tem tempo para que isso aconteça.
Minha pressa, meu imediatismo, minha frieza, minha seriedade, minhas piadas bem ou mal postas, meus sorrisos, meu brilho nos olhos, minhas atrações, meus desejos, meus sonhos, minhas viagens, meus pensamentos, minha organização, meu trabalho, minhas crenças, minhas palavras, minha sensibilidade e indiferença são todas frutos e uma mescla dos acontecimentos que se sucederam de um ano para cá. Desde o simples até o complexo.
Sempre liguei pra o que falam de mim, mas sempre tive a consciência de autonomia no que diz respeito a influências, não precisam que bebam para que eu beba, assim como não preciso que glorifiquem a Deus para que eu o glorifique.
Gosto de como sou e quem sou, ninguém é completamente feliz, mas todos temos a capacidade de o ser. Como disse e vou repetir se tem algumas coisas que me ajudam a seguir esse caminho são os pensamentos que mencionam que "o caminho é o mais importante e não a chegada", assim como "uma caminhada de 200 km começa com um passo" ou "a felicidade é saber conviver com os problemas". Na teoria tudo é muito fácil, mas é bom, não é ruim não.
Eu sempre fui um romântico idealista que ninguém compreendeu, mas tudo bem, ninguém mais se compreende a si próprio, então por que vão me compreender?
Sabe, por vezes me sinto muito sozinho, esse é o mal do século, não é? A solidão. Como ontem, eu sozinho assistindo Moulin Rouge no Teatro Maria Della Costa no centro de SP. Mais de 200 pessoas e eu, mesmo assim, sozinho, é um preço alto por tentar correr atrás de si mesmo e constantemente.
Mas esse sozinho já acho que é falta de namorar mesmo, não acho que seja solidão de família ou amizade. isso bem que no campo de família eu ando só há um bom tempo, enfim.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

80%

As artes de viver são tantas. É preciso ser mais artista para ter uma vida que marque a sua história antes da morte do que ser artista para a arte em si.
Hoje tive mais uma dessas crises de até onde tudo vale a pena, entendes? Visto que tenho estudado e trabalhado tanto para poder correr atrás das coisas que eu gosto de fazer. Estou no inicio apesar de me considerar velho para o teatro com meus 18 anos.
Até onde vale a pena estudar dança, canto, teatro, história e outras matérias mais para uma coisa chamada arte que ninguém valoriza e ainda com uma família que pisa nessa decisão?
Não reconheço nem minha irmã e nem minha mãe comparando-as há alguns anos atrás. Isso me machuca, mas não mais afeta. Atenção que posso dar em casa agora é minima, também, com esse tempo que me sobrou que não é quase nada... Daí me cobram do meu tempo e de chegar muito tarde em casa... Engraçado, quem não ajuda ao menos não devia atrapalhar. Eu sofro um sofrimento bom com essas correrias para estudar teatro...
Mas sabe, estou começando a brincar com meu coração de novo, deixando ele se apaixonar aos pouquinhos e isso é bom. Infelizmente não calhou de ser a pessoa que eu queria que fosse. Que culpa tenho eu se quem me atrai é a pessoa mais inusitada.
Essa coisa de atração... Amizade sem atração é só amizade, atração sem amizade é sacanagem e os dois juntos pode ser algo a mais, enquanto nenhum dos dois é desprezo.
Não sei o que vai acontecer, estou curioso também, mas tudo vai bem. É o que falei para minha amiga quando ela respondeu se eu estava feliz: Feliz eu estou 80%, e isso é muito bom já que hoje em dia quase ninguém passa dos 30%. Acho que para eu chegar nos cem, falta amor da família, amor de alguém e dinheiro. Mas sei lá, isso vem com o tempo, se não vier saberei aproveitar muito bem o que me resta :)

Boa Notie

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Um segundo

Tristeza não se traduz em palavras e dor não se compara

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Uma apresentação pública

Inicialmente, parabéns atores pelo seu dia. Mais uma data que colocam no calendário, no fundo não há dia para se comemorar uma profissão. Mas hoje em especial eu comemoro.
Pela manhã houve nossa tão esperada aula aberta de interpretação dramática. Foram apresentações de cenas trabalhadas em aula. As cenas do "Cala a Boca já morreu" de Luís Alberto de Abreu e também cenas que nós mesmo criamos.
Após um aquecimento de corpo e voz e "entrarmos" em nossas personagens iniciamos a aula com cenas. Quase todas as cenas tiveram erro de texto, mas poucas delas perceptíveis. Bom, minha cena é uma gravação de um filme, onde uma mulher tenta se jogar do viaduto do chá e é impedida pelo caipira que confunde tudo. Meu personagem é o radialista que cobre o "suicídio". Foi bem preparada e o erro foi bem pequeno, mas deu certo e  fomos elogiados. Acho que acabei subindo muito para os agudos, sem um controle de ar. Isso foi inevitável, mas a presença em palco não era de todo ruim.
Foram cinco cenas: A do barco e mãe judia, a da Carolzona, a do metrô, a do jardim  e por fim a da balada. Não participei em nenhuma mais.
Fiquei um pouco triste por isso, mas mesmo assim quantidade não é qualidade, visto que estudei stand in em sala de aula, né?
Agora partimos para uma segunda fase de nosso aprendizado, uma segunda parte que vai exigir o dobro de dedicação. Estamos quase acabando as aulas de corpo, mais da metade de história do teatro já foi e iniciaremos a segunda parte de voz. Virá maquiagem e nossa preparação de cenas de final de módulo. Ao que me parece eu e a Natália encenaremos juntos uma cena de "O despertar da primavera". O cabelo também o fará com a Natália, seremos o mesmo personagem, mas em cena diferentes. Domingo está aí e estudaremos o texto e o autor. Estou bem animado com o projeto e vou dar meu melhor.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Tudo o que eu N-Ã-O entendo

Quanto tempo passou desde a última vez que postei sobre mim. Acho que meus monólogos sem sentido me cansaram. Tenho refletido mil coisas nesses tempos. O que mais tenho agora é tempo para refletir!
Como não é segredo para ninguém eu moro em Embu das Artes (Grande SP) é um município colado com São Paulo, dez minutos andando e estou na divisa de cidades. Aprecio o lugar onde vivo pela segurança que tenho por aqui. Afinal já conheço o domínio além é claro de trabalhar praticamente ao lado de casa e indo a pé para o trabalho, o que é raro nessa por aqui. Mas eu estudo muito longe, na zona Oeste de São Paulo. 30 Km de casa só na ida. Lembrando que isso é no básico. Somando outras "viagens" essa quilometragem aumenta. Então o que mais tenho é tempo dentro de ônibus e trens que uso ou para ler, ou para dormir ou para refletir. E como reflito.



Hoje penso muito em consequências, continuo a pensar em estabilidade e grana e estudo.

Consequências
Estou a trabalhar três dias na semana e mesmo assim são seis turmas, o que eleva minhas horas de trabalho para em média 15 horas de trabalho remunerado. Como são aulas tenho que prepara-las assim como corrigir lições, passar para sistema e toda aquela burocracia escolar. Isso toma parte do meu tempo nos outros dias, que se complemetam com estudo de teatro (manhãs de seg, qua e sex), canto (segunda à tarde), dança (segunda e quarta à tarde) e mais em breve ensaios de teatro (segundas e quartas à noite e domingos) Ou seja, o tempo é minimo. Aonde entram as consequências disso tudo?
(1) Dizem que saúde: Estou com uma infecção na pele que dói muito e a peguei por imunidade baixa e sensibilidade na face, talvez por falta de alimentação e sono correto. O sono eu entedo, a alimentação não, pois tento comer corretamente apesar do tempo.
(2) Ano que vem, se Deus quiser, entro em cartaz, e não terei tempo de dar aulas como hoje, estou emdo de ter que tomar essa decisão entre um e outro, pois gosto de dar aulas onde dou, alunos, amigos, etc. Mas já batalhei tanto pelo teatro que não posso ignorá-lo. Onde será que isso daria? Onde? Esse é o meu grande dilema. O que me faz pensar muito.
(3) Tem a questão da faculdade, que apesar de ser em um futuro não tão distante não para de me agoniar. Afinal, que curso e onde fazer? Público ou Particular? Integral? Teatro ou outro curso da área de humanas? Tudo isso e mais um pouco me marca, mas são preocupações futuras.

Dinheiro
como disse meu futuro próximo está em um dilema, e a pior coisa é saber ou não se conseguirei manter meu nível de vida dependendo do incerto. Vejamos que gosto de assistir à peças nos fins de semana e cada dois meses mais ou menos ir numa baladinha, sem contar os estudos que demandam grana. Já quitei o curso de teatro, mas tenho que juntar mais de três mil para conseguir para o canto e a dança ano que vem sem contar as passagens e alimentação. Isso exigirá de mim uma disciplina férrea.

Estabilidade
Eu sei o que quero da minha vida futura se assim você quiser que eu o diga e já tenho até mesmo os valores no papel, mas o difícil, o complicado é achar o meio de conseguir toda essa grana. Penso em até fazer uma capitalização para contar com uma sorte e caso não ganhe, também não perco. Morando em São Paulo gostaria de morar perto de alguma estação de metrô. Achei uma casa praticamente no largo de pinheiros ao lado do metrô Faria Lima na valor de 440.000, mesmo assim precisando de uma reforma que devia levar outros 40.000 mil, uma mobília levaria mais de 40.000 e o carro (que seria de inicio, muito opcional já que estaria ao lado do metrô) também mais 40.000 (Um Kia Picanto, Renault Sandero ou Novo Uno Way) e coloque mais uns 10.000 para a conta no banco investindo em previdência privada já chegamos ao valor de 570 mil, mais de meio milhão de reais!
Entende como é difícil viver comodamente em São Paulo? Isso sem contar que eu deveria ter um salário fixo de no mínimo uns 2 mil reais por mês para manter o padrão de vida. Ah! E há um detalhe básico: Não se pode dizer nem que eu seria um classe média com essas características de vida, não em São Paulo.
Talvez a saída seja mesma minha mãe ganhar na mega-sena e eu fazer essas capitalizações. Trabalhar duro em teatro e em produções artísticas e tentar fazer a grana. Com isso eu ficaria tranquilo. O bom é que minhas metas já estão postas. Quem sabe até não acho uma outra casa de menor valor perto de metrô?

Essas são as questões que mais entram na minha mente nesses tempos... Bom se você teve saco de ler até aqui deve estar se perguntando: E o coração da pessoa? Até mesmo a questão da grana seria melhor dividida em dois. E eu te respondo, hoje posso dizer que gosto de alguém sim. Mas o sentimento é tão diferente, é mais de respeito do que de paixão. Tenho sido cauteloso. Depois que quebrei a cara penso mil e uma vezes antes de me apaixonar. O bom é que se acaso vier, virá em forma de amor e respeito, mas isso atrapalha até no teatro. Bloqueio sentimentos com facilidade, tendo a ser mais frio e sério. Sabe aquela história que "Quem mais te machucou mais te fez amadurecer", talvez seja isso. Tenho um pouco de receio ainda. Ainda me apego ao passado e desejo até mal, quem perde com isso sou eu e ninguém mais. Mas o que posso fazer? A ferida está cicatrizando, talvez tenha até cicatrizado, entretanto deixou A cicatriz bem grande. Encontrarei quem mo dê apoio e me ame, tanto quanto eu ame. Amor, o que quer que for, tem de ser que nem física. Tem de ter equilíbrio de corpos, um não pode amar mais que a outro.

Esse é o Jeff de Agosto de 2011

domingo, 14 de agosto de 2011

O que eu não pude escrever em resumo

Aulas e mais aulas. Tantas responsabilidades e compromissos assumidos em tão pouco tempo. Digamos que eu tenha até que parado de escrever mais detalhadamente sobre as aulas de teatro. Isso era previsível, o que eu não posso e não não farei é cessar os acontecimentos nesse meio tempo.
Academicamente falando estudo hoje o primeiro módulo do curso Técnico em arte Dramática do Senac-SP, até aí, ótimo. Nesse bloco formado por cinco matérias estou eu andamento em quatro.
Expressão corporal, Expressão vocal, História do Teatro e Interpretação.
Voltamos de férias de Expressão corporal e improvisamos algo que não foi muito bem aceito nas aulas de interpretação, onde mentimos na rua para provocar ou observar as reações de outras pessoas. Vou exemplificar com um dos exercícios que deram certo ao meu ponto de vista e onde eu estava presente.
Em um ponto de ônibus estavam vários de nós. Eu recebi uma ligação imaginária como se minha tia tivesse acabado de ser internada e a Maria vendo minha situação me ajudou, porém começou a chorar como se o pai dela tivesse morrido com a mesma doença que minha tia imaginária. Em paralelo, a Helô acabava com o Cabelo em uma briga meio sem sentido, mas com efeito. Fora do ponto ele retornou a ligação e ela ameaçou o trair, saindo do ponto acompanhada pelo Janjão. Depois, apenas o Fernando e o Rodrigo ficaram no ponto colhendo os resultados das cenas que era o comentário do pessoal que ali estava.
A aula recebeu críticas duras e com certo sentido, porém teve resultados interessantes, como a descontração e volta de energia que por alguns parecia perdida.
Estamos agora experimentando um pouco mais nosso sentidos em seminários por nós preparados. Passamos por paladar e audição e amanhã será olfato e tato (participo do grupo Olfato). Então voltarei a comentar sobre os exercícios.

Em voz, estamos de férias por esse mês. Não acho necessário postar detalhes de cada aula passada, até porque das sete eu faltei duas e meia, o que não pode acontecer e sinto-me profundamente envergonhado por tal atitude. Mas o que posso assegurar é que estamos buscando aperfeiçoar e conhecer nossa voz. Usamos a palavra RESSOAR como base, que envolve respiração, Ressonância, Articulação, Projeção e etc. Através de exercícios contínuos e diários estamos buscando melhores apoios para colocar nossa voz e conhecê-la melhor.
Em paralelo, comecei a estudar canto com a Maria que ao meu ver é uma ótima profissional na área, além d e uma amiga e pessoa a quem eu admiro muito. Por isso um post chamou-se "voz Branca" por que ela está tentando me ajudar a moldá-la assim como a Cristina, professora de voz e fonoaudióloga do Senac.

Em História, temos passado por diversos seminários, mas não cabe a mim discuti-los agora, pois além de ser muita coisa estou tentando entendê-los aos poucos. Amei, por exemplo, Shakespeare e comprei sua obra completa para estudar mais a fundo. Numa primeira leitura é impossível, mas aos poucos compreenderei mais sobre esse mundo assim como os outros movimentos teatrais nesse mundo e nesse país que é o Brasil.

A Construção da Personagem

Tomei a liberdade de começar a ler a construção da personagem. Nem sei se vamos estudar o livro já que o tempo é pequeno no curso. Digo, na teoria, pois na prática temos feito tal sistema nas aulas de expressão corporal, vocal e interpretação. Mas é como se a cada 12 horas na semana déssemos uma pequena pincelada nos temas. Teatro é mais para ser vivido do que estudado. Digo isso, pois estamos na aula e temos um direcionamento, mas caso eu parasse para observar são poucos ou nenhum que enquanto respiram param para serem um pouco mais conscientes de sua técnica corporal e vocal por exemplo.
(from my Facebook)

Minha família sempre foi da opinião que teatro é uma coisa de ricos para ricos. Até certo ponto isso é verdade, pois caso quisesse dedicar-me 200% na arte dramática teria de sustentar-me com vento. Além de tentar promover uma saúde completa, dormindo bem, comendo e bebendo bem, teria de ter uma boa academia e alongamentos para tentar chegar no corpo ideal.
(1) Veja bem que disse corpo ideal e não perfeito. Uma coisa é diferente da outra. Muito inclusive. (2) Alguns atores tendem a se exibir em palco, gostam mais dele no papel do que o papel nele, o que é um erro gravíssimo.
Aulas de dança, tanto clássica como contemporânea teriam de estar no currículo, são aula que podem deixar o movimento plástico caso não haja objetivo e alma naquilo que se produz.
Tanto o canto como a retórica seriam de extrema importância. Saber impostar a voz e escolher seus meios de ressonância são demandas de um ator. A retórica entraria como convencimento, mas eu prefiro sua parte que trata de articulações e etc. É como se eu quisesse misturar o canto com a fala. Ao invés de cantar como eu falo eu estivesse em busca de falar como eu canto. É claro que depois de um canto bem treinado e não totalmente amador. Há que reconhecermos nossas estruturas e sabermos conscientemente dominá-las.O que é muito difícil.
Uma prova que o teatro é uma busca contínua é o trecho obtido do livro "A construção da personagem" no Capítulo 8. "As aulas de canto que damos a vocês, alunos, não são meros exercícios para colocar a voz durante aquela determinada hora. Em aula vocês tem de aprender as coisas que deverão ser praticadas, primeiros sob o controle de um treinador experiente e depois independentemente, em casa e em toda parte onde forem durante o dia." Isso serve a tudo, e como!
Bom, era isso que eu pretendia dizer por aqui em relação ao avanço de meus estudos no Senac. Isso não me foi pedido, essa pesquisa, essa busca, mas como disse Stanislavski:


Se você estiver em busca de alguma coisa, não vá sentar-se na praia à espera de que ela venha encontrá-lo. Você tem de procurar, procurar, procurar, com toda a sua obstinação! - Stanislavski

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A construção da personagem

O livro tem as mesmas caracteristicas de "A preparação do ator", mas é bem mais explicativo e voltado a tecnicas, o que nao diz não ter a ALMA como base e principio de qualquer ação voltada para essa técnica. Vou dar os tópicos abordados em cada capítulo que eu li até o momento.

Capítulo I - Para uma Caracterização Física
Há uma necessidade da forma exterior sim desde que haja alma e o exterior seja um complemento do interior. Isso adquire-se por vários meios como o da observação

Capítulo II - Vestir a personagem
É necessário haver consciência no que se faz, na atuação.

Capítulo III - Personagens e tipos
Ame o seu papel em você e não você no seu papel. Quando se tem medo de mudar sua personalidade completamente, alguns atores têm medo da caracterização.

"Assim, a caracterização é a máscara que esconde o individuo ator. Protegido por ela pode despir a a alma até o ultimo, o mais intimo detalhe. Esse é um importante atributo a traço da transformação"

Capítulo IV - Tornar Expressivo o corpo
Devemos procurar um corpo ideal para o teatro. Robusto e proporcional, nem muito forte ou muito fraco. E gestos não devem ser feitos pelo simples fato de serem gestos (O geste pelo gesto)


Capítulo V - Plasticidade do Movimento
O andar ideal. (já mencionado nesse blog) e a linha interior que desprende os movimentos deixando-os fluentes em cena.

Capítulo VI - Contenção e controle
Uso excessivo de gestos e gasto de energia neles acarreta em erros. Um exemplo interessante é um ator que pode passar expressividade pelo rosto pode ser bem prejudicado chamando sua atenção para gestos em demasia em uma cena.

Capítulo VII - A dicção e o canto
Muito necessário ao ator é um voz. ela pode alcançar muitas coisas quando bem desenvolvida, e o desenvolvimento nesse caso dá-se pelo seu domínio, domínio de sua extensão, articulação, impostação e etc. Faz-se muitas referencias a aula de canto que podem ajudar o ator em sua caminhada como atrapalhá-lo.

Capítulo VIII - Entonações e Pausas
Capítulo IX - Acentuação: A palavra Expressiva
Capítulo X - A perspectiva na Construção da Personagem
Capítulo XI - Tempo-Ritmos no movimento
Capítulo XII - O tempo-Ritmo no falar
Capítulo XIII - O Encanto Cênico
Capítulo XIV - Para uma Ética do Teatro
Capítulo XV - Padrões de Realização
Capítulo XVI - Algumas Conclusões sobre a Representação

Hoje entendi

Hoje entendi o que é atuar com alma

Hoje entendi que idealizei

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Voz branca

Caso eu escolho um caminho de matemáticas e químicas, além de fazer dinheiro aposto como tenho apoio e facilidade mental. Mas escolho o difícil, o cantar, dançar e atuar. Coisas que não tenho a minima noção de como fazer. Dando certo ou não eu estou aqui para ver o processo e resultados contínuos!

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Espacato

Não e não, não tenho perdido a vontade de postar sobre as aulas de teatro. Longe de mim isso, ou mesmo postar sobre minha vida. Mas é que tantas coisas tem acontecido. No geral muito boas e tenho descoberto mais e mais sobre mim a cada dia que passa. Mais sobre minhas vontades e desejos e se acho que estou apto para seguir minha vida.
Sendo sincero, o que tenho feito é tentar uma mudança de hábitos ruins para bons, mesmo que exija um pouco de sacrificio e acho que tenho conseguido, porém ainda tenho muito pela frente.
O SENAC se mostra cada dia melhor, bem melhor. Estudar interpretação exige muito mesmo, o que eu gosto, agora inicio aulas de canto e dança e se Deus quiser ano que vem entro em musical também. Não, não canto bem nem danço bem, mas sou persistente, isso eu sei, Ora vejam só, eu tentando abrir espacate na sala. É de rir muito, mas quando se consegue tal proeza é de se chorar muito de emoção. Sim eu sou capaz de fazer o que eu bem entender, e não é ninguém que vai rir da minha cara, fazer cara feia ou dizer que não sou capaz, porque tenho aprendido algumas coisas e a mias importante é que quem tem a obrigação de se importar comigo, sou eu mesmo :) Vou postar de novo aqui quando eu conseguir fazer essa proeza do espacato (risos).

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Queria montar um grupo de teatro o máximo auto-suficiente possível. Mas COMO?

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Eu que aprenda a levantar

Não me entendo e ainda me acho muito novo para entender. Vejo que minha história tem falhar e não sei o que eu faço direito. É não sei o que sei fazer. O que sou bom? Mas sabe, estou nem aí. Ou melhor, estou tão aí que taco agora um foda-se bem grande aos que pensam que eu sou pequeno. Vou mostrar como eu sei trabalhar e trabalhar bem, como estudarei, Ah como estudarei! Sucesso só vem antes de trabalho no dicionário. Então trabalhei como um condenado. Nem que eu não durma. E caso me sinta só, que se danem os nós, porque nem eles tirar-me-ão do meu caminho. Caso eu caia, eu que aprenda a levantar!

domingo, 10 de julho de 2011

sem.

Tem horas que me sinto tão frágil. sou forte, eu sei, mas não posso ser frágil também? digo no sentido de suortar tanta coisa. Eu refiro-me a problemas de família, de vida, de dinheiro. Já não sei mais escrever e não quero secar. Só sei disso

domingo, 3 de julho de 2011

Seul

Et parfois, je me sens seul. Queria escrever aqui em francês, mais uma vez só queria. Não me sinto incapaz, mas sinto a necessidade de falar que Às vezes me sinto tão pouco e tão preguiçoso e uma pessoa que gosta de estar triste e nada fazer para melhorar. Mas eu sou teimoso e se morro hoje mesmo desconhecido, posso ser lembrado pela minha teimosia. E no final eu vou conseguir. eu vou! A estrada é a melhor parte, no fim que se danem os nós! Nunca desisti e não vou desistir agora

sábado, 2 de julho de 2011

Sem pensar

Ando vendo que somos poços de problemas e reclamações e que no fundo todos temos do que agradecer e esquecemos. Comparando problemas não sou um Expressionista como Strindberg, graças a Deus, mas sim uma pessoa que crê que podemos buscar um equilíbrio.
Estou Feliz ultimamente, não completamente e nem acredito que alguém o foi, estou podendo viver minha vida de pouco a pouco e venho tentando melhorar minhas deficiências. ninguém é perfeito e muito menos eu, mas trabalhando honestamente, divertindo-me com meus amigos, estudando com boa dosagem e juntando uma grana o que poderá ser ruim? No caminho sempre existem pedras. Eu, mesmo com meu jeito metódico de ser, estou tentando chutá-las para fora dele e não parando a cada uma para analisá-las a fundo, perda de tempo. Dizem estudiosos que em determinados assuntos, quanto mais há para se pensar, mais chances há de dar errado. Então, como não quero que as coisas deem errado, para que eu vou ficar pensando um tanto como já pensei?

Não é que eu parei de postar...

É que o tempo e a cabeça estão TÃO abitolados que é difícil mesmo apra parar e respirar tranquilamente. Simplesmente assim, o importante é que nisso há mais lados bons do que ruim para serem levados em conta.
Nas aulas de interpretação venho estudando um personagem da cena 4 da peça "Cala a boca já morreu", é o radialista. a construção é praticamente total, visto que não há informações sobre ele. Eu me coloquei como um jovem chamado Antônio de 22 anos que visa ir para Brasília ou ao menos não perder o emprego. O figurino foi bem aceito por todos e o que viso agora é focar em memorização de fala e intenções, afinal o que está dentro está bem construído, falta o FORA. Mas isso é com tempo.
Em história infelizmente não tenho tido o tempo de escrever sobre as aulas. Acho apenas que a carga horária devia ser maior. Sim, maior, afinal a cada nova aula uma escola literária a ser estudada e superficialmente, sendo que a história teatral é tão rica e bonita. As aulas chegaram a ser consideradas meio parada por alguns, de minha parte não era a aula de corpo, mas eram ótimas aulas, o que empaca um pouco às vezes é o teoria que é considerada por alguns desnecessária. A meu ver, ela é imprescindível.
Passamos por Comédia Dell'Arte, Teatro Elisabetano e Shakespeare, Classicismo francês e Molière e vamos para Goethe e o teatro romântico. Enfim, o seminário do grupo em que estou é sobre diversos temas (Expressionismo, Simbolismo, Realismo e Naturalismo) os "ismos" que temos aí. A pesquisa está em andamento, mas está ficando boa ao todo. Veremos o que se passa depois. 
Nas aulas de expressão vocal, estamos dando ênfase a uma boa gesticulação, leitura correta, ênfases, enfim, todas essas questões. Sobre elas eu comentarei mais tarde um pouco.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A vantagem de ser pobre

Vivo em meio a várias camadas sociais, diversas mesmo. Desde aqueles que não tem como pagar a passagem para ir para escola, até aqueles que falam sem problemas e hesitação que estão indo em uma viagem pelo exterior nas férias ou feriados. Desde aqueles que pegam ônibus lotado com trânsito de São Paulo, até aqueles que tem carro aos dezoito anos ou motorista particular. Me sinto estranho e acho que às vezes deslocado pelo fato de saber me portar em ambos os casos.
Pode parecer que não, mas há vantagens em morar num interior, pagar a mensalidade da casa e do carro e ter uma vida pobre simples sem muitos luxos. Eu por exemplo faria muita questão de uma casa de madeira em meio a um mato próximo a cidade, uma cama confortável com uma Tv de plasma no quarto e talvez uma lareira ali ou na sala. Já estaria de bom tamanho e nem é tão difícil assim de conseguir eu acho. O carro na garagem seria necessidade e podia sim ser um popular sem ser aquele do ano.
Trabalhar e curtir minha família, meus amigos, meus momentos, meus estudos, minhas escritas. Para que tanto? Para que tanto dinheiro? Por certo ajudaria muita gente se eu fosse rico, mas mesmo assim, não deixa de ser responsabilidade a mais. Quem disse que não gosto de responsabilidades? Gosto, só que até para responsabilidade tem limites.
Bom, sem mais para o momento.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Família, Estudos, Amores

Nossas vidas têm sido tão pesadas. Tão exigentes conosco. Arriscamos muitos por nada e nada por muito. São passos confusos. eu mesmo tenho os meus. são 18 anos de história que não podem ser contadas em uma hora ou, se muito infantilizadas, 10 minutos poderiam ser suficientes.
Penso que todas as histórias são perfeitas para um livro. Penso que um olhar numa despedida também daria um livro. E quem sou eu para escrever dos meus momentos se sobre eles eu fico remoendo dias? Será mesmo que algumas linhas seriam suficientes para passar tudo aquilo que eu quero passar para qualquer outra geração? Digo... Passar tudo aquilo que eu senti nesses 18 anos e no futuro anos mais? Não, certamente não poderia passar nem um milionésimo de sentimento em 10 linhas, hipócrita eu seria se dissesse que sim, mas não posso.
Alguns autores decidem começar um livro do fim e voltar a ele no final do livro, cineastas fazem isso, e particularmente acho lindo esse recurso. Alguns começam bem do inicio e outros nem começam de lugar algum, só começam. Eu, escrevendo aqui sobre episódios de minha vida também decidi começar de lugar nenhum. Afinal, todo autor acha que é autossuficiente para escrever o que quiser, e de fato é, afinal quem é que sabe mais da cabeça daquele autor do que ele próprio? Ele é senhor de Si, por mais que seja um insignificante. Nossas ações, pensamentos só têm a nós para governá-las. Não digo influências, pois essas vem de toda parte.
Preferi focar na minha vida familiar, no meu estudo e nos meus amores, talvez tenha esquecidos dos amigos e de algumas risadas inesquecíveis, mas esqueci. Talvez da música, do momento, da vigem, da rua, do metrô, foquei só no que me deixava mais estressado. Como por exemplo o dinheiro. O maior pecado é amor ao dinheiro e eu acredito que seja. É um pecado horrível ficar dependente dessa droga. Mas enfim, não vou prolongar em mil temas. Muitos filmes e livros deixaram de ser bons por isso, perda de foco. Nesse Blog tenho tentando contar um pouco mais da minha vida. Então é dela que vou falar, da família, dos estudos, dos amores. Enfim, três assuntos que são infinitos, mas que acabam um dia para todo mundo. Mesmo sendo estranho é isso o que decidi. É isso em que me resumo: família, estudos, amores.

domingo, 5 de junho de 2011

E... voz

"Deus separou o claro do escuro, separou o mar da terra, separou o macho da fêmea, separou o bem do mal. E se Deus já começou separando, quem sou eu pra falar de união? Mas eu digo que o homem é bicho que nasceu pra ficar tudo junto. Da vida eu digo que é longa demais para dizer que é curta e é curta demais para dizer que é longa. Do mar eu digo que é grande demais para minha canoa e, do rio, eu digo que é o que me corre nas veias. Da grande cidade eu digo que já me debrucei nas suas varandas e que o mosaico de suas calçadas já viram o carimbo de meu pé. Sei de seus tumultos e barulhos e digo que nenhum deles deve ser o som da esperança. Porque os sinos da esperança não tocam nessas catedrais de pedra, nas ruas de pedra, no peito de pedra desses homens que andam por tantas calçadas que não vão dar em lugar nenhum. Do violão digo que é meu melhor amigo por ser o único que não me dá conselhos e, do sertão, digo que é minha casa. Do desejo digo que é bicho que não morre, do tempo digo que é inimigo dos homens e, do amor, digo que é inimigo do tempo."

"CORDEL DO AMOR SEM FIM", De Cláudia Barral

Com esse texto treinamos nossa leitura em voz alta com a percepção de algumas características nesse tipo de leitura:

  • Respiração
  • Ênfase
  • Respiração
  • Articulação
  • Modulação - variação entre graves/agudos
  • Tom - grave/agudo
  • Projeção
  • Intensidade entre Forte e fraco
  • Pronúncia
  • Velocidade

A mim foi pedido que eu desse mais ênfase em palavras importantes do texto, mostrando mais alegria e dando vida ao texto. Não deixando-o triste. E controlar a velocidade também.

Seminários de corpo

Na nossa última aula de corpo antes do "Break" foram divididos quatro seminários sobre os sentidos.

Audição
Júnior
Fernando
Larissa
Thaís
Emerson

Olfato
Jeff
Diego
Ariadna
Tatiana
Poliana

Paladar
Natália
Bárbara
Nildo
Gustavo

Tato
Maria
Helô
Rodrigo
Janjão
Jojô

choque de realidade maldito

Odeio choques de realidade.
Inicialmente, cabe a mim explicar o que significa isso "choque de realidade". Podemos exemplificá-lo que a didática torna-se melhor.
Imagine um garoto na metade da adolescência estudando em uma escola particular, mesmo que não seja das melhores. Recebendo grana pra grande parte dos gastos e como nunca foi um gastador, quando precisava comprar algo que almeja-se que podia ser um livro ou um dvd, juntava grana no cofrinho sem pressa e comprava. O cara que era estudioso e sempre quis aprender idiomas por exemplo tinha os cursos pagos pela família e o caralh* a quatro.
Daí um certo dia, sem alguma experiência o garoto escolhe uma profissão que não é aceita pela família, para completar ele tem que mudar de planos e mesmo com planos mudados de uma hora para outra é obrigado a pagar a faculdade, os cursos de idioma, o transporte, a alimentação, e tudo o mais. Então... isso é a merda de um choque de realidade e uma merda dessa me impediu de cursar teatro (que curso hoje sofrendo como um cão) me impediu de fazer uma faculdade, me impediu de tudo. Em resumo é um caralh*, sim estou nervoso, obrigado.
Sabe o que é pior, é que aqui e agora sinônimo de amadurecimento é perder sonhos que tinha juntado em uma caixa. Quando olho para eles e penso no que podia e ou poderia ter feito eles somem, pois não tenho a chance de alcançá-los mais. Não tenho apoio de ninguém para exatamente nada e também não quero mais. Não fico mais chorando pelos cantos do meu travesseiro pensando no que poderia ser da minha vida. Se é aceitar o destino que eu tenho que aceitar, pois bem , o aceitarei de cabeça erguida e friamente alegre, pois cansei de depender emocionalmente e financeiramente dos outros.
Vamos direto ao ponto, o cara legalzinho, bonitinho, e etc. que era o Jefferson aqui não existe mais. Calma lá, continuo sendo incorruptível e tudo o mais, mas nada que vá me deixar o anel no dedo anelar*, agora ele está no indicador e bem que merecia um no dedo do meio. Afinal de contas, a vida tem sido engraçadinha comigo nos últimos tempos, então se isso significa entrar na dança das cadeiras com ela, que eu entre e ganhe o jogo nem que dessa vez eu tenha que prestar mais atenção em tudo. Aff, não posso fazer a facul que eu escolher pq é integral ou não tenho apoio da família na profissão. Quer saber, dane-se, dane-se, dane-se, dane-se. Eu farei o que será de valia pra mim e só para mim, FUCK OFF. GO SCREW YOURSELVES. Aff.

*Anéis em cada dedo tem um significado. No indicador indica tanto liderança qunato prepotencia, no do meio, tanto independencia quanto desprezo, no anelar, tanto emotividade quanto sensibilidade extrema.

sábado, 4 de junho de 2011

Ainda

Talvez eu tenha escolhido a profissão certa como ator, pois cada dia quero ser uma profissão diferente. Mas sabe? Não é isso que me atormenta, apesar de eu querer estudar e tudo mais, não tenho essa oportunidade como muitos têm. Queria só estar numa faculdade de cabo a rabo o dia todo, num curso integral e vivendo essa etapa da minha vida que eu não posso por motivos financeiros e familiares.
Como disse cada dia quero uma coisa e isso é normal na minha idade quando você se dá bem com muitas coisas. Mas é um saco imenso não ter essa oportunidade de estudo estudando seja lá o que for.
Na realidade, eu sei que não terei essa oportunidade e fico triste por isso, me sinto como se serei um profissional incompleto, como se não houvesse estudado tudo o que eu pudesse. Tenho que abrir meus olhos para a vida e aceitar alguns caminhos que me são impostos. Não todos é claro, e nem tenho feito isso.
Veja só pelas minhas decisões, mas na realidade vejo que tenho negado várias oportunidades de crescer naquilo que não desejo agora, mas quem sabe um dia poderei fazê-lo.
Será, por exemplo, que Ciências Sociais, história ou letras são uma boa opção? E por aí vai. Estou meio perdido ainda. Ainda

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Farsa de Inês Pereira



Hoje foi a primeira vez que cheguei atrasado no meu curso de Teatro. ele se inicia as 9h da manhã e eu cheguei às 10h30, as menos fui. Estava sob uma situação grande de ansiedade e estresse e precisava dormir um pouco mais. Expliquei-me ao professor que entendeu a situação.
O que perdi foi apenas uma explicação sobre o carnaval e também um debate sobre o filme "Um crime de Paixão" que assistimos semana passada.
Comentamos então sobre a farsa de Inês Pereira e uma visão geral dos Teatros Grego, Romano e Medieval.
Aqui, hoje, devo falar um pouquinho mais sobre essa Peça de Gil Vicente: "A Farsa de Inês Pereira".
Gil Vicente a escreveu como um desafio, visto que era acusado de plágio, deram-lhe um provérbio "Mais vale um asno que me carregue do que um cavalo que me derrube".
A peça pode ser dividida em quadros, tais como:
  1. Inês Pereira Solteira;
  2. Chegada e conselhos de Lianor Vaz para que se case;
  3. Apresentação e rejeição de Pero Marques
  4. Chegada e aceitação do escudeiro;
  5. Vida de Inês casada com o Escudeiro;
  6. Inês viúva;
  7. Vida de Inês casada com Pero Marques.


Essa rejeição inicial a Pero Marques ocorre pois, Inês sonhadora, quer um homem com características palacianas, que seja "discreto" saiba cantar, jogar bola, tocar violão. O que Pero Marques não tem e o escudeiro tem. Porém ao ficar com o Escudeiro, este a proíbe de cantar, conversar e a põe em clausura. Indo para a Guerra, o escudeiro morre, fugindo como um covarde, mostrando a contradição entre o macho dentro de casa e covarde em batalha.
Inês fica feliz com a morte do marido, e já amadurecida com o destino que lhe coube casa-se com Pero Marques, já pensando em trair-lhe com um ermitão que lhe aparece pedindo esmola, homem que era apaixonado por Inês no Passado.
Assim, Gil Vicente soube usar da dramaturgia para ilustrar o tal provérbio, o escudeiro referindo-se ao cavalo e Pero Marques ao Asno.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Teatro medieval e contexto Histórico

Abaixo segue o contexto histórico medieval, tanto como uma visão geral do teatro na época medieval e de transição

REINOS GERMÂNCIOS NA EUROPA OCIDENTAL

Os Germanos
Dentre todos considerados bárbaros, destacavam-se os germanos que compreendem vários povos.
Os germânicos não tinham um governo centralizado, mas havia muita semelhança cultural entre eles, como a religião e a língua.
Cada grupo germânico tinha um chefe militar. Por volta de III a.C. a maioria dos germânicos abandonou o nomadismo, o que exigia terras férteis, assim as terras conquistadas era dividida entre os membros dos grupos.
Eles eram politeístas, mas muitos se tronaram cristãos com o continuo contato com Romanos cristãos.
Invasões Bárbaras no Império romano
A partir do século IV, os grupos germânicos começaram a ser atacados pelos hunos. Assim, eles começaram a adentrar os territórios romanos, tornando-se uma ameaça. Eles invadiram a ilha romana que hoje pé a Inglaterra e dominaram Roma. Então o Império romano foi divido em instáveis reinos bárbaros.

O Reino Franco
A palavra “Franco” caracterizava diversos grupos dispersos que foram unificados por Clóvis. Esses povos tiveram várias conquistas sob o comando de Clóvis, que acabaram se estabelecendo na região da França.
Clóvis formou a dinastia Merovíngia, em 496 ele aceitou o catolicismo e foi batizado, assim alianças políticas importantes forma feitas, principalmente com a Igreja.
Vale lembrar que a Igreja Católica Continuou sua influência sobre a Europa, mesmo depois da queda do Império Romano, pois a mesmo fez alianças com os bpárbaros.
Com a morte de Clóvis houve disputas pelo poder, enfraquecendo a dinastia merovíngia e dava autoridade para a nobreza e o clero.
Após a morte de um rei merovíngio a autoridade política passou a ser exercida por administradores do palácio real, que foram chamados de prefeitos do palácio.
Um desses, Carlos Martel, adquiriu grande poder ao vencer os árabes na batalha de Poitiers.
O contexto de vitórias de Carlos Martel contribuiu para o início da dinastia carolíngia iniciado com Pepino, o breve.
Este fez alianças com a Igreja, cedendo terra da Itália. Isso foi de grande valia para a Igreja se expandir. Assim a Igreja era tida como um “poder espiritual” e os governantes carolíngios, “um poder terreno”.

O Império Carolíngio
O sucessor de Pepino, o breve, foi Carlos Magno. Ele dobrou o território do seu império que passou a ser chamado Império Carolíngio. O território chegou às terras alemãs e italianas, Ele criou condados e marcas (postos militares) além de fiscalizar o reino e fazer valer os capitulares (decretos divididos em capítulos).
Carlos Magno recebeu o título de Imperador do Ocidente. Nos anos seguintes de s reinado ele dedicou-se ao progresso cultural de seu império impulsionando o que chamamos de Renascimento Carolíngio.
Depois de Carlos magno o reino foi transferido para Luís I, o piedoso. Depois da morte desse, o reino foi divido em três partes para seus três filhos a partir do tratado de Verdum. França Ocidental (para Carlos, o calvo), França Oriental (para Luís, o germânico) e França central (governada por Lotário). Após a morte do filho de Lotário, a França central foi divida para os outros dois irmãos de Lotário. Acabou que no final do século X, o feudalismo já era crescente em ambas as “franças”.

FEUDALISMO EUROPEU

O Feudalismo foi um processo lento que se estreitou no final do século X.

Influência Romana
Ao final do império Romano, a sociedade atravessava grandes crises, isso fez com que muitas pessoas, especialmente os mais ricos, se mudassem para o campo para propriedades rurais denominadas Villae.
Lá eles começaram a fazer contratos com os que o procuravam, ou seja, um contrato entre um proprietário de Terras e trabalhadores, chamado colonato.
Os trabalhadores trabalhavam nas terras dos proprietários e lá moravam, dando uma parte de sua produção ao proprietário.

Influência germânica
Eles receberam romanas influências como a do comitatus, onde os guerreiros prestavam serviços militares aos senhores da tribo em troca de terra. Depois da fusão de romanos e germânicos, o costume gerou as bases para a relação entre vassalagem (função militar exercida pelos nobres) e susserania (senhores feudais)

Economia e sociedade
A principal atividade era a agricultura, o comércio era exercido de forma irregular, já que, por exemplo, havia muito sal numa região e não em outra, assim havia trocas.
Assim como Deus era trino, assim devia ser a sociedade.
NOBREZA>> CLERO >> TRABALHADORES
O clero (oratores) dominava o sagrado. Os guerreiros (bellatores) guerreavam. Havia duas procedências, uma dos carolíngios, assim formando uma “nobreza” e outra de pessoas mais simples que se associavam a um senhor feudal, Eram os cavaleiros. Mas as diferenças forma acabando como o tempo, devido à casamentos entre ambos.
Os trabalhadores eram divididos em servos e vilãos. O vilão era um trabalhador livre que tinha o  direito de deixar a terra quando quisesse.
O servo era o principal trabalhador dos feudos. A origem da servidão, vem da escravidão.
Escravos viraram servos por um longo processo desde a época carolíngia onde se estabeleceu o colonato. Os servos possuíam algumas obrigações, tais como a corvéia (trabalhar três dias na terra do senhor feudal), a formariage (tributo que devia ser pago quando o servo se casasse), as banalidades (pagar para uso de instalações do senhor feudal), a talha (entre de uma parte da produção) e a mão-morta (imposto quando sucedia o pai).

Política
O feudalismo caracterizou-se pela descentralização do poder do rei, que era apenas simbólico.

MUDANÇAS NA EUROPA FEUDAL

A população crescia na Europa por diversos motivos, como a redução em invasões na Europa Ocidental e a melhoria dos hábitos de higiene, o que fazia aumentar as necessidades alimentares, moradias, etc.
As cruzadas
As cruzadas (oito ao todo) ocorreram entre os séculos XI e XIII com a justificativa de uma reconquista cristã do acesso à “Terra Santa”. Porém, de fato, objetivavam não somente recuperar o acesso comercial do Oriente pelo mediterrâneo, mas a recuperação das terras europeias sob o domínio árabe.
As quatro primeiras cruzadas foram as mais importantes, são elas:
Cruzadas dos nobres – conseguiram algumas conquistas que não duraram por muito tempo
Cruzada dos nobres alemãs e franceses – Que se desentenderam
Cruzada dos reis – Obteve algumas vitórias
Cruzadas dos comerciantes – Não venceram, mas se satisfizeram
Entre outras cruzadas destaca-se a das crianças.

Conseqüências
Relações comerciais foram estabelecidas e as existentes foram incrementadas. Terras foram tomadas e feudos foram estabelecidos. A reabertura do mar mediterrâneo acabou incentivando o Renascimento Comercial.

Renascimento Comercial
Aqueles que não se encontravam mais no espaço feudal passaram a uma nova atividade, a comercial, dando origem a burguesia.
Assim surgiram as feiras medievais, onde comerciantes se encontravam para realizar seus negócios, principalmente nas cidades de Flandres, Veneza e Gênova.
Havia os cambistas que de dedicavam a troca de dinheiro e proteção.
A Igreja condenava o lucro, sendo assim a maioria dos cambistas eram cristãos.
Os comerciantes se organizavam em associações, conhecidas como guildas, que visava a proteção dos interesses dos mesmos.

Renascimento Urbano
Os locais que os burgueses residiam passavam a ser chamados de burgos. Os burgos cresceram e viraram cidades, essas dependiam de um senhor feudal. Alguns burgueses compravam a liberdade da cidade, assinando a carta de franquia (cidades francas), outros tinham que usar a força (cidades comunas).
Em toda a cidade havia oficinas. A burguesia rica foi chamada de alta burguesia. Quase toda a cidade tinha um prefeito.
Vale lembrar que essas cidades cresciam rapidamente e de forma desordenada, o que gerou muitos problemas até alguém fazer algo.

Cultura Medieval Europeia
O clero era a classe sócia que conhecia e pratica a habilidade da leitura e da escrita.
No inicio a Igreja tinhas uma estrutura muito simples, porém com o crescimento dos adeptos as alianças com o Estado, houve uma hierarquia da Igreja.
Durante a Idade Média havia o clero regular (monges) e o clero secular (os que tinham contato com os adeptos). Os líderes religiosos eram tipos como “pai”, daí a denominação padre ou papa. Aqueles que mexiam com a administração eram chamados pontífices.
Os monges faziam votos de pobreza, obediência e de castidade. Dentre as ordens monásticas mais conhecidas estão os dominicanos e franciscanos.
Os monges dedicavam-se a leitura e cópia de livros, o que os caracterizava como grandes intelectuais.

Organização eclesiástica
A Igreja era dona de muitas terras no período feudal, sem contar a influencia política.
Houve, no entanto uma reforma que invocava o celibato clerical, o inicio do colégio dos cardeais (organização eleitoral religiosa) e proibição da investidura leiga (proibição de3 escolha de cargos clericais por não membros do clero).
O leigo imperador Henrique IV não aceitou essa decisão, mas depois de ser excomungado, voltou com a palavra para volta a comunhão.
Depois da morte do papa ele tentou uma investidura, mas foi em vão.
Não parou por aí, Filipe IV, o belo, impediu a Igreja de não pagar impostos e mudou a sede do papado para Avignon, na França. A Igreja elegeu outro para na Itália, Ficando assim um papa (Urbano IV) na Itália e outro (Clemente VII) na França.

Transformações culturais da Baixa Idade Média
Como o reino se fortaleceu, houve uma difusão do conhecimento destacaram-se as universidades. Nelas leigos prestavam artes (que compreendia gramática, matemática, musica e outras matérias) e depois escolhia entre Direito, Medicina e Teologia.
Na filosofia escolástica destaca-se São Tomás de Aquino, na arquitetura destacam-se dois estilos, o românico e o gótico.

FORMAÇÃO DAS MONARQUIAS NACIONAIS IBÉRICAS

Com as invasões bárbaras o local tornou-se o reino dos visigodos, este se enfraqueceu e formaram-se quatros outros reinos cristãos: Leão, Castela, Aragão e Navarra. Reinos tipicamente feudais.
Depois das invasões árabes eles planejaram uma retomada de território, conhecida como guerra de reconquista, os que se destacassem ganhariam terras.
Henrique de Borgonha (Um nobre francês) recebeu terras que receberam o nome de condado Portucalense.
Uma Terra cobiçada que acabou se tornando em 1139, o Reino de Portugal, com sua independência.
Assim iniciava-se a dinastia de Borgonha, que durou até 1383. Depois da morte do último representante da dinastia, a nobreza queria reunificar o reino a Leão, mas a burguesia não.
A burguesia apoiou D. João (mestre de Avis) e depois da revolução de Avis ele assumiu o poder, iniciando a dinastia de Avis.
Portugal foi pioneiro na centralização do poder.
O reino da Espanha deve-se ao casamento entre Fernando de Aragão e Isabel de Castela (casamentos dos reis católicos). Depois disso era só expulsar os muçulmanos de seu território, o que aconteceu em 1492.

TEATRO MEDIEVAL

O teatro medieval está intimamente ligado a Igreja Católica. Depois que o cristianismo dominou Roma e toda a Europa, o teatro foi vítima de preconceito, sendo perseguido e combatido durante séculos, acusado de obsceno e violente.
Uma vez no poder a Igreja excomunga os atores, suas mulheres e descendentes e só no século IV foi que o Concílio de Cartago considerou que tinha sido severa demais essa atitude.
Com exceção do trabalho anônimo nos mimos, o teatro só começou a ressurgir no século XII d. C., comente em representações dentro das Igrejas e mais tarde na porta das Igrejas, para que toda a multidão pudesse assistir. As “confrarias” eram grupos de pessoas que se encarregavam de práticas religiosas e de caridade que passaram a encenar, amadoristicamente, essas peças. Os enredos são tirados das histórias bíblicas e as representações eram feitas nos dias de festas religiosas.

Havia os “mistérios”, baseados em histórias bíblicas, peças que tratavam da Paixão de Jesus, mas também tinham como personagens Deus e o Diabo em luta pela alma dos homens, com intervenção dos anjos e santos.
Os “milagres” eram representações, baseadas na vida de santos, de mártires ou da mãe de Jesus, em que todas as peripécias eram resolvidas com milagres, através a interferência deles.
Nas representações dos mistérios havia a farsa que era originalmente um cômico, bem popularesco, caracterizado por um humor grosseiro de socos, tombos e pontapés. As farsas de caráter religioso criticavam pessoas e instituições consideradas fora das normas da Igreja da moralidade da época.
As moralidades tratavam como se fossem personagens, os vícios e virtudes dos homens, com intenções didáticas e moralizantes, pretendendo ensino o povo atrás das representações teatrais.

Teatro Medieval Profano
Os mimos sobreviveram de forma dispersa, mas, mesmo perseguidos, possibilitaram com seu trabalho a transição entre o tempo, as atelanas de Roma, aos jograis e farsa do teatro profano medieval. Depois, de mais de mil anos de perseguição, o teatro começou novamente a se manifestar sem a ligação com a Igreja, surgindo uma forma peculiar de teatro profano (não religioso). O palco era a praça da cidade ou qualquer lugar amplo (ao ar livre), e toda a população participava. Nas representações profanas usavam-se as “farsas”, os “arremedos burlescos” de pessoas ou casos; As representações “mímicas chamadas de chacotas”; e os “momos” com peripécias, disparates e duplo sentido, que tinham o objetivo de arrancar gargalhadas do público.





Gil Vicente e Fernando Rojas 
No período de transição entre a Idade Média e o Renascimento (começo do século XVI), surgiram na península Ibérica, dois grandes dramaturgos. Gil Vicente em Portugal e Fernando Rojas na Espanha. Usaram a técnica medieval, mas já tratavam de idéias novas, de cunho humanista e renascentista, já apontando para uma volta aos temas clássicos gregos.
Fernando Rojas escreveu “La celestina” que tem forma de um romance dialogado e influenciou os meios artísticos da época.
Gil Vicente é considerado o iniciador do teatro português. Inspirou-se nas representações medievais que eram realizadas nas ruas e praças das cidades. Escreveu peças com assuntos diversificados, algumas palacianas, outras litúrgicas e outras bem populares. Os tipos vicentinos descrevem a sociedade portuguesa da época: a imagem comovente do camponês explorado por fidalgos presunçosos e vãos, os clérigos de vida folgada, a moça da vila e o escudeiro ocioso.

Obras de Gil Vicente: Auto de Inês Pereira, Quem tem farelos, Auto da Barca do Inferno, Auto de Mofina Mendes, Auto da alma, Auto da Barca do Purgatório.

Como Gil Vicente é considerado um escritor de transição, vejamos o que há de sua obra de características medievais e renascentista.

Características Medievais
Características Renascentistas
Linguagem popular e arcaica
Sátira irreverente, mas moralizadora
Linguagem individualizada / própria de cada personagem que fala
Entusiasmo nacionalista
Desleixo sintático
Presença do mecenas
Versos de sete sílabas
Crítica à cobrança das indulgências e à conduta dos clérigos da Igreja
Valoriza o espírito de Cruzada
Compreensão dos problemas sociais
Linguagem que aparente pouca cultura
É contra a materialização da época
Ausência de problemas psicológicos e de interiorização
Referências mitológicas e clássicas dos gregos e romanos
Criação de tipo
Peças divididas em quadros
Ausência de indivíduos com caráter e personalidade bem delimitados
Presença de prólogo em algumas peças