sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Lobos

E o que importa se o tempo parou se eu o mato?
Faz tanto tempo que não te encontro,
Cada monstro, cada lobo que eu afronto,
Lembrando que o seu o beijo foi o fato
E quando te vejo, é minha alma que maltrato?
Não sei em qual rua foi que eu caí,
Uma paixão de graça pra outra  não sorri,
Não me deixe sozinho e perdido,
Eu quero poder dizer que poderia ter acontecido
Quando tudo o que tivemos é apenas o aqui.

Me beija sem olhar os metrôs que passam
Fecha os olhos e entrega suas mãos ao meu corpo
Faz de cada detalhe, o seu trabalho e meu escopo,
E não há pessoas crueis que parar nos façam
Se os lobos que nos afrontam e nos caçam
São os mesmos que me fazem acreditar
Que correr é sentir vida, criar asas e voar
E voltar no tempo por opção própria
Vivendo idealismo de uma vida imprórpia
De uma paixão que nunca poderá vingar.




domingo, 23 de dezembro de 2018

Jaggerbomb


Ai minha cabeça, meus direitos autorais,
Onde você me colocou na sua estante?
Será que valeu a pena ser amante?
Olimpo de seres imaginários e reais,
Criei as expectativas desses mundos virtuais
Onde o beijo por melhor que seja
Não é o mesmo quando você me beija
Não é amargo, nem melhor que Aperol,
Mas me transporta para além do Tirol,
E querendo esquecer, fica muito Difícil,
Se quando toca na minha cabeça Dvicio
Você fica mais presente que o sol.

Ai minha cabeça, a bateria do meu celular
Acabou. E sem ver a hora perdida
Vem outro sem querer nessa minha vida
Que já nem minha é para amar,
Pois o primeiro me afogou num mar
De mentiras envolto com meras ações-placebo,
Que nocautearam a razão que recebo
De divindades que incendeiam paixões
tomando Jaggerbomb que bombardeia corações
E ateiam fogo às paixões que me dão medo.

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

2019 - Planos

Viagens

Rio de Janeiro
Santa Catarina
Maranhão
Pará
Europa
América Latina
Estados Unidos

Idiomas
Italiano
Alemão

Saúde
Dança
Kung Fu

Arte
Satyros
Violão




2018 - Resumão


Que ano foi esse de 2018? Seguramente parece que foram dois anos em apenas um. Não lembro meu horóscopo anual que dizia se era bom o começo  e médio o final ou o contrário. A realidade é começamos muito bem, porém o término teve seus dramas.

Mais um ano que vivi intensamente, namorei pela primeira vez a distância em um relacionamento que pelo egoísmo estava destinado a não dar certo, mas que faria com que eu me visse como a melhor pessoa do mundo em uma relação que há muito eu não enxergava. Por mais que depois disso, creio eu, que sou minha melhor companhia e me enxergo como um cara incrível; Por um lado, triste que não rolou, por outro, um mega aprendizado que eu fico feliz em lembrar.

Bom vamos por partes. No amor, além de aprender mais sobre o que foi com o Muraro, eu me permiti e sinto que fiz um bom trabalho com o coração e com a alma, que  já não se entrega de maneira vil.
Nos estudos finalmente terminei as matérias da faculdade, TCC e horas complementares. Agora em 2019 reta final para pegar o diploma, por um minuto pensei em uma pós-graduação, porém não a farei. Usarei meu tempo para ler o que gosto e logo, em 2020, pensar numa pós e me organizar para isso.

Digamos que consolidei o inglês, espanhol, catalão e francês e agora em 2019 sim ou sim estudarei alemão e italiano em escolas e espero ter um nível bem melhor no final do ano, consolidando-os de fato em 2020.

Novamente enrolei na dança, no teatro e na música e em 2019 vou fazer os três, assim como o kung fu. Parece que  2019  vai ser bem agitado, mas sem as aulas da faculdade, um pouco mais de tempo sobra;

Creio que fui um bom irmão e filho como planejava ser e também um ótimo amigo. Creio que nem todos souberam sê-lo comigo quando eu precisei, e mesmo em momentos de comemoração tomaram como trivial aquilo que não é comum, mas por garra eu naturalizei, como é o caso de viajar.

Viagens, isso não posso reclamar, pois fiz várias viagens  e ainda em 2019 vou viajar muito, ainda que não tanto como esse 2018. Escutei muita música e fui em todos os shows que queria, fui para todas as regiões do Brasil e 5 países fora daqui...

Acho que apesar de fazer muito, fiz muito as coisas soltas, sem tanta preocupação de ter tudo documentado, que é algo que quero mudar um pouco em 2019. Minha saúde no segundo semestre foi uma desgraça e descobri que tenho  Pitiríase Liquenoide Varioloforme Aguda. Uma doença rara e dificil de curar, muito chata pois coça muito. As noites e dias não têm sido faceis, mas vou sobreviver, 2019 está me animando, estou criando muita expectatvia com o ano, a ver o que sucede.
Minha conexão com o divino não sei se etá ,muito perdida, mas me sinto um pouco abandonado e não sei, mas espero que isso melhore.

As finanças vão bem, obrigado, tenho 0 reais, mas também devo 0 reais, o que é lindo.
Enfim, acho que 2018 fio um ano incrível e decisivo, agora é respirar e ver o que será de 2019 😊

domingo, 16 de setembro de 2018

Problemas de Amanhã

Alma limpa mergulhada num furor crescente.
Vontade de arrancar o lábio, o beijo, o toque.
Não acho que a imagem logo se desfoque. 
O díficil é acordar cada dia para ser paciente
De tão longe, a pele encontra a pela na mente.
Novamente a gente, com medo, se encontra,
Sabe que o mundo e as variáveis vão em contra
E não nos importamos, e com olhos fechados
Atravessamos maré, montanhas e cerrados
Mesmo com a distância que nos afronta.

A maturidade do passado nos dá algo em troca
do tempo que temos que esperar para cumprir
promessas que não fizemos, mas se fizeram existir,
A viagem é do espírito enquanto eu durmo em minha toca
Enquanto meu amor, seu amor invoca
E de novo não temos medo do que nos restou
Pulei de um penhasco crendo você ser a corda que me amarrou
Amanhã teremos os problemas de amanhã
Equações não lógicas de uma paixão sã
Vivendo de verdade um amor o que o passado nos roubou.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Vou seguir em aeroportos

Escrever em aeroporto parece que virou rotina, mas é apenas a segunda vez que me encontro diante desse blog para refletir; Aqui, Aeroporto de Brasília após o cancelamento de um voo e adiamento para mais de uma hora para voltar para Congonhas, depois de passar o carnaval em Porto Velho.
Duas pessoas dormindo a minha direita e mais um tentando dormir a esquerda; 6h49 e o que faço além de escrever é ver o magnifico nascer do sol e os aviões para lá e para cá, escutando um sertanejo romantico... Sim, por algumas razões a principal é ter comprado entrada e voo para o Villa Mix de Manaus para ir com meu sobrinho.
Não tô com grana, to apertado, mas ainda assim estou sendo a pessoa mais rica do mundo com tantas experiências e cada dia que passar me sinto mais e mais seguro da minha vida prática e cada vez mais instável na minha vida amorosa: libriano me digo.

Minha temporada passada terminou comigo refletindo a vida no interior de Minas Gerais; ao som de "Me rehuso" eu terminaria aquela temporada que se disse ser minha;
Tomei algumas decisões para 2018 e procurei assumir uma atitude prática na minha vida; Acabei conhecendo um rapaz que não sei quais caminhos vão dar, mas a partir dali eu notei minha fragilidade com sentimento.

Mais exatamente, já em janeiro, após assistir a um filme "Call me by your name", então me dei conta como eu tenho medo de deixar o sentimento acontecer; E depois de tanto tentar, parece que eu estou jogado à sorte de ser resgatado por alguém perfeito, por alguém que parece existir apenas em filmes. Parece que o pouco (ou muito) que sofri por gostar de alguém é uma avalanche quando na realidade era um temporal forte que eu interpretei mal.

A realidade é que estou tão fechado que minah expectativa é que me surpreendam na maturidade e no carinho dosados com tem de ser; Criei uma imagem de amor na minha cabeça que parece misturar um olhar sereno e cenas ardentes a cada três por quatro; Não vai ser uma noite de sexo ou dias de promessas que de fato vão me fazer apaixonar; Sexo é fácil e melodrama me dá enjoo, eu gosto de atitude forte, de opinião forte e embasada. 

Nesse meio tempo vou seguir escrevendo pelos aeroportos, refletindo mais e mais onde eu quero chegar e quando eu quero chegar e ter na cabeça a importância de ser sincero comigo cada vez mais, cada dia mais.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Quero Amor

Eu estou sentado no aeroporto de campinas ao lado do portão B27, algumas pessoas ao meu redor, bem quietas. Escuto por fone de ouvidos gigantes o que considero músicas do ano. Cada mês uma música se escolheu e se fez importante de alguma forma, tomou forma de lembrança.

É impressionando como esse ano foi um ano de Edge. Dá medo para mim falar Edge em âmbitos profissionais, as pessoas colocaram tanto medo em mim no trabalho com essa entidade, sendo que não é assim e nem tem que ser assim. Mas quando tomo o ano de 2017 como um ano de riscos, um ano de cumes, então estou tratando da minha atual realidade.

2015 foi um ano de liberdade, 2016 um ano de solidão e 2017 um ano de riscos. De meter a cara sabe? Vou dar um breve resumo aqui para que minha memória não apague e se apagar, eu tenha algo que me ajude a lembrar

JANEIRO - Eu sei de cor (Marília Mendoça)
Aquele mês mais focado na renovação, eu estava focado no Kung Fu, feliz com o último ano de faculdade, disposta a juntar grana para dar um jeito na minha vida depois da facul com uma pós ou sair do país. Conheci um cara que também lutava kung fu, o que era de fofo era de não compatível, fail 1

FEVEREIRO - Reggeaton Lento (CNCO)
Aquele mês pré-férias, animado com a vida, triste com a relação que deu ruim, o mês do carnaval e de cair em si que não se pode fazer tudo ao mesmo tempo, porém insistir.

MARÇO - Despacito (Luis Fonsi)
Férias, Europa, Brasil, Família, Amigos, Não preocupação com grana ou trabalho. Explorar culturas baladas e aquele clima sensacional em uma balada em barcelona, ademais de provar pra si que é capaz. Chorar na última sala do museu de história da catalunha só me fez provar o quanto eu era forte. Ver o amigo de Brasília e frustar-se que ele mora lá. Encerrar o mês com a promoção a efetivo do Facebook, a melhor empresa do mundo para trabalhar. Edge.

ABRIL - Formation (Beyoncé)
Primera vez nos Estados Unidos, muito trabalho e muito estresse, pouca faculdade e kung fu 0 a partir daí. Perda de qualidade? talvez, você ainda não sabe o porquê, apenas está vivendo o dia a dia. Conhece um cara mineiro que parece incrível e logo em seguida leva o famoso pé ma bunda porque ele não esqueceu o ex... usual


MAIO -Пьяное солнце (Alekseev)
Vida social intensa, você se acha maduro o suficiente mas não, não é. Você acha que não é capaz que fazer aquilo que te pagam para fazer, você começa a se descuidar, descobre que tá com a gripe mais forte que poderia ter e tem que levar besetacil para melhorar. Você se fecha, se tranca no quarto, quer sumir, mas sorri pros outros e continua postando foto bonita no instagram.

JUNHO - Paradinha (Anitta)
Você foge? Foge pro interior de Minas e crê que é ainda a pior versão de você. Faculdade já está na sorte, mas pelo menos respira. Aceita a maldade que tem em você. Pelo menos tem que te ame mesmo assim, e mesmo você não dá o valor ideal. Viaja pra Londrina, passa o semestre da faculdade e começa a pensar que vai respirar com as férias. Sim você respira. Você conhece um francês e tipo, o que é de tranquilo, também é totalmente incompatível. Vida que segue, você parece nem ligar mais

JULHO - Tempo Perdido (Legião Urbana)
Você libera endorfina nadando muito e tendo uma mega vida social. Cartão de crédito começa a ir lá em cima. Você trabalha e tenta fazer o melhor. Você admira platonicamente um youtuber russo hahah e a vida que segue. Reta final do ano.

AGOSTO - Sorte que você beija bem (Maiara e Maraísa)
Você conhece um tipo sem querer querendo e curte ele mais pela aparencia do que pelo perfil. Tem a primeira noite incrível e todo o resto é um lixo, te trata mal e você se sujeita, afinal já está cansado de tentar, finge que tá feliz. Recebe visita de um amigo incrível do paraná, vão para Minas Gerais, volta a falar com seu melhor amigo que te deixou na mão quando você precisava, e começa a loucura, seu cartão começa a subir, sua paciencia e saude a baixar e o tempo a esgotar-se, o ultimo semestre da faculdade começa a ser uma bosta.

SETEMBRO - Mi Gente (J Balvin)
Estados Unidos, LAX e MPK. Você tem talvez sua melhor viagem do ano (LAX) mesmo o local não sendo o mais legal, você está no EDGE do seu trabalho. Consegue metade do seu espaço. Está feliz aí, mas sem tempo pra nada, exatamente nada. Não se cuida, não se quer. não dorme bem, não come bem, não faz exercício, e ah, sabe o menino do mês passado? Some, te trata como um lixo e você é mais lixo ainda. Você vai pro Rio comemorar o aniversário e dos amigos se aproxima muito mais de um e se afasta de outros que estavam perto de mais, perfil não bate.

OUTUBRO - New Rules (Dua Lipa)
Sem tempo pra pensar, nem para viver, parece que você agora está longe de mais das coisas e das pessoas. Está muito bem, muito feliz no geral, mas a sensação do vazio é tão grande que fica estampada na sua cara, a saudades de um passado de amor glorioso bate toda noite na sua cabeça e fica te martelando, você agora brinca com você mesmo e parece aceitar o fato que é um objeto. Você dá seu melhor no trabalho e parece não estar andando muito, grande feitos e passos curtos, você fica triste. E lá quando a luz parece apagar-se você conhece o ex do seu ex e ele te mostra paz. Você se apaixona e não reconhece, já cansou de se fuder.

NOVEMBRO - Que Va (Ozuna)
Dias de Glória em Natal, que fazem seu cartão estourar quase, mas que trazem momentos de desconexão com tudo e encontra paz uma vez mais, ainda que quisesse estar um pouco mais com sua paquera. E aí ele decide que o momento dele é de explorar a sexualidade e sair com quem quiser, sua vibe é outra. O discurso dele só lembra o discurso do Argentino para quem você escreveu poemas um ano atrás e que nunca rolou nada pq não dava, não pq vocês não queriam.
Você vai de última hora pra Argentina, ao passo que faz a primeira cagada comportamental ferrada no trabalho e se sente um lixo com isso, você se re-aproxima do argentino e lê nos olhos dele que vocês se amam, mas não podem estar juntos e nem vão poder, no outro dia de volta ao brasil seu caso atual diz que não vai querer ficar só com você pq não tá na vibe. sem contar o menino louco ex dele e seu que é louco e stalker...
E olha que esse mês só está na metade.

E aí você está no aeroporto, indo visitar a família, uma parte que é homofóbica e bolsomita ao passo que você trancou a faculdade, está com o coração em pedaços, desapontado com o trabalho apesar de ter muito orgulho dele, seu cartao vai consumir toda sua grana e você não está cuidando de você.

Pois é amigos... Meus amigos decidiram que nossas histórias é uma série chamada "Vinhados", estamos na 4 temporada e ela é focada em mim... Acima dá pra ter uma noção de como a curva de emoções e acontecimentos dessa personagem se deu. E se eu to certo, é um drama cômico por vezes, é bem real como um "Please like me", mas o mais engraçado nesse drama é que é vida mesmo :/
Eu creio que existem pessoas que tem tendencia de ser mais dramáticas, mais intensas que outras, mas que a vida é como Aperol, é amarga, mas bonita mesmo assim.

Mas e aí você me pergunta, o que você quer?
Minha resposta é certeira, eu quero voltar no tempo lá pra outubro do ano passado para o parque na frente do cemitério da recoleta naquele por do sol, eu quero voltar ao final do show da florence and the machine, ou quero voltar para aquele momento na chapada dos veadeiros que eu pulei de uma cachoeira de cinco metros, ou mesmo para Cadaqués com minha Ana e aquela lua, queor voltar pra aquela balada em barcelona ou mais ainda e talvez o looping que eu quero de morte por hoje é voltar pro Alamo de buenos aires dessa terça feira e aquele banheiro. Eu quero encerrar nesses dramas, nessas cenas que para mim constituem os melhores momentos desses últimos tempos.

Que vida! Que vida! Linda e bela!

O que eu quero? Eu quero, pelo menos nos próximos minutos, quero "amor" de Alvares de Azevedo

Amemos! Quero de amor
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!
Na tu'alma, em teus encantos
E na tua palidez
E nos teus ardentes prantos
Suspirar de languidez!
Quero em teus lábio beber
Os teus amores do céu,
Quero em teu seio morrer
No enlevo do seio teu!
Quero viver d'esperança,
Quero tremer e sentir!
Na tua cheirosa trança
Quero sonhar e dormir!
Vem, anjo, minha donzela,
Minha'alma, meu coração!
Que noite, que noite bela!
Como é doce a viração!
E entre os suspiros do vento
Da noite ao mole frescor,
Quero viver um momento,
Morrer contigo de amor!











































sábado, 17 de dezembro de 2016

Passado

Estou precisando do amor que eu joguei fora,
perder-me em definições fúteis que criaram de mim.
Estou precisando parar de beber pelo meu rim,
Mas quero beber o que quero, já que bem agora,
seguramente, voltei a ser o mesmo de outrora.
Com presença das mudanças mais significativas,
Entre os iguais posso ver que emoções foram ativas
E as ações faleceram mesmo com todo esforço.
Tão Claro! Dessa vida vivi somente o esboço,
Quando a cada decepção matei em mim perspectivas.

Insisti em todo o jogo feito por você nessa insanidade,
insisti em toda paz perturbada, em um conto de fadas
que ninguém mais poderia tocar, e nessas decisões tomadas
com base em momentos únicos de absurda intensidade,
acabei com minha vida, acabei com minha castidade.
Como voltar a ser alguém que o tempo já apagou?
A mudança foi brusca, o menino nerd madurou
E se entregou sem medo as experiências do mundo baixo,
E se hoje sou quem sou, é porque nele eu me encaixo, 
Mesmo ele sendo um passado que nunca passou.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Um final de semana sozinho

Não. Não passei o final de semana sozinho, isolado. Não fisicamente. Pelo contrário, estive com muita gente, em muitas situações e ao mesmo tempo isolado. As coisas fluíram como tinham de ser.
Uma sexta-feira melancólica no cinema reserva cultural assistindo ao intrigante "juste la fin du monde" e aquela caminhada na paulista lotada percebendo as pessoas ao meu redor sem ser notado. Falei sozinho em francês...
Um sábado de sol investido com pessoas curiosas pelo idioma catalão no instituto catalão de São Paulo (o único da área no Brasil), tomando vinho e falando portulão (português com catalão). Muito agradecido, continuei ali na Lins de Vasconcelos e peguei pesado na academia, saindo dali um subway vegetariano e pagar contas, cortar o cabelo depois, e ficou horrível, mas tá valendo. E aí você volta pra casa, põe o papo em dia com o flatmate e vai ao mercado... aproveita e cozinha, e você percebe que os dotes culinários melhoraram.
Domingo, treino de kung fu e depois um liberdade lotada, e você ainda gasta 400 reias de armas do kung fu e sai com os amigos e seus pais. Agora em casa, depois de um banho e apreciar algo, é bom deixar a casa limpa e ler um pouco. Organizar a cabeça antes de querer sair de novo, e as pernas doem, mas se fosse por você, você ainda estaria saindo.
Estar sozinho é uma necessidade e é bom, se a sua companhia própria não for a melhor companhia pra você, alguma coisa está errada.
Sobre o amor que mencionei em posts recentes... Deixar acontecer e colocar-me 100% em primeiro lugar... ou melhor um 90%, os outros 10% são dele e nesse ele tem prioridade, mas é algo a ser construído, não dado. Os focos devem e podem ser outros, a nossa mente tem um poder inimaginável. Somos capazes de tudo, só não nos permitem acreditar nisso.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Empty Words

Quando será que eu vou receber a réplica sincera de um "estava com saudades do seu beijo" ou "sinto sua falta? O que mais dói nisso é falar palavras vazias a um vácuo completo. Empty words.

domingo, 20 de novembro de 2016

História de Amor

Esses meus registros meio mal feitos desde há muito não significam que eu não tenho significado minha história própria. Só estou tentando vivê-la de outras maneiras menos sistematizadas. Eu quase começava a escrever para algo acontecer e não o contrário.
Amor. Eis o dilema da vida junto ao poder. O Poder não te pesado tanto para mim, mas o amor sempre foi protagonista nesses poemas e nesses devaneios.
Passaram-se seis anos desde que eu, pelo menos penso, conheci algo que eu nomeei de plenitude. Eu conheci isso e nunca mais eu consegui chegar nesse mesmo nirvana. Acho que o fato de ser novo e inexperiente te ajuda e chegar a essa plenitude de confiança, de se jogar de uma ponte de olhos vendados sem proteção sabendo que não vai acontecer nada; Isso para mim é plenitude.
Eu o conheci num dia normal, que queria ver meu crush e ver se ia rolar algo, mas o fato, é que ele era o atual do meu crush. Paulista, praça do spot na frente do prédio do consulado da França. Quando eu cheguei ele tava abraçado com o seu ficante (meu crush) e ele estava de preto. A gente se olhou e eu fiquei meio chateado, mas eu era jovem e tudo passou rápido e logo todos éramos amigos e o crush, mais um amigo.
Foi a 30 de setembro de 2010 naquele mesmo lugar, agora ele recém solteiro, que a gente se beijou pela primeira vez. Eu estava bêbado, já podia, tinha 18 anos. Eu apaguei todas as fotos depois que ele me deixou, ainda que voltasse mil vezes e eu insistisse duas mil. Mas cada segundo está gravado aqui. Tive mil canções para lembrar, mil luas para refletir e depois de seis anos e pouco, de idas e vindas a gente ainda parece ímã.
Claro que eu sei que da parte dele sou só um rosto bonito - o galã de Hollywood segundo ele. Sou tudo e muito mais que ele já sonhou, mas a química não existe do lado dele e eu não tenho a impressão que ele queira criá-la.
A gente andou ontem, conversou, deu risada e matou as curiosidades que o tempo permitiu cada um fazer. Muitas das experiências que eu queria ter construído com ele, ele já fez com os ex dele e eu fiz outras tantas quantas. Isso já doeu, mas já não dói tanto quanto a minha própria indiferença ao tema.
Meu amor, louco, intenso, sem rédeas, só se abrandou, o tempo deu mais espaço para dividir o peso e a intensidade desse amor e talvez ainda seja o mesmo, mas é tão brando que até a tristeza pode se confundir com ele às vezes.
O que aconteceu não foi nada além de matar as saudades visual e do toque, do cheiro, talvez do olhar. Foi matar as saudades. Quantos poemas virão? eu jamais saberei. 
Eu estaria disposto a esquecer qualquer rosto de vez e só lembrar do dele. Viver o amor e a paixão muito mais intensamente que antes, mas dessa vez eu bati o carro nessa mão única.
Eu já sofri a cota desse amor e sinceramente, dele eu só quero viver de alegrias, mas então que ele seja meu motor e minha gasolina, seja minha bala, seja minha cafeína e quando ele decidir querer me fazer feliz do jeito que eu quero fazê-lo feliz sem mudar nada ele, então quem sabe, a gente realmente possa viver uma história de amor.



terça-feira, 13 de setembro de 2016

Crises existenciais de um jovem médio vulgo eu

Hoje me declaro o direito que concentrar-me em português e escrever um pouco. Só as energias sabem quantas vezes eu comecei a escrever e apaguei tudo, desisti ou perdi a inspiração. Não me vejo profissional da escrita, pois só faço o escrever quando me inspiro.

Enfim, esse não é o foco. Basicamente eu cheguei em um bom patamar da minha vida jovem por mais que eu recuse essa afirmação.

Cedo ou tarde, estou na faculdade que eu gosto, tenho um trabalho que me paga o suficiente e mais um pouco, de maneira que consigo viajar, pagar as contas, morar em Santo Amaro (bairro onde nasci e segundo bairro do coração).

A crise existencial principal desse ano de 2016 chegou quando me vi sem o amparo psicológico da amizade. Eu generalizo e isso não é bom, mas não me vejo em outra senão fazê-lo. Eu não sei a porcentagem (como se fosse possível medir), mas quando o Flávio partiu do apartamento sem muitas explicações e pensando nele e exclusivamente nele. Avisou-me uns 20 dias antes que teria que partir para que melhorasse a saúde e estivesse mais perto do trabalho... Levou consigo, justo, suas coisas que incluía TV, lavadoura etc... Longe de mim por grana na frente, me recuso a pensar em dinheiro - veja o exemplo do Fran que um dia direi - Mas, o fato de não ter compartilhado a ideia, a vontade efetiva e a ação de mudar-se me afetou diretamente. Podia ser algo usual, mas veio dele. Poxa. Um cara que eu amava de paixão, defendia e aguentava os defeitos, uma relação romantica da amizade de alguém que você quer proteger e que te proteja e quando eu me deparei com tal situação simplesmente não sabia o que fazer. Chorei, pedi pra ficar e logo disse que eu precisava de tempo pra pensar.

A amizade acabou. Não creio que tem volta. Mas as pessoas passam na sua vida pra te ensinar algo. Foram muitos bons momentos que passei com o Flávio e não digo que ainda perdoei, porque não houve desculpa, então não tenho o que perdoar, talvez eu tenha que digerir. De igual maneira, creio que quem quer corre atrás e o fiz uma vez ou outra o chamando pra sair, mas é díficil comer a mesma refeição quando não se digeriu a anterior.

Eu queria ouvir um desculpas de verdade, alguma coisa que justificasse a saída, algo como "Preciso do meu espaço, não curti morar com você" Depois disso eu pelo menos poderia talvez voltar a viver normal com a percepção de amizade que eu tinha antes. Nunca tinha reclamado de amizades antes disso: hoje vejo todas as reclamações inexistentes antes da hora de pular o tranpolim que transpassa laços de conhecidos. O mesmo se aplica no coração.

São barreiras do amadurecimento, mas cada dia mais eu penso que o medo natural o instinto que temos acaba por se transformar em incomodo aborrecimento e dor para proteção dos passos que temos que dar.

Superar o preconceito dentro de casa me fez mais desapegado, ainda que ligado à família, Superar a rejeição de quem eu amei me fez experiente e agora superar o pouco caso de uma amizade me fez mais independente.

Talvez eu tenha superado a rejeição, não superei a indiferença. E eu juro que preferiria a ignorancia feliz de quem nada faz questão a dor da sabedoria que quem sai da caverna. Dói demasiado. Mas o tempo, esse sim, amigo e vilão declarado, é o único que lhe ajuda a encarar e seguir o que em um momento te deixou cair sem dó.








segunda-feira, 25 de julho de 2016

Corredor do prazer

Escuridão no cerne de um corredor de putos e putas em liberdade.
O que manda no mundo é a promiscuidade
E o prazer de ter prazer, o prazer da dor.
Minhas energias se tornaram meu Senhor
Em uma vida sem respostas tuas,
Encontrei respostas bebendo nas ruas
Até meu ponto máximo de ser obcecado
Por práticas que pratico sem medo de ser pecado
De luxurias de corpos e de almas nuas.

Da ideia se faz um rei e uma guerra.
Da ideia fiz de vários caminhos, meu futuro.
E sei que um dia já fui completamente puro.
A culpa às vezez recai quando baixo a serra
E vejo o mar que os meus dramas encerra,
Lembrando-me que o tempo passou,
Que eu completamente puro já não estou
E que busco em nós a ideia de viver em dois
Por mais que tenhamos que esquecer o antes e o depois
E trabalhar nossas expectativas sem focar no que restou.

segunda-feira, 11 de julho de 2016

O ano da solidão

Pensei bastante antes de escrever esse post. Não é para ser um post triste, embora eu esteja um pouco infeliz ao escrevê-lo.
Creio que cada ano deixa uma lição principal. Mal de historiador, afim não podemos definir o tempo. Mas é assim que eu acabo vendo as coisas. Se ano passado eu senti a LIBERDADE nesse ano que nem terminou, mas que metade já passou, e tenho sentido a SOLIDÃO em seu aspecto cru.

Nascemos sozinho e morremos sozinhos, eis a verdades última da existência. E isso que não morremos, voltamos ao pó. Talvez as conexões que provem uma irmandade desminta minha afirmação, mas a passagem por esse mundo é dura, é triste, é tendenciosa ao caos, é uma solidão.

O amor são duas solidões protegendo-se uma a outra.

Estou apaixonado, não sei reconhecer até onde estou me apaixonando o suficiente para caracterizar isso como amor, mas estou com a impressão que é esse o caminho dessa paixão. Eu que nesse ano me prometi tudo menos amar.

Creio que superei o passado, embora tenha descoberto que não necessariamente superar significa que não vai doer. Mas as preocupações desse ano têm sido de gente grande, mais do que de paixões e aventuras. E eu tô sentindo que eu tô superando isso tudo sozinho, e o melhor, com isso me conheço mais, e conheço uma parte de mim que ainda não conhecia.

Na dor do primeiro semestre eu ri, eu viajei, eu transei, eu me apaixonei, eu arrisquei, eu chorei, eu amei, eu perdi e eu ganhei. O que não posso reclamar é que a vida tem sido monótona, ah, isso não tem sido e isso eu evito. Se brinco com a vida é que ela não me deu nenhum brinquedo para brincar.

domingo, 12 de junho de 2016

Al mo

Sos mi rockbeat en la musica popular brasilera
En boliches sos las luces de mil colores
Sos mi locura, mis vibes, a veces sos mil dolores.
Aunque derritamos este museo de cera,
Nadaremos sin esperar la vida que espera
Que hagamos algo de tan distantes que estamos.
And we repeat incesantemente que no nos amamos
Hasta el momento en que dos o tres tragos
Con los cuales gastamos todos nuestros pagos,
Like fools, al mo nos enamoran cuando los tomamos.

Que mescla es esa que a menudo ni sabemos
how to express sentimientos tiernos
o calentados en medio del invierno?
Qué pasión es esa sin fuego que quizás tenemos
just for the moments que tampoco creemos?
Es la energía de tu sonrisa reflejada en sueños
Y en sueños es que toco tu piel, te veo risueño
Son los sueños que te hacen para mí, the sun
Apenas despierto y las memorias se van
Y van buscarte en los rincones porteños.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Tu nombre aquí

Amor de un segundo ahogado en botellas de tequila
Calentado por el frío de una noche cualquiera.
Yo no estaría donde estoy si solo supiera
que mi vida con la tuya sería más tranquila.

Já nem consigo escrever se sua imagem aparece na minha cabeça. 


sexta-feira, 6 de maio de 2016

Quanto tempo

Querido blog, parece que te abandonei, né? Não, não abandonei? Como estou? Ando bem, de verdade que ando bem nesses últimos meses. Fiz muitas coisas. Fui ao show da Florence and the machine, do Maroon 5, até de Zezé di Camargo e Luciano. Fui pro Rio de Janeiro por um final de semana e uma semana em Buenos Aires. Fui promovido, te contei?
O volume de trabalho aumentou e a pressão na faculdade também, cada dia que passa me sinto mais burro e com mais vontade de aprender.
Mas foi bom, acho que pela primeira vez nos últimos anos tenho sido moderado, ou começado a ser moderado na família e sem loucuras, dosado as doses de amor e relação familiar que tenho.
Se eu namorei? Não, lembra que no final do ano eu não tinha desejado namoro? Então, estou cumprindo, a duras penas, porque nesse ano já tive histórias. Sim, teve quem aparecesse na minha vida, insistisse comigo e quando eu cedi, saiu correndo que nem um bebe de três anos. Esse incidente no caminho acabou com algumas expectativas que eu tinha.
Eu estou tentando dar mais valor ao silêncio, mas é complicado no meu caso que sempre falei muito. Feliz, feliz, feliz, não estou cem por cento, mas estou feliz. Só queria um pouco mais de correspondência. Essa paixãozinha forçada no caminho me desmascarou e eu me vejo carente. Quem está carente aceita qualquer coisas e chora por migalhas, come as migalhas. As pessoas, sei lá, não estão dispostas a viver grandes histórias, o que interessa é o poder e a grana.
Sabendo disso consigo me proteger.
Mas bem... estou bem no geral, estou bem. Obrigado por perguntar :)

Nos falamos depois, agora tenho muito trabalho pra fazer, sério. Um abraço.



quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Recapitulando

Pois é querido blog...

Quem te acompanha... (vide eu e só eu) sabe que eu postava com frequência. Que eu postava ao final de cada mês um resumo de tudo o que fazia e no final do ano um resumo geral, anotava tudo, lugares que ia, quem eu via, livros que lia e filmes que assistia. Os shows, as peças, as vontades, os planos. Tudo eu meio que colocava aqui ou nos meus escritos à mão que estão em casa ou já foram para o lixo. De tanto planejar, muitas vezes não o fazia. E de tanto divulgar, às vezes as coisas não saiam da cabeça ou do papel.

Não medito mais, quase não leio mais. Parece que a crise nacional se refletiu na minha vida financeira e parece um poço do qual não saio. Poxa, até minha sinceridade exacerbada me pareceu por vezes algo mais superficial do que real.

Eu gostava dos planos, dos registros, do quarto arrumado, da academia, dos likes, do meu ego no tema central da conversa. Será que é amadurecimento?

Eu trabalho hoje em dia em um telemarketing no mais. Tenho 23 anos e não sou o modelo fitness que eu queria ser ou que fizeram eu querer ser. Sou gay e o maior e pior preconceito que sofri e por vezes ainda sofro é dentro da própria família. Sou consumista com pequenas grandes coisas e disponho ou penso que disponho de pouco tempo.

Sou feliz e parece que algo ainda bate em mim aos socos para parecer que eu não sou feliz. Acho que é a crise mesmo. Estou apanhando tanto que não sobra dinheiro para ir ao mercado. A culpa é minha ou os outros fazem acreditar que é minha... Na real não paro para pensar ou iludir-me e aludir a culpa a alguém ou a alguma situação.

Parei de escrever o resumo mensal e nem comprei agenda 2016 para controlar cada passo que eu dou, acho que são fases diferentes e assim como a vegetação, não é uma quebra, é sempre uma transição.

Eu quero sair das redes sociais, mas sou dependente de ser social e aceito e visto. Sou, ou melhor, fui ator e ator querem mais que tudo atenção, querem a sociedade. Cômico não? Eu escrevia tudo e cansei no bom sentido de escrever poemas.

Esqueci como é bom ficar em casa, como é bom não se preocupar com o banco, como é bom poder viajar e passar aquele momento sozinho ao por do sol. Como é bom almoçar com minha mãe e até com minha irmã ou ouvir as conversas dos meus parentes na divisa com o Paraguai. Viajar é lindo, mas me fizeram acreditar que esse é o único objetivo da vida. Eu esqueci como se ama e agora uma nova oportunidade surge e eu, morrendo de medo, não sei mais lidar, não sei tratar. 

Eu por ser amigo, acabei sendo amigo de todos e no final das contas, talvez não tenha tantos amigos quanto eu pensei que tenha. Eu quero sair das redes, quero ler meus livros, aposentar-me com 24 anos sem envelhecer e trabalhando.

Eu não posso sair do trabalho que tenho. Do apartamento que habito ou de qualquer outra coisa. Sinto-me preso, mas eu sei, eu tenho fé, eu acredito que as oportunidades surgem, que o amor nasce de novo e que ele ainda me salva, que a vida te mostra caminhos inimagináveis e se lutamos um pouco não mudamos de fato nossa realidade, mas a encaminhamos.

Que minha família seja abençoada, que meus amigos poucos, que meu amor dado à pessoa correta e eu espero estar com ela já s2, que meus estudos sejam focados e minha grana não seja curta, mas não seja gigante, não é necessário.

Acho que escrevo por medo de morrer, escrever é o único jeito concreto que eu encontro nesses dias de concreto de eternizar o que chamamos de alma.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

No metrô

Foto largada no metrô bonaerense 
Perdido e vazio em um olhar franco
Relembrado sua vida num suspense
Gravado em ouro e em preto e branco

Tantos segundos chamando a atenção
Buscando o prazer exato, engatinhando
Passando cera em obras sem distinção
e a outra face nas outras faces buscando.

Toma o caminho ao mar, toma-se novo
e de novo um pouco de ar
acorrentando-se mais nos braços de um polvo.

Pergunta-se se é amor, mesmo se lhe mata? 
Olha a foto no tempo perdida
E se entrega a outra gratidão inexata. 

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Invisível

Quero ser seu amante fixo, respirar teu outro olhar
Quero fazer da tua pele minha fixação,
Ser tão perverso, quando o sou em oração
Para que olhasse para mim, copiasse meu respirar

Não sei quem é você que me consome em chama
que não queima, explode e corrói o que fica
de fora da história oficial, que estudada nos indica
Que não existe espaço para um terceiro que lhe ama.

Quero ser teu amante permitido, e causar-te amor.
Beijar-te o corpo no mistério dos cantos
Permitir-me te tocar entre os nós, entre os santos.

Perdi-me quando nós nos fizemos um, me fiz torpor
Tal qual mel em seu favo, perigoso e irresistível
E irresistível te fizeste nesse nosso amor invisível.

domingo, 11 de outubro de 2015

De salida

No sé, pero imagino que pronto parto de São Paulo una vez más.
Tengo algunas ideas en la cabeza, pero no sé cuál será la opción adecuada a mi vida.
Imagino que más que yo, las próprias opciones se van a elegir.
Es decir, quiero por momentos seguir estudiando en una maestría en Buenos Aires más que todo. Después me acuerdo como me encanta hablar francés y ya quisiera estar ahy en Marselle o en Paris. Pronto quiero estar en Berlin, no sé porque, pero esta ciudad que me parece gris, me parece de alguna manera llamar la atención.
Hay Barcelona, hay Rusia, hay Bogotá y otras grandes universidades en el mundo que dan ganas a uno a querer pasar un tiempo estudiando en ellas. Pero hoy, bueno, por le menos si fuera hoy, capaz elegiria Buenos Aires o Berlin para vivir, tal vez no para siempre, pero por algún tiempo e intentar cosas que jamás antes hubiera intentado. Que el tiempo me lo diga y me muestre la salida para empezar todo nuevamente. Ay vamos! 

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Am I feeling good?

It is a new dawn
It is a new day
It is a new life for me
and I'm feeling good.

Yeah, I'm slightly good

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

E esse medo repentino de se apaixonar?

E esse medo repentino de se apaixonar?

O pior é que ele tem os olhos azuis como uma piscina e tá um calor...

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Bursting

Que toda essa angústia, essa dor venha um dia em dobro e paixão e amor

Sério

Estar disposto

Eis uma sina que, se agregada ao meu signo, - diga-se de passagem, tenho acreditado muito em características de base d eum signo -  produz sofrimentos desnecessários, desmedidos e... história incrivelmente bonitas de serem lidas, contadas e estudadas.
Quero registrar que até hoje 4 pessoas fizeram a diferença na minha vida. Duas delas, talvez chamaria amor, duas qualquer coisa de paixão, tesão e desejo misturadas e elevadas ao quadrado.
Igualmente dei quatro chances no ano passado para compensar essas quatro "desgraças" que passar pela minha vida.
Nessa matemática brincamos de adição. Estupidez.

Bom, só vim escrever aqui para colocar o sentimento em letras, pra fora... Sinto falta de qualquer expressão artística.
Fui para Buenos Aires e vivi segundos e mais uma paixão... Alright... Parece babaquice e ainda mais aquelas histórias de filme de amor à primeira vista - o que eu considero babaquice.
Mas isso que eu chamo de babaquice, também chamo de oportunidades notadas. Em outras palavras, amor à primeira vista não existe, mas existe a notabilidade de uma oportunidade de investimento de RELAÇÃO.

Ui ui ui...que medo de falar a palavra RELAÇÃO, ou RELACIONAMENTO... a vida é feita disso em todos os níveis, de familiares, sociais a amorosos. Poxa, um beijo em balada nada mais do que um relacionamento curto, efêmero na esfera social. Simples. As pessoas tem medo, não estão dispostas a assumir riscos, a sofrer, a rir... Não se dão oportunidades e quem, no final das contas, é tomado como louco, rápido demais, ou qualquer coisa assim.

Meus caros, não, a diferença entre uns 80 por cento do povo e eu é simples, estou disposto a correr riscos nisso que chamam de amor de paixão e blablabla. E vou continuar assim. Sim, sofro mais, mas vivo mais e com mais histórias para contar, escrever  e ficar rico.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Não somos o que somos, somos o que os outros nos fazer ser

Não somos o que somos, somos o que os outros nos fazer ser. Refleti sobre essa frase, não tanto quanto eu gostaria, mas gastei um tempo pouco e simples que me fez notar que dou valor àlgumas coisas, simplesmente pelo fato que as outras pessoas dão valor.
Não estou tão feliz com meu trabalho, hei de procurar outro que me faça bem, espero assim.
Meu amor está longe e ainda tneho um cmainho básico a percorrer antes de encontrá-lo.
Com a família os passos estão sendo dados, mas passos de tartaruga. Ao menos estamos saindo do lugar.
Está tudo bem com amigos e os caminhos do estudo, embora eu sempre queira mais.
Pois é, meus targets são muitos, mas como digo sempre, fico feliz em realizar 10% deles. É bem provável que esses 10% seja muito mais do que 100% de muita gente.

Roteiro São Paulo

Esses são os passeios/lugares que quero fazer ainda em São Paulo para dizer que conheço um pouco da cidade :)
Vou anotando as datas segundo ir visitando tais lugares. Vamos lá?!

Assistir a algo no Auditório do Ibirapuera
Assistir a algo na Sala São Paulo
Assistir a algo no teatro São Pedro

Aquário de São Paulo
Horto Florestal
Pedra Grande - Cantareira
Pico do Jaraguá
Parque do Carmo
Parque da Aclimação
Parque Severo Gomes
Solo Sagrado
CEAGESP

Itaú Cultural - 23-08-2015
Obelisco de São Paulo
Catavento Cultural
SESCs
Ciclovia Paulista - 23-08-2015
Ciclovia Marginal - 22-08-2015

Biblioteca Mário de Andrade
Bovespa
Palácio dos Bandeirantes
Jockey Club
Hípica de Santo Amaro
Templo de Salomão

Passeio de barco na Guarapiranga
Passeio de Balão (interior de São Paulo)
Passeio de helicóptero









quinta-feira, 9 de julho de 2015

Rio de la Plata

Quiza, solo pienso en ti porque alejado estoy
Quiza es como cualquier otro y tu beso igual
Quiza solo pienso en ti porque te beso y me voy
Quiza nuestro amor no es amor, es pasion es un animal

Si hoy te escribo es porque te extraño en este momento
De solitud al atardecer, viendo el sol bajando al mar
Como él, que en el agua se va, mi pensamento
Contigo quisiera que estuviera, quisiera ser tu hogar

Y mi piel se enamora de la luz que viene del azul
Que el cielo me muestra y yo, estupido, cierro los ojos,
Y siento que conmigo estás en este país al sur

Te veo en mi oscuro, mismo que sea día
Tu eres mi vida, mi corazon, mis ideas compartidas
Eres todo y sin ti ya no sé cual será la salida.


quarta-feira, 8 de julho de 2015

Ah Uruguay

Ah Uruguay! Saudades já tenho de teu inverno
De tratar-te por tu, de em sua antiguidade sentir-te moderno.
Ah Uruguay! Pequeno no mapa e grande en teu por do sol!

Pra mim es verde e teu mar não tem sal
Pra mim teu olhar é mundial
Pra mim amas o mate, amas o futebol

E não me cansarei de lembrar
Tanto de tua gente, teu mate, teu mar.
E de tuas tequilas, meu aperol!



segunda-feira, 22 de junho de 2015

Venha

Você é meu mambo, minha salsa e tempero
Meu amor sempre inquieto, meu desespero
Você é fogo,  a pimenta do meu reino
Você é a proteína do meu treino.

Se sou ceú azul, você é meu nimbo
Se sou droga, você é meu cachimbo
Se sou prazer, você é meu sexo
Se fosse um e-mail, você seria meu anexo.

Você é luz na escuridão de meu olhar fechado
Você é  diamante que em Minas foi encontrado
Você tem a chave de meu cadeado

Você é o idioma que não sei falar
Você é tão eu e eu você que me vejo a vacilar
Calemos nossas bocas, venha logo me beijar.

Life goes on and on and on...

Eh, bien! Ouais!
Nossa, quanto tempo sem escrever. Até dos meus resumos mensais me parece que eu esqueci. Até de minha agenda diária faço pouco uso.
Eis-me máquina de tempos de crise disfarçada em todas as partes do mundo.  Eh, bien! Acho que a crise está em nós seres humanos tão insípidos, rudes, injustos e infiéis com nossas próprias vidas.
E ainda assim, dou risada. Emociono-me.
Exponho e ponho meu coração aberto em cima da mesa, na esperança de fazê-lo banquete de sentimentos famintos por emoções. Já que, talvez, um não pressupõe o outro.
O fato é que a gente amadurece a cada pedrada e opta pelos caminhos que nos aparecem sem opção.
Estou feliz, incompleto e com aquele amargor que outrora, já leram em minhas janelas, mas feliz.
Lágrima ajudaram a lavar os olhos para melhor enxergar a beleza de uma conversa pernambucana com minha mãe. Cobertas ajudaram-me a passar o inverno fraternal tão duro e que matou pedaços de mim em frieza vil; assím, que venha a primavera, já sinto o vento calmante na pele.
Deus está em mim e em você. Está em todo lugar e se não agradamos a todos, a todos que agrado tenho boas energia em troca.
As feridas exposta, o buraco que o prego deixa na madeira, continua lá... Mas que assim seja e que seja feliz onde estiver, life goes on and on.
Estou feliz, e quando triste, valorizo os dias de sorriso, tento os que tive quanto os que criamos, é em uma tempestade que se imagina o sol acima das nuvens, é na ilha de minha mente que construo meu paraíso, and life goes on and on and on...

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Sem aprecio

Quero escrever... Não sei como

Caralho mesmo viu!

domingo, 5 de abril de 2015

Incoerência

Eu só queria um e tenho muitos.

domingo, 29 de março de 2015

O Prazer aqui é Norma

Últimas linhas de uma canção
Últimas gotas de pequena dose
De absinto nesta minha apoteose
Em um passado clássico em modernização.
De mim, afasto a tua mão!
Templo sagrado onde prego cerimônia,
Onde me gritas para vivermos parcimônia,
E o que escuto é eco ensurdecedor
Onde o plural não é pra ti significador
Mas em mim é tal qual dose de amônia.

Sorrio e sou trovador, poeta, escritor
Te faço completo ao tempo presente
E o que existe em ti quando estou ausente
É o não domínio da tua vontade, prazer escravizador,
Utilitarista, sem culpa. Mesmo apaixonador
Tomaste tuas decisões de correta forma!
Viva o prazer! O prazer aqui é norma!
E se eu nem fui um diferencial para ti
Finjo que nem sei, tanto já esqueci
Que eu mesmo deixei tua plataforma.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Amargor

Que angústia! E que linda soa a palavra. Triste é a lamentação, e nem sorrisos, nem vontades e as vontades tão poucas me fazem querer fazer o tempo voar. E se voa, não sei, sei que nem sei do que de mim caçoa.
Sabe o amor? Nem sei. Sei a tequila a vodka e o suor de uma noite mal dormida entre pernas e sexos de um vazio tão intenso que nem corpo me senti.
Se a alma sobe ao céu, eu vejo o inferno de um colibri.
Tal segismundo me senti a entoar poemas de Azevedo, e mesmo em prosa eu procuro rimar o que o mal me fez, fez medo e medo sou eu hoje se ando em beirada de muretas de pontes, se atravesso faróis abertos de olhos fechados, ponho a cara a tapa de navalhas, vivendo dias amargurados.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Vazio

Sem palavras para muitos cafés que tomei hoje

segunda-feira, 2 de março de 2015

Um pouco

Um pouco de mim é tudo o que eu tenho para dar
Pouco do beijo, pouco tempo a dedicar.
Um pouco de mim é o que tenho para dar.

Elevar-te ao céu e com um toque, louco te deixar
Fazer muito do meu pouco e pouco a pouco se entregar
Eis o pouco de mim que eu vou te proporcionar

Escutar teus sussurros, rubro te tornar
Passar a noite acordado para com teu toque levantar,
Pela manhã em tuas mãos eu cresço,

Um pouco e um pouco mais é o que te ofereço
Sabendo o final, e que final é rápido de chegar
Já que o pouco que tenho não pode te sustentar.

Saiba que a rima pode ser pobre, mas rico é meu pouco
E se a ti escrevo, é simples, é coisa de louco
E se tudo que tenho é pouco, venha do meu pouco se aproveitar.



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Segundo Plano

Eu não sou xerox de ninguém!
E nem cópia dos beijos que beijou!
Não sou marcas de vinho que deixou
no copo que quebrou, quando sem
respeito e carinho matou a quem
sem nem esperar pôde respeitar.
Ah" Que delirio é tentar amar!
Que lástima é essa entrega
Daquele jovem que se apega
E decide aos beijos se entregar!

E se escrevo linhas em carvão
É pra não dar-lhe tapas banais.
Quero não encontrar-lhe jamais.
Quero viver minha vida, salvo e são,
Sem conviver com amores que vem e vão.
E minha filosofia foi minha cegueira
Tomando vinho queimando em minha lareira.
E não me permito ser segundo plano,
livre das garras de amor tirano
E me apaixonando quando eu bem queira.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Panorama de Janeiro/Fevereiro

Pois é.

A bipolaridade parece estar mandando em mim nas últimas semanas.
Depois d emuito tempo não fiz meu resumo mensal no Blog com o que consegui fazer, mas acho que isso é válido. Eu estava começando a me prender muito em listas e agora parece que enfrento a abstinência de sempre fazer mais e mais. Eu preciso aprender a levar a vida como em Londrina, mas em cidade grande.
Eu faço muitas coisas mesmo, muitas. E o que pega mais é que moro longe, acabo sme tempo até para dormir, para cuidar de mim. O que fazer? Parar.
E está difícil parar.

Trabalhar, fazer faculdade, academia, kung fu, comer bem, dormir bem, cuidar de mim, ver a família, ver amigos, tentar dar uns beijos às vezes, juntar grana, evitar gastar, escutar e falar idiomas e viajar. Parece que não há tempo pra nada, mas pra tudo dá-se um jeito não é verdade?

Sobre o coração: Simples, me sinto hoje como um objeto. As pessoas usam como querem, se divertem, enjoou já não dão atenção ao objeto, passam pra frente, jogam fora... Simples assim. Um objeto e dói quando penso assim, mas vou tentar focar em outras questões para que eu possa seguir tirando energias e viver um dia de cada vez.

Poema? Estou os escrevendo na alma por enquanto, e estão sendo lindo. Estou me dando oportunidades mais sociais que amorosas, e como disse, repito, um dia de cada vez.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Felicidade Agressiva

Estou num momento de felicidade agressiva, rejeitando a dor da indecisão e não convicção do outro. Eu estou me obrigando a ser feliz e tirando energias não sei de onde. E sabe o melhor? Eu sei que eu consigo.

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Frase memorável

"Se você quer, você consegue. Se você não conseguiu é porque não quis"

Outra frase memorável sobre o meu desafio freeletics que me tomará 100 dias desse ano.

Romântico insaciável

"Eu Fodo com uma rosa na mão".

Essa foi a máxima soltada ontem numa conversa com amigos. Tentei achar termo melhor para a palavra "foder", mas não encontrei.
Só estou postando isso mesmo porque achei memorável. E após refletir que muitos ousam dizer sobre santos e putas, mas poucos conseguem refletir-se e reproduzir ambos na hora da verdade. 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

A manhã de um paulistano da gema

Enquanto você está acrodando eu já me levantei há tempos, meditei, tomei dois banhos, enfrentei ônibus, trem e  metro lotado. Já me exercitei, mais de 40 séries de exercícios para aguentar a poluição. Já tive dois cafés da manhã, falei três idiomas, e dei bom dia para o pessoal do trabalho. Pois é, enquanto você está acordando eu já estou vivendo o dia de hoje, porque se São Paulo não para, por que eu pararia?

domingo, 18 de janeiro de 2015

Que eu siga

Fechei janelas, tampei buracos na parede
Preso em um soneto, de mãos dadas
Pouco me importei com contos de fadas
E sem você perceber, lhe prendi na minha rede.

Senti sua falta, por que iria negar?
aprendi que a validade de uma saudade
Não ama mesmo que seja por maldade
É tudo o que eu pensei, já posso deixar.

Minha fome é de passar a noite contigo
É esquecer de passado que você mastiga
E te fazer mais amante do que amigo.

É nessa história teve muita intriga
Cada um olhando pro seu próprio umbigo.
E mais um vez quer que eu seu caminho siga.

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Let them reinitiate

Você se cala contra sua vontade. Mas está fazendo o certo. Vamos ver o que dá?

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

That Wonderful Weekend

You start all over again, thinking a little more than once you've thought. You know you like to love in a way that you may scare people.
You like to listen to French songs and imagine a wonderful weekend at an small hotel in Florianopolis with the person you're with. You'd afford it, you would try hard to do your best, to spend some time talking about nothing and doing nothing.
I will tell you the thing. It is: I'm seeing someone. It was kind of suddenly, but I do not know the reason I liked him.
Actually, at first I didn't enjoy it so much, but as time passed by, I got really interested and now it is like there was nothing between us. Oh Gosh, if it were at least the first time, but no, it happened a couple of times, it makes me tired, and aware people don't want to try, why?
I wanna try, I wanna pass that wonderful weekend in Florianopolis. Yeah, I want to be romantic, people in gerenal, don't.

domingo, 11 de janeiro de 2015

Sem juízo

Em pouco espaço, linhas disformes
Informam-me que estás longe
Recluso de si, tal como um monge
Somos soldados do passado em uniformes.

Se a nota nessa prova é pouco
Deixe-me refazê-la agora
Eu não sei, mas não quero ir embora
Quero que me aceites como sou, louco

Preguiça de tentar, até de investir
Mas gostei da ideia, do teu sorriso
Que me fez arriscar, que me fez sorrir

E que tal se amarmos de improviso?
Que tal esquecer todo o passado
E sermos loucos juntos, sem juízo?

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

A culpa é de Copacabana

E eu já nem sou, nem fui suficiente
milhas separam o que nunca esteve junto
Vide eu a catar migalhas, juntar juncos
Pior, da sua evasão sempre estive ciente.

Talvez redenção é história pra contar
E se oro, bobagem minha, não sei
Porque sem querer me entreguei
Não é porque arrisco, que você vai arriscar.

Vai e acaba de vez, mata-me em decepção
Acaba com o pouco que criei sem intenção
Ou decide parar a putaria dizer que me ama!

A culpa dessa paixão é de Copacabana
E se pouco ou muito lhe devo atenção
É culpa desse seu beijo, que fogaréu  emana.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Dezembro do amor

Ai, esse mês. Fechou muito o ano. Coloquei dezembro do amor no nome e há tempos não usaria essa nomenclatura, mas acho válida pro momento. Mesmo.
Tanto porque me senti melhor amado e amando mais minha família, meus amigos e amores. Quando digo amores quero dizer que vivi momentos com quem eu tanto sonhei. E sabe, parece que aquela tarde na Pinacoteca foi o final. Afinal, filhos da puta são filhos da puta. E não falo isso com raiva. Apenas indiferente. Ou tentando ser indiferente.
Passar alguns momentos com quem poderia substituir o vazio e ver que se existisse uma escola de putas, eles seria o dono... E viver de sonhos de amor substitutivo à distância? Acho que não rola.
Foi um mês de amor porque eu aprendi a me amar mais. Dar-me oportunidades, ver que é possível seguir o caminho de uma maneira árdua, mas que vale a pena.
Foi amor porque eu tive bons momentos com minha mãe andando na Paulista, jantando, ou indo ao cinema com minha irmã. Foi amor porque eu senti saudades dos meus amigos. E com eles saímos, fomos a Bubu, ao Anexo B, festa da empresa, a bares, a chá de bebê. Enfim. Dezembro foi amor e que seja amor daqui a pouco em Copacabana. 
O dia de natal teve almoço em família e foi bom ter momentos assim e ver quem e quem não importa. O que mais importa é o caminho, ah, é o caminho, e que hoje, amanhã e sempre seja um dia de amor!

Cinema
Ouija
Hoje eu quero voltar sozinho
O ciumes
Exodo

Livros
Completei os 56 contos de Sherlock Holmes

Viagem
Rio - 31/12/14 - 01/01/15

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Colocando Metas

Não sei o que aconteceu nesses dias que eu percebi que metas e o meu jeito metódico de ser, podem, por vezes, me fazer mal ao invés de bem. Eu escrevo todo final de mês com um resumo do que eu fiz ou deixei de fazer. Ao final do ano, há um resumo geral de minhas impressões. Haha é bem capaz que seja um bom exemplar pro museu da pessoa no futuro, mas não sei por quanto tempo esses escritos e esse hábito vai perdurar. Já são quatro anos fazendo isso. O fato é que eu vou separar essa véspera de natal pra organizar minhas vontades pra 2015 e ver o que eu consegui alcançar em 2014. Mas vou pensar em pensar menos, assim será menos sofrimento, certo?

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Te deixei

Que amor estranho de se dizer
Que sentimento torpe, sem nem
nada fazer, não sou ninguém
Te escuto, escuto mais o prazer.

Que dias vãos em vãos que se vão
Falta-me o ar de dias quentes
Entre nós, risos em vertentes
Pois é, falta-me o ar do verão

O significado que aos beijos dei
Me humilham em lágrima secas
nos toques alheios que não encontrei.

E mal cheguei, te olhei, logo parti
Lendo Neruda e algo de Sêneca
Parei de sentir, te esqueci, te deixei e morri.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Retraso

Eu queria escrever algum poema, sabia? Ia ser mais fácil. Eu não estou encontrando palavras, porque eu consigo escrever quando estou muito feliz alguns poemas razos e de pouca profundidade. Quando estou triste escrevo para arrebentar. De minhas mãos saem coisas incríveis... Agora quando a água está morna, quando a rotina impregna, quando seu olhar me olha com indiferença, ou nem me olha, eu não consigo escrever linhas que mostram a sucessão dos fatos e o que eu sinto, e me sentiria um falso ao fazê-lo.
Talvez eu ame intensamente, mas essa tensão já passou e eu nem gosto mais de você. É aquela coisa do  "eu amo, mas não gosto mais". Minha intensidade sufocou você e você que poderia ter me sufocado tanto quanto e se entragado pelo menos por um dia... Ai eu não sei o quanto e quando e se, e como você se entregou, se ao menos eu tivesse uma certeza... É, pra você eu sou mais um rostinho bonito e quem me tratou bem não me atraiu tanto quanto você o fez.
Aceitar que eu perdi talvez vai doer menos, mas eu vou lembrar da minha juventude um dia e reclamar o quanto poderíamos ter sido felizes e só você não viu, ou viu tão bem meu egoísmo que no fundo foi a única pessoa que me protegeu.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Silêncio

Aprender a ficar em silêncio, observar e fazer comentários sem soltar palavras é meu maior desafio pessoal.
E imagino que seja também o maior desafio de 2015. Minha lista de objetivos está praticamente pronta.
Assim como minha organização da vida financeira. E ah... quero escrever tanto mais nesse blog, porém me faltam forças. Mesmo. :/

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O último beijo

Os dois entraram naquela varanda depois de tantos meses sem se ver e depois de tantos anos sem ter um momento assim, a sós. Tinham passado por uns minutos na fila da Pinacoteca do Estado já que o ingresso no dia não era pago e parecia que São Paulo tinha combinado de ir ver Ron Mueck. A fila da volta no museu que dava pra ver da varanda que ficava aos fundos da pinacoteca.
O engraçado porém, era que o pessoal parecia só visitar o primeiro andar, e esqueciam de prestigiar a exposição permanente do segundo andar. Era ali que os dois jovens estavam.
Um vestido um pouco mais descolado e outro bem vestido, sendo que o segundo parecia tomar as rédeas do que acontecia e até da conversa e o outro parecia permitir ou não os acontecimentos.
Em um ambiente como aquele seria complicado qualquer tipo de aproximação, o fato é que o coração do Venturi batia forte, poxa, batia forte e os pés indicados para o outro jovem, não mentia o interesse sincero de quem já tinha sofrido um pouco. Entretanto o passado naquele momento pouco importava e do nada o nosso aventureiro, com o coração na mão, virou e disse "Deixa eu fazer uma coisa" e aproximou-se repentinamente, envolver a cabeça do outro em suas mãos e aproximando as bocas. Por um segundo, Venturi jurava que o outro iria esquivar, mas na realidade o beijo aconteceu.
Foi um beijo doce, um beijo perfeito, digno que cena de filme e páginas de delírio em um livro.
Venturi se entregou e do nada parou de se entregar. É como se o diretor da cena pedisse para parar por mais que o beijo continuasse. De alguma maneira a energia pareceu ser interrompida e foi aí que o beijo que parecia recíproco, tornou-se oco do outro lado. E pareceu, por aquele instante, que os quatro anos de história só valeram pro Venturi, e que a ideia fixa de um louco apaixonado, fixou-se tanto na cabeça do outro que só restou a atração e o tesão básico de alguém que nunca teve fogo nem pra um olhar sincero.
Venturi viu-se liberto, porém como escravo dono de si, doou-se mais sem desistir de ter o que ele nunca conseguiu encontrar em quem de certa forma, um tanto quanto platônica, amava, o coração.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Convicção.

Tome seu tempo novente, Foi paciência até então. Eu fui paciência. O que alguns dias, o que alguns beijos, algumas fodas, alguns momentos tristes e felizes farão de diferença? Nada.
Nada fez diferença e então vai, não te prendo, não te falo mais "eu te amo" tão cedo. Toma seu tempo. Vai respirar, porque o beijo já demos, aquele final ou aquele inicio. Problema meu se eu eternizei cada segundo. Tome seu momento. Porque o meu já passou e se a questão agora é esperar sua convicção, que eu espere. Só não demore muito, pode haver por aí muitos outros mais convictos que você. Mas, que nem eu disse... Tome seu tempo

domingo, 30 de novembro de 2014

Novembro da esperança

Como sempre eu penso que novembro ainda é mês muito bom. E como se mostrou bom. Melhor será Dezembro espero eu, pelo menos nos planos que eu aqui tenho.
Além de diversos passeios, altos e baixos, experiências, amor e sexo, novembro me mostrou que eu tenho capacidade de seguir. Digo isso pois quase saí do meu trabalho, mudando de produto, e vejo que hoje consigo trabalhar melhor, ser digno de méritos e aguentar um pouco mais as pontas por lá. Nem tudo são rosas, mas em qualquer lugar é assim.
Estou investindo um pouco melhor no italiano nesse mês, além de continuar com o projeto de ler toda a coleção de Sherlock Holmes! Com o Flávio, meu irmão não sanguíneo, conheci mais de SP, fosse em cemitérios, no beco do Batman, Shoppings, Cafés, temakis ou no famoso terraço Itália.
nesse mês, vi que amigos também brigam, mas que tudo pode virar passado depois de uma boa conversa.
Mas o melhor foi esse dia de 29 de Novembro que talvez eu não esqueça jamais ou queria esquecer pra sempre. Sabe o motivo de eu tanto escrever poemas? Escrever? O motivo de eu ter esperanças de um amor perdido? Esse motivo me fez querer mais... Em outras palavras, eu sei que não vai dar em nada, nada, mas foi o melhor passeio do ano ir naquela pinacoteca hoje, me mesmo lotada, reservava um espaço vazio para nós dois. Enfim, vou terminar o mês com um passeio no centro de sampa em família, e o melhor agora é ir dormir. Afinal, amanhã será um longo dia.

Passeios relevantes
Passeio cemitérios
Beco Do Batman
Shopping Cidade Jardim
Terraço Itália
Livraria Martins fontes
Open bar - Reputation
Outback Higienópolis
A loca balada
Happy Hour com amigos.
Pinacoteca
Cantina Italiana
Coffee Lab
Iguatemi - Compras
Centro de SP

Cinema
Relatos Selvagens
A Esperança, P1
Saint Laurent

Filmes
Il capitale Umano
Come il vento
A verdade sobre os homens
Si puo fare



Pinacoteca

O amor pode às vezes machucar
Mas é a única coisa que me faz
Parar o tempo e querer respirar mais
Pode machucar, mas o simples fato de amar
É o que eu não consigo evitar.
Ai, seus olhos, me leve onde quiser
Me devore a alma, quero o que quer.
Em meu egoísmo me tornei servil.
Mato e morro por você, beijo gentil
Je ferme les yeux, Je vois la mer

Hoje eu hesito e não quero dormir
Mas fecho os olhos e vejo os seus
lábios doces lábios tocar os meus.
Seu cheiro doce cheiro que permiti
Impregnou, morri hoje, dia em que te revivi.
O meu romance com você terminou
Mas minha alma reviveu, sempre te amou
Vou lembrar nosso momento na Pinacoteca
Sendo ele eterno ou efêmero de quem peca
Posto que de finais não existe se você nunca me deixou.

sábado, 29 de novembro de 2014

Kun For Mig

Uma noite, bêbado você subia a rua puxado
Dizendo que não sabia, não compreendia
Como almas soltas, amor não correspondia.
Bêbado, eu fiquei quando abandonado
Foi embriaguez de quem está apaixonado.
Passou o tempo e seu olhar, que amou três
mudou tanto as feições, nem sei o que fez
E eu que sonhava em rápido ter 25
Brincava com tudo e hoje pouco brinco,
Sério e sonhando até falar Dinamarquês.

Ao menos, a imaturidade deu-lhe opinião.
O tempo que te amadureceu me deu
tantas experiências que logo eu
Que tanto prezava coisas do coração,
Na balada desprezo quando toca nossa canção.
Mesmo que hoje nossa história tenha um estopim,
Mesmo que o caminho de nossas estradas
Rumem trilhas opostas, e desencontradas
Nunca voltem a se cruzar, sejam elas sem fim,
Fico na balada, feliz, agora que a música toca só pra mim.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Esperança morreu

Amor é sexo e esperança morreu.
É caminho de rua estreita em cidade
Onde encontrado pela maldade
Pobre menino parou, estremeceu,
Ah! Esse pobre menino era eu.
Preso em tantos lençóis ao sexo,
Bêbado olhando a vida perplexo,
Me perdi em tantas ruas em vão,
Seguindo seus passos, sem compreensão
Sem entender de nossa história, o nexo.

Olhos verdes me olharam de canto,
Mergulhei, A piscina era de cimento
Pensei ser feliz por um momento
Mas estava preso ao seu encanto,
Assim, a noite ouviu meu pranto.
Você ainda me amaria se eu dissesse
O que eu fiz por aí e que se desse
O passado onde eu me rebaixei
Apagaria, voltaria a ser o que sei
Que a nós dois mais nos apetece?

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Hope

Deixe teu gosto em minha boca
Teu cheiro em minha roupa
E acelere meu respirar...


Ai,,, Esperança é uma desgraça das grades, não é?

Repetição

Amor lontano, platônico e vil
Que vive de repetições, senil
Amor que não ama e não é amor
Amor que do nome não é merecedor.

São cinco minutos para escrever esse soneto
Foram quatro anos vividos em branco e preto
E se eu já nem queria, não posso entender
Se hoje eu ainda corro atrás de você.

Esse amor que não passa de paixão
Não passa de uma pequena encenação.
Calado, esse momento passou, morreu,

E embaixo do mar eu prendo a respiração.
Se nunca fui nada além de seu,
Hoje me pergunto ainda, quem sou eu?

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Que eu não me esqueça

Sabe, que eu estava pensando esses dias um pouco mais além do que eu venho pensando. Eu acho que eu estava no trem, voltando pra casa depois de um dia frenético e eu fiz uma oração não tão católica, mas muito atual da minha época e de mim. Sobretudo de mim.
Que eu não esqueça que além da tela do meu computador, existe um mundo.
Que eu não esqueça que além do meu celular, eu tenho uma janela.
Que além das redes sociais eu tenho amigos de verdade.
Que além do trabalho frenético eu tenho um vida feita pra servir.
Que eu não me esqueça da minha benevolência, que eu não me esqueça de ser humilde que além de festas eu tenho minha mãe e minha irmã.
Que eu não me esqueça que além das noites de sono perdido eu tenho Kung Fu, tenho meus livros, tenho meus sonhos, mas mais que sonhos, eu tenho pela frente uma vida e uma morte, e que cada dia seja o último e que eu seja mais e menos, conforme a necessidade se mostrar.
Que eu não me esqueça que eu sou eu, simples e feliz com pouco. Que eu nunca me esqueça disso.

sábado, 1 de novembro de 2014

Que eu seja lembrança

E se vai a voz grave, se vai a rouquidão
Me sufoco entre o povo
E logo me encontro na escuridão.

Que não me enterrem nesse chão
Que os pedaços de minha carne
Não fiquem em meio a multidão.

E que não derramem lágrimas nesse dia
Que eu seja lembrança, amor
de verão passado, que lembrem minha rebeldia.

E que de minha mãe, os olhos possam limpar.
Dá-lhe forças, dá-lhe-ia minha vida,
Mesmo que a morte eu fosse, e fui, encontrar.