domingo, 31 de março de 2013

Março - Programando minha máquina

Antes de começar a escrever esse artigo pensei não ter feito muito durante esse terceiro mês de 2013, mas logo vi que estava errado e fiz bastante coisa até. A começar pela minha viagem à Londrina. Essa viagem merece atenção especial, visto que pode ter muito a ver com o futuro dos fatos. Decidi que quero dar uma oportunidade para a cidade que me atraiu bastante por diversos aspectos. Não é Florianópolis ou o Rio de Janeiro, que ao meu ver são um sonho também, mas Londrina trás mais o estilo Blasé e intelectual que eu prefiro me adaptar, quem sabe no futuro essas outras cidades tornem-se opções novamente. Londrina é tranquila, grande até certo ponto, sem congestionamentos ou violência exacerbada, Não é tão cara como outras e tem uma universidade de qualidade (UEL) onde eu posso vir a estudar.
Para os racionais seria mais interessante eu ficar aqui em casa, trabalhar e estudar e então tentar em algum curso na UEL. Contudo, não consigo me enxergar mais na barra de saia de minha mãe ou me afogando em dívidas e criando relações que me prendam e enraízem à cidade de São Paulo. O quanto antes eu puder sair daqui melhor. O mais tarde Maio/Junho desse ano ainda. Queira Deus e meus esforços que eu consiga um emprego em Londrina e faça um Hiper-intensivo em Set/Out em algum cursinho só pra re-avivar em mim a chama do estudo.
Por esse motivo, tranquei a faculdade de fonoaudiologia, vou voltar pra área de humanas, que é a que me cerca e me atrai e sempre neguei, é hora de olhar para a mesma com bons olhos!
O que mais me segura em SP são: Contas a Pagar e Carta de Motorista. A primeira espero conseguir pagar até minha mudança, a segunda espero terminar as aulas práticas dia 15/04 e logo em seguida fazer a prova prática e pegar minha PPD!
Para me ajudar a pagar as contas mais rapidamente me propus a fazer uma Rifa de Ovo de Páscoa, mas que trabalhoso que é! Ainda não consegui vender metade! Mais hei de conseguir! Hei!
Outra atitude foi começar a dar aulas particulares de Inglês e Francês com uma turma ótima de três alunos-amigos (fra) e mais uma aula-amiga (ing). As aulas dos mesmo vão até metade de Maio.
Voltando a estudar para passar na UEL, estudei História do Brasil, Sociologia e Filosofia esse mês, inclusive pagando algumas visitas à biblioteca do centro cultural de São Paulo e usando do telecurso para ajudar a rememorar o que já havia esquecido.
A páscoa foi de reuniões familiares, na sexta-feira da paixão o almoço foi na casa da "Tia Neta" e os fim de semana era pra ser uma viagem à Sorocaba no interior de SP pra casa da minha prima Sheila que pra lá está se mudando - Inteligente ela de sair de São Paulo também. Mas não fomos.
Março foi um mês para ver amigos que sempre terei junto comigo. Ou tomei sorvete com um, fui na casa de outro, cappuccino com outro, conheci o amigo virtual, e o mais divertido posso dizer foi a noite (não madrugada) na praça Roosevelt em Sampa com vários deles. É posso até reclamar de colegas superficiais que fiz nesses tempos na cidade, mas dos amigos que tenho não posso e nem devo reclamar. Eu os quero bem!
Bem também quero meu coração e minha alma, então é por isso que dia 01 à noite entro no ônibus com destino à Londrina para mais dois dias de entrega de currículos e muito amor, afinal, a vida é feita de atitudes, não de idealizações

Filme
O menino selvagem

Peça de Teatro
Credores

quinta-feira, 28 de março de 2013

À mão

Hoje eu vou escrever à mão em meu diário pessoal, escrever, pensar, planejar, sonhar... São as únicas coisas que eu sei fazer direito porque pra executar sou um lixo

Lá na Grécia

A filosofia começa quando pensamos com razão. Antes lá na Grécia e em outras partes do mundo o sobrenatural explicava tudo, logo veio a razão.
Enxergamos algumas figuras nessa época. O pai da ciência, conhecido por ser o mais antigo pensador é TALES DE MILETO. Ele e outros filósofos buscavam um elemento que fosse a base de tudo, nesse caso, Tales escolheu a água. Sabe-se pouco de sua vida pois só há registro post mortem do mesmo.
PITÁGORAS foi outro homem importante, ele nasceu em Samos, mas acabou morando no sul da Itália, com atitudes hoje consideradas talvez excêntricas e místicas, perguntamos o por que podemos o considerar um filósofo. Pitágoras dizia que a matemática era a base de tudo e a aplicava em pensamentos lógicos, assim fazendo descobertas que seriam eternizadas.
Na política, o poder de argumentação era admirado pelos atenienses e SÓCRATES dominava isso como ninguém, seu discípulo, PLATÃO, não via a democracia como única forma de governo e sua teoria de ideias é leitura obrigatória até hoje para filósofos, assim como é obrigatória a leitura dos deixados por ARISTÓTELES, que foi discípulo de Platão na Grécia Antiga.

domingo, 24 de março de 2013

Rasga-me, Mata-me, Consuma-me

Arte me consuma em seus gorjeios
Arrepios do sangue à faca dos beijos
Entregando-me por partes tateando seios
Sendo tua puta, te vivendo, sem conceitos

Rasga-me a alma de forma dolorosa
De maneira que de tudo me recorde
De seu quadro e composição impiedosa
E que amarrado às suas músicas eu acorde

Mata-me com cores e em preto e branco
Faça de mim escultura, esculpa-me em vasos
Venha pra minha cama, no meu quarto te tranco

Minha Arte, meu amor, dos outros você é caso!
E até no acaso você volta a me procurar
Sabe que de meu corpo não pode se livrar


terça-feira, 19 de março de 2013

Pensando sobre Valores

Que eu faça dos meus princípios e dos valores que às coisas atribuí
Norte da minha ética, base da minha estética e presente do meu viver.
Paga-se um preço caro por tentar chegar-se próximo ao ideal de moralidade.

segunda-feira, 18 de março de 2013

o dinheiro come a regra

Dinheiro traz tanta felicidade e satisfaz o que mais temos como raiva, ódio ou insatisfação. Eu tiro alguns exemplos básicos. Por exemplo, uma pessoa não está contente com o trabalho que tem. Se tem dinheiro não precisa ficar no trabalho para sobreviver e pagar as contas.
Dinheiro não traz felicidade? Talvez não traga mesmo uma felicidade plena pra muitos ricos, mas traz a estabilidade, uma casa simples e bonita, um carro simples e bonito, lazer que é necessário ao ser humano e talvez isso tudo junto com o trabalho que dignifica o Homem já é mais que meio caminho andando. Numa situação é só encontrar o que lhe dá sentido na vida que a felicidade já é alcançada. Felicidade não é não ter problemas, mas saber lidar com os que tem.
É isso que eu queria com 20 anos... Estudar alguma faculdade, ter minha casa ou Apt. simples e bonito, meu caro simples e bonito, meu trabalho que me dignificaria, alguém do meu lado, amigos, família e viajar às vezes tendo meu lazer nas horas livres... como eu queria isso

domingo, 17 de março de 2013

Corpos

Há meus pincéis que te pintam o corpo nu,
Que contornam o olhar com tinta vermelha.
Teu olhar confiável meu olhar espelha
E como eu, tu continuas a ser "tu".

Em verde e azul, símbolos te desenho
Com o branco preencho os espaços
E em preto desenho todos os traços
Enquanto com roxo eu te desdenho.

Não sobrou mais pele, preciso de calma
Nesse instante, Já te faço meu amante
E quero então é te pintar partes da alma.

Quando penso que te consumi em tons dourados,
Vejo que teu corpo é extensão do meu corpo
E no chão estamos nós, consumidos, nus e pintados.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Essa água não toquei

Eu quero perto de mim, aquele mesmo olhar que se segurou por um beijo e pra me proteger. Aquele toque que foi respeitoso e ingênuo. Aquele amor puro e crescente que cativa o ser!
Eu quero que me olhar reflita o olhar de quem já habita em mim. quero sentir o lábio tocar o lábio que se faz de abrigo.
Quero é fazer sorrir e gargalhar, fazendo panelas voar! Quero é estar lá, logo menos o possível. Fugir do caos e da guerra, e enfim tocar a águas do mar, pois já faz tempo que me lancei do penhasco, mas essa água não toquei!

sexta-feira, 8 de março de 2013

Características de um Libriano


Uma das principais características de um Libriano é a indecisão. E não posso negar que já passei por muitas situações onde ela ditou as regras. Ontem tive uma aula sobre plasticidade neural na faculdade e acho que ao todo não foi ruim eu ter tomado tantas decisões diferentes, afinal, estimulei o cérebro muitas vezes, permitindo a ele sinapses que muitos não terão.
Eu sempre me culpei por não ter foco na vida e fazer mil cursos diferentes, porém, será mesmo que isso é ao todo ruim?
Eu tomei uma decisão que vai afetar minha vida mais uma vez. Não vou concluir a faculdade de fonoaudiologia. O motivo principal de eu ter voltado era tentar provar pra mim que eu posso ser útil às outras pessoas na área da saúde e assim ser menos egoísta, mas eu estava errada. Não que eu não possa ser útil na área da saúde, posso, porém a minha área de interesse que eu tento sempre negar devido aos maus olhos da sociedade, é a área de humanas, em cursos que são bem mais minha cara que fonoaudiologia. É triste, porém é uma realidade.
Sempre odiei a ideia de cursinho, mas começo e me interessar, juntamento com o trabalho. Preciso de recursos para que eu possa mudar de São Paulo sem passar tanto aperto. Já tenho meus 20 anos e sei que a caminhada a partir de agora é dura.
Se eu ficar me cobrando um passado acadêmico que não tive, o mundo não vai voltar no tempo para que eu possa reparar certas decisões.
Tenho que agradecer a Deus de conseguir me comunicar em quatro idiomas, ser aeronauta, ser ator, ter bons conhecimentos gerais, saúde, honestidade, pontualidade e bagagem cultural. Agora é seguir para um emprego que me pague um X por mês para viver normalmente e estudar um curso que será meu prazer tê-lo na minha formação.
Geralmente separamos a vida em seguimentos só para que ela seja melhor estudada, mas a vida é uma só. Apenas uma. Espero que minha família me entenda e até mesmo me ajude mais pra frente. Mas eu preciso mesmo é de um trabalho temporário por aqui que me ajude com meus gastos e que me tire de SP.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Uma Nota sobre Londrina

Eu escreveria sobre o primeiro FDS de Março ao término no mês. Como todo mês faço. Entretanto, esse final de semana foi demasiado importante pra mim para que o faça apenas quando findar o mês.
Se Deus existe, não sei, mas que Ele, caso estando por aí, gosta de pregar peças em todos, não duvido. Fui parar em Londrina em busca de uma ocupação de trabalho naquela cidade e acabei de apaixonando por lá, mais que o Rio de Janeiro se bobear. Os lugares que, companhias que tive, experiências que foram eternizadas na memória, assim como as imagens que eu criei, não se compararão. agora é época de trabalhar muito e assim, alcançar mais alguns objetivos.

sábado, 2 de março de 2013

O rosto que só eu vi

Linhas lembrarão o rosto que só eu vi
Iluminado à luz de velas entre juncos
De mãos, pele e enredos juntos
Confundindo-se e rendendo-se
Aos amores que eu nem ainda senti.
Para cada um, uma chave pequena
Vendo que o próprio Narciso em cena
Engrandece a morte de um egocentrismo
Mostrando a todos que o egoísmo
Não é responsável pela felicidade plena.

Tracejando linhas com forma e nuance,
Sentindo saudades aos instantes breves,
Acabei no meu coração com todas as greves.
E que se viva de Cupido e Psiquê o romance!
E que se viva o dia enquanto há chance!
Mas belo mesmo foi quando parei e ri
Ao lado de juncos, velas e de ti!
Belo foi saber que minha memória gravou
Que o mesmo rosto que me roubou 
Foi o mesmo rosto que só eu vi!


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Fevereiro Fast

Fevereiro é sim um mês curto. Não sei se é pelo fato de ter 28 dias nesse ano, porém passou-me rapidamente e sem dor. Voltei para a faculdade e sim, já tenho milhares de trabalhos e provas marcadas. Muita matéria para estudar. Por isso tenho postado menos aqui do que de costume.
O início do mês foi complicado pelo fato de minha cabeça ainda estar muito vazia, porém nessa parte final eu acordava Às 5h e dormia meia-noite, sem muito tempo para parar e ficar refletindo coisas que talvez não fossem úteis.
Minha mãe marcou o cateterismo no coração para Março. Eu decidi dar aulas particulares de inglês e francês. Ainda continuo na minha crise financeira que parece inacabável. Tenho visto bastante meu amigo Victor e Leonardo, (Bastante pra mim ainda pode ser pouco pros outros). Vi alguns outros amigos. Fiquei bêbado num bar com eles. Tive um FDS de balada muito bom. Até agora não consegui terminar meu curso teórico da carteira de motorista (dia 06/03 apenas). Recebi a visita do meu irmão e família. Minha irmã brigou comigo pra variar. Passei raiva por causa da chuva de Sampa.
Mas o mais importante é que eu estou mais certo de alguns objetivos que tracei na vida. Sair de São Paulo... Ao menos durante a faculdade, tenho medo de não me adaptar. Mas para isso é necessário coragem, persistência e muito trabalho. O que importa é que eu estou feliz com o coração. Digo, em janeiro eu me referi ao mesmo como "quebrado", mas eu já juntei os cacos, agora estou colocando as peças em ordem e sem pressa.
Fevereiro foi um mês difícil pra mim, porém entre todos os últimos desde 2011 talvez tenha sido o mês onde eu tomei decisões que mais vão afetar minha vida daqui pra frente.

Livro
Entendendo Filosofia

Filme
O labirinto do Fauno

Nas Cartas de Tarô

A temperança mostrou que eu preciso redirecionar minha energia, mas que algo existe pra impedir (dois de espada), porém essa mudança ocorrerá com ou sem dor. Ao passo que minha cabeça tem um ideal, que é sua força motriz (Rainha de Paus), meu coração está num momento de serenidade depois de turbulências, consequências de um passado (Seis de copas).
Minha energia é gigante, assim como minha capacidade de materializar as coisas (Pajem de ouros), mas pra isso é cuidado e atenção, não sendo ganancioso, materialista, vivendo o presente, pois as coisas podem estagnar (Quatro de ouros). O fato é que dificuldades financeiras também acontecem, mas podem e devem ser enfrentadas (Cinco de ouros). Lá fora as pessoas me veem autentico, o que sou por dentro sou por fora, ou mesmo não, posso ser obscuro pra mim mesmo, com medo de viver o que sou (O Diabo). Tenho que encontrar a essência, com usando minha força mental pra poder seguir em frente (A força).
O futuro é imprevisível e com uma multiplicidade de escolhas, que devem ser tomadas com todas as outras cartas em consideração, bem pensada podem não ser más. Mas será um período possivelmente difícil. (Oito de Copas).

Fiquei me perguntando porque a última carta não poderia ter sido um Ás de copas ao invés de um oito!

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Acabados

Amei porque amar fez-me ver a dor.
No silêncio e na penumbra tudo vi,
Aos seus carinhos de mentira não resisti.
Amei, porque amar é não ter pudor,
E me permiti viver o seu falso amor.
Quão belas paisagens mortifiquei
Quando amor em ódio transformei.
Em sombras claras matamos-nos os dois
Esquecendo o bem que viria depois.
Sim, no fundo fui eu que lhe abandonei.

Agora nem rastro seu eu consigo ver
Apagou-se como lápis em papel
E estrelas já não brilham nesse céu.
Sua inútil e mera vida vá viver
É o que faço eu ao sonhar com você.
Foi-se a época da felicidade incondicional
Que conseguiu destruir nosso emocional.
Vá culpar-se pelo passado e pelo presente
Lembrando-se dos momentos onde foi ausente
E perdeu-me e eu a você, perdeu a ética e eu a moral.


sábado, 23 de fevereiro de 2013

Atitudinal

Estou em recesso mental. Por isso poucos poemas, ideias, inovações, até das loucuras tenho sentido falta. O preço que eu paguei (e estou pagando) por ter minhas próprias escolhas foi e é imensurável. Entretanto, a diferença tênue entre o vencedor e medíocre é a atitude que cada um teve perante as dificuldades que enfrentou. Então vamos vivendo! E vivendo bem!

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Blas

Eu não o porquê, mas tudo o que eu leio que não me é importante eu leio o que está escrito, mas escuto em minha mente "blá blá blá".
Amo a mente humana caso ela exista, amo pois sua complexidade é que me deixa complexado.

Ócio que mata

Confesso que agora ninguém me para. Não sei ao certo o porque, mas os medos que existiam estão sendo ignorados ao menos por um certo período de tempo.
O necessário é tentar, quem não tenta não dá certo. Quem não se joga não cai na piscina, quem não chega em primeiro não ganha uma coroa de folhas de loureiro.
Um pouco mais de força. Eu preciso de um pouco mais de força. O mundo nunca vai parar para que você possa parar e refletir. Lágrimas em vão que molham o rosto não tem utilidade prática fora do palco. Cada um tem uma dor e ninguém tem culpa da dor de ninguém, dor é sinal de vida, mas muitas vezes cabe a nós a decisão de diminuí-la e conviver com ela de maneira pacífica. É quando você considera que não há mais saída que você tem duas opções claras Ou abaixa a cabeça, chora, enlouquece, morre e fica estagnado por ali e o tempo passando, ou você levanta, também enlouquece e resolve pegar as armas no armário para dar uns tiros certeiros nos problemas que pensa possuir, um por um. Literalmente, que nem com zumbi, ou ele vem e te come vivo (não maliciem) ou você o mata. Qual opção escolher?
Mas há mais um fato de percepção que julgo que Oscar Wilde entende mais do que qualquer um por aí. Eu me horrorizava com a frases de apologia ao dinheiro que ele possuía justamente por não ter dinheiro. Entretanto, ele estava correto, o dinheiro move tudo. Não é à toa que o Deus cristão diz que o maior pecado do mundo é o "amor ao dinheiro", mas vejamos... Dinheiro é a base de qualquer coisa numa sociedade considerada não-primitiva.
Que esses meses por vir sejam ao todo positivos e com muito suor. Ficar em casa num ócio que produz, mas que mata não é pra mim. Não é.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Prazeres da vida

Ele só queria mesmo é poder amar
Poder acordar cedo com disposição
Pra enfrentar o dia com animação,
Com bom humor a todos agradar
Era de libra! Diplomático até no ar!
Mas por que confusão dessa maneira?
Ele era novo, medo de fazer besteira.
Escolha que mal tomada traz consequência
Ao jovem que só queria viver na inocência
E fazendo pensar de domingo à sexta-feira.

Prazeres da vida são dormir e comer,
Amar, tomar banho e acordar com gosto
De enfrentar todo o dia bem disposto.
O jovem tem isso, pode o fazer,
Mas como um objetivo esquecer?
Ele quer é sair, mudar sua vida
Para ela não passar despercebida,
No simples, ouvir alto música de rock
Aos domingos comer um bom nhoque
E viver a felicidade que pode ser vivida.





A menina com tatuagens

A imaginação prevalecia e a menina em plena adolescência escrevia poemas no chão. Cheia de tatuagens no corpo, tatuava-se sempre que dividia sua história em épocas, a desgraça eram as tatuagens n'alma. Cabelo descolorido, gritando a todo instante em mudeza "fuck the world" mais um poema saiu de seu "fucking world" ao passo que o tapete felpudo amaciava seus pés. O mundo podia cair lá fora que o silêncio reinaria sua mente que era mais barulhenta que turbina de avião. E os limites do tempo ela controlava, quando acordou pra vida, era a mais preparada, não por poemas escritos, mas por ter vivido todas as histórias que sua mente lhe houvera proporcionado. 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Coeur de Pirate



Estou apaixonado por essa cantora, já a conhecia, mas nunca parei para prestar atenção ao seu trabalho. Não nego que não me agrada muito quando ela canta em inglês. Mas a música francófona quando em união ao piano que ela toca... Isso me toca profundamente. Coeur de Pirate. Vale a pena escutar

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Ninguém precisa

Ninguém precisa saber o quanto você sofre ou deixa de sofrer

O Perdão

E a mesma inspiração que veio, morreu.
Entre tantas as bilhões de opções,
Apareceu-me você a roubar corações.
Sei, não foi só o meu que se rompeu,
Sabia que não podia me chamar de "seu".
Foi na escuridão que você me deixou
Que aprendi a iluminar as trilhas onde estou.
Foi na cruz que pra você foi construída,
A mesma que acabaria com a sua vida,
Que meu amor por você se sacrificou.

Coração não é célula que não se regenera
Logo, tenho chances de um futuro viver
Sem lembrar o que você fez-me sofrer.
Ai essa paixão que vive e não me espera,
Que vive dentro de uma utopia e uma quimera!
O pior é que sabe que quando machucado
Voltar-se-á pra mim que nunca considerei pecado
As lanças que transpassaram minha pele
Pois isso é o meu amor que te impele
E perdoa as dores e o mal modo que fui tratado.



terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Ensaios de Namoro e a Questão do Fígado

É o sol que brilha lá fora que me faz querer sair e ver a rua. Os últimos meses podem ter me dado duras lições sobre amizade, confiança, família e até mesmo a afeição por alguém em especial. Posso falar que hoje sou grato por isso tudo, não posso reclamar. A antiga história do "O que não te mata te faz mais forte" é verdade. sem contar que em relação a namoro eu me percebi numa situação a qual em seguida falarei.
Eu comecei a me cobrar muito sobre a questão de namorar, mas não... Eu não quero ensaiar um namoro que nem mais da metade dos meus amigos e amigas o fazem. Ensaiar namoros é ir testando e testando sem se preocupar ter ex e ex... Pra que eu vou me cobrar algo que e não devo a ninguém?
Minha felicidade nesse mês de Fevereiro é poder fazer minhas as palavras de uma grande amiga louca chamada B.H.  (não é Belo Horizonte, as iniciais são as mesmas). Ela era louca apaixonada por um guri, isso por anos e que a fez sofrer e hoje está mais do que apaixonada, merecidamente, por um outro menino que namora. Ela me disse que "Amor realmente te marca, não tem como negar, mas é que nem o fígado, mesmo machucado se regenera e você descobre que pode ser feliz de novo"... Ainda me questiono se ela mencionou o fígado pelo álcool (cara de pensamento), mas o fato é que talvez eu esteja descobrindo a mesma coisa que ela, mas dessa vez o "fígado" está preparado.
Comigo as coisas acontecem, não são forçadas e amor... bem, ele pra mim tem que ser que nem BILHETE de Mário Quintana...



Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Beijos Secos

O sonho que o poeta tem
Vem de dia aos poucos
e à noite ameaça o bem
E capota em desejos loucos

Ressoa o sino sibilante
E tem sua sina marcada
Um, faz na cama feliz sua amante.
Outro, faz trovas à donzela intocada.

Ah! Mas como irrita um outro tocar!
Um terceiro que entra no meio
E tenta atenção dos olhos alheios roubar!

Ainda assim poeta ao prazer se entregou
Despertando-se, vê logo dois juntos ao seio
Lembrando-se apenas dos beijos secos que doou.


Você ainda me faz bem

Eu vou cantar seu nome
à noite, rir a bebida
Por mais que me abandone
Vou lembrar-me da despedida.

Chorar por dentro sem pensar
Sentido a brisa ao rosto bater
Em todos os sonhso com você sonhar
E resquícios seus em poemas meus ter

Você ainda me faz bem
E vivencia o que sua vida tem
Mas sem minh'alma não vive sem.

Ainda acho que nada, nada acabou.
O tempo em mim sua chama avivou.
Diz aqui menino que não lhe gosta, mas já lhe amou.


Prefiro

Prefiro morrer numa crise de abstinência e esquizofrenia a ter que aguentar minha mente em êxtase vazio por noites e noites que tentam dominar os dias.
Prefiro ser artista morto em vida a pensar que meus dias de ser vivo seriam desperdiçados com ações tolas, onde meu discurso seria diferente das minhas ações.
Prefiro assim, crises e crises. Prefiro viver o mundo preto e branco a ter ataques de convulsão pelas luzes emitidas de uma falsidade. É o que eu prefiro hoje.


domingo, 10 de fevereiro de 2013

Tarde de fevereiro

Um ao outro viu na praça do café
Um, Rindo de si por sua doce loucura
Lembrou que estar ali não é frescura
Já que um completa o que o outro não é

Conheceram-se em tempo de plenitude
Onde o que um precisava era fugir
E o outro entre outros se re-descobrir
Ambos vivendo de sua juventude

Um desenhava desenhos sem histórias
Outro linhas escrevia procurando rostos
E juntos pra seus personagens criavam memórias

Era uma tarde de raridade em fevereiro
De sorrisos e compromissos futuros
De intenções e amor puro, verdadeiro.


A espera

Mas tu disseste Adeus ao demônio
Sem saber da consequência
Dos frutos de tua  eloquência.
Fazendo de algum neurônio
Ser perdido em jardim babilônio.
Fez do jovem que fora puro
Sabe acender luz no escuro,
Entretanto, ele mata vaga-lumes
Enquanto sozinho escala cumes
Sem saber decifrar seu futuro.

Viver a melhor época da vida
Tendo ruas para se arrastar
Sem parada, andando devagar.
Não interpretando despedida
E dando a mínima à alma perdida.
Quem se tornou o outro que matou?
Quem se tornou menino que amou?
Senão em errante por alma sedento?
Tornou-se outro por dentro nojento
A espera de alguém que não o esperou.


sábado, 9 de fevereiro de 2013

Um soneto para sonhadores

São dias corridos onde é necessidade
De por a conversa em dia e recria-las,
Criar ideias e juntos poder moldá-las
Por mais que seja diferente essa cidade.

Ouvir música no alto, acordar os pais
Sorrir e contar histórias sobre o dia
Até falar de zumbis e quem diria...
Sabe cantar rap o culto nobre rapaz.

Perder um dia de uma visita em café
Acontece, O que fazer nessas horas?
É orar, por mais que haja ou não a fé.

Assim é fácil saber que existem chaves
Que abrem baú com sonhos vorazes
E momentos cômicos no futuro da maré.




quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Paciência da Década de 10

Minha vida está bem engraçada, mas eu sou do tipo que gosta de dramatizar? Quem não? Eu gosto mesmo são dos dramas e das tragédias nas peças de teatro e nos filmes. Adoro dar risadas, mas ainda prefiro fazer a linha "sério", "blasé". Mas eu seria o pior blasé do mundo, pois não sou Hipster e nem entendo de assuntos ligados na área. Sou um mero observador.

Nossa vida é cheia de opções interessantes ao redor, e eu sempre faço as mais inusitadas. Estudar fonoaudiologia por exemplo. Pergunto-me o porque? Não canto, queria dar aulas e entrar na carreira acadêmica. Agora, quais os caminhos que eu tenho que fazer para atingir tal objetivo? Será que estudando fonoaudiologia é o caminho mais curto? Certamente não é. Nenhum um pouco inclusive.

Então por que? Eu ainda acho que por alguns motivos principais: Rebeldia, por não querer fazer aquilo que minha mãe e irmã me obrigaram a fazer; Para me tornar um ser humano melhor, e acho que esse é o maior motivo de eu entrar na área da saúde de alguma maneira. Sou tão egoísta que quem sabe ajudando outras pessoas e as assistindo em suas necessidades eu me torne uma pessoa melhor. Mesmo isso sendo contraditório, pois é egoísta da minha parte querer melhorar minha vida ajudando outras pessoas.

O mais correto entretanto é viver cada dia, um de cada vez. Sem pressa e com paciência. Tentar ser coerente com minha ações e meu discurso. Estudar de verdade e sair da internet um pouco. Dar mais risadas e reclamar menos da vida. Estudar muito, trabalhar muito. Eis os objetivos.

Sobre o coração? Estou feliz por um lado de ter essa distância mental, estou sendo muito forte e superei muito o que me passou, não vou mentir que tive ajuda de amigos, amigas e uma nova paixão platônica que soube me cativar e mostrar que ainda existem pessoas legais por aí, mas a distância agora é física e impossível de ser contornada, até porque não sei eu seria capaz de mudar minha vida por ninguém mais radicalmente assim, só com a certeza que eu fosse amado, o que é uma palavra muito forte pra quem é jovem nessa década de pegação. Eu sou um perdido e velho nisso, não sei ao certo, posso pagar minha língua, mas a pessoa que me conquistar um pouco e deixar-se conquistar é bem capaz que me prenda pelo resto da minha vida. Não sou muito do tipo que precisa muito.

Enfim, aos estudos? Paciência, um passo de cada vez, mas foco. Foco.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O Sonho

Tão logo os olhos fechei, adormeci.
Tão logo vi a estrada a minha frente,
Sem distância, Nossa pele se fez rente!
Entre amigos em viagem me entrevi,
Rindo muito sobre tudo abraçado a ti.
Sentimento idôneo de pureza abismal
Sorrindo pra gente, nos livrando do mal.
Sentado unido a mim, olhava profundo,
Sem palavras dizendo o melhor do mundo
Entre as linhas  d'alma e de um olhar fatal.

Então um beijo tênue logo te dei,
Que te tirou sorriso e risada terna,
Convencendo-me que a Terra é eterna
E que de tudo muito pouco ainda sei.
Pior é não saber se te conquistei!
Admirei-te e do sonho já tenho saudade,
Entretanto acordo e vejo que a verdade
É a distância existindo entre esses amores,
Fazendo dividir contigo, tarefas e cobertores
Pensado se o sonho um dia terá sido realidade. 


terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Como conquistar um escritor?

Escritores são excêntricos por mais que não demostrem essa característica. Noventa e nove por cento possuem Esquizofrenia controlada e possuem manias consideradas estranhas pela sociedade, mas que para eles não passam de simples ações como falar sozinho, olhar o céu ou o teto, enervar-se ou ficar zen ao extremo, fazem cenas... Lendo isso, você já desistiu de conquistar um do tipo? Não? Pois bem, esse é o lado ruim (para a sociedade) de um escritor.
Escritores tem página e páginas dentro da alma que por sua vez têm rabiscos, desenhos, assinaturas, rimas, personagens, ou mesmo ainda estão em branco. É sendo esperto (a) o suficiente para encontrar esses espaços em branco e ali escrever seu nome que se conquista um escritor.
Faça um escritor escrever sobre você, sobre seu sorriso, que se não é belo é atraente; Sobre seus olhos, que são a janela da alma; Sobre seu corpo, que é um mapa para ser explorado, mas o mais importante é não se mostrar por inteiro (a). Tenha seu mistério e não conte o final do livro. Revele-se em personagens, e faça-o descobrir em você as várias facetas que ele um dia escreverá. Quer conquistar um escritor? Dê uma caneta ao invés de flores, declame um poema ao invés de cartões com frases de amores. Não faça comparação, eles são únicos.
Resumindo, faça de seu amor uma peça de teatro, com momentos de prosa, recitações de poemas e músicas ao fundo em momentos marcantes. Faça de você papel e deixe que ele escreva em você o futuro do seu amor.


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.Fé. Fé.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Janeiro Melancólico

E como foi? Janeiro pra começar? Ai, se eu pudesse escrever em rimas e poemas pra meus sentimentos melhorar!
Tenho vivido os dias deixando as coisas acontecerem. Pior crise financeira EVER. Mesmo assim, saindo e curtindo de vez em quando. Bocas beijando, e de mim não gostando. Nem me cuido ao mesmo tempo que cuido. Foco! Foco para cuidar do corpo porque a alma já se foi.
Sábio mesmo foi Zenão ao atribuir a felicidade à razão e não à emoção. Quem mo dera! Mas não, sou feito de sentimento e isso limita meus poderes!
Janeiro, Praia no início, uma dia pra ser marcado em Sampa, com direito à café, bares e baladas. Re-encontros, melhor percepção de mim que estava apaixonado. Volta ao mundo social, visita da família, cinema, cafés, restaurantes, igrejas, passeios, estudos, livros, pessoas, sexo, teatro, duas peças escritas, tudo isso num mês só. Agora, sendo muito sincero, estou prestes a explodir e não quero que esse momento chegue. Estou feliz, mas ao mesmo tempo a agonia interna é tanta, tanta, que não menti quando disse que não estou medindo consequências de uma melancolia. Que fevereiro seja um ótimo mês, pois é disso que eu preciso: Um ótimo mês.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Amor de porcelana

Eu sinto entre sangue e pulsação
Que ando a mim mesmo enganando.
Passos com a rua vou trocando
Enquanto cai a chuva e toca canção
Que faz lágrima molhar tal emoção.
Quando você decidiu (sem avisar) partir,
Não tive nem oportunidade de discutir.
Não houve tempo de chamar isso de amor,
Opção minha, estúpida, de lhe dar valor.
É fato que sozinho eu nada pude decidir.

Tragédia Grega ou comédia italiana.
Esse conto onde uns riem e outros choram,
Uns ficam sozinhos, outros namoram,
É conto que me recordo em noite insana
Como ainda existem amores de porcelana.
Oro aos restos do que um dia pude ter,
Assegurando-me de distância manter.
Como viver sem sofrer mais um disparo
Se quando porcelanato eu quebro e paro,
Outro aparece e re-começa o sofrer?


sábado, 26 de janeiro de 2013

Por que estudar filosofia?

Pelas minhas poucas, porém existentes, pesquisas, eu diria que o estudo da filosofia pode representar para o mundo o que o estudo do teatro inicialmente teve pra mim: uma complementação. 
É fato que eu estou cheio de complementações, mas eu esqueci o quanto é bom estudar por prazer e não por obrigação. Fico chateado por não ter tido uma educação filosófica eficaz desde antes, pois eu seria mais completo.
É claro que as ferramentas que esse estudo trás ao estudante é de extrema valia em outras áreas e linguagens: O domínio da objetividade, relevância, clareza de discursos. Características assim são almejadas por qualquer bom profissional, inclusive bons escritores.
Eu vivo em uma época onde todos têm opiniões pré-concebidas sobre tudo o que existe e não existe, às vezes, mesmo sem o mínimo de reflexão. É difícil encontrar alguém que diga "Eu não conheço sobre, tenho que pesquisar e então lhe dou meu parecer". Nem eu sou assim, mas quero aprender a ser. Um incentivo pra minha mente trabalhar de modo mais racional sem deixar de viver os sentimentos as quais está exposta.
Abraçar a ciência, a filosofia e a arte me parece à primeira vista, impossível. Mas sentar em uma café com as três e papear ao lado de um bom café e cookies me parece admirável.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

O beijo atrás da porta

- Quer que eu coloque pra vocês? - O menino perguntou ao amigo e a amiga se eles queriam mais um copo de Vodka com refrigerante. Mas a roda era formada de mais dois outros meninos, só que com copos ainda cheios. A resposta foi positiva e dessa vez a dose do destilado foi maior.
Os sorrisos já penetravam as conversas que depois nem seriam lembradas por nenhum deles, restariam contatos novos na internet e no celular, e é claro mais risadas altas.
O menino que servira as doses também pegara pra si um copo, o assunto na roda dominara plenamente e seu léxico fora bem gasto, atraindo pra si todo e qualquer olhar, interesse e até mesmo inveja. É raro encontrar bonitos de corpo, rosto e alma.
Mas ele não estava pra atrair naquele dia. Nem havia se preparado para isso, barba por fazer, uma touca de lã mesmo frio não estando, camisa sem estampa e calça jeans com seu All star que já conhecia a cidade por inteira.
Estava ali pra esquecer do mundo depois dos portões. Seu sofrimento guardara para si e seu sorriso era seu escudo, mas não dava pra não ser charmoso, atraente, estava em seu sangue...
Não fazia distinções de beijos e nem ligava pros toques indevidos. Naquela sala, outrora, já havia beijado metade dos que ali estavam, e até se apaixonado por um que nada queria, o que não sabia é que naquela noite, pouco depois do quarto copo de Vodka, ao sair do banheiro, seria beijado sem tempo de reação.
Não reconhecera o beijo ao primeiro toque, mas logo o gosto que se misturou ao cheiro ele lembrou de todos os bons momentos que ali passou em outra festa. Não precisou abrir os olhos para reconhecer. Entregou-se uma vez mais e só por aquela noite, pois sabia que beijos não são promessas e não precisam de significado pra existir.

Anel

Falo que meu anel será uma pena de escrita

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Jeff aos 30

O Jeff que eu inventei com 30 anos é formado em fonoaudiologia 
e especialista em voz. 
Talvez ele tenha até estudado filosofia
E não fale "eu", fala "nós".

Tanto faz se for casa ou apartamento
Onda morar
Contanto que o chão seja batido em cimento
E haja uma cafeteira para café tomar

Trabalha em mais de um trabalho
Atua, Dubla, e é docente
De manhã nas folgas joga baralho
E com amigos ri calorosamente

Entre os familiares é amado
Sem problemas Acorda cedo
Pela irmã é bem tratado
E tirando foto não dá medo

Gosta de levar uma vida saudável
E é sério em labor
Fala mil idiomas e é amável
Mas é rude com fervor

Esse é o Jeff com 30 anos
Em sua perfeição
Nesse caminho haverá muitos planos
E tomara que aprenda a  tocar violão



terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Loucura

Eu mexo com meu eixo 
E logo me deixo e me enlouquecer
Eu mexo com meu eixo
E então penso que estou a morrer

Eu vivo a gritar aos cantos
E cantos ressoam falando por mim
Eu vivo a gritar aos prantos
E escrevo sobre dores sem fim

Eu sou meu ego
Eu sou todos que me olham
Sobre ti eu prego
E faço poesia das lágrimas que me molham

Eu nada sou sendo tudo
Pois me engrandeço como Deus e como o Diabo
Sou mesmo sortudo
E uma dia em loucura e feliz eu ainda acabo



Fora Daqui!

Sai da minha vida
Sai da minha cabeça
Sai da minha alma
Antes que eu pereça
Sai da minha casa
Sai da minha memória
Sai do meu pensar
Sai da minha história
Sai logo
Mas Sai
Sai

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

A ilha da chave de chocolate

Anjos caídos sem motivo em chão de capela
Adormecidos a espera de um milagre em vão.
Anjos pintados à tinta e ao óleo em tela
Fingindo ser o que nunca mais serão.

Era de manhã quando um menino de olhos confiáveis acordou em sua pequena cidade no interior do Paraná. Pela janela ele percebia a claridade e ao mesmo tempo a preguiça preenchia o resto do espaço que sua cama deixava.
Mas não! Não era um quarto! Era um calabouço! Na Janela, Grades e o céu claro dizia aos marinheiros que era bom o vento pra se navegar. Naquela ilha somente a chave de chocolate presa numa máquina congelante poderia ser sua salvação. O castelo era pequeno e cada barulho poderia ser motivo de despertar os guardiões, que não perceberam que o menino de olhos confiáveis emagrecera o suficiente para passar pelas grades de seu portão e chegar à máquina congelante.
Os guardiões dormiam, sempre estavam dormindo. E foi nas pontas dos pés que o menino levantou e tomou a atitude de passar pelos portões. Logo na segunda porta ele viu, a máquina branca e retangular que guardava a chave de sua liberdade!
Sem barulho fazer, ele abriu e entre tantas coisas a chave de chocolate estava lá, esperando ser tocada. Só não imaginava que ao sentir-se tocando tal preciosidade...
- AI QUE SUSTO, Vinícius! Quer matar sua mãe do coração? Quer toddynho é só pegar, ou você imaginou que ele ia sair voando por aí? Nunca mais faça isso. Deus me livre!
O menino de olhos confiáveis sorriu pra mãe, travesso como era, voltou pra calmaria de seu quarto naquele domingo de manhã com seu toddynho chave de chocolate e sorriu pra si mesmo. Sua vida era mais interessante dentro de sua cabeça do que ali fora, e isso o fazia mais feliz que qualquer outro guri que só acordaria por um chocolate, ele não! Ele acordava por uma aventura a mais, ele acordava por uma chave de chocolate!

domingo, 20 de janeiro de 2013

Sendo normal

Pareço legal, mas sou uma pessoa normal. Tanto quantos vocês não imaginam que eu seja. Tenho problemas visuais e uso óculos, considero-e baixo, reclamo demais de coisas que não deveria, falo sozinho na rua, fico bêbado de vez em quando e não lembro do que conversamos, tomo atitudes de última hora, odeio atrasos, não respondo todo mundo que "quer ser legal" comigo no Facebook, sou viciado em escrever e em "Facebook", sou ator que sofre, gosto de elogio, mas elogio pouco... Ou seja, eu sou uma pessoa normal, isso é o que assusta as pessoas que no Facebook acham que são perfeitas.

Cadê você?

Eu estou no céu a lhe olhar
Sereia, ao seu lado estou no fundo do mar.
Estou sentado ao seu lado no trem,
Ou embaixo da ponte quando nada tem.
Estou escrevendo versos curtos,
Ou sendo herói lhe salvado de furtos.
Estou nítido quando os olhos adormecerem
E sou sua chama quando suas esperanças morrerem.
Sou o único que na escola anda contigo,
Na realidade sou nada, mas pode me chamar de amigo.

O bom é que sou sábio

Eu me apaixonei mais uma triste vez. Foi uma paixão rápida e nada de amor envolvido. Mas quando você é tratado da maneira que gostaria de ser tratado, com as risadas nos momentos ideias, os beijos dados com a docilidade que importava, e o toque que lhe pressiona com fervura e delicadeza... Quando isso acontece você não consegue fugir do nada. Se você sabe que amor não é uma área legal pra se arriscar, você pode tentar fugir, mas quando eu me toquei e tentei fugir, senti como se houvesse grades na janelas, como se eu mesmo tivesse engolido a chave da porta de chumbo e o teto fosse de concreto.
Não, não estou sofrendo. Estou aceitando, o que é muito diferente e sofrer. E como é diferente isso. Primeiro você ama por muitos meses e até anos, e quando se dá uma oportunidade nova de tentar algo legal, você percebe que não é o pra sempre que você estava acostumado a ver em filmes.
Tolo, agora só lhe resta ir cortando cada vez mais as oportunidades que lhe baterem à porta. Nunca tive tanto medo de me entregar pra alguém, nunca tive tanto medo de um beijo, de um toque, de uma noite, de um jantar, de um encontro, de um sorriso, de um desejo, de uma vontade, de um aproximar, de uma jura de palavras, de um elogio, de um olhar na boca, de um olhar nos olhos, de um sexo... O que eu tenho é medo e pouca coragem, até que isso é bom pra quem está ao meu redor, pois se coragem tivesse o meu destino seria nem destino ter. Ainda bem que sou sábio e no fundo sei disso.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Que hoje eu não pense

Tem frases que eu acho tão impactantes. Queria ter coragem de fazer tatuagens. Cheguei a essa conclusão. Meu corpo seria cheio delas, cheio de pensamentos, frases, figuras... Mas eu sou de libra, então essas tatuagens estão todas gravadas na alma. Eu acredito que haja uma alma, ainda não parei pra pensar sobre, mas que há, eu imagino que sim.
Não estou cumprindo com uns objetivos que marquei pra mim. Por que? Gostaria de saber.
Vou tentar mais uma vez, e mais uma vez e mais uma vez... Uma hora tem que dar certo.
As coisas marcam a gente, mas ainda acho que dá pra tatuar algo em cima disso. Outra tatuagem, bem melhor. Boa noite pra mim. Que hoje eu não pense.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Desprezo

De que me adianta escrever um poema?
De que me adianta te fazer meu tema?
Por que insisto em construir pontes?
E te desejar jogando moedas em fontes?

Paro e olho o mundo ao meu redor,
Longe de ti, ele está muito melhor
Por que eu deveria por ti lamentar
Quando por mim, sei, não vais suspirar?

Ai, que dó tenho de te ver chorando
As mesmas lágrimas que derramei por ti
Nos dias em que estive te amando.

Tu ganhaste na loteria e não soube.
Errado fui eu ao ter te dado amor
Ao invés do desprezo que a ti coube.


terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Ao pé da lareira

Do seu corpo vou conhecer cada tatuagem
Andar por cada curva com meus dedos
Imaginar sua imaginação a construir miragem
E lhe fazendo fechar os olhos, afastar-lhe os medos

Vou sentir o perfume pelas narinas entrar
Sem palavras vamos rir de nossas vozes
Ao pé da lareira, ouvir nossa música tocar
E das garrafas de vinho, tomar muitas doses

No chão entre velas sobre você repousar 
Na chuva entre raios, seu beijo provar
Como se fosse o primeiro e o último a dar.

É fechando os olhos que eu tudo isso faço
Porque enquanto te desejo, teu coração é aço
E dos nossos desejos mútuos, nem restou o abraço.



sábado, 12 de janeiro de 2013

Uma noite pra ser lembrada

Ontem à noite eu saí com minha amiga e ficamos bêbados, continuei a noite com outros amigos em uma balada de SP onde encontrei muita gente. Muita gente mesmo. E não sei, senti-me completo por alguns instantes e em outros eu olhava a pista e via pessoas tão vazias quanto eu estava ali. Via casais, via brigas, via outros bêbados, via pessoas felizes ou mal intencionadas...
Acho que eu sei o que me falta, falta-me um namoro. Mas do jeito que as coisas estão acho quase impossível disso se realizar nas circunstâncias atuais. Pois pra que eu namore é necessário que um fogo interno, uma vontade, um desejo, um mistério seja instalado aqui.
É foda gostar de quem não gosta de você. Para mim isso se aplica bastante. Ontem na balada tanta gente dando em cima de mim e não fiquei com ninguém. Acordei com uma sensação estranha, bem estranha, e acho que sei o porquê. O fato de não ficar com ninguém não me incomodou nem um pouco. Pelo contrário. Senti-me até bem depois.

Desconexo

Meu emocional ficou desconexo
Preso em copos verdes e azuis
E em tequilas imaginando corpos nus,
Tecendo o seu em mente perplexo
Imaginando o prazer do seu sexo.
Escondi-me ali de qualquer maneira
Evitando me expôr ou falar besteira.
Não é sempre que se pode confiar
Na essência do essencial que é amar
Ainda mais em uma noite de sexta-feira.

Não pedi para que nada fosse perfeito!
Nem a noite, nem o dia e nem poemas!
Nem a paixão que por você fere e crema,
Nela eu me amarro até mesmo nos defeitos
E das qualidades, Faço pra mim um doce leito.
Profano, que sai e vê o mundo inspirador
Onde cada um tem uma história e um pudor.
E ainda me resta na alma essa tatuagem
Que não sai, e dos amores me deixa à margem,
Tatuagem com seu nome e todo meu amor.


sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Atado

Que beleza escondida, que nada!
Que olhos traiçoeiros, mal-intencionados
Que toques sedutores, semi-acabados
Matando do conto a própria fada
E tirando a fé em estaca encravada.
Lâmina de espada afiada em dois gumes
Que me tira da rotina e dos meus costumes.
Maldito menino que promete amor
E no fundo, ilude e só causa dor,
Fazendo o outro lembrar de seu perfume.

Por que fui te dizer que és tu que procuro?
Pergunto-te ainda quando deixarás de existir
Quando da minha vida poluída decidirás partir?
Errado eu em guardar o fogo em local seguro
Errado eu em fazer a chama iluminar-te no escuro.
E que extingua, E que acabe, E que faça chover
Para que a água faça essa chama morrer.
Que a água que desaba, desabe sobre nós
Mas que só você queime entre todos os nós
Que você mesmo atou ao não mais me querer.


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Reclamações

Reclamar menos e fazer mais, agir o suficiente para ajudar o mundo ao meu redor. Da melhor maneira que eu puder.
Reclamo tanto de coisas tão tolas que fico com vergonha de minhas palavras. Dor não se compara, e vamos ver o lado bom da vida? Dor é sinal de vida. Estou vivo, logo a vida tem que continuar e ser bem vivida. Da melhor maneira possível e a mais saudável possível!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Bulletproof


The hope


The necessary


Não nasci para o amor

Perdeste-me desde o prelúdio,
Perdendo minhas doces carícias,
Malbaratando minhas malícias.
Faria do teu abraço um refúgio,
Mas ganhaste de mim, repúdio.
Estulto fui eu em beijos consentir
Idealizando momentos por vir
Esgotando pensamentos líricos
E tecendo pra ti poemas oníricos.
Ignorante, caindo ao teu sorrir.

Sim, coração no peito consternado.
Consolo é ver um outro idêntico
Entretanto, hoje nada é autêntico
Nem mesmo coração machucado
é legítimo no trauma abrigado.
O que me resta ainda é uma dor
Por mim permitida em meu horror
E lá no íntimo ao fundo do coração
Guardo a ti ainda hoje, mas não!
Não, eu não nasci para o amor!


domingo, 6 de janeiro de 2013

Algumas filosofias



Que eu guarde pra mim

Não canse quem lhe ama

O sorriso confunde

Por que devo eu por outros lamentar quando ninguém vai suspirar por mim?

O mistério atrai

Fazer mais, falar menos

Maximize as coisas boas, mesmo nas ruins

Humanos transformam dor em arte


sábado, 5 de janeiro de 2013

Pisando Em Cascalhos

O vento nas costas e você na cabeça,
Enquanto meu desejo é que você pereça.
Que morra em mim cada segundo passado,
Que eu não lembre o quanto não fui amado.

Pisando em cascalhos no chão macio da praia
Pedi aos céus que uma benção sobre você caia,
Na montanha sobre rochas, andei até o sopé,
Depositando sobre o mar, o que me resta de fé.

Lembrança em bipolaridade, que odeia e ama
Quem um dia tudo lhe prometera em verdade
Mas a verdade é tudo começa e acaba na cama.

Do beijo, rostos que se jamais se re-encontrarão,
De uma longa história só sobrou uma solidão
E um guri a lembrar o bom de ter vivido uma paixão.


Jefferson Ribeiro Correa ou... Jeff Venturi

Última Noite

Sugaste minh'alma
E do vento que acalma
Deixaste-me ir.
Levaste da noite meu sorrir.

Parta! Mas parta mesmo!
Deixe-me andar a esmo.
Já acostumei-me ao abandonar.
Já não sei lacrimejar.

Mas que fique até o amanhecer.
Deixando a noite ferver nossa paixão.
Lembrando do amor que foi em vão.

Sozinho daqui pra frente posso ser.
Meus desejos por outros vão procurar,
O que só em tu eu pude encontrar.


sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

When I'm broken


I can tell you how I feel. When I say you, I mean someone I trust is holy. I’m broken in some aspects of my life. In love I’d say it’s the worst.
I’ve been finding meanings in lyrics and certain songs. It is like I’ve already loved someone and died because of it. I have no more lust for other people, or when I do, it’s kind of promiscuous, nothing else than this.
I wish I could love deeply some guy or girl, but I can’t. Maybe I can, but I can’t believe anymore that love is pure or fidelity exists. I’m hurt, and I’ve been hurt twice what is even worse.
I don’t know what to do regarding this part of my life, then, I’ve decided not to care and live everyday not carrying the ideas of a perfect love. I know life can be tough, but I get to be tougher if I want to live my life in a proper way. Let’s see what comes next, then.

Les couple a la rue


Parfois, Je me sens comme si je ne savais rien sur l’amour. Je commence à ne pas croire em ce sentiment-là et, franchement, j’aime voir mês amis proches quand ils se tombent amoureux des autres personnes, mais moi, je ne sais pas La raison, mais ça m’ennuye de voir les couples a le rue, ou même proche de moi. Pire c’est regarder des films romantiques ou histoires qui ont marchée. Mon histoire n’a pás marchée, probablement alors, c’est le motif lequel je n’ai pas envie d’avoir quelqu’un de plus à ma vie. Je n’ai plus de facebook, ou même j’éspere ne pas sortir ou boire beaucoup, même en étant difficil. Qui sait au future? Qui sait? Mais... Tomber amoreux? Jamais plus.

Resumo Ano novo


O Ano novo eu passei na praia. Algumas centenas de pessoas também passaram ali. Praia da Jureia em Iguape, ano novo 2012-2013. Passei de verde na esperança de um ano melhor. Essa semana eu estou tendo a oportunidade de por em treino algumas de minhas filosofias, e acho que as coisas têm acontecido de uma maneira boa. Tenho visto que a calmaria de uma cidade pequena não é ao todo ruim.
Como será 2013? Não tenho a mínima ideia, mas sei que terei 365 oportunidades pra aproveitar tudo da melhor maneira possível. Não nego que sentirei falta do passado e de tudo o que eu aprendi com ele, mas mesmo assim a cada dia que passa eu ponho na cabeça que nem tudo o que acontece é da maneira que a gente quer, sem contar que o tempo passa e as coisas mudam.
Talvez eu tenha me tornado meio nojentinho em alguns aspectos, mas eles são necessários para que eu possa mascarar minhas fraquezas, afinal, ninguém é perfeito.
Que 2013 seja um bom ano, onde eu ponha as filosofias que prego em prática, respeitando sempre os outros e a mim mesmo.

Começando 2013


O Jeff que eu vi no espelho estava deitado numa casinha de vila de pescador na beira da praia num dia qualquer chuvoso e nublado. Ao colo levava consigo um notebook e através dos olhos o cérebro funcionava a mil, pilhado, mas transparecendo calma.
Perdido em pensamentos e palavras que não encontrava pra expressar as sensações das últimas semanas. Repetindo a todo instante a frase de Byron, a qual poderia ser tatuada em seu corpo sem problemas, pois já virara regra sua.
Jeff, não se importava mais, mas no fundo se importava mais do que qualquer um, só não mais transparecia. Não cansava quem lhe amava e muito menos quem nada por ele sentia.
Esse foi o Jeff que começou 2013, começou na crença que o ser humano é o único ser que consegue transformar coisas ruins e algo bom, nem que o algo bom passasse despercebido pela maioria das pessoas que só fazem sobreviver numa década de individualismo doentio.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Um outro amanhã

Um outro amanhã era o objetivo do menino de olhos cuja retina refletia toda sua vida. Não que isso seja possível, sério e literal como era, no máximo diria que olhos não refletem nada a não ser a imagem vista em determinado momento.
Sua noção de tempo era considerada louca, todavia nenhum filósofo chegou a discordar de seu ponto de vista, apenas questioná-lo e sua resposta era um sorriso. O menino criado na cidade grande aprendera ao longo de sua trajetória que as melhores respostas têm um sorriso acompanhado de um silêncio e um olhar que nada diz, ele viu que isso confundia as pessoas e elas nunca saberiam o que estaria passando em sua cabeça naquele momento.
Vamos nomeá-lo Leon. Leon Era magro, esbelto, médio, estudante de medicina, muito dedicado em seus estudos. Falava muito pouco, não tinha rede social e nem muitos amigos. Na realidade não lembro de nenhum agora. O que me fez escrever sobre ele? O jeito dele sempre sério no canto da sala, o jeito que ele esperava a aula acabar pra correr atrás dos professores pra tirar a dúvida que na sala não tirara. Não, ele não tinha vergonha, mas preferia não ser inconveniente.
Naquele dia em especial, Leon se arrumou e decidiu servir a humanidade da maneira mais inusitada.
Pegou a arma de seu pai escondida, anotou algumas palavras em um papel e colocou no bolso da camiseta. Ligou para o IML e depois deu um tiro na boca, a morte foi instantânea e sem dor. Os técnicos ao chegarem ao local encontram dois papéis em seu bolso, um indicando como se matou pra evitar investigações frustadas e preservar o corpo. No outro, seu último pedido.

"Sonhei com um outro amanhã, onde encontraria um amor. Não nasci pra ajudar ninguém, nasci pra ser ajudado, mas ninguém percebeu isso e agora é tarde demais. Que nesse outro amanhã dissequem meu corpo e com ele aprendam a salvar vidas, mas sinto informar-lhes que danifiquei meu cérebro e a psicologia ainda terá que pesquisar muito como salvar mentes como a minha, que sofrem caladas por amores impossíveis e se haverá tratamento pra isso em sua ciência." Leon F.

O corpo foi levado pro IML e cremado no outro dia pela família, como Leon não queria. Apesar da dor o consideraram louco, sorte que ele não morreu em mim e hoje posso lhes contar sobre o menino que amou e que chegou a considerar a possibilidade de um outro amanhã, onde as pessoas não se dariam razões para amar, apenas amariam sem razões.