segunda-feira, 30 de abril de 2012

Abril - Renovação de pensamentos


O mês está em sua segunda parte de três e lá fora a chuva cai. Cada gota que desce do céu, renova meu espírito. É magnífico quando paro e vejo o que produzi, como disse Lima Duarte em uma entrevista, parece que tudo foi escrito por uma pessoa só e foi perfeito.

Andando nas ruas de SP à noite – ruas vazias que mais parecem cenários que o personagem que sou, anda – vi minha história em fragmentos. E agora a pouco quando cheguei em casa, vi como tenho vida dentro de mim. É lindo isso, muito lindo mesmo. Emocionante.

Esse mês não vai parecer nada em relação ao mês de março, por exemplo. Mas talvez tenha tido maior significado num todo. Era visível que eu ia diminuir um pouco minha produção, mas foi em prol da minha saúde mental que assim o fiz.

Em casa assisti três filmes, todos em francês e sem legendas: “L’auberge espagnole”, “Les poupées Russes”, “A fraternidade é vermelha (Rouge)”. Foi a primeira vez que pude compreender quase cem por cento de um filme na língua de Napoleão sem tantas dificuldades. E assim, nesse mês peguei meu ordenado e investi em uma inscrição para o DELF B2 de língua francesa. O engraçado é que após a inscrição parece que eu esqueci tudo o que eu sabia de francês, me sinto um aluno básico e tremo em pensar na prova que enfrentarei em Junho. Em casa, também assisti ao filme “Cazuza – O tempo não para”, Filma brasileiro sobre a vida do cantor. Ele era um mimado, mas tinha personalidade e isso deixou seu talento florescer, Impressionante a atuação dos atores no filme, realmente gostei. Para ajudar na minha pesquisa para o trabalho da peça de Suassuna no SENAC, assisti ao filme “O auto da compadecida” além de várias entrevistas do autor e de outras pessoas envolvidas com teatro. Como faltei a duas aulas de gestão em que foram passados filmes, eu assisti em casa: “Saneamento Básico”. Tentei alugar a “rede social”, mas aluguei o filme “O palhaço” de Selton Melo e depois assisti “VIPS”, assim como “A dama de Ferro” no último dia de Abril e entendi o porquê Meryl Streep ganhou o Oscar e o Globo de Ouro como melhor atriz.

Livro li apenas um, mas foi bem lido e me ajudou em algo, era sobre telenovelas: Telenovela – História e Produção.

                Li a peça “A vida é sonho” De Calderón de La Barca e agora sou um fã incondicional do texto, que é magnífico. O mesmo digo das Obras de Suassuna que li. “O Santo e a porca” e o "Casamento Suspeitoso".

Foi nesse mês que nossa sala optou por seguir a linha do nordestino e levar aos palcos, tão doce e forte cultura. Estou feliz com isso e farei o meu melhor.

                Rever amigos não tem preço e ver a Maryana, a Sara, o Igor, o Marcelo, a Ellen, entre outros, é tudo de bom. Sentar com eles seja para tomar um açaí ou pra dar risadas e falar do passado, presente e futuro, não tem preço mesmo. Isso que é amizade, um amor que não acaba, nem que o tempo passe a distância persista.

                Foi um alívio imenso ter terminado o CEAB e suas provas. A ANAC me espera em Junho, mas só de ter terminado o CEAB solto fogos de artifício de alegria em comemoração a esse fim. O curso foi um desafio e foi maçante comigo. Gosto muito e respeito muito à área, mas meu amor é o teatro e não dá pra voltar atrás. Aprendi muito e ganhei bons amigos nessa escola, mas por enquanto isso é tudo. Se serei comissário ou não, isso o tempo responderá, minha única certeza é que caso eu for, serei o melhor que puder, farei o melhor trabalho para a empresa que botar confiança em mim e por aí vai.

                Minha visão de mundo tem sido complementada a cada dia, e quando fui na estreia do Centro Cultural do Santo Eduardo aqui do Embu, minha mente se abriu um pouco mais. Moro num lugar bem humilde e acho que quase nunca tinha percebido isso. Mas agora eu vejo as discrepâncias de São Paulo mais claramente e meu papel na sociedade tem lá sua importância.

No outro dia fui à escola de Teatro “Globe” e a realidade é totalmente diferente. Falando mais sobre o Globe a escola ganhou meu respeito de vez. Não que não tivesse antes, só não tinha uma visão formada sobre a escola. Mas muito bom o bate-papo que tive com Ulysses Cruz e atores jovens da escola com renome na TV. Assisti apenas à uma peça esse mês, nesse dia no Globe, Romeu e Julieta, e emocionei-me. Valeu muito a pena prestigiar o trabalho deles. Lindo.

Quando eu entrei no teatro, entrei por causa do cinema, e vejo que realmente hoje preciso e quero os três meios para viver, o teatro a TV e o cinema. Vou correr atrás disso como um obstinado, e como sempre fui um workaholic, vou fazer disso meus parâmetros de vida, por mais que incomode muitos. Sei até onde posso ir, mas quero me surpreender e ver que posso ir mais além quando se trata de teatro. Tanto que esse mês, fui aceito pela agência Sagarana, a quem agradeço muito a oportunidade e farei melhor ainda, quando mais oportunidades surgirem.

                No cinema foi a vez de ver o documentário sobre a obra de Pina Bausch que é bem tocante ou “Jogos Vorazes” que era pra ser modinha, mas ninguém comenta sobre. Amei ambos os filmes e os indico para serem assistidos.

                Vi meu passado passar justamente do meu lado e invoquei as piores sensações para mim e ri. Já é passado, não faz mal, só me faz mal saber que estou andando solitário por aí. SO confuse. Ou quero ser frio que nem a Miranda “de o diabo veste Prada”, ou um super romântico como Álvares de Azevedo ou Romeu apaixonado. Não gosto de meios termos, nunca gostei. Sou de Libra.

Abril foi um mês louco pra mim. Renovei minha cabeça, estou sofrendo muito por isso e com isso. Já chorei no ônibus voltando pra casa pelas pedras que tenho pisado para alcançar os sonhos que sonho todos os dias. Mas como diria Campbell, “Primeiro o Sacrifício, depois o prazer”.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Três parafusos a mais

Hoje comparam minha mente como uma máquina. Não como uma que tem um parafuso a menos, mas uma que tem três parafusos a mais, e dos bem apertados. Nunca foram tão exatos em uma descrição.
Fico impressionado como o passado influência meus dias atuais de uma maneira ainda intensa. Vou ser franco, ao fim de 2010 quem vê o que escrevi aqui, vê o quanto eu estava sofrendo. O tempo passou e pareceu que eu estava melhor, e de fato estava. Eu me entreguei de corpo e alma e ainda por cima entreguei o melhor e o meu pior pra alguém.
Eu, com esses parafusos a mais, nunca devia ter feito o que fiz. Eu ainda vou superar, não sei como e quando, mas vou. Eu só tenho raiva de uma pessoa nessa história toda: Eu. Hoje não posso dizer sinto algo. Pois acho que não sinto. Mas o incomodo é grande. Eu moro aos poucos. Talvez eu sossegue quando eu ficar bem longe daqui, como em Lille e excluir o Jeff Venturi e retomar minha vida de Jefferson R.C. Até lá eu tenho que aprender a crescer.
Hoje depois do acontecido eu tomei banho de chuva e tomei vodka e liguei pra quem merece meu respeito. Eu fiquei feliz com isso, pois de uma coisa eu posso me orgulhar: Enquanto os outros dizem que amam chuva, eles sempre estão com o guarda-chuva aberto; Ao passo que eu... bem, eu tomei banho de chuva...

domingo, 22 de abril de 2012

You are, I am

You're all I tried
You're all I start crying if I look into
You're my reason to live now
To the others I'm a fool, a crazy man
Yeah, I'm all more than only  a fan
I'm there all the time
You just cannot see me
I'm in the line you speak
I'm not a simply weak
I'm more than only a fan
I'm a man, a boy, a girl, a bird, a line
Cuz' I'm there even when it's not so fine
I'm a letter you pretend to read
I'm a knife that will make you blead
You're my lover, and in the rooms we have a case
I'm the lover, you'll have after an end pre-made
I'm the eyes that looks for the others regards
Everywhere you are, I've been there before to make it not so hard
I'm Jefferson, or simply Jeff, you are the dramatic arts
You're my soul, you're the devil I sold what I had, my heart!

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Duas Coisas a considerar

Escutei uma frase muito sábia certa vez. O dinheiro pode não te trazer felicidade, mas te leva pra sofrer em Paris.Estou aqui querendo gastar dinheiro com estudo e não posso. Sou o pior classe média que existe, o que vive sem um tostão no bolso e até gasta mais do que tem para poder estudar.

Segunda coisa: Estou com uma vergonha alheia grande, mas tão grande que até me acho ridículo por isso. Se eu pudesse me apagar completamente da mente de algumas pessoas, eu o faria com todo o gosto. Tem gente que não merece ter me conhecido. Não é nem questão de modéstia, é questão de eu ter me envolvido com gente que hoje eu olho e digo: AFFFFF. Bom, a maioria que ler isso aqui vai entender, pois com certeza já devem ter passado pela mesma situação.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Um caminho ideal para seguir

Hoje fiz minha primeira prova final no curso de comissário de bordo. No geral a considerei fácil. Tomara Deus que tenha passado e na ANAC seja assim também. Estou com vontade de voar mesmo. Talvez terei de abandonar o teatro por um tempo, mas posso produzir a escrita nesse meio tempo. Não sei, isso ainda me confunde. Amo o teatro mais do que tudo, mas nem só de Shakespeare vive o homem. É complicado um garotinho como eu só viver de teatro caso não dê a sorte e tenha competência de entrar em uma grande emissora. Esse é o meu sonho acho, entrar em uma grande emissora.
O que estou precisando é sair de casa e conseguir me manter, não quero tempo ocioso, quero ver que estou trabalhando e ganhando por isso, mas em alguma área que estudei, acho digno isso de minha parte. Estudar algo e trabalhar naquilo que estudei, nada mais digno.
Talvez o primeiro passo seja passar na ANAC e cumprir com meu prometido no SENAC. Seria bem interessante fazer uns cursos a mais para complementar minha formação de comissário, mas não sei se serpa necessário num primeiro momento.
Talvez o curso de primeiro socorros e o de garçon possam valer a pena. Mas ao mesmo tempo como eu queria investir em cinema. Enfim. Está vendo onde minha cabeça começa a ficar com dor de cabeça?
Tipo, são dois caminhos totalmente diferentes. Mas que valem a pena.
Financeiramente falando ambos pagam bem, mas talvez seja mais facil para mim, que eu me embrenhe na aviação que eu também gosto muito.
E decidi que quero casar quando tiver a oportunidade. Sou novo, tudo bem. Mas quando surgir a oportunidade, caso. Amar é muito bom, e como eu sei que não nasci para bacanal, quero concentrar meu amor em apenas uma pessoa e o pior é que já estou me apaixonando. Agora que ver se eu começo a amar... Não tem pra ninguém. Esse sou eu, um complexado, mas que está achando o caminho ideal para seguir.

domingo, 15 de abril de 2012

Ego

De acordo com o dicionário "Egoismo" significa: Sentimento ou maneira de ser dos indivíduos que só se preocupam com o interesse próprio, com o que lhes diz respeito. Logo interessei-me para descobrir a diferença entre Egoísmo e Egocentrismo.

O egocentrismo caracteriza-se pela fantasia de imaginar que o mundo gira em torno de si, tomando o eu como referência para todas as relações e fatos.
Uma pessoa egoísta pode não ser egocêntrica, uma vez que luta para fazer com que os fatos se amoldem a seus interesses.

Ao meu ver, não é errado ser egoísta, sim egocêntrico. Tudo com limite, é claro. Eu me considero até certo ponto, um pouco egoísta, mas acho que nunca interferi na ida de ninguém para isso. E não de maneira que não considerasse as opiniões dos outros. Talvez num primeiro momento eu tente negociar opiniões, mas caso dê errado eu tento adaptar-me ao que é acordado entre as partes. Isso não é ao todo ruim. É claro que ninguém é de ferro, pois então devo algumas vezes ter estrapolado no meu egoísmo. Acontece que há pouco tive uma discussão com minha irmã que envolvia opiniões, visão sobre dinheiro e sonhos. Ela me acusou de Egoísta e eu a acusei de Orgulhosa.
Acho que esses são pontos que podem se acumular em uma pessoa, mas quando estão cada uma em um inidividuo, a relação pode não ser das melhores.
Parei há muito tempo de dizer que só eu estou certo ou mesmo de levantar a minha voz numa discussão por mais séria que ela seja. Mas quando minha irmã me disse isso há pouco (não que tenha sido a primeira vez), parei e comecei a pensar. Até que ponto eu sou egoísta? Será que sou tão egoísta assim? Essa é uma pergunta que vou deixar para comentar por aqui no futuro, já que acabei de formula-la e não é em dez minutos que vou poder respondê-la.
Mas deixo a mesma pergunta para quem lê esse post aqui: Será que seu egoísmo está virando egocentrismo? Será que seu egoismo é grande o suficiente para atrapalhar a vida de outras pessoas? Pense nisso.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Eu sou de Libra


Falam tanto sobre meu signo por aí. Na realidade falam muito sobre signos por aí. Sou de Libra, e estou até começando a acreditar em algumas coisas do que falam. Somos perfeccionistas sim, ao ponto de chegarmos a loucura ou ao TOC se não moderarmos. Tendemos a ser o mais honesto possível e qualquer coisa que saia do padrão nos incomoda, por mais simples que ela seja. Por mais que não tenhamos frescura (que é o meu caso, e não da maioria), vamos sempre ter uma "frescurinha" para sermos chato. Mudamos de opinião toda hora e não sabemos se preferimos isso ou aquilo. Não nos solte para fazer compras com muitas opções. Diga-nos a loja e o setor específico da compra que ainda assim vamos ficar na dúvida do que fazer. Essas são as características gerais de nós que nascemos entre setembro e outubro. Eternos complexados, cujo som é o amor. Enfim, somos tanto quanto podemos ser e mesmo assim não é o suficiente. Esse é talvez um libriano comum, talvez um pouco de mim.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

As pessoas têm o direito de sonhar

Que eu sonho alto e crio mil possibilidades dentro da minha cabeça, disso todo mundo sabe. Ultimamente tenho lido muito sobre como fazer minha faculdade na França, numa cidade do interior perto da Bélgica. Não é que é de interior que é necessariamente pequena. Há mais de um milhão vivendo na cidade. Eu escolhi esconder isso de algumas pessoas, mas principalmente da minha irmã. Visto que os planos ainda não se concretizaram. Perceba que tomo como concretização não a compra das passagens e reserva de acomodação, mas os pré-requisitos básicos assim como os primeiro tramites legais da coisa.
Minha irmã me ama, eu sei disso. E não sei se há outra pessoa que eu respeite mais no mundo, mas ela tende a ser muito orgulhosa e até mesmo ignorante ao falar. O tom de voz dela, quando uma opinião diverge da minha, muda completamente e eu sei que vai sair merda. Tudo tem que ser do jeito dela. Hoje, há pouco, estava eu sentado do lado dela e me senti à vontade como há muito não sentia e decidi contar meus planos, que ainda são planos e não foram tomadas atitudes definitivas para que ocorra.
A única coisa que eu queria era ouvir um sonoro e feliz "que legal! O que e como você pretende fazer?" Sabe? Sabe aquele entusiasmo de felicidade pelo seu amigo que te conta uma novidade bacana? Sabe essa sensação? Mas não, não tenho mais isso e desisto completamente de ter isso da minha irmã.
Foram tantas as brigas e hoje acho que nosso relacionamento de irmão não passa de uma obrigação para ela por mais que tenha me criado junto com minha mãe. Minhas opções a magoaram de uma maneira que não sei se devo mais contar com ela, emocionalmente falando. Nem financeiramente, e não quero. Minha mãe tem me dado uma grande força nessa parte financeira. Ando sem um real no bolso e já passei constrangimento por causa de grana.
Minha irmã caí matando já que minha mãe me ajuda com grana. Eu ligava mais, mas sabe? Hoje eu acho muito bom que minha mãe me ajude. Por diversos motivos. Minha família não sabe ter dinheiro, ninguém aqui sabe, se sobrasse algo minha mãe não faria porra nenhuma de útil, ao menos está investindo em mim.
O problema dela são os objetivos pelos quais ela faz esse ''investimento''. Ela pressupõe que eu ganharei rios de dinheiro, mas eu penso diferente. Sou um cara que gosta de estudar, sonhar, conhecer pessoas, trabalhar e viver. O dinheiro vem em segundo plano, mas é a primeira necessidade. Ao passo que ela fala "Você será um homem com dinheiro" eu respondo "Eu serei um homem com experiências". Sem contar que eu tento ser o mais honesto possível, tal como responsável e correto. O que nem sempre me é dado como exemplo. Em pequenas coisas é claro. Mas coisas absurdas para quem tenta ser incorruptível. Disso falo depois, se eu falar.
No final, eu acabo machucado, tentando reconquistar minha família mais uma e mais uma vez e quebro a cara Não quero desistir delas, mas se for o caso eu assim o farei. Vida é uma só, e se querem ser extremamente realistas, me desculpem. Eu procuro dosar o real e o imaginário para ter uma vida menos sofrida nessa merda de Terra que só nos quer puxar para baixo.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Piscina

Eu preciso nada, a única coisa que parece resolver todos meus problemas é a sensação de estar envolto com água. Os mergulhos. Estando lá embaixo parece que nada vai me atingir, que estou protegido. Os problemas em volta surgem, os financeiros mais ainda, mas não choro, não tenho tempo de chorar. Problemas sempre haverão, mas todas as consequências dependerão exclusivamente de como esses problemas forem encarados por mim.


Eu sei!
Que os sonhos são pra sempre
Eu sei!
Aqui no coração
Eu vou!
Ser mais do que eu sou
Pra cumprir
As promessas que eu fiz
Porque eu sei que é assim
Que os meus sonhos
Dependem de mim...

Eu vou tentar
Sempre!
E acreditar que sou capaz
De levantar uma vez mais
Eu vou seguir
Sempre!
Saber que ao menos eu tentei
E vou tentar mais uma vez
Eu vou seguir...

Eu vou seguir - Marina Elali

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Dilemas

O mês já começou bem (ironia), comecei com um dilema gigante na minha cabeça. Coisa grande a pensar. Separei os caminhos que eu posso trilhar dentro das minhas carreiras. Opções de vida a seguir. O fato é quero continuar no teatro de alguma maneira ou no máximo ir para a área de história e tal.
1 - Posso Terminar o curso de teatro e me embrenhar em testes e produções próprias
2 - Posso Tentar ser comissário de bordo de alguma empresa aérea nacional
3 - Posso Fazer uma faculdade na França caso eu persista (História)
4 - Posso Fazer uma faculdade por aqui de... (?)
5 - Posso mergulhar de cabeça na área de ensino de língua inglesa
Com todas essas opções fica difícil escolher. Não sei. Acho que tentar ser ator e fazer uma faculdade aqui que me ajude de alguma maneira na carreira seria ótimo, seguido de um intercâmbio na França e tals. Mas e aí? Será um trabalho duro, mas não impossível. Vamos ver onde esses dilemas acabam.

sexta-feira, 30 de março de 2012

O mês mais produtivo

15 peças lidas, 9 passeios ao teatro, 8 livros lidos, 4 filmes assistidos. Essa foi a produção cultural do mês de março. Mês onde as aulas do curso técnico de Arte dramática voltaram com aulas de Gestão empreendedora em arte e o inicio da escolha do texto para a montagem também. Aulas ininterruptas no CEAB com apenas uma falta minha aconteceram e o fim do martírio do curso está próximo. Dizem que quantidade não é qualidade e eu concordo plenamente com isso. Nem tudo mencionado abaixo foi curtido em 100%. Talvez o fiz para ver logo chegar ao fim meus objetivos culturais do ano que compreendem ler ao menos 12 livros e 12 peças, ir ao teatro e ao cinema 12 vezes. Participar de duas montagens teatrais e assistir 12 filmes em casa. Estou perto de chegar a conclusão sendo que uma montagem já foi feita em fevereiro e a outra do SENAC logo no inicio do próximo semestre. Restará então apenas ir mais umas nove vezes ao cinema, coisa que em um mês é facilmente resolvida quando se tem o dinheiro na mão.
Ocupei-me demais nesse mês tentando crescer na parte de cultura e ao sair com o Janjão a Natália e a Maria, a última citada me lembrou uma frase que eu costumava me repetir constantemente: “ninguém é obrigado a saber de tudo”. Eu pensava que tinha medo da solidão, e de fato como ser humano que sou, tenho. Mas esse é um medo comum a todos. Meu outro medo, que deve ser tratado de alguma maneira é centralizar minha vida. Como assim? Ser estável é algo que todos queremos: estabilidade financeira e psicológica. Mas eu tenho um pouco de receio, por exemplo, de me inserir em um grupo sem saída. Imaginemos um grupo de rockeiros, um de baladeiros, um de meninos de rua, um de religiosos, um de comissários de bordo, um de taxistas, e por aí vai. Parece que o mundo se fecha ao redor de cada tribo e as possibilidades de maior estudo e entrosamento com o todo diminui. Mas ao mesmo tempo é algo necessário.
Bom, não tenho muito mais o que dizer, abaixo há uma lista das coisas que fiz no mês de março em relação ao meu estilo de vida. Posso dizer que, por mais maçante que possa parece para alguns e até mesmo para mim um pouco, eu adorei ler Longa jornada noite adentro, é o estilo que me cai bem, tal como assistir às peças Brincando com fogo, Os sete gatinhos e Da carta ao pai. As que mais me agradaram nesse mês. Li bastante e até mesmo livros mais conceituais e de estudo, mas Cem anos de Solidão, quase incompreensível em sua complexidade me agradou muito. Sobre os filmes não tive um que me agradou cem por cento, mas cada um teve um papel importante para formar opiniões em mim. Arca Russa me introduziu a história Russa, Molière mostrou-me a dramaturgia de Poquelin, Menina de Ouro fez-me pensar sobre a polêmica e ver o que leva atores a ganhar o Oscar e o Voo 93 me deixou perplexo sobre a questão de voar. Caso assistir mais depois que escrever esse post (hoje ainda é dia 25/03) talvez não comente, mas estará abaixo um pouco da minha vida cultural para quem se interessar.
Provavelmente essa produção irá cair daqui pra frente, eu mesmo assim quero. Quero mesmo é concentrar-me um pouco no que acho que deva fazer agora em diante e aproveitar mais de mim.
Bom mês de Abril para todos nós.

Peças Lidas
1.      Longa jornada noite adentro
2.      A dança final
3.      A serpente
4.      Os sete gatinhos
5.      O beijo no asfalto
6.      Senhorita Julia (2x)
7.      A dama das camélias
8.      Quando despertarmos de entre os mortos
9.      Ubu rei
10.  Comédia do trabalho
11.  Medusa de ray-ban
12.  Vestido de Noiva
13.  Anjo Negro
14.  O Santo e a Porca
15.  O Sonho de uma noite de verão

Peças Assistidas
1.      Da carta ao pai
2.      Brincando com fogo
3.      Os sete gatinhos
4.      A visita da velha senhora
5.      O beijo no asfalto
6.      Silly cow
7.      Mistero Buffo
8.      Florilégio
9.      Medusa de ray-ban

Livros Lidos
1.      Cem anos de solidão
2.      Cultura – um conceito antropológico
3.      Introdução as ciências sociais
4.      Desvendando o segredo da linguagem corporal
5.      Como administrar o próprio dinheiro
6.      Uma temporada no inferno
7.      O veredicto/na colônia penal
8.      A metamorfose

Filmes assistidos em casa
1.      Menina de ouro
2.      Vôo 93
3.      As aventuras de Molière
4.      Arca Russa

quarta-feira, 28 de março de 2012

O Louco Da Palavra

Podia-se dizer que era um louco. Falava sozinho na rua quando andava à noite. Nem sempre eram conversas consigo mesmo, na realidade a maioria das vezes conversava consigo só para amedrontar as pessoas na rua e assim afugentar possíveis ladrões da grande metrópole. Não era um ser engraçado, mas seu sarcasmo fazia rir, era por vezes até meio inconveniente, mas o leitor aqui deve conhecer aqueles que nos fazem rir por serem tão secos, secos como frutas secas.
Era um rapaz de gênio forte, mas tão educado que muitas vezes guardava para si as opiniões que divergiam da sua, sem tentar convencer ninguém do seu ponto de vista. Nossa pequena história começa num daqueles dias onde ele saía sozinho. Amigos ele tinha. Não tinha era companhia para seus gostos. Amava a arte, sobretudo o teatro. Nunca tentou decorar uma fala, nem as mais famosas de Shakespeare, mas quando numa platéia não perdia um segundo da atuação daqueles seres que ali, em cima do palco, recitavam as frases que ele por si mesmo não foi capaz de decorar.
Lia textos e textos e aos 15 (o que já considerava tarde) começou a estudar história da arte e do teatro e mergulhou em teatro realista, naturalista, clássico, épico e por aí vai. Era um bom entendedor, por mais que nunca admitisse saber tanto. Quando o assunto batia em história do teatro, os outros calavam para escutá-lo, e aquele ar de sarcasmo sumia e só re-aparecia no assunto posterior que quase sempre, como em todas as conversas, era sobre sexo, sacanagem e bebedeiras em grupo numa rua de botecos ou na casa de alguém do grupo.
Dê o nome que quiser para o sujeito. Ele era muito mais um estilo personagem que se lembra pela aparência e pelo jeito do que pelo próprio nome. O que interessa é que nesse dia, uma sexta-feira do mês de março, logo no inicio do outono, ele saiu para mais uma peça de teatro. Era um musical que estava em cartaz já havia um mês num dos maiores teatros da cidade.
Apesar de o espetáculo começar Às 21h, o rapaz já estava preparado às 17h. Além de ir de transporte público, ele era dotado de uma pontualidade suíça, eu diria até melhor do que a mesma, pois sempre estava mais cedo do que o combinado em um local.
Vestia uma camisa branca, aquelas que não valem mais do que um lanche de esquina na hora da fome. A camisa, porém não o mostrava humilde, afinal camisas brancas quando novas não tem marca por mais caras que realmente sejam. Uma calça jeans e uma bota preta completavam a sua caracterização. Gostava de usar creme para pentear o cabelo que era curto, mas possível de se pentear. O rosto e o corpo não me são necessário caracterizar, contento-me com a imaginação de quem lê.
Trancou a porta e deu tchau para o seu vira-lata. Pegou um ônibus e depois outro. No trem sentou-se na janela, olhando os prédios lá fora. “Se ao menos pudesse morar em um” pensava. E era aí que começava a criar suas verdadeiras histórias. Um dia era um bibliotecário trabalhando em alguma fundação na zona oeste da cidade, no outro tinha virado ator de novela e teatro e já teria que comprar um carro para fugir dos autógrafos.  Pensou em prestar arqueologia no nordeste do país e estar explorando a história antiga de sua nação. Uma vez passou em frente a um laboratório e já se imaginou lá dentro dando laudos periciais técnicos. Enfim, sua mente era mais divertida do que a realidade que vivia. Odiava o transporte público, sempre tão ineficaz, mas nunca tinha parado para pensar que toda sua força e criatividade vinham daqueles momentos (horas) ociosos dentro de trens e ônibus atravessando a cidade mostro em que morava.
Sentado ali, naquele mesmo banco diversas vezes, lembrava-se das provas que teria na semana na escola e os compromissos que havia assumido jovem demais para quem sabe um dia ter a possibilidade de realizar o sonho de ter uma qualidade de vida um pouco melhor, “com mais humanidade” como ele dizia.
O trajeto era longo e o gajo já nem tinha mais tanta pressa de chegar. Por vezes até curtia o trajeto, gostava de observar as pessoas ao redor e ver que não estava sozinho na cidade. Isto é, sozinho entre aspas, afinal as cidades estavam cada vez mais reclamando da solidão. Até achava engraçado, já que começara a entender um pouco da teoria do teatro, lembrava-se sempre do conceito que leu “No teatro se está sozinho em público” e gostava de relacionar a frase mencionada com sua realidade. Via as pessoas dentro do trem sozinhas em meio ao público que nem a via ali. Estavam todos sozinhos em públicos. Talvez tenha percebido a diferença para o teatro. Ali tem ao menos alguém observando o ator, que em concentração julga-se sozinho.
Chegou cedo ao local e antes de entrar no teatro decidiu parar uns dez minutos e ler um conto de Franz Kafka na praça em frente ao local. Chamava-se O veredicto a tal novela. Para ser sincero, nesse dia o jovem carecia de concentração e passou os olhos no livro sem entender nada. “Algo deve ter ficado no subconsciente, isso salvou a leitura talvez”. Foi então que foi comprar o ingresso.
– Desculpe senhor, mas estão esgotados – outro rapaz, mais ou menos da mesma idade o dizia.
– Impossível, eu liguei ontem e vocês ainda tinham dezenas – Realmente ele tinha ligado e optou por não fazer a reserva, queria ver se conseguia um pouco mais de dinheiro para pegar um lugar melhor na platéia.
– Sinto muito senhor, mas para fim de marketing cultural a empresa patrocinadora recebeu os últimos ingressos de hoje para disponibilizar para funcionários e clientes. Por isso não temos mais essas dezenas de ingressos que o senhor se refere.
– Rapaz eu venho de longe, não tem jeito mesmo?
– Infelizmente não, posso reservar para amanhã.
– Não, não. Esquece – O jovem respondeu sem remorso. Já havia acontecido algo parecido algumas vezes antes, mas o que ele não entendia era o porquê disso acontecer ali, num teatro gigante. “Depois as pessoas falam que não tem dinheiro” sussurrava. Ele havia economizado bastante para poder assistir ao grande espetáculo. Mas como mencionei era raro bater de frente com alguém e foi sentar na praça falando sozinho. Dessa vez sem o intuito de afugentar ninguém:
– Sabe Deus – ele gostava de conversar com Deus, mesmo que às vezes duvidasse de sua existência, e assim não era tido como um tanto louco. – Eu faço tanta coisa ao mesmo tempo, que às vezes perco o foco. Eu gosto do que estudo, eu estou me preparando para o bendito vestibular, começo a entender alguma coisa de teatro, nado duas vezes na semana e já ganhei até medalha, sem contar o trabalho voluntário na escola e as organizações de sala da qual faço parte. Porra, eu só queria assistir a uma peça e me divertir um pouco. Faz tempo que não vou a um musical, em uma boa peça. Porra Deus, isso me entretém!
Parecia que brigava com Deus, mas no fundo brigava consigo mesmo, por ter sido trouxa de não ter feito uma reserva. Mas já que estava ali não queria voltar para casa. Na realidade nem ia voltar depois do musical, ia com o povo da escola para uma bebedeira. Era só isso que eles sabiam fazer. Mas ia demorar muito. E o rapazinho decidiu andar na rua à noite na grande metrópole. Olhar as pessoas e os recintos. No máximo parar em um bar e pedir um refrigerante para passar um pouco do tempo.
Era inicio de outono e em países tropicais é uma maldição dar nomes às estações, pois elas nunca cumprem o combinado. Havia chovido de manhã, feito sol à tarde e agora o tempo apesar de consideravelmente agradável, ventava muito.
Lembrou-se qualquer passagem sobre a Rússia que era mencionada na novela de Kafka que leu. Lá devia ventar o mesmo o ano todo. Fazer frio o ano todo e os 10ºC feito no verão serem motivo de comemoração. Foi aí que começou a inventar mais uma vida dentro da sua cabeça. Agora ele era Russo, nascido e criado em São Petersburgo. Tinha estudado música na mesma cidade, mais especificamente Piano clássico e ao final da faculdade foi convidado para uma pós-graduação, ora vejam, no Brasil. País tropical, para ali então foi e se estabeleceu na cidade de São Paulo. Propostas de trabalho não lhe faltaram, aprendeu o português rápido com um sotaque charmoso que atraía as garotas e por ali decidiu ficar por mais tempo e agora aquele vento noturno o lembrava a terra natal.
Os olhos viajavam entre as pequenas casas da rua, a maioria em forma de sobrado, unidas, sem garagem, os carros parados à frente das casas embaixo das árvores que se confundiam com os fios de energia elétrica. “Se essas casas tivessem uma pintura mais bonita seriam talvez mais atrativas durante o dia, À noite eu prefiro assim”. Referia-se às pinturas antigas mal-cuidadas dos sobrados. Um desses sobrados tinha uma plaquinha fora onde se lia: “Bar do Macário”. Sorriu. Lembrou-se da horripilante escrita do Poeta Paulistano Álvares de Azevedo, onde Macário era um jovem de vinte anos que conseguiu conversar com o Diabo. Decidiu entrar, afinal há pouco tinha conversado com Deus, que custaria conversar uns minutinhos com o capeta também?
O lugar era iluminado às luzes incandescentes, uma delas falhava a cada cinco minutos e uma nem funcionava. Em suma, era mal iluminado. “Ao menos o dono daqui tem jogo de marketing para atrair os literários” concluiu. As cadeiras eram de madeira e tudo respeitava o século XIX. As prateleiras confundiriam qualquer bêbado fã de tequilas, vodkas, pingas, cachaças, licores e tudo o que diz respeito a álcool. Até álcool de cozinha tinha no lugar. O gajo não sabia se para a venda, o que era absurdo, mas visto a condição de muitos pobres da cidade é o que lhes restava. Encontrou um humor naquela desgraça.
O bar estava praticamente vazio. Era um bar um pouco fundo, mas estreito devido a casa onde era acomodado. Um velho barbudo e aos trapos bebia dois shots de vodka pura à sua esquerda. Na realidade não bebia, olhava estático para eles. Parecia em transe. Outro senhor, bem melhor vestido a duas mesas após o barbudo lia um jornal, que o nosso personagem viu como sendo de duas semanas atrás. No balcão três rapazes aparentando seus trinta e poucos anos bebiam cerveja de marca cara e riam falando talvez de mulheres ou futebol. Uma mesa era ocupada por duas mulheres e dois homens, que comiam algo que o jovem não pode distinguir. Ele preferiu sentar no balcão duas cadeiras antes dos três jovens.
Quem o atendeu foi uma jovem bem bonita do outro lado do balcão. Possivelmente mais velha que nosso menino, e possivelmente bem mais mulher do que qualquer mocinha de sua idade. Era loirinha a guria. Olhos escuros e não vestia avental, a roupa era comum.
– Eu quero uma cerveja – Em tal ambiente, o menino, que apesar de nem talvez fosse maior de idade, preferia mil vezes um álcool ao refrigerante. O bar era convidativo a tal, sem contar que com a grana que sobrou do espetáculo podia pagar por isso.
– Qual marca, temos todas que quiser.
– A mais forte. – E assim se sucedeu, pediu cerveja que veio em Longneck. Pros leigos, aquelas garrafas pequenas em que se pode tomar diretamente (não que em uma de um litro não se possa).
Não passou vinte minutos e ele pediu a segunda, que já tinha feito algum efeito sobre seu nível de consciência. Os três rapazes pararam e olharam o menino e aproveitaram (isto é, não posso dizer aproveitaram, mas talvez a expressão “Se enturmou” caiba melhor aqui, pois também já estavam alcançando a ebriedade). Um dos jovens quando percebeu a solidão do menininho virou para os amigos e disse algo. O mesmo virou e disse:
– Ô mocinha, é... Você – Chamando o rapaz -. “Mal” de chamar você assim, mas sair para beber sozinho é fossa. Aproxima-se aí rapaz. O que faz você beber só, hein?
Nosso menino, que tinha esquecido que seria melhor ter comprado uma vodka, já que tinha inventado a história de ser russo, se tocou que era com ele e deu uma risada sem som e se aproximou.
– Hoje não foi o melhor dia da minha vida, mas não estou tão na fossa quanto parece. Só perdi o musical aqui do lado, lotou.
– Lotou? Eu fui assistir ontem e nem curti tanto quanto pensei que ia curtir – Quem falava então era o ruivo cheio de anéis no outro canto. – Estou cheio desses musicais.
– Preconceito seu, seu dramático, eu “pago um pau” para todo mundo lá, o povo deve ter tido um trabalho imenso para cantar, dançar e atuar ao mesmo tempo – O que fez o convite replicou e uma pequena discussão começou enquanto o jovem se admirava, o povo falava de teatro como se falasse de futebol ou mulher e ainda davam risadas das conclusões que o outro dava.
– Podem dizer o que quiser, mas ator melhor do que o Zacarias aqui não tem não.
– Lá vai você de novo fazer o velho passar o mico. Mas pior que o velho é bom demais. Até eu queria ver essa. – O ruivo que disse isso já tinha cinco garrafas à sua frente e não falava embolado ainda, ao passo que o menino que tinha ido assistir ao musical e acabou num bar bebia a quarta Longneck.
– Seu Zaca, Seu Zaca, tem como o senhor fazer aquele discurso pro nosso novo amiguinho aqui. Ele ainda não viu.
– Porra Paulo, você gosta de empacar, não é verdade? – Era a loira do balcão. – Deixa o velho do Zaca em paz, depois eu sou obrigada a dar bebida para ele para acalmar o discurso. – A menina parecia repreender o ruivo, mas foi até ludibriante a mudança de aspecto da garota. – Mas o pior é que ele bom mesmo. Até eu já estou com saudades dos discursos.
– Posso falar? – O que agora era conhecido como “o novo amiguinho” tomou a palavra. – Eu preciso falar algo sério. Eu acabei dentro de um bar e não estou entendo nada. – E sorriu.
Zacarias, ou melhor, Zaca, era o velho que olhava estaticamente para dois copos de vodka. Sorriu e mostrou os dentes ainda inteiros. O que era incoerente com todo o resto do conjunto.
– Não estou a fim de discurso hoje, e vocês seus panacas não sabem diferenciar a beleza de um monólogo de um discurso. Eu lá sou político de dar discurso?
– Poxa seu Zaca, deixa de ser egoísta e divide conosco seu talento – O ruivo insistiu
– Vou ver se devo. Deixa-me tomar coragem. – E tomou a primeira dose de Vodka. A essa altura o amiguinho já estava a todo ouvido ao velho Zaca que parecia se preparar para entrar em cena. Perdeu um espetáculo para mil e quinhentos talvez, mas ganhou com exclusividade uma apresentação intimista à moda da casa.
A bebida pode ser infernal e ao mesmo tempo divina. Homens bêbados não mentem e quando o fazem o fazem mal. A bebida deixa os homens sinceros, que nem mulheres puras. Os sentimentos do nosso “amiguinho” era puros e com a bebida eram muito sinceros e com o êxtase da embriaguez era capaz de ouvir histórias e conversar ao mesmo tempo no qual também criava mil realidades em sua mente e com os olhos enxergava a realidade externa que achava melhor. Assim o fez quando o velho levantou e subiu na cadeira. Zaca suspirou como depois de um grito surdo e não era mais Zaca, era um velho qualquer que estava em cima de um palco e o palco era sua cadeira.
O velho Zaca pareceu morrer ao passo que outro homem, talvez não tão velho quanto ele parecesse nos olhos do homem que de trapos pareceu usar roupas de homem robusto e educado em colégios e universidades.

“Nunca repito um feito, não sou sobrenatural, mas considere-me como raio que nunca cai no mesmo lugar ou como um floco de neve que nunca é o mesmo onde quer que caia. Posso até ser uma folha qualquer de qualquer árvore por aí na Amazônia Brasileira ou Florestas Russas, que é única e se perder no meio de milhões, bilhões doutras. – Esse foi o início – Será que devo ser fiel de onde vim ou mentir a vocês as origens de minhas palavras? Seja como for vou conter-lhes somente minha versão da história, que é o que me vem em mente. Fazer jus ao local que me dispus a contar meu caminho seria interessante.  É em Macário que se diz que é no lodo do oceano que se encontram as pérolas e é aqui num bar que eu lhes entrego o tesouro que possuo, o único tesouro que possuo: minha história. Para a dor um copo de vinho e para a comédia da vida, uma cerveja bem barata. Que eu me lembre foi Confúcio que mencionou como  é importante não viver reclamando do que lhe é imposto em vida. Eu o desminto, pois vou fazer aqui uma reclamação: Não tenho mais um puto. Nem um puto para pagar uma puta tenho e devo isso a minha bestialidade infantil.
“Veja só. Percorri a Rússia toda – ‘Zaca mencionou a Rússia’ murmurou para si nosso jovem – A percorri no inverno em trens e fingi ser entre todos, o mais rico. Só para poder vingar-me do infeliz burguês que me matou em vida. Era um russo dos mais cultos de Moscou, casou-se e teve filhos e nem isso era o suficiente para querer tomar dos homens suas mulheres. Talvez eu minta aqui, ele não tomava ninguém, as vadias eram que se entregavam e abriam as pernas para o burguês. A minha amada era pura, eu era puro, e ela caiu em sua lábia e tornou-se uma vadia também. Diferente das outras que também eram atrizes perante os maridos, a bela não soube mentir e eu... Sabem que o amor tem como filho a dor? Ela sofreu um pouco na hora que a primeira facada entrou e depois foi só amor. As últimas palavras foram de arrependimento e amor, morreu perdoada e eu me matei em vida, sumi da cidade, não queria vergonha e aí me enfiei nos bares do interior, parei em Kiev, mas não demorou muito para eu perceber que seria um idiota se morresse ali, cresci e por meus meios consegui o que queria.  Hoje estou como antes, mais acabado, mais sem alma, o outro: de patrão foi a empregado, não aguentou e me poupou do trabalho que mais me instigava, e se matou. Covarde. Hoje eu vim parar aqui, e dessa vez nada mais quero. Só quero um pouco poder viver meu inferno e se alguém que nem você meu jovem amiguinho – apontou o nosso jovem personagem que perdeu o musical e ganhou um monólogo Russo – quiser saber o que vivo ou vivi, pode perguntar. Não sou mas idiota de negar experiências, cabe você acreditar ou não”. O silêncio no bar foi quebrado por aplausos dos poucos presentes e quando pensaram que a conversa voltaria ao habitual o ambiente continuou com magia do “se fosse real” O jovenzinho, agora movido a base cerveja “forte”, se levantou e começou a falar:

“Não vim aqui para saber o inferno de ninguém, mas talvez para poder também viver o meu. Matei-me sim, e também me considerei idiota. Amei sim, mas chame amor ao calor de contato corporal e lábios em chamas. Era burguês, mas qual o problema? não pedi para nascer endinheirado, nem tive culpa que meu pai enriquecesse. Não tive culpa de ser bem afeiçoado e dominar a literatura, de decorar poemas e discursos inteiros que conquistavam além dos meus trabalhadores, também as suas mulheres. Casei com a mais bela das solteiras e filha de aristocrata. Em festas era tido como atração e nunca destratei um amigo, mas sou homem e se uma puta se oferece para mim talvez eu não resistisse. A carne é fraca, mesmo com minha força e sua mulher – Ele apontou com força para o velho Russo no corpo de Zaca...” foi interrompido
“Não mencione minha mulher” – Não se sabia quem falou era Zaca ou o Russo.
“Eu a conquistei e dei a ela o que você não deu – A palavra voltou ao jovem – eu a dei sentimento, que nem à minha família tive, não dava mais nem valor ao meu dinheiro e você mente seu ignorante. Ela não te contou nada, você, obstinado a seguiu e a matou logo em seguida. Covarde sumiu e eu, sozinho de novo me fiz duro e frio, Viajei também, mas os seis meses no litoral me fez levantar e depois de anos veio a crise e compraram a minha fábrica.”
“Eu comprei a sua fábrica” – Zaca e o jovem estavam em pleno jogo dramático nesse ínterim.
“Sim, e eu de patrão virei empregado e você apareceu, mas sabe o que me dá mais prazer? Saber que eu tive ganas de me jogar no Volga e sumir para onde você nunca me faria um submisso. E agora eu estou aqui para te humilhar como você nunca imaginou. E que tenhas uma boa morte nesse ou em outro bar, esse sim é seu inferno. Eu já vivo o meu também, bem mais vingado que você.” – O jovenzinho pegou o outro copo de vodka que sobrara na mesa de Zaca e num gole só o tomou. Dessa vez não houve palmas, mas todos estavam atônitos, até o homem do jornal de duas semanas atrás parou para olhar. O silêncio constrangedor foi logo censurado com uma risada profunda de Zaca que disse rindo:
– Eu quero um brinde e aplausos pro jovem ator aqui. E vocês seus três mosqueteiros falidos, façam o favor de pagar a conta do moleque. É o mínimo que podem fazer pelo show que lhes foi dado. – E voltando-se para o “amiguinho do bar” disse – E como eu posso chamar o ator a minha frente?
E com um sorriso sarcástico, profundo e olhar ébrio o menino respondeu:
– Dê o nome que quiser, sou um cara qualquer que se embebeda por aí, às vezes sem motivos, para fazer histórias efêmeras, que talvez nem vão ser lembradas depois, quem dirá então que lembrarão meu nome?  Louco talvez seja o suficiente. Dê o nome que quiser. – E com mais um sorriso sarcástico saiu na rua para sentir o vento no rosto e ir encontrar os amigos para mais uma bebedeira por aí.

sexta-feira, 2 de março de 2012

O mês termina e começa outra vez

Já é março.  Dia 02 em plena madrugada escrevo inicialmente no Word para depois passar para o blog o que produzi em fevereiro. Coloquei metas culturais que até maio ou junho já terei cumprido.  Assim sobrará mais tempo para dedicação de aquisição do bem mais precioso. Conhecimento? Não. Dessa vez será o dinheiro. Não quero amar o dinheiro primeiro, longe de mim isso, mas me será necessário para cobrir os gastos de meus cursos e preciso bem urgente de um celular que preste e um laptop, sem frescura, mas é que preciso mesmo.
Fevereiro apesar de um mês pequeno e alongado esse ano, mostrou-se de uma produção bem grande. Um ano após haver iniciado o curso profissional de teatro o primeiro módulo se encerra com uma apresentação formal ao público. Cenas de clássicos do teatro encenadas na noite do dia 14/02 no SENAC da Lapa de São Paulo. Um grupo com capacidade de média para alta se apresenta e cada um tem seus altos e baixos. Minha menção foi ótima, não que eu o tenha sido, mas meu trabalho me agradou assim como meu grupo. Fiquei feliz com o resultado, mesmo querendo trabalhar mais.
Continuei consumindo teatro e assisti à três peças no mês: Hell, com Bárbara Paz; Hécuba, com Walderez de Barros, e; Valsa nº 6, com Lígia Paula Machado. Tomei o que achei de melhor em cada peça para meu trabalho e tentei observar cada detalhe. Ao passo que assistia às peças, lia algumas como “O despertar a Primavera”, “Vestido de Noiva”, “O sonho” e “Pigmaleão”. As duas últimas tentando encontrar algo para sugerir na montagem do SENAC e sendo que a peça de Strindberg me agradou mais. Não pois era a melhor, mas a que mais se enquadra nas necessidades da turma, ou melhor se molda às estruturas físicas e psicológicas da turma na qual estudo. Mas ainda haverá muitas outras opções. Estou certo disso.
Peças à parte dois livros tomaram meu tempo de boa maneira. “Caixa-Preta” com destaque para três acidentes aéreos brasileiros que, com sua pesquisa, me ajudaram a me inserir mais no contexto da aviação, e; O alienista, enredo ao qual acho que tenho muito em comum. Trata da loucura.
No cinema assisti ao segundo filme de Sherlock Holmes, fez jus aos livros e continuo apaixonado pelos roteiros. Sou só elogios. Em casa foram cinco filmes, todos assistidos no feriado do carnaval: Burlesque, Morte e Vida de Charlie St. Cloud, Cartas para Julieta, G.I . Joe a Origem de Cobra e, Sweeney Todd. Sendo bem sincero, os filmes são bons, mas provavelmente pelo estado de espírito com o qual eu me encontrava não curti muito nenhum deles. Se bobear curti mais re-assistir às pressas a primeira temporada de Sobrenatural, totalmente em inglês dessa vez.
Minha irmã voltou de MS e logo embarcou para RO e uma semana depois voltou. Isso não exclui o fato de na ida ela ter perdido o vôo e junto comigo e minha prima ter um almoço magnífico no Outback de Moema. Isso prova que há vantagens nas desgraças também (risos). Infelizmente cada dia que passa me sinto mais distante de minha irmã. Não estou tão ou mais próximo aos meus amigos e colegas, mas fui ao bar durante o dia umas duas vezes com eles, mesmo sem eu beber cerveja. Só me dei ao luxo de beber vinho num bar perto do metrô Santa Cecília com um amigo ator em pleno carnaval. Parei de beber outro tipo de bebida, não me é mais necessário. Necessário para mim seria jantar às vezes fora de casa com a família, como foi com minha mãe um dia desses (milagres acontecem), mas isso é quase impossível. Nessa casa cada um tem um pensamento diferente e não construtivo, infelizmente.
Ganhei três semanas com as manhãs livres e aos sábados voltei a dar aulas no CNA com meus alunos queridos. Só posso agradecer por eles, do fundo do coração. Às noites na semana estou de terno e gravata meio sem paciência e sem ânimo indo ao curso de comissário. Adoro a área, mas me dá medo ter de largar tudo o que estudei em função de uma nova profissão.
Estou relativamente bem, mas ainda com muito chão pela frente e projetos para pensar e tentar por em prática. Ao menos agora terei algumas fotos profissionais como noivo já que junto com minha amiga Josiane, me voluntariei como modelo para os alunos de fotografia do SENAC. Foi bem divertido e o resultado muito bonito.
Essa é a vida tentando me dar sinais para onde ir e eu, ainda meio imaturo, tentando decifrar esses sinais. Mas ainda sou dos esperançosos que acha que no final tudo vai dar certo. Se Deus quiser, há de dar e que esse novo mês seja bem aproveitado, em todos os sentidos, menos no da carne, não quero viver em função disso até Maio ao menos. Esse sou eu, Jefferson Ribeiro Correa, mais conhecido fora de família como Jeff Venturi, sendo o mais sincero que eu posso. Bom mês de Março a todos.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O sonho

Não. Se você entende bem de teatro eu não me referi à peça de August Strindberg, que foi escrita em 1901 e encenada em 1907. Mas, assim como Inês que veio à Terra e a viveu como em um sonho, mas tudo tão real, EU sonhei o que não pareceu um sonho.
Vou confessar que muito raramente tenho sonhos estranhos e que não dizem nada para mim, mas, mais raramente ainda, tenho sonhos que parecem ser sinais, avisos. São fortes, mexem comigo. São muito raros. Lembro uma vez que sonhei que estava numa espécie de catedral, nem três metros de largura, mas a luz era grande e o teto quase não se podia ver de tão alto. Ali um anjo, a quem pouco eu pude ver, me dizia que ali era o meu coração. Era imenso, forte e tals, mas falta o acabamento. Esqueci de mencionar que a catedral estava ainda chapiscada a cimento nesse sonho e o chão era de terra cinza, devido ao mesmo.
Iniciei o mês de fevereiro com mais um sonho desse nível, queria muito contar em detalhes ele, ao menos a principal parte. Além de não esquecer, quem sabe eu me aliviaria, mas é um sonho que quero esquecer. O que posso dizer é que colocou "protagonistas" da minha vida juntos num mesmo cenário. Gente do passado, que dói, do presente que me é importante, mas sem reciprocidade e gente do futuro, que nem ao menos sabe meu nome.
Chega a ser cômica a situação, mas poucos vão saber a dor que desde o momento que eu acordei até o momento permeia, até fisicamente, em meu ser. Não é uma dor grande não, mas sabe aquele machucadinho que te irrita profundamente durante um dia todo, ou aquela tosse que você não consegue evitar? É desse tipo. Não consegui nem reclamar do transporte público de SP ou pensar seriamente sobre minhas responsabilidades hoje. "Briguei" com Deus ao falar-lhe que não quero coisas assim, mas ele é quem sabe o que fazer. Enfim, já não sei como meu primeiro de fevereiro se passará, a única certeza é que se eu sobreviver até o fim do dia, irei para o CEAB à noite e em minutos terei minha devolutiva das aulas de maquiagem do curso técnico.
Uma boa notícia é que ontem, o ensaio [Referente ao SENAC], apesar de curto e com mais de uma hora de atraso, deu resultados interessantes que podem valer a pena ter estudado. Além de ter tido um bom diálogo com minha diretora e professora de Interpretação.
Esse ano de mês bissexto tem de mostrar resultados, mesmo em seus ''meios''. Ah, e antes que eu me esqueça: Bons sonhos hoje à noite :)

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Uma média geral do primeiro mês

Hoje seria aniversário de meu pai caso ele estivesse vivo. Completaria 62 anos. Nem aposentado estaria ainda, coitado (Brasil, não é mesmo?). Enfim, Acho que todos que vão por mais que pouco tenhamos convivido deixam saudades. Por isso Posto aqui nessa data. Esse mÊs postei tão pouco.
Mas explico. Janeiro, de veras, me passou muito rápido psicologicamente. Ainda não percebi se um tempo por mim percebido como "Passou rápido", é bom ou ruim. Acho que se eu pensar que o mês demorou para acabar, é que eu aproveitei mais. Mas no geral não posso reclamar de janeiro.
Duas coisas vêm me irritando de tal maneira que meu estresse aumenta horrores: Transporte e dinheiro. Mas graças a deus, são males remediáveis que com o tempo se ajustam. Afinal ninguém merece passar cinco horas e meia por dia dentro de transporte público lotado sabendo que se está no vermelho financeiramente.
Mas tomo para mim os lados positivos de Janeiro. Assisti à uma peça portuguesa envolvendo o "Fado" (Música Portuguesa) e alguma literatura, chamada "sombras". Como meus olhos e minha alma se encheram com aquela encenação!
Como um fã de Strindberg assisti aos "credores" No viga Espaço Cênico, que hoje eu admiro muito mesmo. Essa peça é complicada, mas foi muito bem montada pelo grupo Tapa. E também assisti ao musical "Hair" que deixa sua vibrações lá em cima. No cinema assisti o filme de Almodóvar "A pele que habito", que tem uma ideia central genial.
Re'li uma três peças de teatro. Voltei com o curso de comissário que a cada dia me agrada mais e com o SENAC, tudo está em devida ordem. É fato que muita coisa que eu havia planejado não consegui cumprir, mas gosto assim, cumprindo nem a metade do que planejei já cumpri com mais que o dobro do que muitas pessoas não o fizeram. E o melhro é que faço isso por mim e não pelos outros.
Quase tive um relacionamente esse mês, mas felizmente não aconteceu. Explico o felizmente, não pelo merecimento de ninguém nessa historia. É que não estou num momento ideal para namorar. Caso for será por imensa paixão, mas hoje estou bem assim e meus focos (que não são tão focos assim por serem muitos) estão na minha lista de prioridade.
Soma-se isso ao fato de minha irmã estar bem, ter viajado para MS e minha mãe estar melhor comigo, sem contar que minha irmã esse ano graças a Deus e ao bem dela, termina a faculdade. Eu me considero pleno em Janeiro. Ainda temos 11 meses pela frente e, por mais que às vezes eu fale, não estou com um mínimo de pressa para que ele passe. O bom mesmo é ser feliz a cada momento, afinal é disso que a vida é feita. Momentos.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Deixa eu?

Pedido: Mundo mágico do teatro, deixa eu participar também, deixa? Por Favor?


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Seria interessante

Forço-me a apaixonar-me, mas sentimento a gente não escolhe. Não obriga ele a surgir, infelizmente.
Tenho tantos pequenos problemas que chegam as vezes a ser fúteis, mas são pequenos problemas. Não sei quando e como vai surgir algo em mim que me complete, até lá sou metade de mim e nada mais.
Estudar, ir ao teatro, tentar conseguir algo melhor na minha vida financeira, profissional. Quem sabe até mesmo fazer uma faculdade. Seria interessante. Como gosto de história, talvez comece a faculdade e melhore meu salário com o tempo.
Tenho e deve e preciso concentrar meu amor para minha mãe e minha irmã. São elas que eu deve respeitar mais do que tudo. Espero conseguir, mas também espero que a recíproca seja a mesma, com elas respeitando minhas decisões.
Um outro alguém? Espero que venha com o tempo. Já me acostumei com o fato de não ter. Talvez seja melhor assim. Quando eu paro para pensar, eu fico triste e prefiro imaginar o mundo que escrevo para mim. Um mundo onde eu tenho escolhas sem depender de dinheiro. E que assim seja.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Chamar-me-ei Discrição?

O porquê do título. Primeiro já aviso que caso tenham lido e mal interpretado a pergunta acima, já podem parar. O que acontece na realidade é que venho lendo muito, um pouco da Bíblia e de "Os analectos" também. Para quem não conhece (assim como eu não conhecia), "Os Analectos" são ensinamentos históricos e filosóficos baseados no Oriental Confúcio. Um dos livros base do confucionismo, que foi e é tido como uma religião, apesar de ser mais estruturada e mais propícia a caracterização como uma filosofia, o que é diferente (embora no caso, "aproximado").
Tenho tentado aprender, mesmo que o suficiente e tento, mesmo que por vezes esqueça, tirar proveito dos ensinamentos de ambos os livros para por em prática na minha vida e decisões. O que é muito difícil. A discrição talvez seja uma grande característica daquele que lê ambos os livros. Eu mesmo exitei um pouco ao expor que estou estou lendo esses livros. Já que, talvez, não é necessário ficar expondo tudo da minha vida pros outros. É meio que contraditório pra quem tem um Blog, mas ainda estou aprendendo a lidar com isso. Até onde vão esses limites e até onde posso chegar e aproveitar de outras doutrinas e religiões.

sábado, 31 de dezembro de 2011

New Year's Eve - Predictions

I do not know about the future. That's for sure. This has been an amazing year for me, you noticed. My cultural Life had its edge and I got all the best from me to learn and grow. I think we've been all busy and almost did not see what happened on Christmas day this year, people are feeling alone around, Even so everybody's together tonight to welcome a new year. Some think it'll be the last one, Some think it's the beggining of everything. I'm the one in the second option.
I think I've been living and studying enough to start a life without terrible fears and I think I'll be able to walk on my own by the end of this year.
Things tend to get harder and I'll complete two decades of a life of discoveries. I've got my resolutions for 2012, as everybody does, even when they say they don't. Starting with finnishing classes. The Drama Class at SENAC-SP will have its end, thank God! No because it's boring, because it's not. I love what I study, I'm too fast, and I like changes, that's my way. I'll have the chance to get a job as a flight Attendant if I want so, and I do want, it's a good life, good money, good, travels, new contacts and so on... This will happen by June, But Even like that I'll only start trying after september, when I get the chacne to take my licence as an actor.
I want to study, it's hard with the facebook right in front of me (lol), but if possible and I know it'll be, I intend to take international diploms in the Field of languages, At least DALF C1 and CAE (French and English).
I love singing and I won't stop my singing classes, it's hard (Due I'm run out of money). I'll take care of my bahavior and heath, Don't know how yet but I will. If I could save money to go abroad within two years, I'd be glad as well.
Yet I'm just a boy without money, ugly and boring, I wish I could have just two more things in 2012. First, Try to start doing what I preach, and It has to do with studying a kind of a philosophy whick helps me to get in the right way. I know I'm not in the wong one, But I'd better avoid bad things, always.
The second one... Hm... I'm a little cold about love, about finding someone who could fulfill my expectations. So I'llonly let THIS go on and see what happens. I won't look for it everywhere or every moment, I just would like God to let a person like that English/German Girl find me and love me, trust me and respect me like she did, actually both of us. It's like that song "Haven't met you yet (Michael Bublé)". I trust God for handling this for me.
Well, Thank you 2011, you were beautiful. 2012, welcome And I'm here to live you as you were the last year of my life, but we both know it's only the beginning :)

Happy New Year

sábado, 24 de dezembro de 2011

Talvez

Talvez eu tenha sido um tanto rápido, um tanto intensivo. Talvez tenha me apaixonado demais, talvez tenha gostado demais, talvez tenha preferido buscar um olhar pra mergulhar e me afogar, mas talvez ainda não tenha encontrado ou se encontrei talvez esse olhar esteja na Europa, fora de cogitações.
Talvez eu tenha sido rápido sim, mas talvez não seja de todo ruim. Vivi, cada momento, cada beijo, carinho, olhar, palavra, bebida, suspiro, respiro, sorriso, gargalhada, piada, toque, talvez eu tenha vivido como poucos viveram até hoje. Gostei, me apaixonei, amei, rezei por, chorei por, ri com, e mais de uma pessoa, digamos que quatro até hoje :P Amor só uma, ilusão só uma, sacanagem só uma, esperança só outra. Coisas que ficam na cabeça, que talvez eu tenha vivido como ninguém, a única certeza é que vivi cada momento, cada sentimento isso eu posso falar e afirmar, afinal pessoa de caráter é aquela que harmoniza as suas palavras com seus atos, e dessa vez eu posso dizer que nesses três anos houve coerência nessa parte da minha vida. Hoje? Sozinho, um pouquinho mais maduro, mas sorrindo para vida :)
Mas sabe, talvez eu não queira construir uma vida sozinho, queira alguém do meu lado.

Thank you God, and Thank you 2011 for letting me see these thing in my life 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

E...

2011 - O Ano da descoberta

Tenho pensando muito sobre esse post e começo a escrevê-lo na noite do dia 19, não sei se o termino hoje ainda. Espero que sim.
Todo fim de ano eu espero sentar e refletir sobre o que fiz no ano que passou, nesses doze últimos meses e também em suas conseqüências. É claro que também separo um tempo para refletir sobre o que pretendo fazer no ano seguinte e o quais as possíveis conseqüências que também acontecerão.
Em 2011, eu lembro bem de saber que seria um dos anos, senão o ano mais arriscado de minha vida. Onde tomaria decisões importantes e difíceis e onde eu teria de amadurecer em alguns pontos da minha vida. Acho que a cada ano que passamos nós amadurecemos mais, o que não significa frieza na hora de tomar decisões, mas mais cautela.
2010, foi um ano que se eu colocasse numa balança, provavelmente o lado ruim pesaria mais. Foi bom ter entrado numa faculdade, mas ruim de desistir dela. Foi bom começar o trabalho, mas ruim ver o seu fim. Foi bom amar, mas ruim ser deixado de lado e por aí vai. Já 2011 eu posso dizer o contrário. Na real, está muito equilibrado.
Por um lado eu comecei a tomar decisões por mim mesmo que afetarão minha vida até o final dela, se elas são sábias eu não sei, mas sei que foram decisões que eu fiz por mim próprio.
Comecei a estudar teatro profissional e até onde consto, eu não acho que eu não tenha futuro na área, posso não ter experiência, mas isso é algo que vem com o tempo. Apesar dos pesares, eu amo o que eu estudo, é gratificante. Pode ser algo difícil no Brasil e no mundo, é realmente difícil conseguir um espaço interessante e legal e até mesmo viver disso, mas não é impossível. Eu estou persistindo, esse é o meu lado Scratch da vida. O mesmo segue na dança e no canto, mas com a diferença que não almejo ser cantor ou dançarino.
Estudo comissariado de bordo, que não faz parte de um sonho, mas me encaixo perfeitamente nas características necessárias, tal como admiro a profissão, que exerceria com vigor e vontade.
Trabalho como professor de inglês e gosto muito do que faço, é algo impressionante passar conhecimento. É lindo, é satisfatório e gratificante. O reconhecimento que vem dos alunos, a troca de confiança que tenho com a maioria deles é algo que não tem valor. Eu gosto do que faço. Pretendo continuar na área, ao menos em 2012, depois não sei pra onde a vida pretende me levar.
Sobre relacionamentos, eu sinto falta da Laura até hoje, mas as coisas mudaram, ela e eu também mudamos, tudo não passará apenas de amizade e respeito no presente e no futuro. Mas é melhor assim. Mas em 2011 eu não posso dizer que eu “amei”. No máximo, que eu gostei ou me esforcei para gostar de alguém que (1) não merecia ou (2) merecia muito, mas sentimento a gente não escolhe.
Algumas marcas foram tão fundas que eu não sei como vou me portar daqui para frente em relação a um relacionamento, ao amor. Hoje enfrento o meu maior medo, a solidão. Mas a vida segue e não pretendo chorar todos os dias por esse motivo né? Quando for a hora certa, Deus enviará alguém legal que posso me agüentar por muito tempo, assim como eu pretendo ser o bom carma da vida de alguém J.
Minha avó faleceu esse ano, foi duro para mim. Apesar de pouco contato, sinto muita falta dela mesmo. Minha irmã se afastou de mim e minha mãe só sofre com isso sem querer ser ajudada ou se ajudar. Não agüento essa situação, mas já estou desarmado e não sei aonde vou chegar. Mas eu as amo muito.  Não quero desistir.
Mas como disse é um ano bem equivalente, eu ousaria ainda dizer que é um ano bom até o momento. Na real, pra mim ele já acabou. Foi um ano bom. Culturalmente falando então é indescritível. A produção de estudo foi muito boa. Em 2007 eu li mais de 50 livros, esse ano foram apenas 3 lidos completamente, mas olhe minha produção de leitura de peças, de peças assistidas, de filmes e cinema. Foi uma ótima produção, lembrando que estudei sem férias no SENAC, trabalhei com mais de 10 turmas ao longo do ano... Foi uma ótima produção.
Foi um dinheiro bem gasto. Bom, acho que esse post eu publicarei perto da virada, mas desde já, agradeço a Deus por esse ano e que em 2012 as coisas se ajeitem. Se 2009 foi o ano da dúvida e da despedida da vida adolescente, 2010 o ano de quebrar a cara, 2011 foi o ano da descoberta. Que venha 2012 e que esse seja o primeiro ano da conquista.




FILMES
o   Sexo Com amor?
o   A tribo
o   O quarto do inferno
o   Se beber não case
o   O lobisomem
o   Eclipse
o   O curioso caso de Benjamin Button
o   Alexandre
o   Minotauro
o   An Ideal Husband
o   Um crime de paixão
o   Como você sabe
o   Chicago
o   Amor sem fronteiras
o   Anjo de Vidro
o   E o vento levou
o   Sexo sem compromisso
o   Se ela dança eu danço 3
o   Karatê Kid
o   Orações para Bob
o   Nine
o   O corcunda de Notre Dame
o   De pernas pro ar
o   O retrato de Dorian Gray
o   A liberdade é azul
o   La Bohème
o   The Nightmare before Christmas
o   Enrolados
o   Santuário
CINEMA
o   O turista
o   Cisne Negro
o   Bruna Surfistinha
o   Minhas tardes com Margueritte
o   Meia-noite em Paris
o   Potiche
o   Harry Potter 7.2
o   Assalto ao banco central
o   Os Smurffs
o   Amanhecer – Parte 1
o   Os Muppets
SÉRIE
o   Supernatural, 1ª a 4ª temporada
LIVROS
o   Viagem ao centro da Terra
o   A preparação do ator
o   Noite na Taverna
OPÉRA
o   Prometheus (Maria)
o   Tutto nel Mondo è burla (Maria)
PEÇAS LIDAS
o   Édipo Rei (várias vezes)
o   Lisístrata
o   O marido Ideal
o   A profissão de Senhora Warren
o   Auto da Barca do inferno
o   As nuvens
o   Warnings (várias vezes)
o   A dança da Morte
o   Creditors
o   Farsa de Inês Pereira
o   Hamlet
o   Um sonho de uma noite de verão
o   Noite de reis
o   Wanted (várias vezes)
o   Antígona
o   Édipo em Colono
o   Fausto
o   O despertar da primavera (várias vezes)
o   A tempestade
o   Casa de bonecas
o   Macário
PEÇAS ASSISTIDAS
o   Marcha para Zenturo
o   Corações under rocks
o   (SENAC) Querô
o   (SENAC) Salve-se quem puder
o   Auto da paixão de Cristo
o   Evita
o   That’s Absurd
o   A noviça Rebelde
o   Ivan e os cachorros
o   Cala a boca já morreu
o   Cruel
o   O anjo de pedra
o   Espectros (2 vezes)
o   (SENAC)Minha Nossa
o   A tempestade
o   45 minutos
o   Marulho – O caminho do rio
o   Édipo
o   Ópera dos Vivos
o   (SENAC) Cenas de “Bonitinha, mas Ordinária”
o   (SENAC) O Balcão
o   Estilhaços (thaty)
o   Moulin Rouge: Amor em Vermelho (Vivi Mori)
o   Preferiria não
o   Édipo e a gota D’água (Janjão)
o   Canções da minha Terra (Thaty)
o   A ilusão Cómica
o   As bruxas de Eastwick
o   (SENAC) Montagem de cenas turma 8
o   A peça de didática de Baden-Baden sobre o acordo (Igor)